sexta-feira, 20 de março de 2009

«Memórias da Irmã Lúcia» disponíveis na Internet

O Secretariado dos Pastorinhos (http://www.pastorinhos.com/livros/pt/MemoriasI_pt.pdf) acaba de disponibilizar na Internet o I Volume do livro “Memórias da Irmã Lúcia”. O ficheiro, em formato PDF, está disponível em 16 línguas. O livro contêm as recordações da Vidente e é considerado por este Secretariado como “o testemunho mais rico, mais vivo e mais completo dos acontecimentos de Fátima”.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Papa evoca São José

Bento XVI participou, ontem, na celebração das Vésperas na Basílica dedicada a Maria Rainha dos Apóstolos em Yaoundé, tendo aproveitado o momento para lembrar o exemplo de S. José, cujo dia se assinala hoje. “São José ensina-nos que se pode amar sem possuir. Contemplando todo o homem e toda a mulher pode, com a graça de Deus, chegar à cura das suas feridas afectivas com a condição de entrar no projecto que Deus já começou a realizar nos seres que estão próximos dele, tal como José entrou na obra da redenção através da figura de Maria e graças aquilo que Deus já tinha feito nela”, disse Bento XVI. O Papa acrescentou que “a nossa meditação sobre o itinerário humano e espiritual de São José convida-nos a adoptar a medida de toda a riqueza da sua vocação e do modelo que permanece para quantos quiserem consagrar totalmente a sua vida a Cristo, tanto no sacerdócio como na vida consagrada”. “José viveu, efectivamente, à luz do mistério da Encarnação, não apenas numa proximidade física, mas também com a atenção do coração. José desvenda-nos o segredo de uma humanidade que vive na presença do mistério, aberta ao mesmo através dos pormenores mais concretos da vida. Nele não há separação entre Fé e acção”, referiu Bento XVI.

19 de Março - Solenidade de São José

José, de coração humilde e casto, A quem Deus entregou a nova Eva, Feliz de Ti, que viste começar A Redenção. Chamado para esposo de Maria E para pai de Deus feito menino, Tu protegeste e deste o alimento Ao próprio Deus. Patriarca do silêncio e do trabalho, Escondes na humildade o coração Cheio de amor a Cristo e sua Mãe Em Nazaré. Tu recebeste a Arca da aliança Que Deus veio firmar com o seu povo. Defende a santa Igreja que é na Terra Povo de Deus. Quando Deus incarnou em tua Esposa, A promessa se fez realidade. Protege com a tua intercessão Os nossos lares. Louvor a Deus, Trindade única e santa, Louvor ao Pai e ao Filho com o Espírito. Oh divina Família, que no amor Nos santifica.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Carminhada - Moinhos da Gândara - 4 ABR'09

COMO CHEGAR? Vindo de Norte A17/IC1 - Saída Quiaios - Portagem - Direita na rotunda no sentido Tocha / Mira - Continua por N109 - Entrando na localidade de Castanheiro - Seguir à Direita no sentido Santana / Quinta dos Vigários - Transpor passagem área sobre A17 - Encontrar placa de Quinta dos Vigários - Seguir até Escola Primária - seguir à direita após 50 metros - seguir à direita em frente até à Capela de Nossa Senhora da Saúde Moinhos da Gândara. Aspectos a ter em atenção: - As carminhadas são abertas a todos os jovens; - Início às 9h00, na Capela de Nossa Senhora da Saúde (Figueira da Foz); - A carminhada tem 14 km; - Eucaristia às 16:00 na Capela de Nossa Senhora da Saúde; - A carminhada termina após a Eucaristia; - O almoço será partilhado, devendo cada participante levar de casa. Levar uma manta para colocar no chão; - Procura levar calçado confortável e já usado; chapéu; roupa conveniente (um impermeável…); - Haverá carros de apoio (que irão transportar as mochilas), mas a maior honra dos condutores de carros-vassoura é chegar ao fim vazios; - Carminha ligeiro de equipagem; - Nem tudo é necessário para carminhar…; - Quem participou em outras Carminhadas já tem a faixa “JOVENS LEIGOS CARMELITAS”. Devem levá-la. CONFIRMAÇÃO A confirmação de participação na Carminhada deverá ser efectuada até ao dia 29 de Março para:
Carmo Jovem carmojovem@gmail.com Célia Oliveira celia.krido@hotmail.com

sexta-feira, 13 de março de 2009

III Domingo da Quaresma!

