sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Encontros com S. Paulo - D. António Couto

Ontem, dia 30 de Outubro, eu e o Ricardo Luís dirigimo-nos a Guimarães a fim de ouvirmos D. António Couto falar sobre S. Paulo. Na verdade, já sabia o que ia encontrar (pelo menos em parte). D. António Couto é um homem sábio e ao mesmo tempo humilde; para além disso é um grande pedagogo. D. António mostrou-nos como S. Paulo teve um encontro fulminante com Cristo, no qual foi absolutamente agarrado. Este encontro rasga a vida de Paulo em duas. A que passou (que é para esquecer) e a que vem, orientada para Cristo. A sua vida passa a ser como uma seta que aponta para a meta (Cristo). Paulo, na verdade, não é autónomo é cristónomo (depende de Cristo).Para além disto importa realçar que Paulo foi, de facto, um inovador. Na verdade, na apresentação das suas cartas nunca se esquece dos seus colaboradores, antes os estima e os valoriza. Isto mostra-nos que o cristianismo não é uma aventura a sós, mas uma aventura comunitária. Temos, pois, de ter muita gente activa na Igreja, porque ser cristão é viver em rede. Por último, gostaria de destacar a importância que assume a graça nas cartas de Paulo. Na verdade, ela envolve todas as cartas. A graça é a forma de Deus se debruçar sobre nós com carinho maternal, com um olhar cheio de ternura como uma mãe que embala o bebé e o olha. O sucesso de Paulo deve-se, em grande parte, à sua metodologia maternal. Hoje, segundo D. António Couto, precisamos de uma Igreja afectiva, maternal e personalizada. E termino com as primeiras palavras deste encontro. O desafio é que nos encontremos com S. Paulo e por ele com Jesus Cristo.
Jorge Fernando

O Rosário na dinâmica espiritual e social do catolicismo

O Rosário como oração estruturou-se sugerindo ao crente a meditação sobre os principais passos da vida de Jesus, mas centrado na piedade mariana. Da repetição de determinadas orações, o Rosário paulatinamente foi-se constituindo como meio de contemplar e meditar sobre a vida de Jesus, e na qual Maria surge como intercessora, tornando-se por excelência uma forma de oração largamente comum aos fiéis.
António Matos Ferreira

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Os amigos

o correr dos dias tem sido intenso... reencontrei, no entanto, uma das mais belas definições de amizade...
Os amigos Esses estranhos que nós amamos e nos amam olhamos para eles e são sempre adolescentes, assustados e sós sem nenhum sentido prático sem grande noção da ameaça ou da renúncia que sobre a luz incide descuidados e intensos no seu exagero de temporalidade pura Um dia acordamos tristes da sua tristeza pois o fortuito significado dos campos explica por outras palavras aquilo que tornava os olhos incomparáveis Mas a impressão maior é a da alegria de uma maneira que nem se consegue e por isso ténue, misteriosa: talvez seja assim todo o amor
José Tolentino Mendonça, A Noite Abre Meus Olhos

domingo, 26 de outubro de 2008

PR9 – Trilho dos canos d’água ou do Pai do Senhor

O Pai do Senhor é o Dinis. Mas também pode servir para entre nós dizer o Trilho PR9. O rapaz dá ainda pelo nome de Gotas ou Gotinhas. Ele é Kanimambo e estuda a vocação. Não é um instalado. Quando lhe falamos que íamos fazer uma carminhada do Carmo Jovem ele propôs o tal PR9. Como somos de acreditar, mas gostamos de nos certificar fomos esta tarde fazer com ele o percurso. Simplesmente fabuloso! Os canos d’água são duas construções — uma do séc. XV e outra do séc. XVII — que abasteciam a cidade de Viana do Castelo e ainda o fazem, mas já não completamente. Vale a pena ir ao Parque da Heydi, bosques intocados, uma carreira de tiro, a casa do avião, uma citânia e sítios para fotos únicas. São Paulo vai aparecer a cada recanto. Vai valer a pena, assim o tempo ajude. As fotos dizem do quanto nos extasiamos. Mas o melhor é vir à carminhada do dia 8 de Novembro. Quem vier saberá do que falo.

