quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Novena de São João da Cruz | 6.º Dia

Humildade
Ant. Bem eu sei a fonte que mana e corre, embora seja noite. Aquela eterna fonte não a vê ninguém e bem sei onde é e donde vem, embora seja noite. V. Rogai por nós, Santo Pai, João da Cruz. R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oração a São João da Cruz Ó glorioso S. João da Cruz, que vivestes sempre com o desejo de vos assemelhardes a Jesus Cristo, e Este, Crucificado, e nada desejastes com tanto ardor até ao último instante da vossa santa vida, senão manifestardes no vosso corpo a imagem viva do Senhor Jesus Cristo. O vosso coração generoso enchia-se de santa paz no meio dos maiores sofrimentos e aflições. Eu vos peço, pela glória que merecestes por tantos sofrimentos, dignai-vos interceder por nós e ajudai-nos a suportar corajosamente as tribulações e adversidades. Fazei-nos caminhar sempre com os olhos postos na coroa gloriosa que nos está reservada no céu e que o Senhor como justo Juiz nos dará a nós como vos cingiu a fronte, no dia da vossa glória. Do seio de Deus, onde reinais brilhante de glória, escutai, eu vos peço as nossas suplicas e apresentai-as à benevolência com que Deus vos escuta. Obtende-me a graça que vos peço e fazei que eu viva sempre para glória do senhor, seguindo os vossos exemplos na terra, possa eu ser vosso companheiro no céu. Ámen.
Meditação «Mais vale estar carregado junto do forte que aliviado junto do fraco: quando estás carregado, estás junto de Deus que é a tua fortaleza e estás com os tribulados; quando estás aliviado estás contigo mesmo» [São João da cruz]. No contacto com os outros, precisamos de nos armar com as virtudes da humildade, da compreensão e da paciência. A caridade supõe humildade. Só com esta se consegue a verdadeira felicidade, pois caso contrario viveremos continuamente de alma inquieta. São João da Cruz soube viver em contínua paz no meio da guerra e das turbulências deste mundo. Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.
[in Música Calada em Oração - OCD]

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Novena de São João da Cruz | 5.º Dia

PAZ
Ant. Bem eu sei a fonte que mana e corre, embora seja noite. Aquela eterna fonte não a vê ninguém e bem sei onde é e donde vem, embora seja noite. V. Rogai por nós, Santo Pai, João da Cruz. R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oração a São João da Cruz Ó glorioso S. João da Cruz, que vivestes sempre com o desejo de vos assemelhardes a Jesus Cristo, e Este, Crucificado, e nada desejastes com tanto ardor até ao último instante da vossa santa vida, senão manifestardes no vosso corpo a imagem viva do Senhor Jesus Cristo. O vosso coração generoso enchia-se de santa paz no meio dos maiores sofrimentos e aflições. Eu vos peço, pela glória que merecestes por tantos sofrimentos, dignai-vos interceder por nós e ajudai-nos a suportar corajosamente as tribulações e adversidades. Fazei-nos caminhar sempre com os olhos postos na coroa gloriosa que nos está reservada no céu e que o Senhor como justo Juiz nos dará a nós como vos cingiu a fronte, no dia da vossa glória. Do seio de Deus, onde reinais brilhante de glória, escutai, eu vos peço as nossas suplicas e apresentai-as à benevolência com que Deus vos escuta. Obtende-me a graça que vos peço e fazei que eu viva sempre para glória do senhor, seguindo os vossos exemplos na terra, possa eu ser vosso companheiro no céu. Ámen.
Meditação «Dá-te à tranquilidade afastando de ti os cuidados e não te preocupando com o que acontece; servirás a Deus a Seu gosto e n´Ele gozarás» [São João da cruz]. Muitas pessoas confundem o que fazem com o bem. Mas quem tem uma fé grandiosa vê com os olhos de Deus e descobre o bem e o mal em si e nos outros, tal como Deus o vê. È preciso desconfiar do demónio do mal e unir-se intimamente a Deus tal como em sua vida o fez e o ensinou a fazer São João da cruz. Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.
[in Música Calada em Oração - OCD]

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Novena de São João da Cruz | 4.º Dia

