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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

ORAR COM OS MÍSTICOS


(estátua de S.João da Cruz, Plaza de San Juan de La Cruz - Ávila)

Hoje, dia 14 de Dezembro, Solenidade do nosso pai S. João da Cruz, a família do carmelo descalço em Portugal lança uma nova iniciativa intitulada «ORAR COM OS MÍSTICOS».

Esta iniciativa centra-se numa nova página carmelita onde será publicada diariamente uma oração ou pensamento orante dos místicos carmelitas. Cada oração diária também será divulgada no site oficial da Ordem dos Carmelitas Descalços e será ainda enviada através da newsletter a todos aqueles que a subscreverem. Umas vezes a oração será apenas do santo carmelita, outras vezes, inspirados pelos seus pensamentos orantes.

Esta oferta resulta dum trabalho realizado pelas irmãs carmelitas contemplativas de todos os Carmelos de Portugal, pelos leigos carmelitas da Ordem Secular dos Carmelitas Descalços, pelos Padres Carmelitas Descalços, pelas Irmãs Carmelitas Missionárias, pelas Irmãs Carmelitas Missionárias Teresianas e por outros cristãos que conhecem e se alimentam da espiritualidade carmelita.

O lançamento desta inicitiva em tempo de Advento e no dia da festa litúrgica do poeta e místico carmelita, S. João da Cruz, não são ocasionais. O tempo de Advento convida à interioridade, ao recolhimento, à contemplação da beleza e formosura de Deus que se espelha no mistério da incarnação que o santo do Cântico Espiritual tão bem soube glosar, como nos explicada o nosso Provincial P. Joaquim Teixeira:

"Estimados irmãos espero que já estejais a celebrar a festa de S. João da Cruz com toda a alegria e gratidão aos Céus por nos dar tão grande mestre do espírito.

Em tempo de Advento, e na solenidade do nosso pai S. João da Cruz, com a colaboração de muitos de vós, das nossas irmãs carmelitas, dos carmelitas seculares e do Delfim Machado enriquecemos um pouco mais a página web da nossa província com o lançamento da iniciativa «Orar com os místicos», com a qual se pretende oferecer diariamente alguns pensamentos orantes e orações dos nossos santos. Estas orações podem chegar todos os dias às nossas caixas de correio electrónico, basta fazer a inscrição na newsletter.

«Se na vida nos juntamos para tantas coisas porque não fazê-lo para orar?» (Vida, 7,20) – perguntava Santa Teresa de Jesus. E nós podemo-nos perguntar: Se na net aparece tanta coisa porque não colocarmos lá também as coisas da oração?
Se acharem bem, divulguem na vossa lista de e-mail's.

Um abraço amigo, Joaquim Teixeira."

Se puderes, colabora com o pedido. Se gostares inscreve-te.
Não custa nada!


Frei João da Cruz, Ontem e Hoje...



Hoje, a Ordem dos Carmelitas Descalços lembra o seu fundador e pai espiritual, e a Igreja Católica, um dos maiores mestres de contemplação e teologia mística.

Talvez a mais bela e completa descrição física e espiritual do Santo Fundador tenha sido feita por Frei Eliseu dos Mártires que com ele conviveu em Baeza. Descreve-o como “homem de estatura mediana, de rosto sério e venerável. Um pouco moreno e de boa fisionomia. Seu trato era muito agradável e sua conversa bastante espiritual era muito proveitosa para os que o ouviam. Todos os que o procuravam saíam espiritualizados e atraídos à virtude. Foi amigo do recolhimento e falava pouco. Quando repreendia como superior, que o foi muitas vezes, agia com doce severidade, exortando com amor paternal…”

Santa Teresa de Jesus considerava-o “uma das almas mais puras que Deus tem na sua Igreja. Nosso Senhor lhe infundiu grandes riquezas da sabedoria celestial. Mesmo pequeno, ele é grande aos olhos de Deus. Não há frade que não fale bem dele, porque a sua vida tem sido uma grande penitência”.

Frei João da Cruz foi Beatificado em 1675, Canonizado em 1726 e declarado Doutor da Igreja em 1926. Entre as suas principais obras clássicas estão "A subida do Monte Carmelo", “Noite Escura", "Cântico Espiritual" e "Chama de Amor Viva".