sábado, 25 de outubro de 2008

Equipa reforçada

Hoje, 25 de Outubro, esteve reunida no Carmo de Viana do Castelo a Comissão da Pastoral Juvenil. Desde o nosso blog aproveitamos para saudar o seu carinho, preocupação e cuidado para connosco. Em nome dos jovens do Movimento do Carmo Jovem saudamos o jovem sacerdote Frei Vasco Nuno, pelo que significa de compromisso, de reforço e disponibilidade para o Movimento. Que a sua juventude, força e coragem o ajudem a investir as suas energias e capacidades no pequeno jardim do Movimento, seja nos jovens carmelitas mais próximos dos conventos seja nos das paróquias. «Juntos andemos», pois. E que juntos possamos apontar caminhos que cativem os jovens a saborear a espiritualidade carmelita. Que Nossa Senhora do Carmo, modelo e referência para os jovens carmelitas nos una e nos leve a saciar na fonte da vida. Que sob o seu olhar que possamos crescer e prosperar com entusiasmo, amor, respeito e gratidão. Juntos implantaremos a civilização do amor, porque só no amor permanece a verdade, como nos ensinam os Santos do Carmelo.

Dia de festa! 1.º aniversário dos Sementinhas

Hoje, 25 de Outubro, comemoramos o nosso primeiro aniversário, que aconteceu no passado dia 20. Assim, não quisemos deixar de assinalar esta data e tivemos uma tarde com algumas actividades simples. Ver mais no Blog Sementinhas de Deus.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Carminhada - Viana do Castelo - 8NOV'08

Evangelização é uma aventura, uma tarefa contínua… Não fiques desocupado, ocupa-te connosco! Carminha connosco, deixa-te guiar pelo apaixonante amor de se fazer carminho com os outros! Se Ele não te avistar entre nós, prepara-te, manda e mandará saber notícias da tua Fé! Não podes parar de carminhar. Ainda não chegas-te ao fim do carminho. O fim do carminho? Sim. É nunca desistires de carminhar! Aventura-te! Aspectos a ter em atenção: - As carminhadas são abertas a todos os jovens; - Início às 9h00, na Igreja do Carmo em Viana do Castelo; - A carminhada tem 12 km; - Eucaristia às 18h00 na Igreja do Carmo em Viana do Castelo; - A carminhada termina após a Eucaristia; - O almoço será partilhado, devendo cada participante levar de casa; - Procura levar calçado confortável e já usado; roupa conveniente (um impermeável…); - Haverá um carro vassoura (podem lá deixar ficar as mochilas com a comida), mas a maior honra dos condutores de carros vassoura é chegar ao fim vazios; - Carminha ligeiro de equipagem. Nem tudo é necessário para carminhar…; - Quem participou já em outras Carminhadas já tem a faixa “JOVENS LEIGOS CARMELITAS”. Devem levá-la. CONFIRMAÇÃO A confirmação de participação na Carminhada deverá ser efectuada até ao dia 2 de Novembro para: Carmo Jovem carmojovem@gmail.com

domingo, 19 de outubro de 2008

PAPA APRESENTA EXEMPLO DE AMOR DOS PAIS DE SANTA TERESINHA

Bento XVI apresentou neste domingo o exemplo de amor e de fé que continuam oferecendo hoje os pais de Santa Teresinha do Menino Jesus, Louis Martin e Zélie Guérin.O segundo casal da história elevado à glória dos altares - Zélie viveu entre 1831 e 1877 e Louis entre 1823 e 1894 e - foi beatificado em uma cerimônia presidida na basílica de Lisieux pelo cardeal José Saraiva Martins, legado pontifício.
A data de sua beatificação é significativa, o Dia Mundial das Missões, pois a filha dos novos beatos, Santa Teresa de Lisieux, foi declarada por Pio XI patrona das missões.
"Estes novos beatos acompanharam e compartilharam, com sua oração e seu testemunho evangélico, o caminho de sua filha chamada pelo Senhor a consagrar-se a Ele sem reservas entre as paredes do Carmelo", explicou o Papa desde o Santuário de Pompéia, perto de Nápoles (Itália).
"Com sua vida de casal exemplar, anunciaram o Evangelho de Cristo --acrescentou o Papa falando em francês--. Viveram ardentemente sua fé e a transmitiram em sua família e a seu redor".
"Que sua oração seja fonte de alegria e de esperança para todos os pais e todas as famílias", desejou.
O exemplo de amor dos novos beatos foi sintetizado pelo Papa com uma expressão escrita por sua filha: "No coração da Igreja, minha mãe, serei o amor".
Pensando na beatificação dos esposos Martin, Bento XVI recordou "outra intenção que levo no coração, a família, cujo papel é fundamental na educação dos filhos em um espírito universal, aberto e responsável para com o mundo e seus problemas, assim como na formação das vocações à vida missionária".