Paciência

Ant. Bem eu sei a fonte que mana e corre, embora seja noite. Aquela eterna fonte não a vê ninguém e bem sei onde é e donde vem, embora seja noite. V. Rogai por nós, Santo Pai, João da Cruz. R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oração a São João da Cruz Ó glorioso S. João da Cruz, que vivestes sempre com o desejo de vos assemelhardes a Jesus Cristo, e Este, Crucificado, e nada desejastes com tanto ardor até ao último instante da vossa santa vida, senão manifestardes no vosso corpo a imagem viva do Senhor Jesus Cristo. O vosso coração generoso enchia-se de santa paz no meio dos maiores sofrimentos e aflições. Eu vos peço, pela glória que merecestes por tantos sofrimentos, dignai-vos interceder por nós e ajudai-nos a suportar corajosamente as tribulações e adversidades. Fazei-nos caminhar sempre com os olhos postos na coroa gloriosa que nos está reservada no céu e que o Senhor como justo Juiz nos dará a nós como vos cingiu a fronte, no dia da vossa glória. Do seio de Deus, onde reinais brilhante de glória, escutai, eu vos peço as nossas suplicas e apresentai-as à benevolência com que Deus vos escuta. Obtende-me a graça que vos peço e fazei que eu viva sempre para glória do senhor, seguindo os vossos exemplos na terra, possa eu ser vosso companheiro no céu. Ámen.

Meditação «Olha que Deus só reina numa alma pacífica e desinteressada» [São João da cruz]. Todo o cristão deve semear à sua volta o bem. Trabalhar e rezar com assiduidade na construção do reino de Deus. Trabalho e oração, no entanto, devem ser sempre acompanhados pela humildade e paciência. São João da Cruz deu fruto apreciado porque se exercitou na humilde pequenez e na paciência de Cristo. Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

[in Música Calada em Oração - OCD]

Solenidade da Imaculada Conceição

domingo, 7 de dezembro de 2008

Novena de São João da Cruz | 3.º Dia

Santidade
Ant. Bem eu sei a fonte que mana e corre, embora seja noite. Aquela eterna fonte não a vê ninguém e bem sei onde é e donde vem, embora seja noite. V. Rogai por nós, Santo Pai, João da Cruz. R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oração a São João da Cruz Ó glorioso S. João da Cruz, que vivestes sempre com o desejo de vos assemelhardes a Jesus Cristo, e Este, Crucificado, e nada desejastes com tanto ardor até ao último instante da vossa santa vida, senão manifestardes no vosso corpo a imagem viva do Senhor Jesus Cristo. O vosso coração generoso enchia-se de santa paz no meio dos maiores sofrimentos e aflições. Eu vos peço, pela glória que merecestes por tantos sofrimentos, dignai-vos interceder por nós e ajudai-nos a suportar corajosamente as tribulações e adversidades. Fazei-nos caminhar sempre com os olhos postos na coroa gloriosa que nos está reservada no céu e que o Senhor como justo Juiz nos dará a nós como vos cingiu a fronte, no dia da vossa glória. Do seio de Deus, onde reinais brilhante de glória, escutai, eu vos peço as nossas suplicas e apresentai-as à benevolência com que Deus vos escuta. Obtende-me a graça que vos peço e fazei que eu viva sempre para glória do senhor, seguindo os vossos exemplos na terra, possa eu ser vosso companheiro no céu. Ámen.
Meditação «O que nasce do mundo mundo é, e o que nasce da carne, é carne, e o espírito bom nasce do espírito de Deus, o qual não se comunica nem pelo mundo nem pela carne» [São João da Cruz]. As pessoas que sentem e vivem no Espírito Santo, alegram-se nas coisas de Deus e amam-se nas coisas de Deus. São João da Cruz foi um homem interior, sobrenatural e divino, para quem a oração e a contemplação eram tão importantes como a respiração. Imitemo-lo Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.
[in Música Calada em Oração - OCD]

