quinta-feira, 30 de abril de 2009

"Andai sempre alegres." (1 Tes 5,16)

A ninguém te pareces desde que peregrinei contigo!
Vamos para o caminho. Vamos para a casa da Mãe. Mais uma vez. Nós, Carmo Jovem, não somos de parar, não somos de morrer. Não somos daqui, ainda não alcançamos nada. Por isso não paramos enquanto lá não chegarmos. Obrigado por teres vindo. Juntos vamos melhor. (Vamos caminhar, vamos rezar. Com os pés.) Há já algum tempo que descobrimos e nos afeiçoamos à terna oração com bolhas nos pés. Assim os pés, assim a alma e tudo e todos com o corpo todo. Tudo ao caminho, todos a caminho. (Os que não vão, vão também connosco!) Se o corpo se liberta trotando por montes e ribeiros, caminhos e carreiros — E quão belo será o percurso deste ano! — como não se alegrará a alma com a luz e os perfumes da Primavera pascal que vão penetrando até ao mais fundo centro da alma! Vem, vamos tomar banhos de luz nova e de perfumes primaveris que só as abelhas sabem distinguir e colher! (Vamos para o caminho, que são horas!) A nossa III Peregrifáti — Peregrinação a pé a Fátima do Carmo Jovem — decorre num quadro temporal donde gostaria de evidenciar quatro acontecimentos:
Um: A recente canonização do Beato Nuno de Santa Maria (1360 – 1431). Peço ao Céu que no-lo dê por capitão, ele que tão bem conhece os caminhos da alma de Portugal! Que São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira caminhe connosco, porque nós, como Bento XVI, nos sentimos felizes por o termos como modelo e figura exemplar. (— São Nuno, caminha connosco!)
Dois: Decorre em Fátima, na Domus Carmeli, o 90º Capítulo Geral (17 Abril – 8 de Maio). É a segunda vez que em Portugal se reúne um Capítulo Geral da nossa Ordem: a primeira vez foi em Maio de 1585, com a presença de São João da Cruz. O Capítulo já elegeu o novo Governo Geral. O nosso Padre Geral é italiano e chama-se Saverio Cannistrà, que ao ser eleito declarou: «Senti que Deus me empurrava e que abraçando-me a vós podia confiar em Deus». Bonito. O lema desta assembleia magna é «Vossa sou, para Vós nasci, que mandais fazer de mim?», porque decorre nos alvores do V Centenário do nascimento da Santa Madre Teresa de Jesus (1515). (Saverio e Teresa, caminhai connosco!)
Três: Caminhamos ainda durante a celebração do I Centenário do nascimento para o céu do Bem-aventurado Isidoro Bakanja (1885 – 1909). Isidoro era um jovem africano que ao receber o Baptismo na juventude entrou na Igreja amando a Deus e a Virgem Maria, a quem se consagrou e de quem se revestiu pela imposição do Escapulário do Carmo. Morreu mártir para não renegar nem a sua fé nem o amor a Nossa Senhora do Carmo ao recusar despojar-se do Escapulário. Não é para nós, jovens Carmelitas, um modelo de caminho e de amor? (Isidoro, caminha connosco!)
Quatro: Estamos em comunhão com toda a Igreja na celebração do bimilenário do nascimento do Apóstolo das Gentes. Sim, se algum Apóstolo se fez mais nosso esse é São Paulo que escolheu anunciar-nos o Evangelho. Sim, devemos o Evangelho ao seu coração e aos seus pés que enfrentaram a dureza e os perigos dos caminhos da Europa e da Península Ibérica. Sim, as Gentes somos nós. Ele é nosso! (Apóstolo, caminha connosco!) Não caminhamos sozinhos, mas em Igreja com a Igreja da Terra e com a Igreja do Céu!
Por último, cada um de nós traz um motivo para peregrinar a pé a Fátima. Sê bem-vindo com o teu motivo. Caminha feliz a nosso lado. Obrigado por vires. Tu e Deus sabeis porque vieste. É com alegria que te acolhemos, talvez sejas — quem sabe? —, um anjo enviado por Deus para refrescar e animar algum peregrino em algum desalentado momento! Quem sabe? Foi do Apóstolo que recolhemos o lema da Peregrinação: «Andai sempre alegres» (II Tes 5,16). (Que belo lema para uma peregrinação da casa da mãe para a casa da Mãe!) No Senhor está a nossa alegria. É o Senhor da alegria quem nos chama pelos caminhos da alegria independentemente da condição, da meteorologia, do sol ou da chuva, das nuvens ou do vento, das bolhas, das dores musculares ou dos humores. Coragem, caminhemos sempre alegres no Senhor! Domingo, em Fátima, espero dizer-te com alegria: A ninguém te pareces desde que peregrinei contigo.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