sábado, 18 de outubro de 2008

Na dor da selva não se pode aceitar um Deus qualquer. Na selva é preciso um Deus racional

En el dolor de la selva no puedes aceptar a cualquier Dios. El Dios ritual infantil no te basta. No te basta con pensar que Dios es amor o que no puedes explicarlo. En la selva necesitas un Dios racional. Si tu fe no es racional, si no estás seguro de que Dios existe, no puedes entablar una relación con Él. Entendí, leyendo la Biblia, que Dios no es energía, ni luz ni partículas de gas en el cosmos, sino que Dios es un ser humano, en otras palabras, que lo que nosotros tenemos de humanos es lo que tenemos de Dios. Todos los personajes de la Biblia están retratados con sus debilidades, sus miserias, sus pequeñeces. Todos estamos retratados ahí.Yo descubrí un Dios con sentido del humor, con sentido de la autoridad, un Dios que educa, un Dios que ama, pero sobre todo, que es un Dios en el sentido de que lo puede todo. Un robot puede estar programado para amar, pero si no tiene la libertad de no hacerlo, el amor no tiene valor.

Ingrid Betancourt
[espero que se compreenda sem tradução]

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Exemplo de santidade dos pais de Santa Teresinha!

Todos os que conhecem a vida de Santa Teresinha sabem do amor maior que a unia a seus pais. Órfã de mãe muito cedo, é natural que o seu apego a seu pai tenha sido muito forte. Louis Martin era o seu “Rei”. Teresa era, sem dúvida, a filha predileta, a “Rainhazinha” do senhor Martin. Luís José Aloísio Estanislau Martin, o pai, nasceu em Bordeaux, França, a 22 de Agosto de 1823. Nesse dia, seu pai, militar, estava ausente, numa expedição em Espanha. Os pais de Luis José foram: Pedro Francisco Martin e Fanny Boureau. Devido ao trabalho do pai, Luís passou a infância em vários lugares: Avignon, Estrasbourg e, finalmente, Alençon, onde fixou residência a partir de 1830. Calmo, piedoso, dado à contemplação, Luís desejou abraçar a vida monacal. Para tanto, visitou o Mosteiro do Monte São Bernardo, em 1843. Porque não conhecia o latim, não foi aceite na Ordem Cisterciense. Voltando a Alençon, abriu uma relojoaria, em 1850. Célia, mãe de nossa santa, chamava-se Célia Maria Guérin. Nasceu aos 23 de dezembro de 1831, em Gandelain, França. Quando jovem, sonhou e chegou mesmo a ingressar na Ordem das Visitandinas, mas a Superiora logo descobriu que Célia não possuía vocação religiosa. Porém, este sonho permanecerá em sua cabeça. Em 1844, mudou-se para Alençon, onde estudou com as Damas da Adoração e aprendeu a profissão de rendeira, especializando-se na famosa renda de Alençon. Finalmente começou a fabricar a renda para uma casa de Paris. Por volta de 1863 começou a trabalhar por conta própria, ao abrir uma pequena empresa. Célia Guérin e Luís Martin casaram-se em Alençon, no dia 13 de Julho de 1858. Pretendiam viver como irmãos. Convencidos por um confessor, decidiram ter filhos e tiveram-nos em número de nove: sete meninas e dois meninos. Célia fez por eles a seguinte oração: «Senhor, dá-me muitos filhos, e que eles sejam todos consagrados a Ti». A oração foi integralmente atendida. Nada há de extraordinário na vida deste casal cristão. Vida simples, decididamente voltada para Deus que está no centro de tudo: missa diária, devoção ao Sagrado Coração de Jesus, participação em alguns movimentos da Igreja, solidariedade e caridade para com os menos afortunados. Luís e Célia amam-se muito. Durante uma viagem, ela escreve: «Estou ansiosa para estar perto de ti, meu querido Luís… Eu amo-te de todo meu coração e ainda agora sinto redobrar minha afeição pela privação de tua presença». Eles completam-se harmoniosamente, tomam juntos as decisões importantes referentes ao casamento e ao trabalho. São generosos com os pobres e os infelizes. Ambos desejam ser santos e vivem com fidelidade as suas obrigações de estado, exercendo o seu trabalho e dando o melhor de si para a educação de seus filhos. Se se pensa em beatificá-los como casal no próximo domingo, é porque a heroicidade de suas virtudes foi reconhecida em ambos. O Papa João Paulo II já reconheceu oficialmente essa heroicidade. Esta santidade foi particularmente manifestada através das provações. O casal Martin viveu o abandono à Providência, principalmente quando a conjuntura económica não favorecia os negócios. E, embora, no geral, tenham vivido em boa situação financeira, jamais se deixaram envaidecer por isso. Célia, numa das suas cartas, afirma que «a prosperidade constante afasta de Deus». Eles experimentaram ainda a provação de perder dois filhos e duas filhas ainda bébés. Célia angustiar-se-á tanto com estes episódios, que só encontrará consolo na oração. Desde 1864, começará a sentir os sintomas do cancro de mama, que a levará à morte 1877. Assumirá com coragem a sua doença e dedicar-se-á aos filhos e ao trabalho até o fim. Ela deseja apenas viver o instante presente, que é onde Deus se revela, dando-nos uma lição de confiança: «Eu me resigno a todos os acontecimentos adversos que me vêm ou que me podem vir. Eu penso: foi Deus quem quis assim! E não penso mais nisso!». Dez dias antes de morrer ela escreve a seu irmão: «Que querem vocês?, se a Santa Virgem não me cura… É sinal que o meu tempo chegou e o Bom Deus quer que eu repouse noutro lugar e não sobre a terra». Célia morreu com 46 anos, no dia 28 de Agosto de 1877. Teresa tem apenas quatro anos e meio. Após a morte de Célia, Luís muda-se para Lisieux, atendendo ao convite de seu cunhado Isidore Guérin, instalando-se com as cinco filhas na casa Buissonnets. Assiste feliz ao ingresso de todas as suas filhas na vida religiosa. Vive feliz, consciente de todas as graças que recebeu do Senhor. Um dia revela às filhas que costuma fazer a seguinte oração: «Senhor, é demais! Sim, sou muito feliz. Mas não é possível ir ao céu desta maneira. É preciso que eu sofra um pouco por vós». E oferece-se ao Senhor. Pouco tempo depois ele experimenta a terrível humilhação da doença mental, consequência de uma arteriosclerose. É internado em Caen, no hospital Bom Salvador, onde se tratam os loucos. Grande provação para ele e para as suas filhas. Teresinha, a respeito dessa enfermidade, escreverá: «Os três anos do martírio de meu pai pareceram-me os mais amáveis, os mais frutuosos de toda nossa vida. Eu não os trocaria por todos os êxtases e as revelações dos santos!». A beatificação de Luís e Célia Martin não é por serem pais de uma santa. Mas porque foram cristãos normais, vivendo no mundo. O seu exemplo mostra que a santidade não é um ideal inacessível, mesmo para pessoas casadas, tendo obrigações e responsabilidade de família, comprometidas nos trabalhos comerciais, etc. Ao cumprir no dia a dia o seu dever de estado, eles acolheram simplesmente a vontade de Deus para eles. Não há, nesta simplicidade, como que uma amostra grátis da “pequena via” descoberta por sua filha?