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João [Jo 2, 13-25] Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. Encontrou no templo os vendedores de bois, de ovelhas e de pombas e os cambistas sentados às bancas. Fez então um chicote de cordas e expulsou-os a todos do templo, com as ovelhas e os bois; deitou por terra o dinheiro dos cambistase derrubou-lhes as mesas; e disse aos que vendiam pombas:«Tirai tudo isto daqui; não façais da casa de meu Pai casa de comércio».Os discípulos recordaram-se do que estava escrito:«Devora-me o zelo pela tua casa».Então os judeus tomaram a palavra e perguntaram-Lhe:«Que sinal nos dás de que podes proceder deste modo?»Jesus respondeu-lhes: «Destruí este templo e em três dias o levantarei». Disseram os judeus:«Foram precisos quarenta e seis anos para se construir este templo e Tu vais levantá-lo em três dias?»Jesus, porém, falava do templo do seu corpo. Por isso, quando Ele ressuscitou dos mortos, os discípulos lembraram-se do que tinha dito e acreditaram na Escritura e nas palavras que Jesus dissera. Enquanto Jesus permaneceu em Jerusalém pela festa da Páscoa, muitos, ao verem os milagres que fazia, acreditaram no seu nome. Mas Jesus não se fiava deles, porque os conhecia a todos e não precisava de que Lhe dessem informações sobre ninguém:Ele bem sabia o que há no homem.

quarta-feira, 11 de março de 2009

O tempo passa sempre depressa quando é bem passado

No sábado, dia 7 de Março, o Carmo Jovem reuniu-se para o “ II Entre fitas, palavras” que teve lugar no Convento do Carmo, em Braga. Pelas 20 horas, já estava o grupo da casa à porta, quando começaram a chegar os espectadores de Aveiro, Avessadas, Caíde de Rei e Viana do Castelo. Por volta das 20h15, o grupinho de vinte e três jovens entrou para a “sala de cinema”… e como íamos para uma sessão de cinema não poderia deixar de haver o bilhete. Esta foi, aliás, a nossa já tradicional lembrança. Na verdade, bem original e guardada para o resto da vida de cada um de nós! Para nos acolher o Tiago Gonçalves, representante do grupo de Braga, saudou-nos com umas palavras de afecto, dando-nos uma pequena introdução ao filme e o porquê de ali estarmos naquela noite. Passou a palavra ao Sr. Padre Agostinho Castro, Prior do convento, que nos deixou à vontade. E, como não poderia deixar de ser, o nosso presidente Jorge Teixeira também nos deu as boas-vindas, dando início à sessão cantando. Nada melhor do que cantar para alegrar e aquecer a alma, visto que estava frio. “O Lado Selvagem” de Sean Penn foi o filme que nos juntou naquela noite. É uma história comovente que conta a vida de um rapaz de 22 anos que acaba de sair da universidade, com um brilhante futuro à sua frente. Farto de viver mentiras e hipocrisias decide partir, deixando para trás a vida luxuosa que levava para ir viver para o Alasca. Ao longo do caminho Christopher encontra uma série de personagens que dão forma e sentido à sua vida. O filme acabou! De costa doridas de tanto estarmos sentados, ainda tivemos forças para debater sobre o filme e cantar mais uma musiquinha. Passamos então para a sala do lado onde nos esperava um chazinho quente e umas bolachas, para carregarmos baterias para a viagem que ainda tínhamos de fazer. Chegou o fim! Passou depressa, o tempo passa sempre depressa quando é bem passado. Estava na hora dos beijinhos e abraços, todos se despedem, mas lá dentro o coração pede para ficarmos mais um pouquinho na conversa, no entanto temos de ir. Mas uma coisa vai connosco, temos que conservar o bilhete que nos leva para o melhor filme de todos, a Amizade!
Stéphanie Monteiro
Avessadas (Marco de Canaveses)