III Peregrinação a Pé a Fátima: saudação

Estimados jovens do Carmo Jovem
Diz o ditado "quem tem boca vai a Roma e que todos os caminhos vão dar a Roma". Por estes dias de Maio todos os caminhos vão dar a Fátima. E vós, Carmo Jovem, fazendo parte de um povo crente, quisestes, na vossa condição de jovens, pôr-vos a caminho, não por uma recomendação médica ou desportiva, mas porque também, como tantos outros portugueses e não só, quereis sentir-vos peregrinos de Fátima e em sentido mais amplo peregrinos do Céu, pois a Igreja é o Povo de Deus peregrino no tempo e na história a caminho da Terra Prometida. O Apóstolo diz que somos cidadãos do céu (Fil 3,20) e, por isso, devemos aspirar às coisas do alto (Col 3,2). Hoje, mais do que nunca, recomenda-se muito caminhar e até correr. Faz bem à saúde do corpo e neste caso da vossa peregrinação a Fátima, faz bem à saúde da alma. Como diziam os antigos: "Mens sana in corpore sano" ou seja, Mente sã em corpo são. Que a vossa caminhada seja sempre em espírito de boa camaradagem, mas sobretudo em espírito de alegria própria da vossa juventude. O escritor francês Georges Bernanos (1888-1948) dizia que o Cristianismo tem o monopólio da alegria. E a vida de todos nós deve ser pautada pela alegria e esperança pois temos colocada a nossa fé em Deus. O Apóstolo recomenda-nos: "andai sempre alegres"(1Tes 5,5) e noutra passagem acrescenta: "tudo o que fizerdes por palavras ou por obras (e até as próprias carminhadas) fazei-o em nome do Senhor Jesus"(Col 3,17). Animai-vos, pois, caros jovens do Carmo Jovem nesta caminhada do mês de Maio junto de Nossa Senhora, mas sem esquecer a grande caminhada da vossa existência. Para vossa reflexão, eis como o Apóstolo descreve a sua grande caminhada: "Irmãos, ainda não alcancei a meta, mas somente faço uma coisa: esquecendo-me do que fica para trás, prossigo para a meta, para alcançar o prémio celeste"(Fil 3,13-14). E continua: "O atleta só é coroado se combate segundo as regras" (2Tim 2,5). Por isso diz: "Combati o bom combate, acabei a minha carreira, guardei a fé. Agora espero receber a coroa de justiça que o Senhor, justo Juiz, me dará, mas não só a mim, mas também àqueles que esperam com amor a Sua vinda" (2Tim 4,7) Amigos jovens, não tenhais medo nem vergonha de ser e testemunhar que sois jovens carmelitas. Um abraço para todos.
P. Fernando Reis, Conselheiro Provincial para a Pastoral Juvenil

SEMANA DAS VOCAÇÕES (IV)

EUCARISTIA, LUGAR DE ENCONTRO

"A consciência de sermos salvos pelo amor de Cristo, que cada Eucaristia alimenta nos crentes e de modo especial nos sacerdotes, não pode deixar de suscitar neles um confiante abandono a Cristo que deu a vida por nós. Deste modo, acreditar no Senhor e aceitar o seu dom leva a entregar-se a Ele com ânimo agradecido aderindo ao seu projecto salvífico. Se tal acontecer, o «vocacionado» de bom grado abandona tudo e entra na escola do divino Mestre; inicia-se então um fecundo diálogo entre Deus e a pessoa, um misterioso encontro entre o amor do Senhor que chama e a liberdade do ser humano que Lhe responde no amor, sentindo ressoar no seu espírito as palavras de Jesus: «Não fostes vós que Me escolhestes, fui Eu que vos escolhi e vos nomeei para irdes e dardes fruto, e o vosso fruto permanecer» (Jo 15, 16)."

da mensagem de Bento XVI para o 46º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

terça-feira, 28 de abril de 2009

SEMANA DAS VOCAÇÕES (III)

