domingo, 30 de novembro de 2008

A oferenda

Visto que, uma vez mais, Senhor, já não nas florestas do Aisne, mas nas estepes da Ásia, não tenho nem pão, nem vinho, nem altar, elevar-me-ei acima dos símbolos até à pura majestade do real, e oferer-Vos-ei, eu, vosso sacerdote, no altar da terra inteira, o trabalho e a dor do mundo. O sol acaba de iluminar, ao longe, a franja extrema do primeiro Oriente. Uma vez mais, sob o pano movente dos seus lumes, a superfície viva da terra desperta, estremece, e recomeça o seu labor tremendo. Colocarei na minha patena, ó meu Deus, a colheita esperada deste novo esforço. Derramarei no meu cálice e seiva de todos os frutos que serão hoje esmagados. O meu cálice e a minha patena são as funduras de uma alma largamente aberta a todas as forças que, dentro de um instante, se elevarão de todos os pontos do Globo e convergirão a caminho do Espírito. – Venham, pois, a mim a recordação e a presença mística daqueles que a luz desperta para uma nova jornada! Um a um, Senhor, que eu os veja e os ame, aqueles que me destes como arrimo e encanto naturais da minha existência. Um a um, também, quero contá-lo, aos membros dessa outra e tão querida família que, pouco a pouco, à minha volta, foram reunidos a partir dos elementos mais díspares pelas afinidades do coração, da investigação científica e do pensamento. Mais confusamente, mas todos sem excepção, evoco ainda aqueles cuja concentração anónima forma a massa inumerável dos seres vivos: os que me rodeiam e me apoiam sem que eu na verdade ou através doo erro, à sua mesa de trabalho, no seu laboratório ou na fábrica, acreditam no progressos das coisas, e hoje apaixonadamente correrão atrás da luz. Esta multiplicidade agitada, toldada ou distinta, cuja imensidão nos assombra, este Oceano Humano cujas oscilações lentas e monótonas lançam a perturbação nos corações mais crentes - quero que neste momento o meu ser ressoe do seu murmúrio profundo. Tudo o que aumentará no Mundo, ao longo deste dia, tudo o que diminuirá – tudo o que morrerá, igualmente -, eis, Senhor, o que me esforço para acolher em mim para Vo-lo estender; eis a matéria do meu sacrifício, o único de que tenhais vontade. Outrora, eram traduzidas ao vosso templo as premissas das colheitas e a flor dos rebanhos. A oferenda que verdadeiramente esperais, aquela de que misteriosamente necessitais a cada dia para apaziguar a vossa fome, para estancar a vossa sede, é nada menos do que o crescimento do Mundo arrebatado pelo devir universal. Recebei, Senhor, esta Hóstia total que a Criação, movida pelo vosso apelo, Vos apresenta na nova aurora. Este pão do nosso esforço não é, por si próprio, bem o sei, mais do que uma imensa desagregação. Este vinho da nossa dor não é ainda por desgraça, mais do que uma bebida dissolvente. Mas, no fundo desta massa informe, Vós pusestes – tenho a certeza, porque o sinto – um desejo irresistível e santificador que nos faz gritar a todos, do ímpio ao fiel: “ Senhor, fazei-nos um!” Porque, à falta do zelo espiritual e da sublime pureza dos vossos santos, Vós me destes, ó meu Deus, uma simpatia irresistível por tudo o que se move na matéria obscura – porque, irremediavelmente reconheço em mim, bem mais do que um filho do Céu, um filho da terra -, subirei, hoje, em pensamento, aos altos lugares, carregado com as esperanças e as misérias da minha mãe; e daí – com a força de um sacerdócio que só Vós, como creio, me destes - , sobre tudo o que, na Carne Humana, se prepara para nascer ou perecer sob o Sol que se ergue, invocarei o Fogo. [Teilhard de Chardin]

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Retiro de silêncio - Indo contigo!

Retiro de silêncio - Estaremos unidos!

«Unamo-nos para fazer dos nossos dias uma comunhão contínua: pela manhã, acordamos no Amor e, durante todo o dia, entreguemo-nos ao Amor, isto é, fazendo a vontade de Deus, sob o seu olhar, com Ele, n’Ele e só por Ele. Entreguemo-nos o tempo todo da maneira que Ele quiser. E depois, ao chegar a noite, depois de um diálogo de amor que nunca termina no nosso coração, adormeçamos ainda no Amor» [Isabel da Trindade].