terça-feira, 10 de março de 2009

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI - Parte II

PARA A XXIV JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE (5 DE ABRIL DE 2009)
A grande esperança está em Cristo
Para Paulo a esperança não é só um ideal ou um sentimento, mas uma pessoa viva: Jesus Cristo, Filho de Deus. Persuadido intimamente desta certeza, poderá escrever a Timóteo: "Pusemos a nossa esperança em Deus vivo" (1Tm 4, 10). O "Deus vivo" é Cristo ressuscitado e presente no mundo. É Ele a verdadeira esperança: Cristo que vive connosco e em nós e que nos chama a participar na sua própria vida eterna. Se não estamos sozinhos, se Ele está connosco, aliás, se é Ele o nosso presente e o nosso futuro, por que temer? A esperança do cristão é portanto desejar "o Reino dos céus e a vida eterna como nossa felicidade, pondo toda a confiança nas promessas de Cristo e apoiando-nos, não nas nossas forças, mas no socorro da graça do Espírito Santo" (Catecismo da Igreja Católica, 1817).
O caminho rumo à grande esperança
Assim como um dia encontrou o jovem Paulo, Jesus deseja encontrar também cada um de vós, queridos jovens. Sim, antes de ser um nosso desejo, este encontro é um desejo profundo de Cristo. Mas alguns de vós poderiam perguntar: como posso eu, hoje, encontrá-l'O? Ou também, de que modo Ele se aproxima de mim? A Igreja ensina que o desejo de encontrar o Senhor já é fruto da sua graça? Quando na oração expressamos a nossa fé, também na obscuridade já O encontramos porque Ele se oferece a nós. A oração perseverante abre o coração para O acolher, como explica Santo Agostinho: "O Senhor nosso Deus quer que nas orações se exercite o nosso desejo, de modo que nos tornemos capazes de receber o que Ele pretende dar-nos" (Cartas 130, 8, 17). A oração é dom do Espírito, que nos torna homens e mulheres de esperança, e rezar mantém o mundo aberto a Deus (cf. Enc. Spe salvi, 34).
Dai espaço à oração na vossa vida! Rezar sozinho é bom, mas ainda melhor e mais proveitoso é rezar juntos, porque o Senhor garantiu que está presente onde estiverem dois ou três reunidos no seu nome (cf. Mt 18, 20). Existem muitas formas de se familiarizar com Ele; existem experiências, grupos e movimentos, encontros e itinerários para aprender assim a rezar e a crescer na experiência da fé. Participai na liturgia nas vossas paróquias e alimentai-vos abundantemente da Palavra de Deus e da participação activa nos Sacramentos. Como sabeis, ápice e centro da existência e da missão de cada crente e comunidade cristã é a Eucaristia, sacramento de salvação na qual Cristo se faz presente e doa como alimento espiritual o seu próprio Corpo e Sangue para a vida eterna. Mistério deveras inefável! Em volta da Eucaristia nasce e cresce a Igreja, a grande família dos cristãos, na qual se entra com o Baptismo e nos renovamos constantemente graças ao sacramento da Reconciliação. Depois, os baptizados, mediante a Crisma, são confirmados pelo Espírito Santo para viver como autênticos amigos e testemunhas de Cristo, enquanto os Sacramentos da Ordem e do Matrimónio os tornam preparados para realizar as suas tarefas apostólicas na Igreja e no mundo. A Unção dos enfermos, por fim, faz-nos experimentar o conforto divino na doença e no sofrimento.
Agir em sintonia com a esperança cristã
Queridos jovens, se vos alimentardes de Cristo e viverdes imersos n'Ele como o apóstolo Paulo, não podereis deixar de falar d'Ele, de O fazer conhecer e amar por tantos vossos amigos e coetâneos. Tendo-vos tornado seus fiéis discípulos, sereis assim capazes de contribuir para formar comunidades cristãs impregnadas de amor como aquelas das quais fala o livro dos Actos dos Apóstolos. A Igreja conta convosco para esta empenhativa missão: não vos desencoragem as dificuldades e as provas que encontrardes. Sede pacientes e perseverantes, vencendo a natural tendência dos jovens para a pressa, para querer tudo e já.
Queridos amigos, como Paulo, testemunhai o Ressuscitado! Fazei-O conhecer a quantos, vossos coetâneos ou adultos, estão em busca da "grande esperança" que dê sentido à sua existência. Se Jesus se tornou a vossa esperança, dizei-o também aos outros com a vossa alegria e com o vosso compromisso espiritual, apostólico e social. Habitados por Cristo, depois de ter posto n'Ele a vossa fé e de lhe ter dado toda a vossa confiança, difundi esta esperança ao vosso redor. Fazei escolhas que manifestem a vossa fé; mostrai que compreendestes as insídias da idolatria do dinheiro, dos bens materiais, da carreira e do sucesso, e não vos deixeis atrair por estas quimeras falsas. Não cedais à lógica do interesse egoísta, mas cultivai o amor ao próximo e esforçai-vos por colocar a vós mesmos e as vossas capacidades humanas e profissionais ao serviço do bem comum e da verdade, sempre prontos a responder "a quem vos perguntar a razão da vossa esperança!" (1 Pd 3, 15). O cristão autêntico nunca está triste, mesmo quando tem que enfrentar provas de vários tipos, porque a presença de Jesus é o segredo da sua alegria e da sua paz.
Maria Mãe da Esperança
Modelo deste itinerário de vida apostólica seja para vós São Paulo, que alimentou a sua vida de fé e esperança constantes seguindo o exemplo de Abraão, do qual escreve na Carta aos Romanos: "Ele mesmo, contra o que podia esperar, acreditou que havia de ser pai de muitas nações" (Rm 4, 18). Por estas mesmas pegadas do povo da esperança formado pelos profetas e pelos santos de todos os tempos nós prosseguimos rumo à realização do Reino, e no nosso caminho acompanhe-nos a Virgem Maria, Mãe da Esperança. Aquela que encarnou a esperança de Israel, que doou ao mundo o Salvador e permaneceu, firme na esperança, aos pés da Cruz, é para nós modelo e amparo. Sobretudo, Maria intercede por nós e guia-nos na escuridão das nossas dificuldades para o alvorecer radioso do encontro com o Ressuscitado. Gostaria de concluir esta mensagem, queridos jovens amigos, fazendo minha uma bela e conhecida exortação de São Bernardo inspirada no título de Maria Stella maris, Estrela do mar: "Tu que na instabilidade contínua da vida presente, te vês mais a flutuar entre as tempestades do que a caminhar na terra, mantém fixo o olhar no esplendor desta estrela, se não quiseres ser aniquilado pelos furacões. Se insurgem os ventos das tentações e te encalhas entre as rochas das tribulações, olha para a estrela, invoca Maria... Nos perigos, nas angústias, nas perplexidades, pensa em Maria, invoca Maria... Seguindo os seus exemplos não te perderás; invocando-a não perderás a esperança; pensando nela não cairás no erro. Amparado nela não escorregarás; sob a sua protecção nada recearás; com a sua guia não te cansarás; com a sua protecção alcançarás a meta" (Homilias em louvor da Virgem Mãe, 2, 17).
Maria, Estrela do mar, sê tu a guiar os jovens do mundo inteiro ao encontro com o teu Filho divino Jesus, e sê ainda tu a celeste guarda da sua fidelidade ao Evangelho e da sua esperança.
Ao garantir a minha recordação quotidiana na oração por todos vós, queridos jovens, abençoo de coração a vós e às pessoas que vos são queridas.
Vaticano, 22 de Fevereiro de 2009.
BENEDICTUS PP. XVI

