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sábado, 30 de maio de 2009

Espírito Santo (VIII)

O que fazer? Em primeiro lugar podes meditar pessoalmente, como jovem, em todas estas coisas. Já tinhas pensado nesta riqueza dos símbolos? Já tinhas reparado que o Espírito Santo na tua vida não pode ser mais um apêndice ou um conteúdo facultativo? Já reparaste que estes conteúdos sobre o Espírito Santo são um estímulo ao teu empenho evangelizador? A seguir podes procurar partilhar isto com o teu grupo. Mas mais que “dizer coisas” esta abordagem simbólica pode trazer-te ideias sobre como fazer diverso tipo de sessões: não a partir de palavras, mas a partir de símbolos mesmos, dos objectos, das sensações que provocam, dos efeitos que geram. Uma terceira pista é ajudares liturgia da tua comunidade a estar mais atenta aos símbolos, à sua beleza e ás verdades importantes que nos comunicam.

Espírito Santo (VII)

O óleo Para a Sagrada Escritura, a unção com o crisma, o óleo perfumado, que consagra os sacerdotes, os profetas, os reis e, especialmente, Cristo (que quer dizer o Ungido) torna participantes na abundância do Espírito Santo aos fiéis que recebem a unção (1Jo 2, 20-27). O óleo, nas culturas tradicionais e não só está associado à cura dos doentes. O que o torna um símbolo adequado ao Espírito. A vida de cada discípulo pode ser comparado a um doente à espera de ser curado. Aliás, o sacramento da unção dos doentes aprofunda essa dimensão. Mas todos nós, estamos carentes da força curativa do Espírito Santo. No corpo mas principalmente na nossa alma trazemos feridas pesadas: traições passadas, fracassos, violências, desconfianças… tantas coisas que nos doem, ano após ano, que bloqueiam o nosso crescimento e a nossa harmonia. E que só o Espírito Santo pode curar. O azeite, fruto da oliveira, é também símbolo de paz. E a paz é um dos frutos do Espírito. Paz e harmonia que sentimos no nosso interior. Mas também paz que propagamos nos nossos contactos com os outros.

Vem, Espírito Divino

Vem, Espírito Divino Reparte os teus sete Dons
O Senhor vos dará seu Espírito Santo; Não temais, abri vossos corações, Ele derramará todo o seu amor. Ele transformará hoje as vossas vidas, Vos dará a força para amar. No percais vossas esperanças, Ele vos salvará. Ele transformará todas as penas, Como filhos vos acolherá, Abri vossos corações à liberdade. Fortalecerá todo o vosso cansaço Se ao orar deixardes que vos de a sua paz. Brotará vosso louvor, Ele vos falará. Vos inundará de um novo gozo Com o dom da fraternidade. Abri vossos corações à liberdade.

Domingo de Pentecostes

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João [Jo 20, 19-23]

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo:«A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós».Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes:«Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados;e àqueles a quem os retiverdes serão retidos».

Que dons temos recebido cada um?

Cada Cristão (ungido pelo Baptismo e Confirmação) recebe os dons do Espírito para o desenvolvimento e fruto da sua fé e para edificar a Igreja. Que dons temos recebido cada um? As vocações são dons especiais: cada qual comporta hoje algo da plenitude de Jesus. Exemplos de distintos serviços são os religiosos/as, sacerdotes, missionários/as, institutos seculares, vida contemplativa.
Sabedoria: «Vossa sabedoria é como o sal da terra, que da sabor e evita a corrupção».
Entendimento: «Sois a luz incendiada, para que com vosso entendimento espiritual possais ler os signos dos tempos e a cultura de hoje á luz do Evangelho». Conselho:
«Recebida estes conselhos e vividos como fruto do Espírito Santo». Fortaleza: «Elevada a cruz de Cristo, carregada com ela a fortaleza do Espírito, porque ela tem força de redenção e salvação». Ciência: «O Espírito é fonte de água viva. Que Ele nos dê o dom da ciência para que nos purifique de toda ignorância e possamos conhece-lo com pureza de coração». Piedade:
«Que o Espírito vos dê o dom da piedade, para que não esqueçais a oração e o louvor e vossa oração suba a Deus como o incenso». Santo Temor de Deus: «Lêde a Sagrada Escritura, deixai-vos conduzir pelo Espírito e não vos afasteis dos caminhos de Deus».