DEUS CHAMA
"Dentro da vocação universal à santidade, sobressai a peculiar iniciativa de Deus ter escolhido alguns para seguirem mais de perto o seu Filho Jesus Cristo tornando-se seus ministros e testemunhas privilegiadas. O divino Mestre chamou pessoalmente os Apóstolos «para andarem com Ele e para os enviar a pregar, com o poder de expulsar demónios» (Mc 3, 14-15); eles, por sua vez, agregaram a si mesmos outros discípulos, fiéis colaboradores no ministério missionário. E assim no decorrer dos séculos, respondendo à vocação do Senhor e dóceis à acção do Espírito Santo, fileiras inumeráveis de presbíteros e pessoas consagradas puseram-se ao serviço total do Evangelho na Igreja. Dêmos graças ao Senhor, que continua hoje também a convocar trabalhadores para a sua vinha."
da mensagem de Bento XVI para o 46º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Clarminhada - Aveiro - 22MAI'09

Pintura e escultura da Igreja de Santo Condestável

A Igreja de Santo Condestável, em Lisboa, começou a ser construída em 1946, tendo sido inaugurada em 14 de agosto de 1951. O seu arquitecto, Vasco Morais Palmeiro (Regaleira), seguiu o estilo gótico, inspirando-se principalmente na Igreja da Graça, em Santarém (séc. XV) e na Igreja do Convento do Carmo, em Lisboa (séc. XV). O traçado, simples, assenta numa cruz latina com três naves.
Mais informações e fotografias aqui.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

SEMANA DAS VOCAÇÕES (IV)

A NOSSA RESPOSTA
"Por parte daqueles que são chamados, exige-se-lhes escuta atenta e prudente discernimento, generosa e pronta adesão ao projecto divino, sério aprofundamento do que é próprio da vocação sacerdotal e religiosa para lhe corresponder de modo responsável e convicto. A propósito, o Catecismo da Igreja Católica recorda que a livre iniciativa de Deus requer a resposta livre do ser humano. Uma resposta positiva que sempre pressupõe a aceitação e partilha do projecto que Deus tem para cada um; uma resposta que acolhe a iniciativa amorosa do Senhor e se torna, para quem é chamado, exigência moral vinculativa, homenagem de gratidão a Deus e cooperação total no plano que Ele prossegue na história."
da mensagem de Bento XVI para o 46º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Semana das Vocações (II)

A VOCAÇÃO COMO DOM "Não cessa de ressoar na Igreja esta exortação de Jesus aos seus discípulos: «Rogai ao Senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe» (Mt 9, 38). Pedi! O premente apelo do Senhor põe em evidência que a oração pelas vocações deve ser contínua e confiante. De facto, só animada pela oração é que a comunidade cristã pode realmente «ter maior fé e esperança na iniciativa divina» (Exort. ap. pós-sinodal Sacramentum caritatis, 26).A vocação ao sacerdócio e à vida consagrada constitui um dom divino especial, que se insere no vasto projecto de amor e salvação que Deus tem para cada pessoa e para a humanidade inteira. O apóstolo Paulo – que recordamos de modo particular durante este Ano Paulino comemorativo dos dois mil anos do seu nascimento –, ao escrever aos Efésios, afirma: «Bendito seja o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, do alto dos céus, nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo. Foi assim que n’Ele nos escolheu antes da constituição do mundo, para sermos santos e imaculados diante dos seus olhos» (Ef 1, 3-4)."
Da mensagem do Santo Padre para o 46º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

domingo, 26 de abril de 2009

Clarminhada - Aveiro - 22MAI'09

Oração da Semana das Vocações

DAI-NOS ROSTOS CLAROSPai, Senhor do Universo e da História, nós sabemos que as vocações são um dom do vosso amor, fruto da vossa iniciativa, chamamento que fazeis a cada um, para viver uma existência plena de amor e liberdade. Escutai hoje esta oração que vos pede especialmente aqueles operários que se dediquem às grandes messes da humanidade inquieta, que façam ouvir o Evangelho aos que não se sentem amados, que andam perdidos e desorientados. Mandai-nos apóstolos de coração puro, testemunhos santos. Rostos claros de pessoas felizes porque escolhem o máximo, arriscam tudo e recebem cem vezes mais. Não Vos importa que nos faltem mestres de caridade e paciência? Apóstolos que digam aos jovens que há uma beleza indestrutível no mais fundo de si, misteriosa e luminosa, que nada nem ninguém pode ofuscar? Operários que os ajudem a sintonizar a voz bela e verdadeira do Bom Pastor que os chama porque os ama? Que os vossos operários transmitam confiança e serenidade, sejam sinais de esperança do Reino que virá. Escutai com bondade, ó Pai, estes pedidos que Vos fazemos com fé, cumprindo as indicações de Jesus, Vosso Filho e nosso Irmão. Amem

