terça-feira, 26 de maio de 2009

Espírito Santo (III)

O vento Um dos símbolos mais comuns do Espírito é o vento, o sopro de vida. Tanto se refere ao vento que sopra nos grandes espaços como à respiração das pessoas e dos animais. Espírito é o ar que nos faz viver. Sem este sopro de vida não se pode viver. O Espírito Santo é como o vento: é uma realidade que envolve o mundo e o homem, umas vezes com suavidade outras com força. Não se sabe de onde vem. Sabe-se apenas que sem o vento as não nuvens não se moveriam, não haveria chuva e a terra morreria de sede, sem vida. É imprevisível e incontrolável. O que marca a nossa vida de fé. Não sabemos controlar o Espírito. É Ele que, como o vento, empurra as velas da barca da nossa vida. Não somos nós a ditar-lhe as nossas condições. Este vento não se vê. Mas sente-se. O mesmo se passa com o Espírito Santo. Não O vemos mas sentimos os seus efeitos de bondade em nós. O símbolo do sopro de vida recorda que toda a vida vem de Deus. Jesus, na cruz, morre “entregando o Espírito” (Jo 19,30). O Espírito que animava Jesus vai ser oferecido aos seus discípulos. E é de facto o Espírito que nos dá uma vida de qualidade. Uma vida apoiada n’Ele que é capaz de vencer todas as mortes que se atravessam à nossa frente. Viver no Espírito Santo significa amar a vida que d’Ele nos vem e ser capaz de testemunhar com a própria vida a alegria que vem de um Deus que ama a vida.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Espírito Santo (II)

Quem é? O que faz? Apesar da nossa muita ignorância, a verdade é que o Espírito Santo está muito presente em toda a Bíblia. Desde o início, no livro do Génesis o espírito de Deus movia-se sobre a superfície das águas (Gen 1,2) até à última oração do último livro (Apocalipse): O Espírito e a Esposa dizem: «Vem! (Ap 22,17). Mas muitas referências ao Espírito de Deus são indirectas. Usam símbolos para mostrar a acção de Deus a acontecer na vida do seu povo. Mas para captar a riqueza comunicativa destes símbolos temos que conhecer e entender o seu significado.

Santa Maria Madalena de Pazzi

Vinde, Espírito Santo. Vós sois o Espírito da verdade. Sois o prémio dos Santos, o consolo das almas, a luz nas trevas, a riqueza dos pobres, o tesouro dos que amam, a abundância dos famintos, o consolo dos peregrinos: Enfim, Vós sois Aquele que contém em si todos os tesoiros. Vinde, Vós que descestes ao seio de Maria. Vinde, Vós que sois alimento de todo o pensamento casto, a fonte de toda a bondade, a plenitude de todo o bem. Vinde, e transformai tudo o que em nós é obstáculo para sermos plenamente transformados em Vós. [Oração de S. Maria Madalena de Pazzi - In Música Calada em Oração] http://www.carmelitas.pt/site/santos/santos_ver.php?cod_santo=27

Espírito Santo (I)

A festa do Pentecostes encerra o tempo pascal. Liturgicamente é uma festa muito importante. Mas poucas são as comunidades em que esta festa entrou na alma da gente.
Claro que o "problema" não é tanto o ritual ou a liturgia. A verdade é que o Espírito Santo na catequese, na teologia e na vida de fé, continua um "bocadinho" ausente.
Está nas nossas mãos e na nossa criatividade ajudar a descobrir o Espírito Santo a partir de uma série de símbolos bíblicos.

