domingo, 4 de janeiro de 2009

SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR

EU SOU A VOSSA LUZ Pai, desde os olhos da fé, tal como os Reis Magos deixamos tudo e partimos para descobrir o que Tu tens para nos oferecer… Ofereceste-nos um menino pequenino, calado e pobre, ofereceste-nos uma luz que incarnou na história da humanidade, ofereceste-nos a noite do Mundo, na qual se acendeu a chama, rodeada de vitória! Na Noite do Mundo, encontramos a Luz: Luz Amorosa, Teu filho Jesus! Ó luz, amorosa! Luz que atrais-te o Mundo… Aposento, casa e morada espelhada em hinos de louvor! Concede-nos a graça de Te hospedar e testemunhar com laboriosa tenacidade a civilização luminosa da verdade e do amor! Ó doce dilecção da Eucaristia, refulgia com o Teu brilho o Mundo ao som da tua suave melodia! Que ao fecharmos os olhos, Te perseveremos a ver, que ao taparmos os ouvidos, Te perseveremos a ouvir... Incendeia-nos com o Teu espírito, Ó Aurora do mundo novo, olhai com amado amor para o Vosso frágil povo! Ó Luz amada e infinita, adornai os nossos corações. Ó luz terna e suave, verdadeiro Evangelho da vida, que em toda a humanidade seja anunciado e proclamado com desassombro a voz inaudível que suspira: Eu Sou a Vossa Luz! E vós, ó Pai, Concedei-nos a graça de prosseguirmos nos tempos, fortes na fé, alegres na esperança, pacientes na tribulação e no amor. Ámen.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE BENTO XVI PARA A CELEBRAÇÃO DO DIA MUNDIAL DA PAZ

COMBATER A POBREZA, CONSTRUIR A PAZ
Desejo, também no início deste novo ano, fazer chegar os meus votos de paz a todos (...).
A disparidade entre ricos e pobres tornou-se mais evidente, mesmo nas nações economicamente mais desenvolvidas. Trata-se de um problema que se impõe à consciência da humanidade (...).
Neste contexto, combater a pobreza implica uma análise atenta do fenómeno complexo que é a globalização. (...) Mas a evocação da globalização deveria revestir também um significado espiritual e moral, solicitando a olhar os pobres bem cientes da perspectiva que todos somos participantes de um único projecto divino: chamados a constituir uma única família, na qual todos – indivíduos, povos e nações – regulem o seu comportamento segundo os princípios de fraternidade e responsabilidade. (...)
Assim, a cada discípulo de Cristo bem como a toda a pessoa de boa vontade, dirijo, no início de um novo ano, um caloroso convite a alargar o coração às necessidades dos pobres e a fazer tudo o que lhe for concretamente possível para ir em seu socorro. De facto, aparece como indiscutivelmente verdadeiro o axioma « combater a pobreza é construir a paz ».
Papa Bento XVI

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Momentos Carmo Jovem 2008

Momentos Carmo Jovem 2008...

Um ano passou, um ano de projectos, sonhos, risos, choros, alegrias, cânticos, palavras trocadas e lidas, santos, carminhos pautados pelo terno amor de Deus ... É tempo de agradecermos todos os momentos que passamos, olhares que se espelham em espaços nos quais nos encontramos, em que nos lemos como jovens carmelitas a carminho. É tempo de agradecermos o ano que encerra. Nunca agradeceremos demais, nunca louvaremos demais... que este desejo de rever certos momentos de 2008 nos animem transformando-nos naquilo que possamos ser neste jardim florido em 2009... a «estrada se abre passo após passo»... e nos carminhos jovens carmelitas Ele nos espera!

sábado, 27 de dezembro de 2008

«Como a família é verdade!»

«Família de Nazaré… Por misterioso desígnio de Deus, nela viveu o Filho de Deus escondido por muitos anos: é, pois, protótipo e exemplo de todas as famílias cristãs. E aquela Família, única no mundo, que passou uma existência anónima e silenciosa numa pequena localidade da Palestina; que foi provada pela pobreza, pela perseguição, pelo exílio; que glorificou a Deus de modo incomparavelmente alto e puro, não deixará de ajudar as famílias cristãs, ou melhor, todas as famílias do mundo, na fidelidade aos deveres quotidianos, no suportar as ânsias e as tribulações da vida, na generosa abertura às necessidades dos outros, no feliz cumprimento do plano de Deus a seu respeito.
Que São José, «homem justo», trabalhador incansável, guarda integérrimo dos penhores que lhe foram confiados, as guarde, proteja e ilumine.
Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja, seja também a Mãe da «Igreja doméstica» e, graças ao seu auxílio materno, cada família cristã possa tornar-se verdadeiramente uma «pequena Igreja», na qual se manifeste e reviva o mistério da Igreja de Cristo. Seja Ela, a Escrava do Senhor, o exemplo de acolhimento humilde e generoso da vontade de Deus; seja Ela, Mãe das Dores aos pés da Cruz, a confortar e a enxugar as lágrimas dos que sofrem pelas dificuldades das suas famílias.
E Cristo Senhor, Rei do Universo, Rei das famílias, como em Caná, esteja presente em cada lar cristão a conceder-lhe luz, felicidade, serenidade, fortaleza.» [João Paulo II]

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

P. Luigi Gaetani, OCD

Estimado y "carissimi amici" del Carmo jovem,
Navidad es siempre una historia de asombro: Dios se hizo humano, la inmensidad se trazó limites, la omnipotencia se hizo niño, el Verbo se convirtió en nuestro hermano...
Que en estas Navidades y a lo largo del año 2009 vivamos nuestra vida como hermanos especialmente para la Iglesia, el mundo, la Orden de nuestra Señora.
Muy felices navidades y un año lleno de gracia a todos.
Roma, Natale 2008
P. Luigi Gaetani, OCD

Natal'08

A Caminho...