São João da +


CAMINHAR SEMPRE


«Neste caminho
é preciso caminhar sempre para chegar,
ou seja ir sempre suprimindo quereres,
e não os sustentar.
E, se não se chega a suprimi-los a todos,
não se acaba de chegar.
Porque assim como a madeira
se não transforma em fogo
por um só grau de calor
que falte na sua disposição,
assim a alma não se transformará em Deus
tendo uma imperfeição,
nem que seja ainda menos que apetite voluntário;
porque a alma não tem mais que uma vontade,
e se a embaraça e emprega em algo,
não fica livre, só e pura,
como se requer para a divina transformação.»
(Subida 1, 11,6)
in "As mais belas páginas de S. João da Cruz" p. 75, 76


Solenidade de São João da Cruz



sábado, 19 de novembro de 2011

S. Rafael de S. José

 


«se queres ser perfeito e santo cumpre os teus deveres com fidelidade».
Exortações de S. Rafael de S. José

Hoje é o dia da memória litúrgica de S. Rafael de S. José ou Rafael Kalinowski, um dos maiores Santos carmelitas e um grande exemplo para os jovens. A vida deste Santo polaco é repleta de aventura, sacrifício, corajem, dedicação aos outros e principalmente aos jovens, compaixão e muito amor ao Carmo e a Nossa Senhora. Rafael Kalinowski foi Santo na Terra e teve o Céu, também cada um de nós pode ter o CÉU (SKY) se santificar a sua vida AGORA (NOW).

Se queres saber um pouco mais sobre a vida deste Santo

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Todos os Santos Carmelitas - Festa





Esta é a gota da fama onde estão algumas das nossas Estrelas e Ídolos Carmelitas, bem como tantos e tantos carmelitas anónimos, consagrados, seculares e leigos que fizeram da sua vida uma eterna fonte de santidade.
Hoje é o seu dia e os jovens carmelitas alegram-se com os seus ensinamentos, Dons, Graças e Bençãos.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Isabel da Trinidade




P.S. Mesmo estando em espanhol, esperemos que seja compreensível...

Bem-Aventurada Isabel da Trindade



"Há um Ser que é Amor
E quer que vivamos
Em sociedade com Ele...
É Ele que me faz companhia,
Que me ajuda a sofrer,
Que me faz ultrapassar a minha dor
Para me repousar n'Ele;
Faz como eu,
Verás como isto
Transforma tudo."
(Ct. 327)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Bem-Aventurado Francisco Palau



"Tu sabes, Igreja Santa, que se vivo, vivo por ti e para ti."

Francisco Palau y Quer nasceu a 29 de Dezembro de 1811, em Aytona, Lerida, Espanha. Estudou filosofia e teologia no Seminário de Lérida. Professou na Ordem dos Carmelitas Descalços a 15 de Novembro de 1833. Devido aos perigos políticos produzidos na Espanha, é exilado para a França entre 1840 e 1851. Cerca do Santuário de Nossa Senhora de Livron leva uma vida solitária e recolhida. Regressa A Espanha, em Abril de 1851, e é incardinado na diocese de Barcelona. Funda a "Escola da Virtude" em Novembro do mesmo ano. Extinta a "Escola" é desterrado para Ibiza a 09 de Abril de 1854, onde vive profundamente o mistério da Igreja. Nas Ilhas Baleares fundou a Congregação dos Irmãos e das Irmãs Carmelitas Missionárias. Entre Janeiro e Março de 1872, escreve e publica as Regras e Constituições da Ordem Terceira dos Carmelitas Descalços, impressos em Barcelona. Morreu em Tarragona, a 20 de Março de 1872.

Foi um homem de altura média e constituição robusta. Apreciava o silêncio e a solidão, sem deixar de ser um apóstolo de actividade variada e fecunda. Foi um pregador incansável. Sente a urgência da recristianização do ambiente espanhol e europeu e toma-a como uma obra de evangelização. A correspondência foi um dos canais através dos quais transmitia mais eficazmente o espírito e autenticidade dos membros da família religiosa do Carmel Missionário.