AMIGOS, como sabeis estaremos em retiro de silêncio junto do Menino Jesus em Avessadas Marco de Canaveses nos próximos dias 29 e 30 de Novembro. O retiro de silêncio é um momento privilegiado de oração, de encontro com Deus, nosso Pai, connosco mesmos e com os outros. Pedimos-vos a vossa oração para que seja um tempo de graça, de glória para todos nós. Porque nos encontraremos no silêncio, estaremos em comunhão. Lembrar-nos-emos de todos vós nas nossas orações, nos momentos de silêncio, de acção de graças e louvor. Estaremos unidos: vós na luta, nós no silêncio e na oração.

Dia da Fundação da Ordem do Carmo Descalço

«Nas coisas que faço por DEUS, não quero recompensa de ninguém. Só d´Ele!» [São João da Cruz]
Decorria o ano de 1568, quando nascia o primeiro convento do Carmo Descalço, a primeira comunidade da família carmelita.
Leitura do Livro das fundações escrito por Santa Teresa de Jesus «Saímos de manhã para Duruelo, mas como não sabíamos o caminho perdemo-nos. E, sendo o lugar pouco conhecido, ninguém sabia dar indicações precisas. Quando entrámos na casa, estava de tal maneira que não nos atrevemos a ficar ali naquela noite. Tinha um portal razoável, uma sala, um sótão e uma pequena cozinha. Pensei que do portal se podia fazer uma igreja, o sótão servir bem para o coro e a sala para dormir. As minhas companheiras diziam-me: «Madre, não há com certeza, homem, por santo que seja, que resista a viver nesta casa». Mas Frei João da Cruz concordava com a pobreza da casa para convento. Combinámos, pois, que o padre Frei João da Cruz fosse acomodar a casa para poderem entrar. Tardou pouco o arranjo da casa, porque ainda que se quisesse fazer muito, não havia dinheiro. No primeiro Domingo do Advento deste ano de 1568 celebrou-se a primeira Missa naquele pequeno portal de Belém. Chamo-lhe assim, porque não creio que fosse melhor do que o presépio. Os quartos tinham feno por cama, porque o lugar era muito frio, e, pedras por cabeceira. Muitas vezes depois de rezarem levavam muita neve nos hábitos que neles caíam pelos buracos do telhado. Iam pregar a muitos lugares próximos dali, o que me deixou muito contente. Iam descalços e com muita neve e frio; porque no princípio, não usavam calçado, como mais tarde lhes mandaram. Em tão pouco tempo, alcançaram tanta estima das pessoas, nunca lhes faltava alimentos, pois traziam-lhes mais do que o necessário. Isto foi para mim grande consolo, quando o soube. Praza ao Senhor fazê-los perseverar no caminho que agora começaram».
Oração
Senhor, nosso Deus,
que chamastes S. João da Cruz ao Carmo
para o fazerdes experimentar a doçura do vosso amor
e o constituístes pai espiritual duma multidão de filhos e filhas,
fazei que, seguindo o seu exemplo e doutrina na Subida do Monte Carmelo,
pela senda da fé, da esperança e do amor,
iluminados na Noite Escura pela Chama Viva do vosso amor,
alcancemos a perfeita liberdade dos vossos filhos,
para entoarmos um dia o Cântico Espiritual
que para sempre ressoa nas moradas eternas.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A Ajuda do silêncio

