segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Santa Teresa de Jesus

Bendito sejais, Senhor, Que nunca me abandonais, Apesar de tantas vezes vos deixar. Vós me dais a mão E me levantais com vosso poder Embora eu, muitas vezes, não queira pegar na vossa mão. Ó Senhor da minha alma! Como poderei eu pagar Os favores que ao longo dos anos me fizestes? Ó grandeza do meu Deus! Ò divina Majestade! Que com grandes regalos castigais meus pecados! Ò bondade infinita do meu Deus! Ò maravilha dos anjos! Eu quereria desfazer-me em amar-vos. Ò que bom amigo, sois vós, Senhor meu E com um pouco de arrependimento esqueceis nossas faltas. Ó Vida de toda a vida, Chegai a vós todo o mundo Que tão afastado anda da vossa amizade. Ó Senhor meu, como sois bom! Bendito sejais! Louvem-vos as criaturas, Pois aqui na terra nos fazeis saborear o céu. Quão magnificas são as vossas obras! Isto espanta, bom Mestre, a quem pensa em vós! Dar-vos graças por tão grandes favores, Não sabe a minha alma como vos louvar. [Santa Teresa de Jesus]

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

«Não me move»

Não me move, Senhor para Te amar

O Céu que me prometestes

Nem me move o inferno tão temido

Para deixar por isso de Te ofender.

Tu me moves, Senhor,Move-me ver-Te

Pregado em uma Cruz e escarnecido

Move-me ver teu Corpo tão ferido,

Movem-me tuas afrontas e tua morte.

Move-me enfim o teu amor,

E de tal maneira,

Que ainda que não houvesse Céu eu Te amaria,

E ainda que não houvesse inferno Te temeria.

Nada tens que me dar para que eu Te queira,

Pois mesmo que eu não esperasse o que espero,

O mesmo que Te quero

Eu te quereria.

[Santa Teresa de Jesus]

Jovem Carmelita, prepara-te para celebrar!

«O dia 15 de Outubro, celebramos com toda a alegria o dia solene em que Santa Teresa de Jesus, nossa Mãe, voou para o céu, ao encontro da felicidade dos santos. Por isso, nós Carmelitas, ao longo destes dias vamos preparar-nos com todo o entusiasmo para celebrar essa solenidade com toda a dignidade. Durante este tempo, une-te a nós, contemplando com carinho essa mulher deslumbrante que Deus escolheu para ser Mãe e Fundadora da nossa familia do Carmo. Durante estes dias reza-lhe connosco para que te faça sempre amigo de Jesus, pois como ela própria dizia: «Nestes tempos que correm, mais que nunca, são necessários, amigos fortes de Deus».
[In Musica Calada em Oração]

SANTA MADRE TERESA DE JESUS (1515 - 1582)