Acampaki Júnior - Deão (Viana do Castelo) - 30JUL a 2 AGO

Olá! O mais certo é não nos conhecermos. Não sei quem és, se rapaz ou rapariga. Não sei a tua altura, a cor do teu cabelo ou dos teus olhos. Mas pelos vistos antas por aqui. E se andas pela Rede e caíste aqui, fica sabendo que andamos a preparar coisas a pensar em ti. (Sobretudo se tens entre 12 e 14 anos!) O Acampáki é uma iniciativa muito feliz dos Jovens Carmelitas. É muito querida por eles e muito acarinhada por nós, Carmelitas, irmãos mais velhos. A iniciativa é tão interessante que há quem não durma o ano inteiro a pensar no assunto. (Claro que há aqui um bocadinho de exagero, mas só um bocadinho!) Posso assegurar-te que há gente que leva mais de um ano a pensar em ti. Uns irás conhecê-los, outros não. Mas não tem mal. Aqui, deste lado, está quem te queira bem ainda que não nos conheçamos. Foi por isso que pensamos no Acampáki Júnior, porque tu mereces e porque crescer na amizade é o melhor caminho para conhecer Jesus. Conhecê-l’O e amá-l’O. Não nos propomos outra coisa. Nem sabemos muito mais. Sabemos que somos amigos de Jesus, que pretendemos ser amigos fortes de Jesus e que a tua amizade nos pode ajudar a sermos mais e melhor amigos de Jesus. E que a nossa amizade te pode ajudar a ti a crescer na amizade com Jesus. Bem, não quero cansar-te e por isso não vou escrever mais. Vai aparecendo por aí para ver as coisas novas. E se estiveres interessadointeressada fala com os teus pais, com o teu pároco, Com os teus catequistas. Seria muito interessante que nos conhecêssemos. O teu amigo, Frei João. Carmelita!

domingo, 24 de maio de 2009

Notas Finais... Clarminhada, 22Mai'09

Porque preferimos a odisseia dos caminhos à odisseia dos sofás?
E se uma das nossas caminhadas fosse à noite? (Já tínhamos carminhado uma no segundo Acampáki, mas ele já é tão radical que parece que não valera.) Por isso, há uns meses atrás, numa das nossas reuniões alguém perguntou: e se uma das nossas carminhadas fosse à noite? E que nome lhe daríamos, perguntou-se de lado? Ficou assente, que faríamos a bendita carminhada. O nome só chegaria mais tarde, e pela via do óbvio: clarminhada, para significar que era uma caminhada do Carmo Jovem — carminhada — e à noite, isto é, como quem persegue a luz clara — clarminhada. Ficou agendada para Aveiro, terra em que ainda não carminháramos e também por ser plana e com um bom percurso entre o Carmo e o Santuário de Nossa Senhora de Vagos. O tema também foi fácil de eleger, escolheu-o São Paulo: Todos vós sois filhos da luz. Eia, pois!

Em tempo oportuno as coisas foram-se preparando, buscou-se o pão e a manteiga, quem escrutinasse o trajecto, não esquecesse as velas, do passa-palavra, das lanternas, carro de apoio, faixas, recordações, guiões, cartazes, slides para o blog e um sem número de coisas mais que sempre faltam…

E os dias e as ânsias da noite foram engrossando como um rio em dias de chuva. Chegada a hora fomos sendo acolhidos na Igreja do Carmo de Aveiro e depositando os automóveis no parque do Santuário de Nossa Senhora de Vagos. Quando os primeiros chegaram outros muitos estavam ainda a muitos quilómetros dali, mas haveríamos de chegar todos.

A Vigília da Luz, preparatória da clarminhada, começou com um pontual atraso de trinta minutos. Presidiu o Pe Vasco Nuno, que nos foi convidando a reacender a luz da fé na Luz de Jesus.

Ao terminar a Vigília todos puderam dizer que acenderam a sua vela na Luz de Cristo, porque só Ele é a Luz; porque de noite ou de dia Ele é a Luz;

porque jamais alguém pode dar a Luz como Ele; porque Ele nunca falha; porque… A seguir à Vigília havia uma prova de chá.

Os bolos vieram de Viana e da Figueira da Foz, da Gafanha e de Rosém, de Oiã e Avessadas. O chá foi obra da mãe Orquídea. Enquanto o degustávamos havia juras de pés rijos e vontades inquebrantáveis.

Também havia muitos abraços: afinal já não nos víamos desde a Peregrifáti, no início do mês… E por fim, feitas as contas, depois duma fotografia de grupo junto à estátua de São João da Cruz, lá partimos os 69 clarminheiros [Vindos de Alhadas (Figueira da Foz); Aveiro; Avessadas (Marco de Canaveses); Braga; Caíde de Rei (Lousada); Coimbra; Esgueira (Aveiro); Gafanha da Encarnação (Ílhavo); Gafanha da Nazaré (Ílhavo); Moinhos da Gândara (Figueira da Foz); Rosém (Marco de Canaveses); Viana do Castelo]!