Espírito Santo (VI)

O perfume Plenitude de vida e alegria são sinais de presença do Espírito de Deus. Mas o Espírito é também o bom perfume da vida. Este é também um dos símbolos do crisma, com que se consagram as pessoas e as coisas: óleo misturado com perfume. A arte dos perfumes (Ex 30) é uma das estimadas do Antigo Testamento. O perfume é um pouco como o vento: não se vê mas sente-se. Não se toca mas é algo que penetra em nós e suscita emoções e sentimentos. É significativo que hoje a publicidade aos perfumes seja tão sofisticada. Há uma crença em que através de um perfume se pode atrair uma pessoa. Claro que podemos criticar todo esse mundo de enganos e seduções. Mas por trás desses desejos não estará o desejo profundo de relação, de vencer a solidão, de criar uma comunhão? E precisamente o Espírito Santo é como o perfume que invade e penetra todas as coisas, sem se deixar ver. Alguém passa ao teu lado e, sem te tocar, atinge-te com o seu perfume. Assim é o Espírito. Ele é o perfume de Deus que sem se impor nos atrai com a força do amor. O Espírito Santo é como o perfume que permite ir para além do visível e do palpável. É o aroma que nos estimula a viver em alegria e em festa. Essa sensação de festa nasce ao percebermos que está aqui algo mais, algo diferente, em relação ao quotidiano. O Espírito é como um perfume que nos seduz e convida a descobrir que a fadiga e a dificuldade do dia-a-dia são um caminho para o repouso e para a festa. Na parábola do filho pródigo há um versículo importante: E começaram a fazer festa (Lc 15, 24). A casa do Pai, de Deus, é uma casa em festa. E a Igreja, tal como o coração de cada cristão que acolheu a força e a beleza do Espírito Santo, deveria ser sempre uma casa em festa. Um lugar onde se sente, espalhado pelo ar, um perfume, um aroma, um ar de festa. Esse perfume que está no ar cura-nos do medo, purifica-nos do pecado, dissolve os corações de pedra, liberta-nos das violências sofridas. A evangelização não deveria ser outra coisa senão atrair as pessoas para uma comunhão com Deus que se torna fonte de festa, de alegria. O Evangelho é uma boa notícia por isso mesmo: pela sua capacidade de mudar a atmosfera. De um ambiente triste e fechado a um ar de festa e exultação. Mas para que isto se torne realidade é necessário que cada cristão assuma as qualidades do perfume: espalhar-se como o Espírito Santo que não se vê mas que se sente.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Espírito Santo (V)

O vinho Os símbolos do Espírito que vimos até agora (vento, água, fogo) são elementos naturais. Mas a Bíblia e a Tradição viva da Igreja usam como símbolos outras realidades criadas pelo homem. O Espírito é como um bom vinho; é algo que tem que ver com o sabor. O Espírito dá sabor e sentido à vida. Permite ao homem saborear a sua existência. O vinho é alimento que encoraja o coração (Salmo 102); consola nos momentos em que a vida perde sentido e sabor. Há uma embriaguez que é sinal de loucura e de descontrole. Mas há uma suave embriaguez do Espírito que indica o triunfo da vida contra todas as formas de morte e de mal. O Espírito é como o vinho, aquele vinho que nunca faltou nas bodas de Cana porque Jesus o tornou sempre melhor e mais abundante (Jo 2). Quando Jesus quis deixar no mundo um sinal da sua presença e do seu amor, além do pão, usou o vinho. Não quis usar apenas um alimento para a subsistência; quis também o vinho para viver na alegria. O Espírito não é só como o pão mas é como o vinho. É o que assegura na vida do homem a plenitude e a alegria. Às vezes, esta dimensão de alegria contagiante da vida cristã fica um bocado esquecida. Se calhar gastamos demasiado tempo a ensinar na catequese a “portarmo-nos bem” e esquecemos que a vida no Espírito é alegria e entusiasmo. Quem nos vê deveria perceber imediatamente que a nossa vida, a vida no Espírito, é uma vida saborosa. O que, aliás, é o convite da Palavra de Deus: “Saboreai e vede como o Senhor é bom!” (Salmo 33)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Espírito Santo (V)