Exerceu também o ministério de exorcista. Foi um grande escritor sobre vários temas da vida da Igreja. As obras mais notáveis são: Luta da alma com Deus, sobre a vida solitária; Catecismo das Virtudes, Mês de Maria, Escola da Virtude; A Igreja de Deus entre outros. Merece especial referência as páginas de natureza autobiográfica reunidos em dois livros: Cartas e Minhas Relações com a Igreja. A sua visão da Igreja e da Virgem Maria como tipo perfeito e acabado da Igreja são de notável profundidade espiritual e mística.

Foi beatificado pelo Papa João Paulo II a 24 de Abril de 1988 e a sua festa litúrgica celebra-se a 7 de Novembro. As congregações da Carmelitas Missionárias e das Carmelitas Missionárias Teresianas são testemunho na Igreja dos nossos dias da fecundidade apostólica deste carmelita descalço.

Durante este ano estamos a celebrar o Segundo Centenário do Nascimento deste nosso irmão, carmelita descalço.


página Bi-Centerário Francisco Palau

domingo, 6 de novembro de 2011

São Nuno De Santa Maria - Festa





Nuno Álvares Pereira nasceu em Portugal a 24 de Junho de 1360, muito provavelmente em Cernache do Bonjardim, sendo filho ilegítimo de fr. Álvaro Gonçalves Pereira, cavaleiro dos Hospitalários de S. João de Jerusalém e Prior do Crato, e de D. Iria Gonçalves do Carvalhal. Cerca de um ano após o seu nascimento o menino foi legitimado por decreto real, podendo assim receber a educação cavalheiresca típica dos filhos das famílias nobres do seu tempo. Aos treze anos torna-se pajem da rainha D. Leonor, tendo sido bem recebido na Corte e acabando por ser pouco depois cavaleiro. Aos dezasseis anos casa-se, por vontade de seu pai, com uma jovem e rica viúva, D. Leonor de Alvim. Da sua união nascem três filhos, dois do sexo masculino, que morrem em tenra idade, e uma do sexo feminino, Beatriz, a qual mais tarde viria a desposar o filho do rei D. João I, D. Afonso, primeiro duque de Bragança.

Quando o rei D. Fernando I morreu a 22 de Outubro de 1383 sem ter deixado filhos varões, o seu irmão D. João, Mestre de Avis, viu-se envolvido na luta pela coroa lusitana, que lhe era disputada pelo rei de Castela por ter desposado a filha do falecido rei. Nuno tomou o partido de D. João, o qual o nomeou Condestável, isto é, Comandante supremo do exército. Nuno conduziu o exército português repetidas vezes à vitória, até se ter consagrado na batalha de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385), a qual acaba por determinar à resolução do conflito.

Os dotes militares de Nuno eram no entanto acompanhados por uma espiritualidade sincera e profunda. O amor pela eucaristia e pela Virgem Maria são a trave-mestra da sua vida interior. Assíduo à oração mariana, jejuava em honra da Virgem Maria às quartas-feiras, às sextas, aos sábados e nas vigílias das suas festas. Assistia diariamente à missa, embora só pudesse receber a eucaristia por ocasião das maiores solenidades. O estandarte que elegeu como insígnia pessoal traz as imagens do Crucificado, de Maria e dos cavaleiros S. Tiago e S. Jorge. Fez ainda construir às suas próprias custas numerosas igrejas e mosteiros, entre os quais se contam o Carmo de Lisboa e a Igreja de S. Maria da Vitória, na Batalha.

Com a morte da esposa, em 1387, Nuno recusa contrair novas núpcias, tornando-se um modelo de pureza de vida. Quando finalmente se alcançou a paz, distribui grande parte dos seus bens entre os seus companheiros, antigos combatentes, e acabo por se desfazer totalmente daqueles em 1423, quando decide entrar no convento carmelita por ele fundado, tomando então o nome de frei Nuno de Santa Maria. Impelido pelo Amor, abandona as armas e o poder para revestir-se da armadura do Espírito recomendada pela Regra do Carmo: era a opção por uma mudança radical de vida em que sela o percurso da fé autêntica que sempre o tinha norteado. Embora tivesse preferido retirar-se para uma longínqua comunidade de Portugal, o filho do rei, D. Duarte, de tal o impediu. Mas ninguém pode proibir-lhe que se dedicasse a pedir esmola em favor do convento e sobretudo dos pobres, os quais continuou sempre a assistir e a servir. Em seu favor organiza a distribuição quotidiana de alimentos, nunca voltando as costas a um pedido. O Condestável do rei de Portugal, o Comandante supremo do exército e seu guia vitorioso, o fundador e benfeitor da comunidade carmelita, ao entrar no convento recusa todos os privilégios e assume como própria a condição mais humilde, a de frade Donato, dedicando-se totalmente ao serviço do Senhor, de Maria —a sua terna Padroeira que sempre venerou—, e dos pobres, nos quais reconhece o rosto de Jesus.

