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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Processo de Beatificação da Irmã Lúcia

Ontem, o padre espanhol Ildefonso Moriones reuniu-se em Coimbra com membros da Comissão Histórica, no Carmelo de Santa Teresa, a morada da Irmã Lúcia, em que esteve presente o bispo da Diocese, D. Albino Cleto.
«O processo tem duas fases, uma diocesana e outra romana. Estamos na fase diocesana. O trabalho desta comissão consiste em recuperar toda a documentação importante relativa à serva de Deus. A parte romana começa quando se entrega o processo, e não é muito longa» , que inclui o seu exame, por parte de teólogos, bispos, cardeais, e, depois, do Papa.
Ildefonso Moriones admitiu que o processo da Irmã Lúcia terá preferência, e que pode ser mais rápido do que outros.
De acordo com o postulador, neste caso «não se parte do zero», porque já há um trabalho feito sobre os pastorinhos e a aparição da virgem, e a vida dos últimos 50 anos de Lúcia é conhecida, a reclusão no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra. Pode ser uma coisa muito mais rápida.
«A comissão histórica em menos de um ano pode terminar o seu trabalho, sobre os escritos e notícias históricas da Irmã Lúcia. Dentro de um ano o processo pode estar em Roma. A partir daí é uma questão de um pouco de paciência» , observou.
Com o dossier do trabalho da Comissão Histórica em Roma, seguem-se os processos das virtudes e dos milagres. Só concluído o processo dos milagres é que se procede à beatificação. O padre adiantou que já existem várias notícias de graças e de milagres da irmã Lúcia, e havendo material que o justifique será aberto um processo para cada um deles.
«Antes de três ou quatro anos não se pode humanamente pensar na beatificação» , afirmou Ildefonso Moriones. D. Albino Cleto, adiantou que a Comissão Histórica, que em menos de um ano terá concluído o seu trabalho, é composta por sete elementos, cinco deles ligados ao Santuário de Fátima, mas onde se incluem ainda representantes da Diocese de Coimbra e uma professora de História da Universidade de Coimbra.
A Irmã Lúcia (Lúcia de Jesus dos Santos), faleceu a 13 de Fevereiro de 2005, com 97 anos, no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra. Lusa / SOL

sexta-feira, 20 de março de 2009

«Memórias da Irmã Lúcia» disponíveis na Internet

O Secretariado dos Pastorinhos (http://www.pastorinhos.com/livros/pt/MemoriasI_pt.pdf) acaba de disponibilizar na Internet o I Volume do livro “Memórias da Irmã Lúcia”. O ficheiro, em formato PDF, está disponível em 16 línguas. O livro contêm as recordações da Vidente e é considerado por este Secretariado como “o testemunho mais rico, mais vivo e mais completo dos acontecimentos de Fátima”.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Quarto aniversário da morte da Irmã Lúcia

Cerca de 14 mil pessoas visitaram em 2008 o Memorial da Irmã Lúcia, junto ao Carmelo de Coimbra, onde sexta-feira uma missa presidida pelo Bispo D. Albino Cleto assinala o quatro aniversário da morte da vidente. E o Carmo Jovem já lá esteve.
O corpo da religiosa encontra-se sepultado na Basílica de Fátima desde Fevereiro de 2006 e está em curso o processo para a beatificação da vidente, para o qual é considerada importante toda a correspondência escrita e recebida por si e que está a ser catalogada por quatro freiras do Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra. Lúcia de Jesus e a sua vida continuam a questionar muita gente, tendo motivado a construção de um Memorial, onde se pode conhecer um pouco da sua actividade no Carmelo, espaço de clausura. No Memorial podem encontrar-se desde objectos pessoais, alguns usados no tempo das aparições (1917), outras ofertas papais, a fotografias da sua vida em clausura. Porém, é a réplica da cela onde viveu 56 anos e na qual faleceu que mais interesse suscita. «Sente-se algo especial que fala ao coração e que nem sempre se consegue definir» , é o depoimento de muitas das pessoas que visitam o Memorial, umas por turismo, outras por curiosidade, mas «a maioria por devoção», contou hoje a prioreza do Carmelo, irmã Maria Celina. A responsável considera que, «sendo tão pobres os objectos que ali se podem ver, é surpreendente que causem tanto impacto nos visitantes». Depois dos portugueses, os visitantes são sobretudo de Itália e da Irlanda, havendo também quem chegue de países como Argentina, Brasil, China, Estados Unidos da América, Cabo Verde, Congo, Filipinas, Hungria, Japão, Polónia ou S. Tomé e Príncipe. Ao longo da vida, a Irmã Lúcia correspondeu-se com milhares de pessoas, guardando muito do correio recebido - que «ela a princípio queimava». Metódica, anotava em agenda as cartas que recebia, os países de origem e as que escrevia. «Neste momento, estamos com muito trabalho para ordenar toda a correspondência que ela recebeu e guardou em cerca de 70 malas (de viagem) e aquela que nos vai sendo devolvida a quem a irmã Lúcia escrevia» , afirmou a prioreza do Carmelo, referindo que o conteúdo das cartas «não será divulgado». Há também «uma grande quantidade de cartas com a notícia de muitas graças obtidas e atribuídas à intercessão» da irmã Lúcia. Todo o trabalho de catalogação da correspondência destina-se ao processo de beatificação da vidente e ocupa em exclusivo quatro irmãs, tendo inclusive obrigado à suspensão do fabrico das hóstias para a Diocese de Coimbra, acrescentou. Sexta-feira, será publicado o primeiro número de um boletim que pretende dar a conhecer a vida e graças concedidas pela Irmã Lúcia e outras informações do Processo para a Beatificação. O boletim terá periodicidade trimestral e será distribuído no final da missa presidida pelo Bispo de Coimbra.
Lusa / SOL