A familia Carmelita tem um novo membro!

Ontem num dia muito especial para toda a familia carmelita, dia de Santa Teresa de Jesus, um novo ser deu à vida, seu nome João Manuel! Na tarde deste dia 15 por volta das 14H29, recebo a seguinte msg: «Olá. O João nasceu às 12H40, tem 3.350kg e 50cm. A mãe e o João estão bem. Luís» … Fiquei muito contente com a chegada do João neste dia especial e logo respondi a seus pais: «Grande dia para ele nascer… que Santa Teresa, nossa mãe o proteja e a vocês que vos continue a amar. Um enorme abraço para os três».
O casal de que vos falo cresceu no Carmo Jovem, no movimento se conheceram. O Luís Correia, mais conhecido entre os amigos por Lilo, foi coordenador do Movimento Carmo Jovem durante anos, a Célia pertenceu ao mesmo grupo que o Lilo, ambos se dilataram na familia carmelita sobre o olhar e a protecção do Menino Jesus de Praga. Com eles tambem cresci e aprendi a sermos jovens carmelitas seguidores de Teresa de Jesus e de João da Cruz!
Felicidades Luís e Célia para o vosso filho João Manuel e para vós que iniciais esta amorosa tarefa de serdes pais, que Deus vos recompense e abençoe!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

FESTA DE SANTA TERESA DE JESUS

FESTA DE SANTA TERESA DE JESUS

Manifestamente a familia carmelita,
consolida certezas de amor maior, volta-se no dia de hoje para a Grande mulher,
Teresa de Jesus, que sabia do que falava e ensinava do que sabia.
Como seus filhos, acolhamos hoje
de uma forma especial o seu caminho espiritual!
Não permaneçamos inertes aos apelos lançados. Deixemo-nos caminhar com ela, crescer com ela no amor! Não fiquemos ociosos, Pois o amor desta nossa mãe não o é. Sejamos como Santa Teresa de Jesus, «Amigos fortes de Deus». Recebei, um forte abraço cheio de amor
e tal como a Santa Teresa de Jesus nos transmite:
«Entreguemo-nos nas mãos de Deus
para que Ele faça o que quiser».