«Teresa nasceu no dia 28 de Março de 1515, em Ávila, Espanha. Com treze anos apenas, Teresa perdeu a mãe, pelo que se encomendou a Nossa Senhora, pedindo-lhe que fosse a sua mãe. Depois da sua morte da Teresa, na companhia de seus primos e primas, dá-se às futilidades e vaidades próprias da sua idade, lidas e aprendidas nos romances que adorava ler. Seu pai interna-a no Colégio de Nossa Senhora da Graça. Uma jovem freira da comunidade foi então mestra na prática do bem. Começa a pensar em ser freira, e entra no convento da Encarnação, das Carmelitas, porque nele entrou também Joana Soares, sua amiga. Como o pai não quer dar-lhe licença, Teresa foge de casa, muito embora esta decisão lhe tenha causado profundo sofrimento. Passando por muitos sofrimentos e sempre com a ajuda de Deus, fundou o primeiro convento, de S. José de Ávila, da nova família do Carmo. Foi a inauguração deste primeiro convento a 24 de Agosto de 1562, dia em que Teresa se descalçou, mudou de hábito e começou a chamar-se Teresa de Jesus. A cidade de Ávila quis destruir o convento, mas sendo obra de Deus, Ele mesmo venceu mais estas dificuldades. A sua segunda fundação foi em Medina del Campo, onde conheceu S. João da Cruz, ficando encantada com ele e pedindo-lhe que fosse o primeiro frade Carmelita Descalço. Em 1571, foi nomeada prioresa da Encarnação, seu antigo convento. Começou o seu mandato colocando as chaves do convento nas mãos duma imagem de Nossa Senhora colocando-a na cadeira da prioresa, enquanto, por sua vez, se sentou, no chão, a seu lado. Dezassete foram os Carmelos fundados pela Santa Madre. O último foi o de Burgos. O Inverno ia rigorosíssimo e a saúde de Teresa muito fraca. Regressando a Ávila mandaram-na por Alba de Tormes, onde caiu de cama dizendo: "Não me lembro de me ter deitado tão cedo desde há muitos anos". Não mais se levantou. Perguntaram-lhe se, morrendo queria ser enterrada em Ávila, ao que respondeu perguntando: "Mas aqui não terão um pouco de terra que me emprestem até ao dia do Juízo?", após o que morreu dizendo: "Enfim, Senhor, morro filha da Igreja!". Eram nove horas da noite do dia 4 de Outubro de 1582. Nesse ano, o calendário foi actualizado pelo que o dia seguinte era o 15 de Outubro. Um dia disseram-lhe: "Madre, dizem que sois bonita, inteligente e santa. Que dizeis de vós mesma?". Teresa respondeu: "Bonita, vê-se bem. Inteligente, penso que nunca fui tonta. E santa, a ver vamos e Deus o queira!"».

Ecos (1)

Uma experiência muito desejada... Foi em Braga, no passado fim de semana, que dezenas de jovens vindos de diversas regiões do país, se encontraram para o XV HOREB, o encontro anual do Carmo Jovem, no qual eu nunca tinha participado, mas quando se quer realmente algo, luta-se bastante ao ponto de conseguirmos, e assim foi, eu participei neste encontro, pois tinha muita curiosidade em saber do que se tratava, porque os meus amigos que já tinham participado falaram-me muito bem e deixeram-me muito anciosa. Veja mais no Blog do Grupo dos Jovens "Sementinhas".

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Novo blog... http://www.jovenskanimambo.blogspot.com/

Com muito gosto tomei conhecimento de um novo blog, dos Jovens Missionários Carmelitas do Carmo de Viana do Castelo. Trata-se do blog de um pequeno grupo missionário que pretende crescer na fé e no amor como Leigos Missionários Carmelitas
A Ordem está mais rica por mais um grupo e com um blog muito interessante.
Eu já visitei... Gostei... Recomendo... Visitem, é só clicar na imagem.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A vida de Paulo (IV)

Do ano 33 ao ano 35. A primeira missão. O mundo árabe. Paulo conhecia bem o cristianismo dos helenistas; reconhecia nele um risco para o judaísmo legal do ramo do fariseismo. Portanto, temos de considerar que Paulo conhecia Jesus, porque conhecia o que perseguia quando perseguia os missionários helenistas. É por essa razão, que depois da sua conversão, não tem de aprender quem é Jesus e quem é a Igreja, porque já os conhece bem. Este é, pois, o contexto em que se situam os três anos do que podemos chamar a sua missão árabe. «Mas quando Deus que me escolheu desde o ventre materno (…) quis revelar-me o seu Filho para que eu O anuncie entre os pagãos, eu não consultei nem a carne nem o sangue, nem fui a Jerusalém falar com os que eram apóstolos antes de mim, antes fui para a Arábia e depois regressei outra vez a Damasco» (Gal 1:17). Tudo nos leva a entender que Paulo actua como membro da Igreja de Damasco e que realiza uma missão na Síria nabateia, a Arábia. Os três primeiros anos de Paulo como cristão estão vinculados a essa «missão na Arábia», depois de partir de Damasco, cidade que tinha afinidades com aquela região. O êxito de Paulo não parece ter sido grande e, tendo regressado a Damasco, teve de fugir: «Em Damasco, o governador da cidade, em nome do Rei Aretas, policiava a cidade na esperança de me prender. Mas eu fui descido pelo muro, dentro duma cesta, depois de sair por uma janela. Foi assim que escapei às suas mãos» (2Cor 11:32-33). Mas o que foi essa missão na Arábia, que terminou com uma fuga sem retorno? Não sabemos bem. Porém, deveria ser por nós melhor conhecida. Foi uma espécie de incursão no deserto, como quiserem entender certas tradições proféticas, que, como Oseias, falavam dum novo Israel que nasce no deserto? Foi uma esperança apocalíptica, na linha de João Baptista que começou no deserto, ou até na linha de Jesus que também se retirou para o deserto antes de pregar? O primeiro anúncio de Paulo pode situar-se nesta linha interpretativa? São perguntas que ficam.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