O fogo O fogo manifesta a força do amor que purifica e consome. Jesus Cristo é baptizado com Espírito e fogo (Lc 2, 16), aquele fogo que Ele quis levar a todo o mundo (Lc 12, 49) e que foi oferecido aos seus discípulos no dia de Pentecostes (Act 2, 3-4). O Espírito é como um fogo, como uma chama. Paulo pede aos cristãos: “Não apagueis o Espírito” (1Tes 5, 19). Dizem os historiadores que a descoberta do fogo foi decisiva para a evolução do homem e para nos distinguir dos animais. O fogo aquece, cozinha, transforma. A primeira grande possibilidade que o fogo-chama permite é transformar a escuridão em luz. Toda a escuridão do mundo não pode abafar a luminosidade de uma chama, por pequena que seja. O fogo transforma os elementos e permite purificar os metais. O Espírito é como o fogo: o Espírito transforma a humanidade. Ele dá-nos a esperança que tudo possa ser transformado, que tudo possa ser melhorado e purificado. Tal como o fogo, o Espírito Santo permite-nos passar de um estado a outro. Quando o homem recebe o Espírito, acende-se o amor e chora o mal que fez… e o coração do pecador arde na dor do arrependimento… o Espírito contagia o coração dos fiéis com a chama do amor. (S. Gregório Magno). Experimenta acender um fósforo. Podes mudar a posição do fósforo mas a chama aponta sempre para cima, para o alto. O Espírito eleva, faz avançar em cima, para essa pátria de Deus que desejamos ardentemente. O Espírito Santo torna-se uma presença consoladora na nossa vida porque nos ajuda a ver como tudo o que vivemos (mesmo as coisas mais negativas) podem ser transformadas e orientadas para “cima”, para Deus. Através de um fogo de transformação, de discernimento. E esta transformação que acontece dentro de nós faz da nossa vida um fogo que dá luz, consolo e calor àqueles que estão à nossa volta. Jesus disse: “Eu vim para trazer o fogo à terra” (Lc 12, 49). Este fogo é o seu Evangelho que nos permite sentir que o Amor pode transformar tudo, até a morte, em vida nova. Ao lado de Jesus, cada crente pode encontrar luz e calor. E na medida em que nos deixamos tocar e acender pelo fogo do Espírito de Jesus ressuscitado, também as outras pessoas podem encontrar luz e calor. A nossa vida de homens e mulheres “acesos” pelo fogo do Espírito pode fazer a diferença para aqueles que estão à nossa volta. O Espírito que está em nós leva-nos a gestos de serviço, de ternura, que aquecem os corações daqueles que mais sofrem. Leva-nos a trazer luz às zonas escuras da vida de tantos dos nossos companheiros.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Espírito Santo (IV)