Semana das Vocações (I)

De 26 de Abril a 3 de Maio de 2009 decorre a 46º Semana de Oração pelas Vocações, tendo como base de reflexão a citação da carta que o apóstolo Paulo escreveu a Rimóteo: "Sei em quem pus a minha confiança" (2 Tm 1,12).
Para mais informações e material disponível para oração e reflexão sobre as vocações é favor consultar a página elaborada especialmente para o efeito: www.myspace.com/vocacoes.

São Nuno de Santa Maria

São Nuno de Santa Maria [1360 – 1431]

«Decernimus»
«Em honra da Santíssima Trindade, para exaltação da fé católica e incremento da vida cristã, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e a Nossa, após ter longamente reflectido, invocado várias vezes o auxílio divino e escutado o parecer dos nossos irmãos no Episcopado, declaramos e definimos como Santos os Beatos Arcangelo Tadini, Bernardo Tolomei, Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, Geltrude Comensoli e Caterina Volpicelli, e inscrevemo-los no Álbum dos Santos e estabelecemos que em toda a Igreja eles sejam devotamente honrados entre os Santos». [Bento XVI]

sábado, 25 de abril de 2009

Canonização de Nuno de Santa Maria

Espírito contemplativo Nuno Álvares Pereira, depois de ser religioso, estreitou mais o trato e familiaridade com o Senhor, porque então vivia no retiro, conveniente para poder sem estorvo empregar todas as potências da alma no Senhor que contemplava.
Amor à Eucaristia «Esta a resposta que o Nuno costumava dar aos que notavam a sua frequência à mesa Eucarística: Que se alguém o quisesse ver vencido, pretendesse afastá-lo daquela Sagrada mesa em que Deus se dá em manjar aos homens, porque dela lhe resultava todo o esforço e fortaleza com que vencia e debelava seus contrários» (Papa Bento XV).
Devoção a Nossa Senhora Nuno orava à Virgem Maria Senhora Nossa. Ao entrar no Convento de Nossa Senhora do Carmo, que mandou edificar, despojou-se de todos os títulos escolhendo para si o nome de «Frei Nuno de Santa Maria».
Pobreza, humildade e caridade Nuno, o homem mais rico de Portugal, por amor de Deus fez-se pobre, inteiramente pobre. Distribuiu todos os seus bens pela Igreja, pelos pobres, pela família e pelos antigos companheiros de armas. Despojado de tudo pede por caridade. Só por ordem do Rei é que deixou de andar pelas ruas a pedir esmola para os pobres. Do que o Rei lhe mandava para seu sustento, distribuía tudo o que podia pelos pobres, socorrendo e assistindo na agonia os moribundos. Mais caritativo era para com o seu próximo quando havia oportunidade de o socorrer nas enfermidades. Assistia os pobres nas doenças, não só com os alimentos necessários, mas com as ofertas que lhes dava.
(Texto que será distribuído aos peregrinos pelo Vaticano)

III Domingo da Páscoa

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo
segundo São Lucas [Lc 24, 35-48]
Naquele tempo,os discípulos de Emaús contaram o que tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir do pão. Enquanto diziam isto,Jesus apresentou-Se no meio deles e disse-lhes:«A paz esteja convosco». Espantados e cheios de medo, julgavam ver um espírito. Disse-lhes Jesus: «Porque estais perturbados e porque se levantam esses pensamentos nos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo;tocai-Me e vede: um espírito não tem carne nem ossos,como vedes que Eu tenho». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E como eles, na sua alegria e admiração, não queriam ainda acreditar, perguntou-lhes:«Tendes aí alguma coisa para comer?» Deram-Lhe uma posta de peixe assado, que Ele tomou e começou a comer diante deles. Depois disse-lhes:«Foram estas as palavras que vos dirigi, quando ainda estava convosco:‘Tem de se cumprir tudo o que está escrito a meu respeitona Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos’». Abriu-lhes então o entendimento para compreenderem as Escrituras e disse-lhes:«Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia, e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.Vós sois as testemunhas de todas estas coisas».