São Paulo, um Mestre para os Mestres do Carmo

Professor: Frei João Costa
Secretária: Isabel Gonçalves (Braga)
A Conferência do XV Horeb, sobre o tema “S. Paulo, um Mestre para os Mestres do Carmo” teve como orador Frei João Costa.

São Paulo, em hebraico Saulo, nascido em Tarso da Cilícia, refere-se a si dizendo que se tornou “cristão como um aborto”. Esta expressão deve-se ao facto de inicialmente Saulo ter sido um perseguidor de cristãos, pois julgava que deveria opor-se ao nome de Jesus Cristo. Prendeu numerosos santos e consentiu no martírio de todos, incluindo Estêvão, antigo companheiro de escola.

Numa das perseguições, indo a caminho de Damasco, viu um resplendor de luz no céu que o cercou, e caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: “— Saulo, Saulo, porque me persegues?” (Act. 9, 1-22). Foi neste momento que Saulo abandonou a perseguição e, ingressando na Igreja pelo Baptismo, passou a ser um seguidor de Jesus Cristo. A partir daqui conhecemo-lo com o nome latino de Paulo. O Apóstolo S. Paulo, o abortivo, é considerado por muitos cristãos como o mais importante discípulo de Jesus. Foi concerteza um Apóstolo diferente, sobretudo quando decidiu — e foi aceite pelo Colégio Apostólico —, que espalhasse a mensagem da Boa Nova de Jesus Cristo entre os gentios. Anunciar aos não judeus, aos pagãos ou gentios era a sua missão. É ele o Apóstolo missionário, sempre a caminho, incansável testemunha da ressurreição de Jesus. (Terá, por exemplo, segundo se crê, anunciado o Evangelho na Península Ibérica!) Paulo escreveu várias epístolas, catorze das quais chegaram até nós. Escreveu preferentemente às comunidades que fundara, e assim fincava o seu testemunho de Apóstolo, reforçava os seus ensinamentos ou corrigia desvios. Foi o caso das Cartas aos Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, Tessalonicenses. A Carta aos Hebreus provavelmente não é sua, mas atribuída por um discípulo à sua autoridade. A Carta as Romanos foi escrita antes do Apóstolo ali chegar e visava preparar a sua chegada, dar-se a conhecer e mostrar a boa nova que pregava. Escreveu também a discípulos bispos: Timóteo e Tito; e ao amigo Teófilo para que recebesse um escravo que lhe fugira e entretanto se fizera cristão. No decorrer do ensinamento do Frei João rezámos um hino retirado da Carta aos Efésios (1, 3-6. 11-12), donde, depois salientámos algumas expressões mais marcantes: o facto de sermos “filhos adoptivos e herdeiros de Jesus Cristo”. Ainda não existia mundo e já nós existíamos, Deus via no amor cada um de nós. É Jesus que nos faz filhos de Deus, existindo uma herança que vai passando de mestre para mestre, herdamos de Paulo o que ele herdou de Jesus. Na Carta que escreveu à Igreja, intitulada “No inicio do novo milénio”, o Papa João Paulo II convida-nos a lembrarmos o Passado com agradecimento, a viver o Presente com paixão (a termos fé apaixonadamente) e caminharmos