sábado, 6 de dezembro de 2008

Novena de São João da Cruz | 2.º Dia

Austeridade
Ant. Bem eu sei a fonte que mana e corre, embora seja noite. Aquela eterna fonte não a vê ninguém e bem sei onde é e donde vem, embora seja noite. V. Rogai por nós, Santo Pai, João da Cruz. R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oração a São João da Cruz Ó glorioso S. João da Cruz, que vivestes sempre com o desejo de vos assemelhardes a Jesus Cristo, e Este, Crucificado, e nada desejastes com tanto ardor até ao último instante da vossa santa vida, senão manifestardes no vosso corpo a imagem viva do Senhor Jesus Cristo. O vosso coração generoso enchia-se de santa paz no meio dos maiores sofrimentos e aflições. Eu vos peço, pela glória que merecestes por tantos sofrimentos, dignai-vos interceder por nós e ajudai-nos a suportar corajosamente as tribulações e adversidades. Fazei-nos caminhar sempre com os olhos postos na coroa gloriosa que nos está reservada no céu e que o Senhor como justo Juiz nos dará a nós como vos cingiu a fronte, no dia da vossa glória. Do seio de Deus, onde reinais brilhante de glória, escutai, eu vos peço as nossas suplicas e apresentai-as à benevolência com que Deus vos escuta. Obtende-me a graça que vos peço e fazei que eu viva sempre para glória do senhor, seguindo os vossos exemplos na terra, possa eu ser vosso companheiro no céu. Ámen.
Meditação «Deus prefere de ti o menor grau de pureza de consciência a quantas obras possas fazer» [São João da Cruz]. Duas virtudes agradam imenso ao Senhor nos seus santos: a pureza de coração e a conversão contínua que se manifesta na penitência evangélica. São João da Cruz viveu com insistência estas duas virtudes e diz-nos que uma não pode ser vivida sem a outra. Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.
[in Música Calada em Oração - OCD]

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Novena de São João da Cruz | 1.º Dia

Fortaleza
Ant. bem eu sei a fonte que mana e corre, embora seja noite. Aquela eterna fonte não a vê ninguém e bem sei onde é e donde vem, embora seja noite. V. Rogai por nós, Santo Pai, João da Cruz. R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oração a São João da Cruz Ó glorioso S. João da Cruz, que vivestes sempre com o desejo de vos assemelhardes a Jesus Cristo, e Este, Crucificado, e nada desejastes com tanto ardor até ao último instante da vossa santa vida, senão manifestardes no vosso corpo a imagem viva do Senhor Jesus Cristo. O vosso coração generoso enchia-se de santa paz no meio dos maiores sofrimentos e aflições. Eu vos peço, pela glória que merecestes por tantos sofrimentos, dignai-vos interceder por nós e ajudai-nos a suportar corajosamente as tribulações e adversidades. Fazei-nos caminhar sempre com os olhos postos na coroa gloriosa que nos está reservada no céu e que o Senhor como justo Juiz nos dará a nós como vos cingiu a fronte, no dia da vossa glória. Do seio de Deus, onde reinais brilhante de glória, escutai, eu vos peço as nossas suplicas e apresentai-as à benevolência com que Deus vos escuta. Obtende-me a graça que vos peço e fazei que eu viva sempre para glória do senhor, seguindo os vossos exemplos na terra, possa eu ser vosso companheiro no céu. Ámen.
Meditação
«Que Cristo crucificado lhe baste e com Ele sofra e descanse» [S. João da Cruz]. Não há vida que não seja marcada pelo sofrimento, portanto, viver é sofrer. È necessário aprender a sofrer cristãmente, ciência admirável que se aprende com Maria junto da cruz de Jesus. S. João da Cruz aprendeu e praticou excepcionalmente esta doutrina. Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.
[in Música Calada em Oração - OCD]

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Advento: tempo de Esperança...

Jovens carmelitas, sentinelas da luz, continuemos vigilantes neste tempo de Advento, neste tempo de Esperança… Sejamos neste tempo de Advento mensageiros da luz. Que esta luz aqueça o nosso coração e que este se mantenha desperto para O receber. Acolhamos Aquele que esperamos com tanta impaciência e amor. VEM SENHOR JESUS!
Na enseada Noite… Sendo noite, é preciso que adoptemos a luz! Sendo noite, é preciso que reavivemos a esperança na «chama de amor viva»! Sendo noite, é urgente não privilegiar ataques de intolerância! Mesmo sendo noite, não poderemos deixar que este negro véu cubra a aragem da terra. Mesmo sendo noite, um só sentido nos unirá! Mesmo sendo noite, uma só luz nos aquecerá! Na noite das encruzilhadas dos caminhos percorridos como sentinelas nos colocaremos. Na noite das encruzilhadas dos caminhos percorridos, só o sentido do silêncio privilegiaremos para o receber. Na força da escuridão da noite que tentamos desvanecer? - Perduram sinais que incentivam a perseverar. Na força da escuridão da noite O que aprisionamos? - Perduram sinais que nos incentivam a amar. Na força da escuridão da noite evocaremos sem cessar… Vem Senhor Jesus, embelezar o gigantesco formigueiro humano antes que entre em ebulição. Vem Senhor Jesus, antes que anoiteça sem anoitecer em Ti. Vem Senhor Jesus, fortalecer a nossa fé, animar e avivar a nossa confiança! Vem Senhor Jesus, permanece na nossa pequena gota e jorra torrentes de água viva em nós filhos de Maria. Vem Senhor Jesus, porque sem Ti não há horizonte! Vem Senhor Jesus; e empenha-nos no aqui e agora a sermos neste tempo do Advento: Mensageiros da Luz!