«Optaram radicalmente pelo silêncio e vivem plenamente felizes. Abandonaram tudo por uma coisa maior e mais atractiva do que aquilo que já tinham. O dia de hoje é dedicado pela Igreja aos mosteiros de clausura. No frenesim em que andamos, a vida contemplativa é uma espécie de oxigénio: centra-nos no essencial. A este propósito posso contar a história verdadeira de duas amigas minhas, ambas com carreiras profissionais brilhantes, que deixaram tudo, abandonaram o mundo em que viviam e foram para freiras de clausura rigorosa. Uma delas é francesa e a outra é portuguesa. A francesa era jornalista de sucesso numa rádio de Paris e, habituada a viajar pelo mundo. Apesar de uma vida preenchida, deixou tudo e vive hoje no meio dos Alpes, como eremita num mosteiro de rigoroso silêncio, inspirado na experiência da Cartuxa. A outra amiga portuguesa, com uma vida social intensa e uma carreira promissora no campo das relações internacionais, foi para carmelita há mais de dez anos e vive para sempre atrás das grades da clausura. Ambas optaram radicalmente pelo silêncio e vivem plenamente felizes. Abandonaram tudo por uma coisa maior e mais atractiva do que aquilo que já tinham. Algo — garantem elas e muitos outros contemplativos espalhados pelo mundo — que só é possível alcançar no meio do silêncio. Que bom que é para todos nós a vida dos contemplativos!» [Aura Miguel]

domingo, 23 de novembro de 2008

Retiro de silêncio - Laurinda Alves

«Preciso de um silêncio diário, para juntar o que em mim anda disperso; por isso vou à missa todos os dias, desde há três anos. Preciso daquelas frases que dão sentido ao dia. Sou eu que quero. Ninguém me impôs. É um compromisso comigo própria, que abre outras portas de fidelidade: ao que amamos, àqueles com quem trabalhamos. Estas fidelidades contagiam-se. O silêncio é regenerador, provocador. Quanto mais a vida profissional é agitada, mais necessidade há de silêncio, para poder responder a todas as solicitações. O silêncio é vital. Daí que eu sinta a necessidade, por exemplo, de fazer retiros de silêncio. Ajuda-me a viver, a recuperar, a enfrentar dificuldades familiares, a fazer caminho. O silêncio é de introspecção, mas é muito mais de relação. Se há quinze anos me dissessem que eu precisava de silêncio, eu pensava que estavam doidos. A vida vai-se desenhando e leva-nos por caminhos que não sonhámos. (…)» [Laurinda Alves]

JESUS CRISTO, Rei e Senhor do Universo!

Neste Domingo, celebramos a Solenidade de JESUS CRISTO, Rei e Senhor do Universo. Neste Domingo tudo e todos, leituras e pessoas nos falam do amor, do cuidado, do carinho d´Ele por cada um de nós num hoje e num amanhã… Jovem carmelita, sabias que fomos e somos em cada novo dia chamados ao Amor? Chamados tal como foram os discípulos de Jesus. Chamados a edificar, a semear na história das nossas vidas a semente do amor! Admirável. Deixemos que esta semente enraíze em terra fértil, cresça forte no mundo que há-de vir… Num agora em que a noite cai, o dia declina e a luz da ponte que vejo da minha janela transforma o meu olhar, tudo muda neste entardecer. Tudo muda e parece ficar refulgente. Vivamos toda a nossa vida pautados pela máxima legada por São João da Cruz e que de uma forma peculiar a ouvi neste fim-de-semana: «No entardecer da vida seremos examinados pelo amor!» É no silêncio que encontramos as palavras que irrompem d´Ele. Palavras que são sementes! Que as possamos colher no entardecer da nossa vida, onde o encontro, o tempo breve em que todas as coisas simples em que meditamos nos falam d´Ele. Neste olhar o silêncio das palavras germina num já… E é no silêncio que as encontraremos. OBRIGADA!

sábado, 22 de novembro de 2008

Etty Hillesum - importância do silêncio

Agora, preciso de me ajoelhar, às vezes de repente, até mesmo numa noite fria de inverno, em frente à minha cama. E o «escutar-se». O deixar-me guiar, não mais por aquilo que me atinge exteriormente, mas por aquilo que emana de dentro de mim. Ainda é só um começo. Eu sei. Mas não um começo desequilibrado, já tem alicerces.
Etty Hillesum, Diário, Assírio & Alvim.

Já não ia tão só.