Significativo foi o dia da morte de frei Nuno de Santa Maria, o domingo de Páscoa, 1 de Abril de 1431, passando imediatamente a ser reputado de “santo” pelo povo, que desde então o começa a chamar “Santo Condestável”.

Mas, embora a fama de santidade de Nuno se mantenha constante, chegando mesmo a aumentar, ao longo dos tempos, o percurso do processo de canonização será bem mais acidentado. Promovido desde logo pelos soberanos portugueses e prosseguido pela Ordem do Carmo, depara com numerosos obstáculos, de natureza exterior. Foi somente em 1894 que o Pe. Anastasio Ronci, então postulador geral dos Carmelitas, consegue introduzir o processo para o reconhecimento do culto do Beato Nuno “desde tempos imemoriais”, acabando este por ser felizmente concluído, apesar das dificuldades próprias do tempo em que decorre, no dia 23 de Dezembro de 1918 com o decreto Clementissimus Deus do Papa Bento XV.

As suas relíquias foram trasladadas numerosas vezes do sepulcro original para a Igreja do Carmo, até que, em 1961, por ocasião do sexto centenário do nascimento do Beato Nuno, se organizou uma peregrinação do precioso relicário de prata que as continha; mas pouco tempo depois é roubado, nunca mais tendo sido encontradas as relíquias que contivera, tendo sido depostos, em vez delas, alguns ossos que tinham sido conservados noutro lugar. A descoberta em 1966 do lugar do túmulo primitivo contendo alguns fragmentos de ossos compatíveis com as relíquias conhecidas reacendeu o desejo de ver o Beato Nuno proclamado em breve Santo da Igreja.

O Postulador Geral da Ordem, P. Felipe M. Amenós y Bonet, conseguiu que fosse reaberta a causa, que entretanto era corroborada graças a um possível milagre ocorrido em 2000. Tendo sido levadas a cabo as respectivas investigações, o Santo Padre, Papa Bento XVI, dispõe a 3 de Julho de 2008 a promulgação do decreto sobre o milagre em ordem à canonização e durante o Consistório de 21 de Fevereiro de 2009 determina que o Beato Nuno seja inscrito no álbum dos Santos no dia 26 de Abril de 2009.


Homilia do Santo Padre Bento XVI (26 de abril de 2009)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dia de Santa Teresinha do Menino Jesus

1 de Outubro
Dia de Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face

Aprendamos a ser pequeninos!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