para o Futuro com confiança, porque “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre”. Ser mestre é ser santo. A partir de agora vamos chamar aos nossos santos, santos e mestres. É esse o significado. E o que é ser santo? Diz alguém que, segundo a Bíblia, ser santo é sair de si próprio ao encontro do outro. Mais uma vez, JPII:“Saí e caminhai sempre com os olhos no passado, com os pés no presente e caminhando para o futuro, caminhai para uma perspectiva de santidade. Vós sois chamados a ser santos. Não tenhais medo!” A santidade é saída de si. Não podemos ficar fechados em nós, temos de sair ao encontro do nosso mundo. Havemos de sair, num sair por amor, um sair da prisão dos nossos interesses para sair ao encontro do outro. Um exemplo claro e muito reconhecido desta santidade foi Madre Teresa de Calcutá. Aquilo em que acreditava, ela o confirmava com obras. Uma questão que nos colocámos é se os nossos santos, apenas falaram ou também actuaram. Existem, é certo, várias formas de amar e, entre elas, a que mais se salienta é ir ao encontro dos pobres com o coração cheio. Porém, de acordo com o Papa Paulo VI: “Não há cristão que não deva algo ao Carmo”! Sim, é verdade. Também os Carmelitas saem de si para servir os outros. Só somos Carmelitas se formos santos, se sairmos de nós ao encontro dos necessitados. O Carmo existe para a Igreja. O coração dum Carmelita está cheio do “fazer o bem aos outros”. Se da Igreja saírem aqueles que rezam, que fazem da vida uma oração, a Igreja não é verdadeiramente Igreja! Pensando bem: a Igreja pode ser comparada a um arco-íris; ora, se ao arco-íris lhe tiramos uma cor, o arco-íris não é verdadeiramente um arco-íris. Portanto, existem várias maneiras de fazermos o arco-íris da Igreja: e a cor do Carmo é muito bela! E não pode faltar! Ao fazermos o bem à Igreja e ao Mundo pela oração — pela oração de louvor, pela de intercepção, de acção de graças, … —, pedindo não só por nós mas também pelos outros, nós fazemos o bem, erguemos o arco-íris, construímos um mundo mais belo. A vida de cada Carmelita “é um altar” donde se elevam orações e preces para Deus em favor da Igreja e do nosso Mundo. Nós somos prece: Prece pela escola, pelos professores, pelos trabalhadores, pecadores, pelos missionários, pelas criancinhas, pelos velhinhos, pelo Papa, pelos sacerdotes, pelos catequistas, pelos chefes das nações, pelos…

Ai de mim se não evangelizar”, era o grito de São Paulo que ainda hoje se ouve. Depois deste grito fomos escolher o nosso grito — o nosso just do it, segundo o Frei João —, a exemplo de S. Rafael Kalinowsky que escolheu para lema do seu apostolado a exortação de S. Paulo “Caridade, alegria e paz” (Gál 5:22), ou segundo a Bem-aventurada Isabel da Trindade que elegeu ser «Quero viver para ser louvor da glória de Deus». E escolhemos como se poderá verificar noutro lugar.

Fotos XV HOREB

Para veres mais fotos do XV HOREB, clica aqui.