Um jovem pôs-se a caminho. Como não é fácil o caminho cansou-se. Cansado de tanto caminhar, encontra um espaço para tranquilizar. Encontra um banco do jardim a seu lado uma árvore. A frescura e o lugar ameno convidam ao descanso. Senta-se na ânsia de retemperar forças. A natureza chilreava ao seu redor… O caminho fora longo, nem sempre recto e por vezes muito estreito. Sentia-se desprotegido na aventura começada. Pensava em desistir quando um Amigo de nome Jesus se faz encontrado.
Jesus: Olha para mim e tudo te parecerá mais fácil. Diz-me quem és!… Porque estás cansado? Será que sentes que caminhas só?
Rapaz: Ando preocupado, Jesus. Pergunto-me: devo abandonar todas as coisas para Te seguir?
Jesus: Sabes, o caminho é o abandono e a confiança. Abandona-te nas mãos do Pai. Nesse abandono não te enchas de muitas coisas. O que levas nessa mochila?
Rapaz: Tudo o que preciso para ser feliz, tudo o que faz de mim aquilo que sou, toda a minha história, toda a minha vida, família, amigos, trabalho... tudo!
Jesus: Eh!!!!! Não caminhes com muita coisa. O melhor de tudo é nada possuir. Carregas menos e caminhas melhor. No nada encontrarás o Tudo. No caminho encontrarás a paz e o conforto… Não te percas em recordações. Silencia diante do Pai.
Rapaz: Mas, como é possível. Neste caminho estou tão solitário! O silêncio perturba-me, inquieta-me, desassossega! Obriga-me a desinstalar-me!
Jesus: Sê forte. Já te disse que tens de confiar, e que chegarás mais longe quanto menos carregares. Deves agir por amor a Deus. Elimina os desejos da tua própria vontade. «Que não se faça a tua vontade mas a vontade do Pai». Aí te encontrarás e serás ditoso!
Rapaz: Mas isso supõe muito desconforto e até sofrimento. Queres que sofra. Que me aconselhas? Como devo continuar o caminho?
Jesus: Crê em mim. Quando sentes que a tua alma sofre crê que estou mais junto de ti. Quando estás mais fraco, a minha presença torna-se mais forte. O Amor está mais contigo. Em segredo Ele te ensinará a amar. A Sua missão é fazer-te forte na debilidade. Entrega-te totalmente nas asas do espírito e a mansidão regressará ao teu coração!
Rapaz: Vejo que tenho de travar uma longa batalha… não sei se serei capaz!
Jesus: Não estás só! Mas estás muitas vezes fazendo-te guerra a ti mesmo. Busca-te em Mim e em Mim alcançaras a glória! Enraíza-te. Ama o silêncio! O recolhimento tudo te ensinará. Encontra-te n´Ele, acolhe-O em ti. E o teu caminho será de paz.
Rapaz: Sabes, Jesus, não quero ir para a presença de Deus, nosso Pai, como alguém que ainda não começou a servi-l’O. Por isso o meu coração abraça a Noite e faz dela certeza do caminho.
Jesus: Tem calma. Não sabes como eu acalmei as tempestades e alisei os caminhos para os meus amigos. No fim todos me abandonaram, mas eu não deixei de os amar! Aproveita a pobreza, o sofrimento, a discrição do amor porque aí habita Deus. Não temas. Já reparaste que os campos também têm beleza no Inverno? Só Deus sabe o que é bom para ti. Ama a oração solitária porque aí estou mais em Ti.
Rapaz: É tão difícil. Aprendi demasiado a andar com os outros e agora não vejo ninguém como eu! Como devo fazer?
Jesus: Ama o amor que te leguei. Ama a Cruz. Age com transparência na presença de Deus e o teu coração estará seguro. Esse é o caminho …
Rapaz: Jesus, na escuridão da Noite dobro os meus joelhos ante ti, e entrego-me inteiramente à vontade do Pai!
E o rapaz prosseguiu o seu caminho. Já não ia tão só.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Não tenhas medo de Viver!