SANTO ANTÓNIO

SANTO ANTÓNIO (de Lisboa)
[1195-1231]
Padre António de Lisboa, entre nós conhecido por Santo António, nasceu em 1195, em Lisboa. Filho da fidalga D. Teresa Tavera e de Martins de Bulhões, recebeu no batismo o nome de Fernando Martins de Bulhões. Viviam em casa própria no bairro da Sé. Fernando frequentou a escola da Sé e até aos 15 anos viveu com os pais e com uma irmã de nome Maria. Aos 20 anos professou nos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho em Lisboa, no Mosteiro de São Vicente de Fora. Nesta ordem monástica prosseguirá os seus estudos teológicos. Rumou a Coimbra ao mosteiro de Santa Cruz, onde tinha à sua disposição a melhor biblioteca monacal do País. Segundo os seus biógrafos, Santo António terá lido muito, e não foi por acaso que se tornaria pregador. O mundo cristão vivia intensamente a época das Cruzadas. A chamada «guerra santa» desencadeada contra o Islão. De Oriente a Ocidente os exércitos batalham, e neste turbilhão surgem novas formas de espiritualidade. Em 1209 Francisco de Assis (S. Francisco) abandona o conforto e luxo da casa paterna, para, com outros companheiros, se recolher numa pequena comunidade, dando origem a uma nova reflexão sobre a vivência do Evangelho. É a aproximação à Natureza, à vida simples e à redescoberta da dignidade da pobreza preconizada pelos primeiros cristãos. Em Janeiro de 1220 são degolados em Marrocos, pelos muçulmanos, cindo frades menores (franciscanos) e todo o mundo cristão sofre um enorme abalado. Por cá o nosso futuro Santo António, já ordenado padre, decide mudar de Ordem religiosa e também ele passa a envergar o hábito dos franciscanos. É nesta ocasião que muda o nome de baptismo de Fernando para António e vai viver com outros frades no ermitério de Santo Antão (ou António) dos Olivais. Em meados de 1220 chegam, com grande pompa religiosa, ao convento de Santa Cruz de Coimbra, as relíquias dos mártires de Marrocos e esse acontecimento vai ser decisivo no rumo da vida de Santo António. Parte para Marrocos, sentindo também ele que é chamado a participar na conversão dos chamados infiéis. Porém adoece gravemente e não podendo cumprir aquilo a que se propunha, teve de embarcar de regresso a Lisboa. Só que o barco é apanhado numa tempestade e o Santo vê o seu itinerário alterado ao sabor de uma vontade superior. Acaba por aportar à Sicília num período de grandes conflitos armados nessa região. Em Maio de 1221 os franciscanos vão reunir-se no chamado Capítulo Geral da Ordem, onde Santo António está presente. Findo aquele período de reflexão, como que um noviciado, os frades franciscanos são chamados à cidade de Forlì para serem ordenados e Santo António é escolhido para fazer a conferência espiritual. E começa a falar. Ninguém até ali percebera até que ponto ele era conhecedor das Escrituras e como a sua fé e os seus dotes oratórios eram invulgares. Pelo que se sabe quando começou a falar imediatamente cativou os outros frades e a sua vida seria a partir daquele dia de pregador da palavra de Cristo. Percorrerá diversas regiões da actual Itália, entre 1223 e 1225. Quando S. Francisco morre, em 1226, Santo António vai viver para Pádua. Aqui vai começar por fazer sermões dominicais, mas as suas palavras tão cheias de alegorias eram de tal modo acessíveis ao povo, que passam palavra e cada vez mais se junta gente nas igrejas para o ouvir. Da igreja passa para os adros para conter as multidões que não param de engrossar. Dos adros passa a falar em campo aberto e é escutado por mais de 30 mil pessoas. Sentindo-se doente, o santo pediu que o levassem para Pádua onde queria morrer, mas foi na trajectória, num pequeno convento de Clarissas, em Arcela, que Santo António «emigrou felizmente para as mansões dos espíritos celestes». Era o dia 13 de Junho de 1231. Foi canonizado, em 1232, ainda se não completara um ano sobre a sua morte. Caso único na história da Igreja Católica, já que nem São Francisco de Assis teve tal privilégio. O seu sumptuoso sepulcro, em mármore verde em Pádua, na igreja de Santo António é o tributo do povo que o amou e é muito mais do que um lugar de peregrinação e de oração. Através dos séculos, a sua fama espalhou-se por todos os continentes. No dia 13 de Junho de cada ano, Lisboa e Pádua comemoram igualmente a passagem por este mundo de um português que pregou a fé e morreu em Pádua. Como todos os santos é universal.
[Filipe Madureira - Avessadas]

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Elevação à Trindade - Isabel da Trindade

Somos convidados a rezar com a nossa irmã a bem-aventurada Isabel da Trindade. Com ela, meditemos na presença da Santíssima Trindade na nossa alma. Aprofundemos este mistério e deixemo-nos mergulhar no Seu infinito amor. A sua vida foi uma contínua contemplação do mistério trinitário. Com uma alma sedenta de Deus, por Ele suspirava e só n’Ele encontrava conforto. Isabel cantou os louvores de Deus, com os lábios, com o coração, desde a aurora da sua infância até ao entardecer da vida...