São lemas, são guias

Neste XV HOREB, ao lermos São Paulo e ao meditarmos a Palavra de Deus que lhe brotou do coração, despontaram para nós, Jovens Carmelitas, alguns lemas pessoais que fomos acolhendo. São lemas, são guias. Eis alguns, não todos. A partir deste Horeb pautaram as nossas vidas de discípulos de Jesus. - Sou Apóstolo para vós. (Cindy Monteiro, Avessadas) - Vivo para Deus. (Teresa Romeiro, Alhadas) - De todo o coração. (Joana Gomes, Braga) - A graça de Deus trouxe a salvação. (Sofia Simões, Moinhos da Gândara) - Esta é a minha defesa para os que me condenam. (Joana Costa, Viana) - Cristo é tudo em todos. (Carla Costa, Braga) - Faz o bem para louvor de Deus. (Vânia Pinto, Caíde de Rei) - É bom ser zeloso. (David Peixoto, Caíde de Rei) - A caridade não acaba. (Marta Pinto, Braga) - O mandamento é o amor de um coração puro. (Carina Macedo, Coimbra) - Evangeliza para que a cruz não seja vã. (Ana Gomes, Braga) - Não extingais o Espírito. (Diogo Simões, Braga) - Feitos servos de Deus. (Jorge Teixeira, Caíde de Rei) - Orai sem cessar. (Ana Lúcia Magalhães, Caíde de Rei) - A caridade é o alimento das nossas vidas. (Carla Romeiro, Alhadas) - Ao serviço da justiça. (Verónica Parente, Viana do Castelo) - Ofereço-me a Deus. (Ricardo Luís, Caíde de Rei) - O amor não faz mal. (Tânia Dias, Caíde de Rei) - Deus escolhe o fraco para confundir o forte. (Inês Monteiro, Braga) - Todos vós sois filhos da luz e do dia. (Stéphanie Monteiro, Avessadas) - Caminhai honestamente. (Luís Peixoto, Caíde de Rei) - Se és filho, és herdeiro. (Marlise Teixeira, Caíde de Rei) - Verdadeira filha na fé. (Filipa Pires, Moinhos da Gândara) - Sem amor nada sou. (Catarina Soares, Braga) - Não mintais uns aos outros. (André Almeida, Braga) - Fiz-me tudo para todos. (Cristiane Macedo, Coimbra) - Em paz com Deus. (Vera Pinto, Avessadas) - Exorta os jovens. (Rafael Gaspar, Moinhos da Gândara) - Zeloso de boas obras. (Ricardo Pinto, Moinhos da Gândara) - Pela obediência de um, muitos serão justos. (Tiago Gonçalves, Braga) - Deus enviou-nos o Espírito de Seu filho. (Aura Bragança, Caíde de Rei) - A loucura de Deus é sábia. (Ricardo Costa, Braga) - Também nos gloriamos nas tribulações. (Isabel Gonçalves, Braga)