Os livros de Santa Teresa

Desde tenra infância Santa Teresa foi amiga de livros. Leu muitos, e segundo parece, depois da sua conversão, cada livro leu elevou-a a novo patamar espiritual ao ponto de deixar de precisar de ler. Quando a proibiram de ler a Bíblia, escutou Jesus que lhe disse: Eu sou o teu livro, já não quero que tenhas mais conversas com homens. Livro da Vida O primeiro livro escrito por S. Teresa de Jesus chama-se Livro da Vida. Como o título sugere é a sua autobiografia, escrita ao longo de alguns anos, e encerrada após a fundação do primeiro mosteiro, em 1567. Teresa fala sobre sua infância e o relacionamento com os irmãos; a sua entrada no Carmelo, a luta pela conversão, e vai até a fundação do Carmelo de São José, em Ávila. Mas Teresa não se contenta apenas em contar sua vida. Em determinado momento ela abre um parêntesis para falar "algumas coisas de oração", e lá se vai metade do livro! Faz então uma bela analogia da alma com um jardim, que devemos enfeitar com as flores das virtudes, onde o Senhor vem passear. A mensagem é que no início a vida de oração é dura, cheia de dificuldades, mas precisamos enfrentá-las se quisermos ir adiante. Caminho de Perfeição Outro livro importante de Santa Teresa é o Caminho de Perfeição, escrito na forma de conselhos às irmãs que ingressam nos mosteiros fundados por ela. Foi escrito a pedido destas irmãs. Ela fala sobre três virtudes essenciais para quem deseja seguir a Cristo: a humildade, o desapego e a caridade fraterna. Além disso, ela mostra um amadurecimento espiritual muito grande em relação ao Livro da Vida. Nesse livro, a Santa Madre também comenta mais profundamente sobre os graus mais elevados de oração: oração de recolhimento, oração de quietude, etc. Sabendo que sendo mulher não seria bem aceite escrever sobre temas espirituais, Santa Teresa disfarça esses graus de oração em um comentário sobre a oração do Pai Nosso, o que ocupa toda a segunda metade do Caminho de Perfeição. Castelo Interior O livro mais importante de Santa Teresa é o Castelo Interior. Nele, Teresa compara a alma a um castelo, que possui um grande tesouro em seu interior. Para chegar à sala onde o tesouro se encontra, é necessário atravessar sete moradas, ou aposentos. Cada uma dessas moradas corresponde a um estágio na vida espiritual. O tesouro é a presença de Deus em cada um de nós. À medida que avançamos, são encontrados novos desafios, novas dificuldades, e novos sinais da graça de Deus. Mas as moradas não são estágios padrão, que todos passamos da mesma maneira: cada um de nós tem uma forma de seguir a Deus, e Deus se revela de formas diferentes a cada um. A grande mensagem desse livro é que a oração é um caminho pessoal, íntimo, em busca de um tesouro que todos trazemos dentro de nós desde que nascemos. Livro das Fundações Além desses livros, existe um muito interessante, o Livro das Fundações, onde a Santa narra em detalhe as fundações dos seus Mosteiros. É um livro interessantíssimo de ler. Cartas e poesias Santa Teresa tem ainda outros escritos menores, algumas poesias, e muitas cartas, das quais existem até hoje cerca de 470.Poderia ficar aqui um convite a todos para que leiam as obras de Santa Teresa. Nós, católicos, temos um costume ruim de aceitar as explicações que nos são dadas como se fossem verdades universais. Os livros de Santa Teresa são tão profundos, e ao mesmo tempo tão pessoais, que cada um que os lê tem uma experiência própria, como se a Santa falasse pessoalmente a cada um de nós através deles. Vale a pena ler Santa Teresa. OREMOS Santa Madre Teresa de Jesus, que conheceste profundamente os tesouros da vida espiritual, e guiaste a todos que te procuraram por esse caminho; ainda hoje continuas a guiar-nos através de teus livros. Por isso, pedimos-te, confiantes, que sejamos fiéis ao caminho da oração, sem desanimar nas dificuldades, e possamos encontrar o tesouro do Amor de Deus que se encontra em cada um de nós. Amen.