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI - Parte I

PARA A XXIV JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE
(5 DE ABRIL DE 2009)
"Pusemos a nossa esperança em Deus vivo" (1 Tm 4, 10)
Queridos amigos!
Celebraremos no próximo Domingo de Ramos, a nível diocesano, a xxiv Jornada Mundial da Juventude. Enquanto nos preparamos para esta celebração anual, penso de novo com profunda gratidão ao Senhor no encontro que se realizou em Sidney, em Julho do ano passado: encontro inesquecível, durante o qual o Espírito Santo renovou a vida de numerosíssimos jovens que se reuniram de todo o mundo. A alegria da festa e o entusiasmo espiritual, experimentados durante aqueles dias, foram um sinal eloquente da presença do Espírito de Cristo. E agora estamos encaminhados para o encontro internacional em programa para Madrid em 2011, que terá como tema as palavras do Apóstolo Paulo: "Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé" (cf. Cl 2, 7). Em vista deste encontro mundial dos jovens, queremos realizar juntos um percurso formativo, reflectindo em 2009 sobre a afirmação de São Paulo: "Pusemos a nossa esperança em Deus vivo" (1 Tm 4, 10), e em 2010 sobre a pergunta do jovem rico a Jesus: "Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?" (Mc 10, 17).
A juventude tempo da esperança
Em Sidney, a nossa atenção concentrou-se sobre o que o Espírito Santo diz hoje aos crentes, e em particular a vós, queridos jovens. Durante a Santa Missa conclusiva, exortei-vos a deixar-vos plasmar por Ele para serdes mensageiros do amor divino, capazes de construir um futuro de esperança para toda a humanidade. A questão da esperança está, na realidade, no centro da nossa vida de seres humanos e da nossa missão de cristãos, sobretudo na época contemporânea. Todos sentimos a necessidade da esperança, não de uma esperança qualquer, mas sim de uma ersperança firme e de confiança, como eu quis ressaltar na Encíclica Spe salvi. Em particular, a juventude é tempo de esperanças, porque olha para o futuro com várias expectativas. Quando se é jovem alimentam-se ideais, sonhos e projectos; a juventude é o tempo no qual amadurecem opções decisivas para o resto da vida. E talvez também por isto é a estação da existência na qual emergem com vigor as perguntas fundamentais: por que estou na terra? Qual é o sentido do viver? Que será da minha vida? E ainda: como alcançar a felicidade? Por que o sofrimento, a doença e a morte? O que existe depois da morte? Perguntas que se tornam insuportáveis quando nos devemos confrontar com obstáculos que por vezes parecem insuperáveis: dificuldades nos estudos, falta de trabalho, incompreensões na família, crises nas relações de amizade ou na construção de um entendimento conjugal, doenças ou deficiências, carência de recursos adequados como consequência da actual difundida crise económica e social. Então perguntamos: de onde haurir e como manter viva no coração a chama da esperança?
Na raiz da "grande esperança"
A experiência demonstra que as qualidades pessoais e os bens materiais não são suficientes para garantir a esperança da qual o coração humano está em busca constante. Como escrevi na citada Encíclica Spe salvi, a política, a ciência, a técnica, a economia e qualquer outro recurso material sozinhos não são suficientes para oferecer a grande esperança que todos desejamos. Esta esperança "só pode ser Deus, que abraça o universo e nos pode propor e dar aquilo que, sozinhos, não podemos conseguir" (n. 31). Eis por que uma das consequências principais do esquecimento de Deus é a evidente desorientação que marca as nossas sociedades, com consequências de solidão e violência, de insatisfação e perda de confiança que não raro terminam no desespero. É clara e forte a chamada que nos vem da Palavra de Deus: "Maldito o homem que confia noutro, que da carne faz o seu apoio e cujo coração vive distante do Senhor. Assemelha-se ao cardo do deserto, que, mesmo que lhe venha algum