A noite cai lentamente, crónica do retiro

A noite cai lentamente, a porta da cela abre-se ao mundo e o coração encara com muita força e coragem a estrada da vida… É assim que termina o nosso retiro de silêncio, durante o qual estivemos, quais monges eremitas, dentro das celas do Castelo Interior da nossa alma. O sábado amanheceu chuvoso e frio, tendo-nos obrigado a alterar o plano cativante de silenciar diante da beleza da criação, lá em cima, no monte do Castelinho, trocando-o pela música calada do Convento. Talvez o Pai nos quisesse dizer alguma coisa diferente daquela que estávamos à espera… Logo no início do caminho (interior, porque desta vez a carminhada era dentro de nós), o Frei João expressou verbalmente o que vínhamos vivendo nos últimos dias: o retiro já começou! Começou no momento em que nos predispusemos a vir, no momento em que marcamos nas nossas agendas esta data, ou mesmo, cada vez que abríamos o blog e líamos o que os nossos guias nos iam deixando para reflectir… Toc! Toc! Toc! “Eu estou à porta e chamo, quem me abrir a sua porta, eu entrarei e cearei com ele”. Era Jesus, que vinha desde há muito a bater à porta do nosso coração e esta era a oportunidade de lha abrirmos. Fomos desde o início alertados que, abrindo a porta, poderíamos fazer uma viagem com duas possibilidades: descobrirmos coisas maravilhosas sobre Deus, nós e os outros; ou olhar para algumas feridas por sarar, que no dia-a-dia se encontram protegidas pela enumerável quantidade de solicitações que nos ocupam. Fosse qual fosse a viagem, uma coisa era certa: não estávamos sós! Feito o aviso, ninguém olhou para trás ou quis recuar um passo, e foi a mais nova do grupo que falou convictamente: eu estou disposta a ficar toda a tarde de silêncio na cela com o Santíssimo! Depois disto, quem teria coragem de desistir? Não era o nosso Mestre que nos dava sempre o exemplo dos mais pequeninos? Tomada a decisão, o Frei João explicou a razão da existência de uma mala de viagem vazia no centro da sala: cada um deixaria ali os utensílios que habitualmente nos metem em contacto com o mundo e não nos deixam livres para ouvir a voz do Espírito: telemóveis (os pessoais e os do trabalho); mp3; máquinas fotográficas e … inclusivamente o portátil do Ricardo. Começava assim a tarde de oração silenciosa na presença do Santíssimo Sacramento a “quem falámos como a um Amigo” e alguns até deram cambalhotas…uns com o corpo todo, outros apenas com a vida. Outros ainda, com a vida diante de Deus, bailaram, ao jeito das lindas borboletas, que antes de o serem, são apenas feios casulos. Valia tudo, desde que se entrasse na casa da nossa alma para ver, ouvir e sentir o que Deus nos queria mostrar em cada compartimento, começando pelo mais sombrio e frio até ao mais luminoso. No final, rezámos juntos a oração da tarde com as nossas vidas simbolicamente representadas em diversos objectos colocados diante do Santíssimo: rezámos, cantámos, partilhámos… À noite, para afugentar o frio, como filhos de Maria que somos, rezamos o terço com meditações sobre Maria do Monte Carmelo, em peregrinação pelos claustros do Convento. E, no final, tivemos um momento de convívio, em que se cultivou a amizade que a nossa Madre Teresa tanto recomendava àqueles que são amigos de Deus: com histórias, canções, conversas, brincadeiras à luz e calor da lareira (mesmo com algum fumo à mistura). No Domingo, dia do Senhor, reflectimos a partir de um texto “meio tosco”, segundo o Frei João, mas muito profundo, sobre a Eucaristia. Convidava-nos a colocar no Altar todo o esforço do dia-a-dia, não só o nosso mas o de toda Humanidade, como uma elevada acção de graças. Um texto que não se entendeu à primeira, mas que ficou para ser lido e relido, e para assim, depois de voltarmos às nossas casas, podermos continuar a procurar viver com maior perfeição a Eucaristia. E foi deste modo que, quase já a terminar o nosso retiro, nos reunimos como irmãos na mesma Capela onde tínhamos vivido em companhia silenciosa do nosso Amigo, para essa oferenda de acção de graças: a Eucaristia. Preparada com simplicidade, vivida com naturalidade e desde o interior, deu lugar a momentos de partilha e silêncio, e ainda a surpresas que alegram os irmãos! E quantos abraços tão profundos! E antes de partir de viagem, como já se rasgava timidamente o sol, subimos até à mata para deixar algum registo, que não fosse só o da memória do coração, a foto de família, ora de frente…ora de lado…ora de costas… ;) E depois…partirmos… A noite cai lentamente, a porta da cela abre-se ao mundo e o coração encara com muita força e coragem a estrada da vida…deixando ecoar um grande OBRIGADA no carminho!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Paulo, o revolucionário (I)