S. Paulo, um mestre para os mestres do Carmo

Foi em Braga que cerca de 50 Jovens Leigos Carmelitas, vindos do norte e centro do País, nos encontrámos para celebrar o XV HOREB – Encontro Anual do Carmo Jovem. Horeb é significado de carminhada e encontro, de revelação e amizade renovada com o Senhor e com os amigos. O tema do XV Encontro era «S. Paulo - um mestre para os mestres do Carmo». E obviamente também para nós, jovens do séc. XXI. O início foi no dia 3 de Outubro, sexta-feira, com a apresentação das várias delegações e a saudação aos jovens dirigida pelo Superior carmelita da Comunidade de Braga, Pe. Agostinho Castro. No sábado, esteve connosco o Frei João Costa, ocd, director do Carmo Jovem. Sob a sua batuta o dia foi de aprofundamento da figura e mensagem do Apóstolo das Gentes e da sua influência nos santos carmelitas. Houve uma apresentação biográfica e teológica de S. Paulo, após o que convidou os jovens a ler alguns capítulos das Cartas do Apóstolo. Foi um belo momento de imersão nas palavras do Apóstolo que nos gritou, desde a lonjura dos tempos: Ai de mim se não evangelizar! Ai de ti, se não te tornares cristão! Antes de cada um se deixar embeber nas palavras do Apóstolo, houve tempo para gravar a fogo o sumário do nosso Horeb: Prega o Evangelho, se for preciso usa palavras. O desafio é interessante, pois a oração, o silêncio e a contemplação são sementes promissoras de anúncio da boa nova de Jesus. Considerámos que a Igreja é como um arco-íris, e que se dele se ausentar uma cor que seja jamais o arco-íris será verdadeiramente arco-íris. E daqui renasceu em nossos corações o compromisso de rezar apostolicamente, de sustentar o anúncio do Evangelho com a força da oração, com o testemunho de vida, com as boas obras da justiça. Do mergulho nas Cartas brotaram lemas juvenis e pessoais, que hão-de comprometer e pautar vidas entregues ao serviço do Evangelho. Foram lemas como: Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre; Somos filhos adoptivos; Somos herdeiros com Jesus Cristo; Caridade, alegria e paz; Ao serviço da justiça. E outros. Todos foram verdadeiras interpelações, porque o Apóstolo, pela actualidade da sua palavra e exemplo, parece viver hoje e interpelar hoje a fazermo-nos tudo para todos. A noite foi caindo sobre o jardim do Seminário, onde rezávamos o Terço. Nossa Senhora, recomendou que o rezássemos todos os dias e nós não quisemos deixar de o fazer, levados pelo coração do Apóstolo que nos ofereceu as meditações. Por fim, adentrámo-nos na espessura da noite em oração amorosa e vigilante na Capela de Guadalupe. A figura central foi S. Paulo que esteve presente no meio de nós proclamando a sua palavra. A Vigília fez-nos rezar mais uma vez os textos de Paulo e trouxe-nos do passado ao presente, da fonte da Escritura ao manancial da espiritualidade carmelita, da oração contemplativa ao compromisso. No Domingo celebrámos a Eucaristia na Igreja do Carmo, a nossa casa. Nós que tanto tempo dedicáramos a Paulo, afundámo-nos de vez no imenso mistério que é a presença gozosa de Jesus na Eucaristia; onde Ele nos fala e nos alimenta. Presidiu o Frei João Costa e concelebrou o P. Agostinho Castro e o Diácono Elísio Portela. Um jovem actor deu corpo e voz a Paulo, e saudou a Comunidade do Carmo que nos recebeu no seu seio para rezar. Na homilia o presidente da celebração realçou de novo o silêncio como lugar de testemunho e como possibilidade fecunda de anúncio do Evangelho, citou a discreção da santidade de Teresinha e a sua pequenez como o meio mais universal e ao alcance de todos para pregar. Porque o Evangelho também se pode pregar com palavras.

E assim foi...

Elaborado por Tiago Gonçalves, Braga.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

É já este fim de semana...

XV HOREB
S. PAULO - um mestre para os mestres do Carmo
Horeb, é uma oportunidade... Horeb, é beleza... Horeb, é sonho... Horeb, é um desafio... Horeb, é amor... Horeb, é uma aventura... Horeb, é a felicidade... Horeb, é amizade... Horeb, é a VIDA.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Bento XVI mostra «autêntica liberdade cristã» em Paulo