bem, não o sente" (Jr 17, 5-6). A crise de esperança atinge mais facilmente as novas gerações que, em contextos socioculturais privados de certezas, de valores e de sólidos pontos de referência, encontram-se a enfrentar dificuldades que são maiores do que as suas forças. Penso, queridos amigos, em tantos coetâneos vossos, feridos pela vida, condicionados por uma imaturidade pessoal que muitas vezes é consequência de um vazio familiar, de opções educativas permissivas e libertárias e de experiências negativas e traumáticas. Para alguns e infelizmente não são poucos a saída quase obrigatória é uma fuga alienante com comportamentos de risco e violentos, na dependência de drogas e álcool, e em muitas outras formas de mal-estar juvenil. Contudo, também em quem se vem a encontrar em condições difíceis por ter seguido conselhos de "maus mestres", não se apaga o desejo de amor verdadeiro e de autêntica felicidade. Mas como anunciar a esperança a estes jovens? Nós sabemos que só em Deus o ser humano encontra a sua verdadeira realização. O compromisso primário que interpela todos é portanto o de uma nova evangelização, que ajude as novas gerações a redescobrir o rosto autêntico de Deus, que é Amor. A vós, queridos jovens, que estais em busca de uma esperança firme, dirijo as mesmas palavras que São Paulo dirigia aos cristãos perseguidos na Roma de então: "Que o Deus da esperança vos encha plenamente de alegria e de paz na vossa crença, para que abundeis na esperança pela virtude do Espírito Santo" (Rm 15, 13). Durante este ano jubilar dedicado ao Apóstolo das Nações, por ocasião do bimilénio do seu nascimento, aprendamos dele a tornar-nos testemunhas credíveis da esperança cristã.
São Paulo testemunha da esperança
Encontrando-se imerso em dificuldades e provações de vários tipos, Paulo escrevia ao seu fiel discípulo: "Pusemos a nossa esperança em Deus vivo" (1Tm 4, 10). Como tinha nascido nele esta esperança? Para responder a esta pergunta devemos partir do seu encontro com Jesus ressuscitado no caminho de Damasco. Nessa época Saulo era um jovem como vós, com cerca de vinte ou vinte e cinco anos, seguidor da Lei de Moisés e decidido a combater com todos os meios quantos ele considerava inimigos de Deus (cf. Act 9, 1). Quando estava a caminho de Damasco para prender os seguidores de Cristo, foi envolvido por uma luz misteriosa e ouviu chamar pelo nome: "Saulo, Saulo, por que me persegues?". Caindo por terra, perguntou: "Quem és Tu, Senhor?". E aquela voz respondeu: "Eu sou Jesus, a quem tu persegues!" (cf. Act 9, 3-5). Depois daquele encontro, a vida de Paulo mudou radicalmente: recebeu o Baptismo e tornou-se apóstolo do Evangelho. No caminho de Damasco, ele foi interiormente transformado pelo Amor divino que encontrou na pessoa de Jesus Cristo. Um dia escreverá: "A vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e Se entregou a Si mesmo por mim" (Gl 2, 20). De perseguidor, tornou-se portanto testemunha e missionário: fundou comunidades cristãs na Ásia Menor e na Grécia, percorrendo milhares de quilómetros e enfrentando toda a espécie de peripécias, até ao martírio em Roma. Tudo por amor a Cristo. A grande esperança está em Cristo Para Paulo a esperança não é só um ideal ou um sentimento, mas uma pessoa viva: Jesus Cristo, Filho de Deus. Persuadido intimamente desta certeza, poderá escrever a Timóteo: "Pusemos a nossa esperança em Deus vivo" (1Tm 4, 10). O "Deus vivo" é Cristo ressuscitado e presente no mundo. É Ele a verdadeira esperança: Cristo que vive connosco e em nós e que nos chama a participar na sua própria vida eterna. Se não estamos sozinhos, se Ele está connosco, aliás, se é Ele o nosso presente e o nosso futuro, por que temer? A esperança do cristão é portanto desejar "o Reino dos céus e a vida eterna como nossa felicidade, pondo toda a confiança nas promessas de Cristo e apoiando-nos, não nas nossas forças, mas no socorro da graça do Espírito Santo" (Catecismo da Igreja Católica, 1817).