Entrevista com Romano Penna, docente de Novo Testamento na Lateranense Por Renzo Allegri

ROMA, segunda-feira, 1º de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Desde 29 de junho de 2008 se celebra o Ano Paulino, com manifestações, conferências, congressos e celebrações litúrgicas que se sucedem em todas as Igrejas do mundo para recordar os dois mil anos do nascimento do apóstolo Paulo, o maior missionário de todos os tempos.

Em Roma, encontramos Dom Romano Penna, considerado um dos maiores especialistas na vida e nas obras de Paulo de Tarso. Dedicou sua vida de pesquisador e professor universitário ao apóstolo dos povos, publicando vários livros que se distinguem por seu rigor científico e exposição apaixonada, apresentada com uma linguagem cativante e moderna. São fundamentais suas exegeses das diversas cartas do apóstolo, em especial os três consistentes volumes sobre a Carta aos Romanos e seu belíssimo ensaio «O DNA do cristianismo». Por ocasião de seus 70 anos, os mais renomados biblistas do mundo colaboraram na redação de um volume de 500 páginas titulado «Novo Testamento: teologias em diálogo cultural. Escritos em honra de Romano Penna em seu 70º aniversário».

– Comecemos com uma pergunta ligada a estes dois mil anos. Sabe-se qual é o ano exato do nascimento de São Paulo? – Penna: Não. O Ano Paulino que celebramos se fundamenta em uma hipótese tradicional, segundo a qual Paulo teria nascido em torno do ano 8 d.C. Mas são só hipóteses. Além do mais, não se conhece com precisão nem sequer o nascimento de Cristo. Em minha opinião, Paulo era contemporâneo de Jesus.

– Onde ele nasceu? – Penna: Em Tarso, capital da Cilícia, de pais judeus de observância farisaica. Os Atos dos Apóstolos o consideram cidadão romano e ele diz que o era por nascimento. Por isto, junto ao nome judaico de Saulo, tinha também o nome romano de Paulo.

– Ele pertencia a uma família rica? – Em uma carta sua, diz que ganhava a vida fabricando tendas. Em geral, naquele tempo, os filhos aprendiam o ofício do pai e se supõe que o pai de Paulo desempenhava este trabalho. Era um ofício normal, do povo, que permitia viver e manter a família, nada mais.

– Que tipo de educação recebeu em sua família? – Penna: Os pais de Paulo eram judeus da diáspora, ou seja, judeus que, obrigados pelas perseguições e por outras razões, migraram longe de sua terra, mas se mantinham fiéis às suas tradições. Paulo estava circundado, foi educado e instruído na observância da lei mosaica. Mas sendo Tarso uma cidade cosmopolita, quando saía de casa, o jovem respirava uma atmosfera helênica e aberta a diversas culturas. Em sua família, falava hebraico e aramaico, mas fora de casa, grego. Cresceu, portanto, com uma mentalidade aberta. Pelo menos até os 12 ou 13 anos.

– E depois? – Penna: A essa idade se mudou para Jerusalém para dedicar-se totalmente ao estudo da Torá, sob a guia do rabino Gamaliel o Velho, conhecidíssimo mestre. Desde então, seu interesse intelectual se dirigiu só e exclusivamente à lei judaica e à cultura israelense.