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 1º de outubro de 2008 (ZENIT.org).- «A verdadeira liberdade consiste em conformar-se com Cristo, e não em fazer o que se quer», afirmou o Papa Bento XVI nesta quarta-feira, diante dos 20 mil peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para a audiência geral. «É uma lição que nós também devemos aprender: com os diversos carismas confiados a Pedro e a Paulo, deixemo-nos todos guiar pelo Espírito, tentando viver na liberdade, que encontra sua orientação na fé em Cristo e se concretiza no serviço aos irmãos.» Segundo o Papa, «é essencial ser cada vez mais conformes com Cristo. É assim que se é realmente livre; assim se expressa em nós o núcleo mais profundo da lei: o amor a Deus e ao próximo». O pontífice dedicou a catequese ao ciclo sobre o Apóstolo São Paulo, e nesta ocasião, explicou dois episódios da vida do santo na Igreja nascente: o Concílio de Jerusalém e o incidente com Pedro em Antioquia, ambos relatados em suas cartas. «O respeito e a veneração que Paulo cultivou sempre pelos Doze não diminuem quando ele defende com franqueza a verdade do Evangelho», explica o Santo Padre. No caso do Concílio de Jerusalém, o bispo de Roma recorda que foi «um momento de não pouca tensão» para a Igreja, dividida quanto à observância ou não das leis mosaicas. «Paulo expôs aos Doze, definidos como as pessoas mais relevantes, seu evangelho de liberdade da Lei. À luz do encontro com Cristo ressuscitado, ele havia compreendido que no momento da passagem ao Evangelho de Jesus Cristo, os pagãos não precisavam da circuncisão ou das leis sobre o alimento e sobre o sábado como demonstração de justiça: Cristo é nossa justiça e ‘justo’ é todo aquele que está conforme com Ele», explica. Neste sentido, acrescenta o Papa, «como aparece com grande clareza nas cartas de São Paulo, a liberdade cristã não se identifica nunca com a libertinagem ou com o arbítrio de fazer o que se quer; esta se realiza em conformidade com Cristo e, por isso, no autêntico serviço aos irmãos, sobretudo aos mais necessitados». Paulo, assevera Bento XVI, foi fiel ao pedido dos Apóstolos de «lembrar-se de seus pobres», e com a coleta a favor dos cristãos de Jerusalém, manifesta-se «um gesto litúrgico ou ‘serviço’, oferecido a Deus em cada comunidade; é ação de amor cumprida a favor do povo. Amor pelos pobres e liturgia divina estão unidos: o amor pelos pobres é liturgia». «Na preocupação pelos pobres, testificada particularmente pela 2ª Carta aos Coríntios e na conclusão da Carta aos Romanos, Paulo demonstra sua fidelidade às decisões amadurecidas durante a Assembléia», afirma. A respeito disso, o sucessor de Pedro assinalou a importância dos concílios na vida da Igreja: «Todo concílio e sínodo da Igreja é ‘acontecimento do Espírito’ e reúne em sua realização as solicitudes de todo o povo de Deus: experimenta-o em primeira pessoa quem teve o dom de participar do Concílio Vaticano II». Sobre o episódio do confronto de Paulo com Pedro em Antioquia da Síria, o Papa explicou que «dá a entender a liberdade interior de que gozava o Apóstolo». Naquela circunstância, Paulo recriminou Pedro por evitar os pagãos nas refeições fraternas, por causa do preceito mosaico de evitar certos alimentos. «Muito provavelmente as perspectivas de Pedro e de Paulo eram distintas: para o primeiro, tratava-se de não perder os judeus que haviam aderido ao Evangelho; para o segundo, o importante era não diminuir o valor salvífico da morte de Cristo por todos os crentes.» E, contudo, recorda o Papa, o próprio Paulo, dez anos depois, pedia aos irmãos de Roma que evitassem os alimentos se isso fosse «escandalizar os mais fracos». «O incidente de Antioquia se revelou assim como uma lição, tanto para Pedro como para Paulo. Só o diálogo sincero, aberto à verdade do Evangelho, pôde orientar o caminho da Igreja», acrescenta Bento XVI.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Bento XVI apresenta Santa Teresinha como apoio aos jovens

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 1º de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI apresentou Santa Teresa de Lisieux como apoio para os jovens, no dia da festa litúrgica daquela que é conhecida como Santa Teresinha do Menino Jesus, e que faleceu aos 24 anos de idade. Ao despedir-se dos jovens presentes, assim como dos doentes e recém-casados congregados na Praça de São Pedro, no Vaticano, por ocasião da audiência geral, o Papa recordou a freira de clausura de Lisieux (França), doutora da Igreja e padroeira das missões. «Que seu testemunho evangélico vos apóie, queridos jovens, no compromisso de fidelidade cotidiana a Cristo», disse o bispo de Roma. Dirigindo-se aos doentes, alguns deles em cadeiras de rodas, desejou que a jovem francesa os estimule «a seguir a Jesus pelo caminho da provação e do sofrimento». Por último, ao saudar os recém-casados, alguns vestidos com sua roupa de casamento, confiou-lhes sua esperança de que Santa Teresinha os ajude «a fazer de vossa família o lugar de crescimento no amor a Deus e aos irmãos». Os pais de Santa Teresinha do Menino Jesus, Luís e Célia Martin, serão beatificados em Lisieux, no dia 19 de outubro, durante o Domingo Mundial das Missões.