quinta-feira, 14 de maio de 2009

Testemunho VIII - III Peregrinação a Pé a Fátima

Olá a Todos! Aqui estou para dar o meu testemunho da Peregrinação a Fátima. Já todos devem ter reparado que não sou de muito palavras, sou mais observadora. Mas é importante para mim dizer-vos o que senti nos três dias que passamos juntos. Não foi a minha primeira Peregrinação a Fátima, já sabia como eram as dores e que iam aparecer bolhas, contudo foi a primeira Peregrinação que fiz convosco e também foi a primeira em que consegui ficar a sós comigo e sentir Jesus a meu lado. Senti-o no ar fresco da manhã no monte, no sorriso de cada um quando perguntava se ia bem, nas palavras do Frei João quando dizia “vem para a carrinha fraquita, já não aguentas mais” e eu ouvia “continua que estou a teu lado…segue-me”. Obrigado a todos pelo carinho e a ajuda. È difícil dizer o que senti durante esses três dias e o que ainda continuo a sentir…Foi maravilhoso! Senti um frio na barriga bem mais forte do que o costume, quando cheguei ao Recinto em Fátima e vi a Mãe. Quando foi a hora de voltar a casa, apenas vos disse até já. Obrigado Carmo Jovem, pelo combustível que alimentam as minhas forças para procurar andar sempre ALEGRE. Bjs! CARLA ROMEIRO Alhadas (Figueira da Foz) – 27 anos

III Peregrinação a Pé a Fátima - Notas finais

O apelo da estrada e dos carminhos têm constituído, de há uns anos para cá, o lema e a principal característica dos jovens Carmelitas, que, desde os primeiros passos, se tornaram “jovens leigos em movimento” e que nesta peregrinação reafirmaram convictamente que “levam o Carmo (Jovem) no coração!”. Deste modo pusemos os pés ao caminho e voltámos a peregrinar a Fátima na certeza, porém, que o ponto de partida para a III Peregrinação a pé do Carmo Jovem seria diferente das edições anteriores. No primeiro ano partimos do Convento do Carmo de Aveiro e “Aproximamo-nos de Maria”; no ano seguinte Aveiro voltou a ver-nos partir “In obsequi Iesu Christi”(No seguimento de Jesus Cristo); este ano, desafiados por S. Paulo, partiríamos do Carmelo de Santa Teresa de Coimbra, inspirados pelo excerto de uma das suas Cartas, “Andai sempre alegres!”. Há algo de intrinsecamente emocionante no encetar de uma peregrinação: a cativante expectativa de novas experiências, de encontros interessantes, a deslumbrante variedade do mundo natural em nosso redor que nos faz sentir tão pequeninos, a vontade de ultrapassarmos as nossas limitações e dificuldades, não só físicas mas também espirituais, a oportunidade de nos encontrarmos connosco e com Deus…; nunca sabemos ao certo quanto e como a simples experiência de caminhar nos fará mudar entre o ponto de partida e o ponto de chegada, mas sabemos que quando chegarmos algo em nós será diferente…
Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Ao final de uma quinta-feira, último dia do mês de Abril, véspera do feriado do dia do trabalhador e de um apetecível fim-de-semana prolongado, era muita a azáfama e movimento em torno das grandes metrópoles do país com muita gente a querer sair do buliço das cidades dirigindo-se para locais mais pacatos e sossegados, aproveitando mais um dia de descanso que o calendário proporcionara. Porém, em alguns pontos do país, mais de duas dezenas de jovens ultimavam preparativos e partiam de suas casas, atravessando a mesma mundana confusão, tendo como destino a cidade de Coimbra, onde no dia seguinte, partiriam para uma longa carminhada até Fátima. Assim começou a III Peregrinação a Pé a Fátima do Carmo Jovem. Começou à porta de cada uma das nossas casas, pois a peregrinação de cada um começa dentro do seu próprio coração, no momento em que deixa o conforto e aconchego do lar e enfrenta o mundo.

Depois de algumas horas de viagem seja de comboio, metro ou automóvel, eis-nos, enfim, chegados à cidade dos estudantes que por aqueles dias vivia as suas festas académicas. Junto ao Carmelo de Coimbra, num local chamado Penedo da Saudade e sítio combinado para o ponto de encontro entre todos os peregrinos, esperavam-nos três irmãs do Carmelo Secular, entre as quais a Presidente Nacional, Maria Emília André, que amavelmente nos deram as boas vindas e logo de seguida nos guiaram até ao local onde iríamos passar aquela noite: a Casa do Noviciado das Irmãs Doroteias. À nossa espera tínhamos uma pequena ceia preparada por estas senhoras irmãs do Carmelo Secular e que foi sendo composta e recheada por mais algumas migalhas que trouxeramos de nossas casas; a saber, o bolo das Alhadas, trazido pelas irmãs Teresa e Carla Romeiro e o bolo de chocolate trazido pela Célia directamente de Moinhos da Gândara.