Ingrid Betancourt e Santa Teresinha

Ingrid Betancourt, ex-candidata presidencial da Colômbia e refém durante mais de seis anos das FARC, foi libertada em Julho passado na selva colombiana. A notícia impressionou o mundo, e teve um enorme eco na imprensa mundial. Foi depois recebida em audiência papal por Bento XVI, visitou o Santuário de Lourdes e esteve em Lisieux. Em todos os lugares manifestou o seu agradecimento ao Senhor e falou sempre em favor da libertação dos reféns políticos. No seu livro « La rage de vaincre» oferece aos leitores um precioso testemunho sobre a sua veneração a Santa Teresinha, a partir da dura experiência que lhe coube viver; escreve: «Sempre me seduziu a expressão do amor absoluto, o abandono de si mesmo a Deus. A vida de Teresa de Lisieux é para mim a expressão desta força enorme, da absoluta certeza de que Deus está do nosso lado […] Como mulher adulta descobri que existe uma imensa liberdade de não nos agarrarmos à vida — não pelo gosto da morte, mas por amor. E é isso mesmo que me parece inaudito quando o ser se realiza verdadeiramente…»

domingo, 30 de novembro de 2008

A oferenda

Visto que, uma vez mais, Senhor, já não nas florestas do Aisne, mas nas estepes da Ásia, não tenho nem pão, nem vinho, nem altar, elevar-me-ei acima dos símbolos até à pura majestade do real, e oferer-Vos-ei, eu, vosso sacerdote, no altar da terra inteira, o trabalho e a dor do mundo. O sol acaba de iluminar, ao longe, a franja extrema do primeiro Oriente. Uma vez mais, sob o pano movente dos seus lumes, a superfície viva da terra desperta, estremece, e recomeça o seu labor tremendo. Colocarei na minha patena, ó meu Deus, a colheita esperada deste novo esforço. Derramarei no meu cálice e seiva de todos os frutos que serão hoje esmagados. O meu cálice e a minha patena são as funduras de uma alma largamente aberta a todas as forças que, dentro de um instante, se elevarão de todos os pontos do Globo e convergirão a caminho do Espírito. – Venham, pois, a mim a recordação e a presença mística daqueles que a luz desperta para uma nova jornada! Um a um, Senhor, que eu os veja e os ame, aqueles que me destes como arrimo e encanto naturais da minha existência. Um a um, também, quero contá-lo, aos membros dessa outra e tão querida família que, pouco a pouco, à minha volta, foram reunidos a partir dos elementos mais díspares pelas afinidades do coração, da investigação científica e do pensamento. Mais confusamente, mas todos sem excepção, evoco ainda aqueles cuja concentração anónima forma a massa inumerável dos seres vivos: os que me rodeiam e me apoiam sem que eu na verdade ou através doo erro, à sua mesa de trabalho, no seu laboratório ou na fábrica, acreditam no progressos das coisas, e hoje apaixonadamente correrão atrás da luz. Esta multiplicidade agitada, toldada ou distinta, cuja imensidão nos assombra, este Oceano Humano cujas oscilações lentas e monótonas lançam a perturbação nos corações mais crentes - quero que neste momento o meu ser ressoe do seu murmúrio profundo. Tudo o que aumentará no Mundo, ao longo deste dia, tudo o que diminuirá – tudo o que morrerá, igualmente -, eis, Senhor, o que me esforço para acolher em mim para Vo-lo estender; eis a matéria do meu sacrifício, o único de que tenhais vontade. Outrora, eram traduzidas ao vosso templo as premissas das colheitas e a flor dos rebanhos. A oferenda que verdadeiramente esperais, aquela de que misteriosamente necessitais a cada dia para apaziguar a vossa fome, para estancar a vossa sede, é nada menos do que o crescimento do Mundo arrebatado pelo devir universal. Recebei, Senhor, esta Hóstia total que a Criação, movida pelo vosso apelo, Vos apresenta na nova aurora. Este pão do nosso esforço não é, por si próprio, bem o sei, mais do que uma imensa desagregação. Este vinho da nossa dor não é ainda por desgraça, mais do que uma bebida dissolvente. Mas, no fundo desta massa informe, Vós pusestes – tenho a certeza, porque o sinto – um desejo irresistível e santificador que nos faz gritar a todos, do ímpio ao fiel: “ Senhor, fazei-nos um!” Porque, à falta do zelo espiritual e da sublime pureza dos vossos santos, Vós me destes, ó meu Deus, uma simpatia irresistível por tudo o que se move na matéria obscura – porque, irremediavelmente reconheço em mim, bem mais do que um filho do Céu, um filho da terra -, subirei, hoje, em pensamento, aos altos lugares, carregado com as esperanças e as misérias da minha mãe; e daí – com a força de um sacerdócio que só Vós, como creio, me destes - , sobre tudo o que, na Carne Humana, se prepara para nascer ou perecer sob o Sol que se ergue, invocarei o Fogo. [Teilhard de Chardin]

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Retiro de silêncio - Indo contigo!