As idades iam dos 16 aos oitenta e muitos! Ia uma avó, uma mãe e uma filha. Ia gente com promessas e promessas de gente. Gente para quem a noite não assusta e gente para quem o susto é estar fora da cama à noite. Era, como se vê, um grupo muito variado. As horas seguintes vão revelar o melhor de todos. Logo à partida ficou decidido amputar o trajecto em cinco quilómetros — A visita ao Jardim Oudinot ficará para outra vez. As gentes de Aveiro — que, inesperadamente para nós, ingénuos, eram muitas! — agradecerão, pois o Jardim Oudinot fica no oposto de Vagos! Ainda assim, prevê-se que a extensão da clarminhada rondará os 20 quilómetros. Mas hão-de parecer mais. Oh se hão-de! A clarminhada começa sem mais, em passos calmos e largos pela Avenida Lourenço Peixinho abaixo. A primeira paragem foi no Santuário da Senhora dos Campos, coração da Mata da Gafanha da Nazaré — os campos! A paragem permitiu algum diálogo, perceber os ritmos, motivações e garra para se chegar ao fim. Estava vencido um quarto das passadas. Faltam ainda muitas surpresas. (De que todos suspeitam, bem entendido!) Rezamos três Ave Maria em honra do trabalho humano simbolizado no arroteamento dos pântanos da Gafanha e na sua transformação em campos. E partimos embrenhados pelo escuro que as árvores de um e outro lado da vereda mais sublinham, e pela noite, que, revelando estrelas não revela de todo o esplendor do Luzeiro nocturno. Pouco depois entrámos na Gafanha da Encarnação, passámos pela Bruxa e acedemos ao pior troço do trajecto: uma picada de pedrinhas brancas, rijas e soltas, e de buracos adormecidos, que acabávamos vencendo quanto mais não fosse porque o horizonte nos oferecia um espectáculo grátis de luz, serenidade e encanto enquadrado pela Costa Nova, e ali, à beirinha, a Ria, amena, gentil e feminina, que nos vinha beijar e incentivar. A segunda paragem foi um pouco mais à frente que o previsto, no terreiro da Igreja da Gafanha do Carmo. São quase quatro da manhã — Já? — e alguns já começam a fazer contas de cabeça: estávamos um pouco além do meio caminho, temos ainda de celebrar Missa e devolver dezoito pessoas à Estação do Caminho de Ferro. Como é?, perguntam, vamos chegar a horas ou não? Vamos, como não? — É a resposta, porque outra não poderia ser. Os que não fazem contas saboreiam a segunda prova de chá, bebem água fresca ou sumos, provam fatias generosas de bolo. (Dizem que havia dois ou três muito bons!, mas as contas impediram que os provasse!) Os olhos experimentados dão uma volta pelas tropas e detectam uns mais animados que outros, algum sono ou muito sono conforme a verdura dos anos, e também algum sofrimento: mais uma vez se verifica que a escolha do calçado é decisiva. As solas finas são facilmente mastigadas pela estrada e pelas pedras pequeninas e algumas solas dos pés estão doridas, sobretudo uma senhora jovem, que, entretanto, já chamara um familiar. Como não pode continuar sem ela, também desistem as duas companheiras. E desiste uma mãe e uma filha que provaram que são mulheres de garra, mas a missão de ambas estava mais que cumprida. Os restantes abalámos. Faltam talvez uns sete quilómetros, uns fáceis sete quilómetros, mas na cara de alguns — na cara, mas sobretudo na cabeça! — está bem de ver que não sabiam no que se tinham metido. Afinal, vinte quilómetros nocturnos não se parecem em nada a ir de carro beber uma bejeca ali ao lado! Mas estamos a chegar, a noite está um pouco mais cerrada, fria e húmida. Mas não há vento, nunca houve vento, o que foi sempre uma boa notícia. Estava no ponto rebuçado para se rezar o Terço e as condições pareciam boas: uma recta enorme e larga permitiria que caminhássemos juntos e juntos rezássemos. Estava tudo bem, mas o Céu surpreendeu-nos e começou a chover. Uns vestiram casacos, outros foram buscá-los ao carro e outros não tinham casacos, por isso os partilharam dois a dois cobrindo pelo menos a cabeça. Só um negro e experiente guarda-chuva se abriu, o que revela bem da previdência e da experiência do grupo — e não faltaram ali cabeças encanecidas! (Ah! Peregrinos de água doce!) Ora aconteceu que os ânimos que iam tão animosos logo arrefeceram, e cada um tratou de se animar a caminhar: faltavam cinco quilómetros, íamos numa recta, sem carros e… sem nada que se visse nem para um lado nem par ao outro. Só se podia caminhar em frente, e era em frente que clarminharíamos. Assim foi, assim se fez. E o Terço? — O Terço fica para a próxima. Aquele momento era de Via Sacra, mas duma estação não habitual nem prevista. Começo então um reconhecimento de trás para a frente, num longo contra-relógio e apercebo-me de quão longa se tornara a fila em pouco tempo e por causa duns pingos que não passaram dum arremedo! Apercebo-me que vai tudo animado que é sempre mais e melhor que conformado. Entretanto, a chuva ou arremedo, pára e vem um ligeirinho nevoeiro. Nada de mais, mas uma presença mais. A meio da fila encontro um adolescente sem par — um ímpar, por assim dizer, ia caminhando entre dois pares que vão conversando como velhos amigos. Falo-lhe e não me responde. Soa-me uma campainha porque me quer parecer que o sono lhe empasta as palavras, meto-lhe o meu braço no dele e reboco-o. Não tem palavras para dizer. Ganha, talvez, um pouco de confiança, e vai respondendo com monossílabos às minhas perguntas. É um crânio da turma do 10º Ano, deita-se sempre antes das 22:00h, e aos fins de semana antes da meia noite. Na clarminhada já deu o que tinha a dar, mas ainda não sabe ou talvez saiba mesmo!, que tem de seguir em frente. Ainda rezamos juntos uma Ave Maria, mas não há nele fôlego para mais. Reboco-o como se fora um transatlântico levado pela corrente. Por mim, não o largarei mais e é com ele que chego ao Santuário, oferecendo-o à Mãe. Estou certo que nem ele nem Ela esquecerão mais aquela bendita noite. Depois da chegada dos últimos dão-nos 15 minutos para nos recompormos e depois iniciarmos a Missa. O Santuário abre-se e acolhe-nos como um regaço fofo de Mãe. Entretanto uns refrescam-se, outros esparramam-se nos colchõezinhos, além afinam-se violas, ao lado os acólitos tratam das alfaias. A noite está quase a dar à luz o dia e os passarinhos saúdam-no e ensinam-nos a fazê-lo de coração aberto e alegre, disponível e agradecido.