Iniciou-se assim um belo momento de convívio que proporcionou a primeira troca de impressões e conhecimentos.

Em seguida e já numa sala anexa iniciou-se o acolhimento propriamente dito, no qual foi apresentada a própria peregrinação e cada participante individualmente. Era-mos mais de duas dezenas de peregrinos, alguns estreantes, outros já repetentes pela segunda e pela terceira vez, um grupo que à primeira vista bastante heterogéneo pelas diferentes faixas etárias representadas e pelas responsabilidades que lhe andam associadas, mas que posteriormente se viria a revelar bastante coeso e unido.

Foi um momento bastante divertido e ao mesmo tempo bastante interessante, onde podemos conhecer um pouco mais de cada um e desde logo pusemos em prática o que o Apóstolo nos pedira para os próximos dias: sermos e andarmos alegres!

A hora já ia adiantada quando nos deitamos com a certeza, porém, que poucas horas depois iniciaríamos, bem cedinho, no Carmelo de Santa. Teresa a III peregrinação a pé a Fátima do Carmo Jovem.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Clarminhada - Aveiro - 22MAIO2009

Testemunho VII - III Peregrinação a Pé a Fátima

Olá AMIGOS!!
Aqui estou eu a escrever o meu testemunho em relação à Peregrinação, depois de uma semana dura… com muito trabalho e alguns obstáculos!
Começo por dizer que senti muito a vossa falta esta semana, mas vivi convosco no coração e alegremente fui recordando os momentos lindos que passamos ao longo da brilhante caminhada que fizemos. Voltava a partir convosco numa caminhada desta envergadura hoje mesmo!!!
A Peregrinação a pé a Fátima com o Carmo Jovem constituía para mim um espaço onde esperava encontrar-me a sós comigo e com Deus, onde esperava dar um pouco de mim e da minha alegria, onde esperava encontrar forças que dessem um novo alento à minha vida…
Confesso que fui surpreendida!!! Afinal tudo o que experienciei e senti ao longo da caminhada e após esta ultrapassou as minhas expectativas…as palavras não chegam para expressar os sentimentos fantásticos que me invadiram e que continuam a eclodir depois desta experiência… Trouxe o coração cheio de alegria, amor, paz… e fui contagiando os que à minha volta iam passando!! Como disse o Frei João é necessário limpar o nosso coração, tirar o que está a mais, o que nos faz mal e arranjar espaço para DEUS entrar, ou seja, deixar crescer a ALEGRIA, o AMOR, a PAZ em nós. Posso dizer que esta Peregrinação me ajudou a limpar, me ajudou a deixar DEUS entrar no meu coração como já há algum tempo não entrava…e é muito bom senti-Lo assim…por perto… Sinto-me mais forte e mais disponível para concretizar o plano que ELE tem para mim…
Foi um percurso fisicamente muito exigente e doloroso, mas hoje quando olho para trás vejo que as dores e as bolhas nos pés foram também elas uma parte importante da caminhada. Sem elas não teríamos a oportunidade de partilhar um pouco de nós, de nos ajudar, de nos desafiar, de nos surpreender… Em alguns momentos pensei que não era capaz de chegar ao fim, mas a vossa atenção, simpatia e força empurraram-me de forma transcendente para alcançar a meta! E quando digo ‘vossa’ refiro-me não só a todos os que comigo caminharam fisicamente, a pé ou de carro, mas também aos que o fizeram em espírito como Deus, Jesus, Maria… os meus familiares, amigos e conhecidos.
Reconheço que voltei a ser fortemente atacada por esse VÍRUS do CARMO JOVEM, esse VÍRUS BOM que opera maravilhas nos que se deixam contagiar!!!
OBRIGADA a todos… e não se esqueçam de andar sempre alegres e de contagiar todos à vossa volta... Beijinhos.
DINA DO CARMO
Moinhos da Gândara - 32 anos

E tu? (III)

Mês de Maio, mês de Maria!