Retiro de silêncio - Estaremos unidos!

«Unamo-nos para fazer dos nossos dias uma comunhão contínua: pela manhã, acordamos no Amor e, durante todo o dia, entreguemo-nos ao Amor, isto é, fazendo a vontade de Deus, sob o seu olhar, com Ele, n’Ele e só por Ele. Entreguemo-nos o tempo todo da maneira que Ele quiser. E depois, ao chegar a noite, depois de um diálogo de amor que nunca termina no nosso coração, adormeçamos ainda no Amor» [Isabel da Trindade].

AMIGOS, como sabeis estaremos em retiro de silêncio junto do Menino Jesus em Avessadas Marco de Canaveses nos próximos dias 29 e 30 de Novembro. O retiro de silêncio é um momento privilegiado de oração, de encontro com Deus, nosso Pai, connosco mesmos e com os outros. Pedimos-vos a vossa oração para que seja um tempo de graça, de glória para todos nós. Porque nos encontraremos no silêncio, estaremos em comunhão. Lembrar-nos-emos de todos vós nas nossas orações, nos momentos de silêncio, de acção de graças e louvor. Estaremos unidos: vós na luta, nós no silêncio e na oração.

Dia da Fundação da Ordem do Carmo Descalço

«Nas coisas que faço por DEUS, não quero recompensa de ninguém. Só d´Ele!» [São João da Cruz]
Decorria o ano de 1568, quando nascia o primeiro convento do Carmo Descalço, a primeira comunidade da família carmelita.
Leitura do Livro das fundações escrito por Santa Teresa de Jesus «Saímos de manhã para Duruelo, mas como não sabíamos o caminho perdemo-nos. E, sendo o lugar pouco conhecido, ninguém sabia dar indicações precisas. Quando entrámos na casa, estava de tal maneira que não nos atrevemos a ficar ali naquela noite. Tinha um portal razoável, uma sala, um sótão e uma pequena cozinha. Pensei que do portal se podia fazer uma igreja, o sótão servir bem para o coro e a sala para dormir. As minhas companheiras diziam-me: «Madre, não há com certeza, homem, por santo que seja, que resista a viver nesta casa». Mas Frei João da Cruz concordava com a pobreza da casa para convento. Combinámos, pois, que o padre Frei João da Cruz fosse acomodar a casa para poderem entrar. Tardou pouco o arranjo da casa, porque ainda que se quisesse fazer muito, não havia dinheiro. No primeiro Domingo do Advento deste ano de 1568 celebrou-se a primeira Missa naquele pequeno portal de Belém. Chamo-lhe assim, porque não creio que fosse melhor do que o presépio. Os quartos tinham feno por cama, porque o lugar era muito frio, e, pedras por cabeceira. Muitas vezes depois de rezarem levavam muita neve nos hábitos que neles caíam pelos buracos do telhado. Iam pregar a muitos lugares próximos dali, o que me deixou muito contente. Iam descalços e com muita neve e frio; porque no princípio, não usavam calçado, como mais tarde lhes mandaram. Em tão pouco tempo, alcançaram tanta estima das pessoas, nunca lhes faltava alimentos, pois traziam-lhes mais do que o necessário. Isto foi para mim grande consolo, quando o soube. Praza ao Senhor fazê-los perseverar no caminho que agora começaram».
Oração
Senhor, nosso Deus,
que chamastes S. João da Cruz ao Carmo
para o fazerdes experimentar a doçura do vosso amor
e o constituístes pai espiritual duma multidão de filhos e filhas,
fazei que, seguindo o seu exemplo e doutrina na Subida do Monte Carmelo,
pela senda da fé, da esperança e do amor,
iluminados na Noite Escura pela Chama Viva do vosso amor,
alcancemos a perfeita liberdade dos vossos filhos,
para entoarmos um dia o Cântico Espiritual
que para sempre ressoa nas moradas eternas.