Outro modo de ver

Não existe um só modo de ver as coisas. Outro modo de ver a jornada de (in)Formação do Carmo Jovem, «Ninguém te despreze por seres jovem», de 28 de Fevereiro e 1 de Março, encontra-se em http://gjsementinhas.blogspot.com/2009/03/encontro-de-informacao.html. Vale a pena consultar. Parabéns.
em

domingo, 8 de março de 2009

«A felicidade só é verdadeira quando partilhada»

O II «Entre fitas, palavras», com o filme: «O lado selvagem» levou-nos a viajar não de uma forma física mas espiritual, neste tempo de Quaresma. Viajamos com um jovem que se insurreccionou contra a hipocrisia e o antiespiritualismo da sociedade em que vivia e estatuiu iniciar um carminho em busca de si, no meio do mundo, longe do mesmo... uma viajem em busca de si próprio, uma viajem por campos desérticos, em busca da liberdade em toda a sua radicalidade... para crescer… No fim, um carminho solitário, (talvez comodista), onde tarde o leva a desenterrar que «A felicidade só é verdadeira quando partilhada». Para nós, jovens carmelitas, (a meu ver) ficou enraizado nesta noite, um hino a valores como a coragem, persistência, amizade, amor… resistência. Nestes valores, não nos aprisionemos. Deixemo-nos fascinar envolvendo-nos sempre! Cativar o que somos é deixarmo-nos envolver. É estarmos sóbrios e vigilantes nos desafios que a vida nos lança. É darmos e criarmos espaços para nós e para os outros, alicerçados pela magnificência de Deus, é carminhar tendo os olhos postos na Verdade. É sabermos estar presentes e presentes sermos capazes de partilhar o que vamos apreendendo. É sabermos estarmos retirados quando temos que estar... mas, sempre cuidadosos e empenhados. Não nos sintamos atraiçoados quanto ao nosso modelo de virtude, não nos sintamos enganados quando as nossas opções não nos parecem as mais correctas… Aprendamos a ser alegres, ditosos, mesmo que à nossa volta esteja tudo repleto de muitas coisas… Saibamos eleger a melhor parte… partilhemo-la. Desta forma, carminharemos como jovens carmelitas, com todo o nosso dinamismo, numa onda de auxílio, cooperação… até ao «fim das nossas vidas». Porque, não nos podemos esquecer de que: «Quando perdoas, tu amas. E quando amas, a luz de Deus ilumina-te.»
»

Conservar até ao fim da vida!

— «Tome isto é para si.» Para mim era um Noddy pequenino que andava lá por casa, um ingresso para entrada na sala do Carmo de Braga onde se projectou o segundo Entrefitas, e uma terceira bujiganga que já não recordo (talvez por ter sido entregue de manhã). Só a segunda é que dizia «conservar até ao fim da vida»! É o que procurarei fazer com a ajuda de Deus. Com Ele procurarei conservar o Carmo Jovem e o ingresso de pertença que me deram até ao fim do filme das nossas vidas. Como eu agradeço a Deus! Ainda não sei como correram as coisas e já me entregavam uma apelo tão para o alto, embrulhado no feitio dum ingresso de cinema! Haja imaginação, e sobretudo espaço para que ela floresça, que criativos não nos faltam. Deus seja louvado! É o que farei. E o que procurarei que todos façam com todas as forças. fj