A Ti, Maria, jovem filha de Israel, que conheceste a inquietação do coração juvenil diante da proposta do Eterno, olha com confiança os jovens do terceiro milénio. Torna-os capazes de acolher o convite de teu Filho a fazer da vida um dom total para a glória de Deus. Fá-los compreender que servir a Deus sacia o coração, e que só no serviço de Deus e do seu reino, se realizam segundo o divino projecto, e a vida se transforma num hino de glória à Santíssima Trindade. Ámen. [João Paulo II]

Testemunho VI - III Peregrinação a Pé a Fátima

De regresso a casa após a peregrinação a Fátima perguntaram-me se encontrei aquilo que procurava. Respondi que não fui à procura de nada especial (até acabei por perder uns óculos), mas que encontrei muito mais do que poderia imaginar. Achava que o mais difícil da peregrinação era a decisão assumida de fazê-la e de facto assim foi. Tudo o resto acabou por se tornar menos difícil porque outros haviam começado a peregrinação muito antes, preparando-a até ao mínimo pormenor, muitos davam o seu testemunho de força e alegria para não desistir, três abdicaram da caminhada para se poder dedicar totalmente ao apoio aos peregrinos, muitos outros aceitaram acolher-nos sem receber mais nada em troca (que não fosse a nossa oração em Fátima) e todos partilharam já do segredo da felicidade de Isabel da Trindade que é o de se esquecer, de se desocupar de si próprio. Mesmo sem óculos, vejo melhor que nunca que ser peregrino é decidir-se radicalmente por um ideal elevado, situado num alto para além de lógicas e de modas e, assumindo-o, caminhar sem medo de obstáculos e confiantes na Graça que do alto já se vislumbra e que no próximo se manifesta. Para mim foi uma Graça conhecer-vos!
PEDRO MARTINS
Trofa - 31 anos

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A economia e a moral

O texto que se segue foi retirado do blogue de António Manuel Venda. Julgo que promove uma reflexão pertinente do ponto de vista moral... quando por estes dias se felicitam os campeões de futebol em vários países da Europa...
"Publiquei este texto na revista «human» deste mês. É do meu amigo Luís Bento. Não resisto a colocá-lo aqui.
Por favor, a economia antes da moral!
Sei que este título é atrevido e contraria muitas das teses correntes sobre o assunto. Eu próprio apregoo o contrário. Mas existem circunstâncias especiais em que, inevitavelmente, a economia vem antes da moral. São situações muito especiais, confesso, mas existem. Recentemente, fui encarregue de propor conclusões num workshop internacional sobre trabalho infantil, realizado em Genève (Suíça), pela Fair Labor Association. Durante o dia, assisti, com muito espanto, confesso, a uma apresentação sobre o trabalho infantil na região de Sialkot, no Paquistão, onde são produzidas anualmente 35 milhões (35, sim, não é erro) de bolas de futebol das mais variadas marcas internacionais. A quase totalidade dessas bolas de futebol é cozida à mão (stitching) por crianças em idade escolar (a maioria entre os quatro e os 12 anos) e esse trabalho é efectuado em família. Ora, várias organizações não governamentais (ONG) efectuaram um trabalho de campo, com o objectivo de sensibilizar os pais dessas crianças e o governo da região para que esse trabalho fosse efectuado em centros de cozimento (stitching center´s), com o argumento de que era imoral – ou seja, contrário à moral – que aquelas crianças não fossem à escola. Parece que não acharam imoral – ou seja, contrário à moral – que as crianças continuassem a realizar um trabalho que devia estar a cargo de maiores de idade, qualificados e devidamente remunerados. Em vez de tentarem melhorar as condições económicas daquelas famílias – nem que fosse subsidiando-as directamente –, as ONG acabaram por criar uma nova figura: o trabalho infantil em ambiente protegido. De facto, pese embora a imoralidade do trabalho infantil, ele só existe – naquele e noutros casos, porque as famílias não têm outro meio de subsistência. Nenhum pai ou nenhuma mãe, em qualquer cultura, religião ou quadro moral, prefere ter os filhos a trabalhar em vez de os ter na escola. Este é, claramente, um dos casos em que a economia vem antes da moral.
Nota
Saberão os jogadores de futebol mais bem pagos do mundo que cada pontapé que dão numa bola é um pontapé que estão a dar na cara triste de uma criança?
Não deveriam desenvolver uma campanha para que as bolas de futebol tivessem uma etiqueta «Child Labor Free»?"