Não tenhas medo de viver! O primeiro a saltar o muro foi Deus. Foi Ele que lançou a pedra da liberdade contra as vitrinas do futuro. Portanto, não tenhas medo de viver. A partir de hoje, o primeiro homem é o próprio Deus. Não tenhas, pois medo de viver! Não tenhas medo! Foi Deus o primeiro a passar a noite, esteve de vigia à claridade quando o túnel saía do seu poço. Não tenhas medo de viver! A partir de hoje, o primeiro homem é o próprio Deus. Não tenhas, pois medo de viver! Não tenhas medo! Foi Deus o primeiro a vencer a morte. Não tenhas, pois, medo de viver! A partir de hoje, o primeiro homem é o próprio Deus. Não tenhas, pois, medo de viver! Não tenhas medo! Deus já matou o medo. Chegou a altura em que as portas da cárcere Se abrem de manhã como as flores. Não tenhas medo. Que, a partir de hoje, O primeiro home é o próprio Deus. Não tenhas, pois, medo de viver! J. Debruynne

Retiro de silêncio - Laurinda Alves

«Conhecendo-me como conheço sei que tenho a tentação de escapar a tudo o que me querem impor e, daí, a minha gratidão comovida a quem um dia se lembrou de me desafiar a ter estas conversas no silêncio. E é disso mesmo que se trata: de uma longa conversa, viva e desafiadora, sobre o essencial, no sentido de pôr a vida em perspectiva, de arrumar melhor as ideias, de ler o passado recente e projectar o futuro próximo. Uma longa conversa no sentido metafórico, de quem sabe que é possível manter um diálogo interior que interpela e leva mais longe, mas também no sentido literal porque falamos todos os dias com quem nos orienta e ouvimos este mesmo orientador falar várias vezes por dia, nas pequenas conferências que antecedem os tempos de meditação. O silêncio, neste enquadramento e com esta exigência de profundidade, faz todo o sentido e não é nenhuma provação. Muito menos uma penitência. O objectivo é desligar da confusão, reduzir os excessos, diluir os barulhos, eliminar os ruídos na comunicação, depurar as conversas e limpar o olhar. Só isto. Para quem está de fora, o silêncio pode parecer um teste ou uma prova olímpica de endurance mas, para quem está dentro, o silêncio sai sem esforço». [Laurinda Alves]

RETIRO EM SILÊNCIO [29 e 30 de Novembro – Avessadas]

Jovem Carmelita, um lema para ti:

Anima-te e vem silenciar… É no silêncio que te tornas mais autonomo, educado no pensar… mais livre para poderes agir!

O Mestre espera por ti…

Entrega-lhe: Os teus dias e projectos, trabalho e descanso, provações e fadigas, tristezas e alegrias, lutas e fracassos, TUDO… Dá-lhe tudo, absolutamente tudo. Nada conserves tudo só para ti! Torna-te numa alma com DEUS!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Etty Hillesum

Dentro de mim há um poço muito fundo. E lá dentro está Deus. Às vezes consigo lá chegar. Mas acontece mais frequentemente haver pedras e cascalho no poço, e aí Deus está soterrado. Então é preciso desenterrá-lo. Imagino que há pessoas que rezam com os olhos apontados ao céu. Esses procuram Deus fora de si. Há igualmente pessoas que curvam profundamente a cabeça e a escondem nas mãos, penso que essas procuram Deus dentro de si.
Etty Hillesum, Diário, Assírio & Alvim.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Bento XVI fala aos jovens

«Queridos jovens, colocai Jesus no centro da vossa vida e recebereis d’Ele luz e valentia»
[Bento XVI]
Em preparação para a Solenidade de Cristo Rei (próximo Domingo, último do Tempo Comum) o Papa Bento XVI deixou nesta quarta-feira, dia 19 de Novembro, um conselho aos jovens presentes na Praça de São Pedro. Esta exortação é para nós também…

São Rafael Kalinowski

«Amava tanto sua Pátria que por ela sacrificou a sua vida» [João Paulo II, na homilia de canonização de 1991]

«Naquelas velhas imagens, uma chama-me particularmente a atenção: o Menino Jesus espera docemente, porque quer encontrar uma digna morada no coração humano. Para começar, é o nosso próprio Salvador que arruma o nosso coração, purifica-o, fortalece-o e adorna-o com a sua graça; por fim, o Divino Menino entra nele e encontra uma morada agradável… Menino Jesus perdoa os pecados do homem, e dá-lhe força para que se possa revestir de virtudes; concedei-lhe as vossas bênçãos». [São Rafael Kalinowski]

http://carmojovem.blogspot.com/2007/11/so-rafael-kalinowski.html