A INCOMPARÁVEL PACIÊNCIA DE PROCURAR O ALTO - O LUGAR DO JOVEM NA IGREJA CATÓLICA E NA SOCIEDADE CIVIL - III

4.2. Ordem dos Padres Carmelitas Descalços e o Movimento Carmo Jovem
“A Igreja tem tantas coisas belas a dizer e a mostrar ao mundo: não só pelo seu património artístico (...). Para citar só dois, Francisco de Assis com o seu cântico ao irmão Sol e S. João da Cruz com os seus poemas. O belo tem tudo a ver com o bem. O belo pode realizar a síntese do verdadeiro e do bem.” (Cardeal Daneels). Há, portanto, um património que deve ser dado a conhecer aos jovens. O Carmo Jovem foi um espaço encontrado pela Ordem para dar relevo ao papel dos jovens e para lhe dar espaço de crescimento na fé.
O Movimento procura abranger jovens de várias idades e de várias zonas geográficas de Portugal. Refira-se ainda a autonomia construtiva que o Movimento tem perante a Ordem. Esta liberdade responsável permite um crescimento saudável. Destacaria, brevemente, duas ideias: o facto de muitas das actividades serem, de facto, significativas e perdurarem como momentos de carminho para sempre na memória de muitos jovens (recordo, por exemplo, o Acampaki, a Clarminhada) e a aproximação feita pelos religiosos, nomeadamente o Frei João, por falarem, com palavras e gestos, uma linguagem juvenil. 5. O lugar do jovem na sociedade civil Os jovens católicos não podem esquecer que são jovens no mundo e do mundo que não esquecem o caminho: Jesus. Por isso, em todos os locais devem apresentar uma vida de autenticidade e de testemunho. Respeitando o outro enquanto ser crente ou não, o jovem católico deverá assumir-se enquanto tal, reafirmando a sua fé como uma decisão pessoal que compromete toda a vida. Por tudo isto, julgo que o jovem católico não se também pode excluir da vida civil. Assim, deve ser, por exemplo, politicamente interessado. 6. Conclusão “É próprio da condição humana e, particularmente, da juventude buscar o Absoluto, o sentido e a plenitude da existência. Amados jovens, não vos contenteis com nada menos do que os mais altos ideais! Não vos deixeis desanimar por aqueles que, desiludidos da vida, se tornaram surdos aos anseios mais profundos e autênticos do seu coração. Tendes razão para não vos resignardes com diversões insípidas, modas passageiras e projectos redutivos. Se mantiverdes com ardor os vossos anelos pelo Senhor, sabereis evitar a mediocridade e o conformismo, tão espalhados na nossa sociedade.” (João Paulo II)

Crónica duma Incomparável paciência de procurar o alto

No fim de semana de 28 de Fevereiro e 1 de Março realizou-se um encontro de Jovens Leigos Carmelitas sob o tema “Ninguém te despreze por seres jovem”. (1 Tm 4,12). Juntamo-nos no convento do Carmo de Viana carminheiros oriundos de Aveiro, Avessadas, Caíde de Rei, Braga, Matosinhos e Viana do Castelo. Para desenvolver esse tema foi muito oportunamente convidado o Dr. Jorge Oliveira , presidente e fundador do Espaço t que é uma Associação para Apoio à Integração Social e Comunitária, criada no Porto em 1994. Esta associação tem como finalidade o combate à exclusão social através da arte. Desta Associação fazem parte ateliês de expressão artística, complementados por um acompanhamento psicológico diário; o departamento de emprego que assegura a inserção profissional; o departamento de formação e projectos acreditado pela DGERT; o Centro de Novas Oportunidades (CNO); as Brigadas Espaço t, que têm por missão levarem as actividades desta Instituição a outras realidades sociais; e ainda a linha urgência Espaço t de apoio a indivíduos em situações limite. Para dar continuidade ao tema, numa vertente mais 'católica, da parte da tarde, foi visualizada uma apresentação em ppt cujo tema foi a “Incomparável paciência de procurar o alto”, desta vez com o nosso chefe, Jorge Fernando, como orador (revelou-se simplesmente um professor à altura!; mas que tesouros promissores se escondem no nosso Movimento!). O Jorge ajudou-nos a reflectir e a questionar qual o nosso papel enquanto jovens carmelitas, de que modo nos empenhamos e envolvemos na Igreja e que razões poderão estar na base de um progressivo afastamento dos jovens da mesma. No final, foram propostas algumas reflexões em grupo que foram posteriormente partilhadas no Domingo de manhã. Como sempre tem acontecido, onde passam os Jovens Carmelitas, quer em carminhadas, quer noutras actividades, juntamo-nos à comunidade carmelita para celebrar a Eucaristia: uns na assembleia, outros no altar como leitores e acólitos (mesmo sem a alba, e sob a insistência tão característica do Frei João já tão conhecida por todos nós). Pois é, e o Domingo ia anunciando a partida, depois do almoço, veio a foto de família que parecia mais uma empreitada nos claustros ou uma caça ao tesouro com pás, carrinho de mão e piqueiretas! No final, o Frei teve que agarrar a vassoura para deixar os claustros em ordem. E até tem jeitinho! Abraço atrás de abraço, gargalhada atrás de gargalhada lá teve que ser a despedida, mas que é apenas um até já, porque os próximos encontros já estão agendados! Ana Margarida Arriscado, Jovens Kanimambo, Viana do Castelo