Clarminhada - 22MAI'09 - Aveiro

Testemunho V - III Peregrinação a Pé a Fátima

Coimbra é uma lição de sonho e tradição… E foi no Carmelo de Santa Teresa em Coimbra, que começou a minha lição de peregrinação, seguindo os passos da Ir. Lúcia “O mundo para mim é o caminho para Deus“. Lição de e emoção, lição de Amor e alegria, lição de Partilha e humildade. Senti o peso da responsabilidade ao transportar o cajado do Carmo Jovem. E percebi que era o princípio da subida ao meu monte carmelo, porque queria elevar ainda mais o que sinto e sei que o que nos mata mais é não Ver, não Escutar ou não Sentir, por isso teria de estar preparado. É tempo de acordar. Já tive um tempo para dormir. Agora tenho um tempo para pensar, reflectir, contemplar e dar-me. Tinha que despojar-me de tudo o que era supérfluo, para regressar à essência, ao ser puro, cheio de amor e de entrega total. Só assim poderia ser moldado à Sua maneira e tornar-me uma ferramenta do Seu trabalho. E assim, conseguir satisfazer plenamente os Seus objectivos. Vários caminhos se apresentaram à minha frente, mas apenas um é o Bom Caminho, é Ele, o Bom Pastor, que me guia e ilumina na noite escura da minha existência. Ao peregrinar aprendi que se deve sentir Jesus nas pontas dos pés, mas também aprendi que se deve deixar o caminho aberto até ao coração. É uma subida íngreme que só se consegue fazer com Oração, e muito Amor. Nessa escalada, o melhor que tento fazer é não pensar em mim próprio, mas antes descobrir o outro em nós, sair do meu lugar e ocupar o lugar do próximo, dar força, ajudar os que têm um caminho muito mais difícil pela frente. Os nossos problemas são tão pequenitos, que só se tornam gigantes no nosso pensamento. Vamos ocupá-lo com este lema de vida, para conseguirmos chegar ao cume:
“ Vivere Deo “
É este o Caminho que segui; É este o Amor que senti; No caminho o semeei. Por onde passei, o deixei; Nasce e renasce vezes sem conta, cresce e vem a dar frutos por esses montes e ribeiras, onde ando à procura do meu Amado! Deus está aqui, eu posso sentir, ouvir, levar e guardar para sempre no meu coração! O meu Amor por Vós foi crescendo a cada passo! Um abraço e um beijo amigo no coração de todos que nos seguem. TONY
Coimbra - 44 Anos

sábado, 9 de maio de 2009

V Domingo da Páscoa

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João [Jo 15, 1-8]

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu sou a verdadeira vide e meu Pai é o agricultor. Ele corta todo o ramo que está em Mim e não dá fruto e limpa todo aquele que dá fruto, para que dê ainda mais fruto. Vós já estais limpos, por causa da palavra que vos anunciei. Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em Mim. Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer. Se alguém não permanece em Mim, será lançado fora, como o ramo, e secará. Esses ramos, apanham-nos, lançam-nos ao fogo e eles ardem. Se permanecerdes em Mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e ser-vos-á concedido. A glória de meu Pai é que deis muito fruto. Então vos tornareis meus discípulos».

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Vamos para a noite!

A noite é noite porque é noite, escura. Mas, ai de nós!, quantos experimentamos já a noite? Quantos conhecemos os segredos da noite? O silêncio da noite? O escuro da noite? (Para além de dormir) onde costumas estar à noite? Sim, eu sei: à frente dum écran clarinho. Cintilante. Nós não conhecemos a noite, não conhecemos o fascínio da noite, não conhecemos o medo da noite, não conhecemos a aventura da noite, não conhecemos os segredos da noite, não conhecemos a luz da noite. As nossas noites têm muita luz, não são noites. E talvez sejam bem mais noite essas noites que não parecem noites. (Precisamente porque não parecem noite.) Por outro lado (há sempre outro lado no outro lado da noite) andando à noite com tanta luz nos olhos, parece que esquecemos as nossas ausências interiores. Interiormente povoam-nos ausências de luz ausência de paz e de sossego, ausência de estrelas ausência de madrugadas inquietas ausência de serenidade. Somos tanta ausência interior, tanto desassossego! Afinal, somos ausência, somos noite. Somos invadidos, assaltados: A noite aninhou-se nos recantos da alma adormecida. (Afinal, parece, a noite come connosco à mesa!) Vamos clarminhar, despertar a noite, inundar a alma de luz, caminhar desvestindo os vestidos negros da noite que nos ausentam de nós.

Clarminhada - 22MAI'09 - Aveiro