«Pelos campos caminham José, Maria

com um Deus escondido, ninguém sabia.

Pelos campos se perdem sonhando o calor

porque agora à tardinha o sol não dá flor.

Olham as flores do campo, flores do olhar

de quem espera o encanto que vai chegar,

onde vêm as flores crescendo ao sol pôr

do luar dos amores de um parto sem dor.

Pelos campos caminham José, Maria

à procura de abrigo que a noite é fria.

Pelos campos caminham José, Maria

com um Deus escondido, ninguém sabia.

Uma estrela brilhante num céu de alegria

guia os caminhantes José e Maria,

por caminhos cansados que à gruta vão dar

vão os dois namorados, estão quase a chegar.

E uma pomba tão branca voa a sorrir

mostrando a quem avança por onde há-de ir.

Já a gruta está perto, já daqui se vê.

Parabéns ao Menino, à Maria e José.

Pelos campos caminham José, Maria

com um Deus escondido, ninguém sabia.

Pelos campos caminham José, Maria

com um Deus escondido, ninguém sabia.»

domingo, 21 de dezembro de 2008

MAGNIFICAT

A minha alma glorifica o Senhor
E o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva:
De hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.
O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração
Sobre aqueles que o temem.
Manifestou o poder do seu braço
E dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos
E exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens
E aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo,
Lembrado da sua misericórdia,
Como tinha prometido a nossos pais,
A Abraão e à sua descendência para sempre.
Glória ao Pai e ao Filho E ao Espírito Santo,
Como era no princípio,
Agora e sempre. Amen.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Papa escolhe temas das JMJ até Madri 2011

«Enraizados e edificados em Cristo, inabaláveis na fé»: tema desse encontro CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 16 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- O Papa já fixou os temas das três próximas Jornadas Mundiais da Juventude, segundo a Santa Sé deu a conhecer nesta terça-feira. Estes lemas, dois deles tomados das cartas de São Paulo e um do Evangelho, «favorecerão o itinerário espiritual que culminará com a celebração internacional prevista em Madri (Espanha), de 16 a 21 de agosto de 2011», afirma a mensagem. O lema da próxima JMJ, que acontecerá no Domingo de Ramos de 2009, em Roma e em cada diocese, é: «Pusemos nossa esperança no Deus vivo» (1 Tm 4, 10). O da seguinte Jornada, que acontecerá também no âmbito diocesano no Domingo de Ramos de 2010, será «Bom Mestre, o que devo fazer para herdar a vida eterna?» (Mc 10, 17). O da 26ª JMJ 2011, que acontecerá em Madri, será: «Enraizados e edificados em Cristo, inabaláveis na fé» (cf. Col 2, 7).

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Que amo eu, quando Vos amo?

«Que amo eu, quando Vos amo? Não amo a beleza dos corpos, nem a glória temporal, nem a claridade da luz – essa luz a meus olhos tão cara – nem as doces melodias das canções omnímodas, nem o suave cheiro das flores, dos perfumes ou dos aromas, nem o maná ou o mel, nem os membros feitos aos abraços da carne. Nada disto amo, quando Vos amo a Vós. E contudo, amo uma luz, uma voz, um perfume, um alimento e um abraço, quando amo o meu Deus, luz, voz, perfume e deleite do homem interior, onde brilha para a minha alma uma luz que nenhum espaço contém, onde ressoa uma voz que o tempo não arrebata, onde cheira um perfume que o vento não dissipa, onde se saboreia uma comida que sofreguidão alguma fará desaparecer, onde se sente um contacto que a saciedade não desfaz. Eis o que amo, quando amo a Deus.»
[Santo Agostinho]

sábado, 13 de dezembro de 2008

São João da Cruz

Nasceu em Fontiveros, perto de Ávila, Espanha. Foi em Medina del Campo, no ano de 1567, que a Madre Teresa de Jesus o conheceu e ficou prendada das suas qualidades e santidade. Na sequência convida-o para primeiro Carmelita Descalço e fundador entre os frades do novo estilo de vida que ela mesma havia iniciado entre as freiras. No dia 28 de Novembro de 1568, primeiro domingo do Advento, deu-se início oficialmente à nossa Ordem. As rivalidades levaram-no à prisão, durante nove meses, de Dezembro a Agosto. Frei João esteve preso no cárcere conventual de Toledo, quase morrendo de frio no Inverno, quase asfixiando de calor no Verão. Foge na noite de 16 de Agosto, porque não lhe deixaram celebrar Missa de Nossa Senhora. No dia 7 de Dezembro soube que morreria a 14, por ser Sábado, dia de Nossa Senhora. À meia-noite, ouvindo o sino, exclama: "Vou cantar Matinas para o Céu" e adormeceu, dizendo: "Nas Tuas mãos Senhor entrego o meu espírito". Era o dia 14 de Dezembro de 1591, Sábado.