A água Tal como o símbolo anterior, também a água é um símbolo de vida. Sem água não há vida. E sem o Espírito Santo a vida torna-se árida, seca… e parece-se mais com a morte do que com uma vida digna. A riqueza simbólica da água aparece em muitas culturas e religiões. Mas no cristianismo é reforçada de modo especial pela experiência do baptismo. É que a água, no baptismo, torna-se sinal eficaz que não só recorda a acção de Deus mas que a torna realmente presente e actuante. Há uma característica da água que pode ilustrar muito bem o estilo de actuação do Espírito Santo: a água tende a correr para baixo. Tal como o Espírito Santo. A água vem do céu e cai sobre a terra, entranhando-se sempre. Quando pensamos no Espírito Santo pensamos em adjectivos como “espiritual”, com algo que tem que ver com o “alto” e não com o baixo. Mas o Espírito é como a água; gosta de descer, sempre mais e mais até encontrar a vida dos crentes. Essa vontade de descer, de vir ao nosso encontro, nota-se muito bem na Incarnação: O Espírito Santo virá sobre ti… (Lc 1,34). É uma alegria descobrirmos que o nosso Deus gosta de descer ao nosso encontro e não tem medo de tocar a nossa pequenez. O Espírito é como a água: revela a humildade de Deus que vai sempre para baixo; que se dobra para nós e se compadece. E Maria bem o reconhece: pôs os olhos na humildade da usa serva (Lc 1,4). Se o Espírito é como a água, se a água é a matéria do baptismo, então o cristão deve tornar-se como água à sua volta. Aqueles que foram baptizados no Espírito Santo devem tornar-se como a ága e correr sempre para baixo. Trata-se de ser homens e mulheres que amam o “baixo”, que não têm medo de descer e ir ao encontro daquelas situações mais “baixas”, mais degradadas, mas desumanas. Ser amigos de Deus significa amar o que Deus ama e amar como Deus ama: aquilo que é pequeno é frágil. E assim, os cristãos tornam-se continuadores do estilo de Deus. Levam a sua Presença, o seu amor, àqueles irmãos e irmãs que têm uma existência mais “baixa”, com mais dificuldades. O Espírito veio do céu ao nosso coração, descendo como a água; na medida em que O acolhemos, tornamo-nos fontes de água e de vida nova para aqueles que vamos encontrando.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Espírito Santo (III)

O vento Um dos símbolos mais comuns do Espírito é o vento, o sopro de vida. Tanto se refere ao vento que sopra nos grandes espaços como à respiração das pessoas e dos animais. Espírito é o ar que nos faz viver. Sem este sopro de vida não se pode viver. O Espírito Santo é como o vento: é uma realidade que envolve o mundo e o homem, umas vezes com suavidade outras com força. Não se sabe de onde vem. Sabe-se apenas que sem o vento as não nuvens não se moveriam, não haveria chuva e a terra morreria de sede, sem vida. É imprevisível e incontrolável. O que marca a nossa vida de fé. Não sabemos controlar o Espírito. É Ele que, como o vento, empurra as velas da barca da nossa vida. Não somos nós a ditar-lhe as nossas condições. Este vento não se vê. Mas sente-se. O mesmo se passa com o Espírito Santo. Não O vemos mas sentimos os seus efeitos de bondade em nós. O símbolo do sopro de vida recorda que toda a vida vem de Deus. Jesus, na cruz, morre “entregando o Espírito” (Jo 19,30). O Espírito que animava Jesus vai ser oferecido aos seus discípulos. E é de facto o Espírito que nos dá uma vida de qualidade. Uma vida apoiada n’Ele que é capaz de vencer todas as mortes que se atravessam à nossa frente. Viver no Espírito Santo significa amar a vida que d’Ele nos vem e ser capaz de testemunhar com a própria vida a alegria que vem de um Deus que ama a vida.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Espírito Santo (II)

Quem é? O que faz? Apesar da nossa muita ignorância, a verdade é que o Espírito Santo está muito presente em toda a Bíblia. Desde o início, no livro do Génesis o espírito de Deus movia-se sobre a superfície das águas (Gen 1,2) até à última oração do último livro (Apocalipse): O Espírito e a Esposa dizem: «Vem! (Ap 22,17). Mas muitas referências ao Espírito de Deus são indirectas. Usam símbolos para mostrar a acção de Deus a acontecer na vida do seu povo. Mas para captar a riqueza comunicativa destes símbolos temos que conhecer e entender o seu significado.

Espírito Santo (I)

A festa do Pentecostes encerra o tempo pascal. Liturgicamente é uma festa muito importante. Mas poucas são as comunidades em que esta festa entrou na alma da gente.
Claro que o "problema" não é tanto o ritual ou a liturgia. A verdade é que o Espírito Santo na catequese, na teologia e na vida de fé, continua um "bocadinho" ausente.
Está nas nossas mãos e na nossa criatividade ajudar a descobrir o Espírito Santo a partir de uma série de símbolos bíblicos.