sábado, 7 de março de 2009

Chamados a Ávila, chamados em Ávila

O blog do CJ tem de dizer o de cá e o de lá. Neste caso o de lá é o outro lado da vida do Ricardo, do postulante Ricardo. Foi estranho não o ver na Jornada de (In)formação do Movimento. E é assim que se justifica que já tenha perguntado doze vezes pela crónica. Por fim, como sentisse necessidade de justificar a ausência escreveu-nos a crónica da sua incursão a Ávila. Dá gosto ler a crónica sobre o outro lado da fronteira.
No Centro Internacional Teresiano-SaoJoanista (CITeS) decorreu entre o jantar de 27 de Fevereiro e 1 de Março, um convívio vocacional dos carmelitas, na cidade da nossa Mãe, Santa Teresa de Jesus, Ávila. Fomos calorosamente acolhidos pelos irmãos do Centro Internacional, lugar que a todos nos surpreendeu pela sua arquitectura e, sobretudo, pela sua missão. Este encontro serviu a todos para num ambiente de grande fraternidade, aliás, como é apanágio da nossa Ordem, conhecer um pouco mais do que ela é. Fomos chegando de várias proveniências da Península. Éramos 15 jovens e 8 religiosos. Portugal estava representado por dois, o Danny Oliveira (Madeira) e o Ricardo Luís (Lousada), bem como, pelo Pe. Alpoim Portugal. Estavam ainda 5 jovens da Andaluzia, 1 de Burgos, 3 de Castela, 3 da Catalunha e Baleares e 1 de Navarra.

Num primeiro momento, na sexta-feira à noite, foamos desafiados a expressar se achávamos que sabíamos o que Deus queria para nós e aquilo que mais nos atraía na Ordem. Respostas díspares foram surgindo, alguns diziam que sim, outros achavam que sim, outros procuram o que Deus quer para eles. O que mais atrai na Ordem? Houve respostas como: Nossa Senhora do Carmo, Santa Teresinha do Menino Jesus, o hábito, Santa Teresa, São João da Cruz, a fraternidade, a oração.

No sábado de manhã, fomos levados num passeio pelos locais que a Santa percorreu durante a sua vida em Ávila. Fomos à Igreja da Santa onde tivemos uma pequena prelecção pelo Pe. Brandle, que nos fez uma breve exposião sobre a vida de Santa Teresa de Jesus. De seguida visitamos o seu Museu. Depois, à Igreja que a Santa foi baptizada. Percorremos algumas das ruas mais emblemáticas até chegarmos ao Convento de São José, o primeiro convento fundado pela Santa. Ao regressarmos ao CITeS tivemos ainda a oportunidade de visitar o Convento da Encarnação, onde a Santa iniciou a sua vida religiosa.

Da parte da tarde, tivemos dois momentos altos, um primeiro com uma exposição feita pelo Pe. José Fausto, de Burgos, sobre a vida de São João da Cruz. Fez-nos uma apresentação dos momentos chave da sua vida e remeteu-nos para os seus escritos. No outro momento, à tarde, o Pe. Jesus Sans Compte, da Catalunha e Baleares, apresentou-nos um pequeno vídeo sobre a história de Santa Teresinha do Menino Jesus. Deixou-nos um texto para reflexão para posterior partilha na Eucaristia dominical. A noite foi de convívio e terminamos com um momento de oração. O domingo começou cedo, uma vez, que muitos de nós, tínhamos longas viagens a fazer para regressar a casa. Mesmo assim, houve tempo para o Pe. Alfredo Amesti, de Navarra, nos fazer uma apresentação da História da Ordem, desde a sua origem no Monte Carmelo até aos dias de hoje. A Eucaristia decorreu num ambiente sereno, de grande fraternidade e de partilha daquilo que todos vivemos ao longo do fim de semana. Este convívio, serviu para muitos de nós, jovens com diferentes caminhos e de várias proveniências, reflectirmos e discernimos um pouco mais sobre o sonho de Deus para cada um de nós. Que este convivio vocacional dê os seus frutos, ou seja, mais vocações religiosas para a Ordem Carmelitana.

Ricardo Luis

II Domingo da Quaresma

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos [Mc 9, 2-10] Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu só com eles para um lugar retirado num alto monte e transfigurou-Se diante deles. As suas vestes tornaram-se resplandecentes, de tal brancura que nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia assim branquear. Apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés, outra para Elias». Não sabia o que dizia, pois estavam atemorizados.Veio então uma nuvem que os cobriu com a sua sombra e da nuvem fez-se ouvir uma voz:«Este é o meu Filho muito amado: escutai-O». De repente, olhando em redor, não viram mais ninguém,a não ser Jesus, sozinho com eles. Ao descerem do monte, Jesus ordenou-lhes que não contassem a ninguém o que tinham visto, enquanto o Filho do homem não ressuscitasse dos mortos. Eles guardaram a recomendação, mas perguntavam entre si o que seria ressuscitar dos mortos.