Começa a Missa. Preside o Frei João, concelebra o P. Vasco Nuno e todos nós. Há apenas oito cadeiras para os seniores e um chão confortável para todos. A Missa começa cantando que já se ouvem os nossos passos e depois pára: havia que ouvir aquele coro de passarinhos que ensaiara um belo concerto para nós. E ouvimos. Que belo! Que bom é Deus que nos dá caminhos e passarinhos, estrelas e santuários, frescura e verdura, pedrinhas, água fresca e chá, oração, guias (que belos guias!), amigos sem igual, carro de apoio (não conhecemos melhor nem damos o telemóvel dele, podem estar certos!), noite e luz, boa disposição, poder de convocatória e de resposta, pão e vinho, oração e louvor. Que bom e que belo é Deus! Na Missa tudo é surpresa. Tinham-me perguntado se seria uma Missa normal e respondi que sim, porque não havia anormais entre nós. Mas não o seria de todo, pois haveria de ser uma Missa ao contrário: ali todos nos conhecíamos, todos nos ajudáramos, todos estávamos sujos, suados e cansados, com vontade de rezar, pedir perdão e agradecer, ouvir, pedir, comer e partir. Duas coisas ficaram da curta — enfim, uma curta! — homilia do Presidente: 1) Nem todos sabem, se é que alguém saberia, por que tantos nos encontrávamos ali. Porque sofremos tanto, enfrentando a noite, o susto e o medo, o imprevisto e o desconforto. Sim, se nos pedissem para nos justificarmos não se sabe bem o que diríamos se algo disséssemos. É muito difícil dizer porque preferimos a odisseia dos caminhos à odisseia dos sofás! É muito difícil até justificarmo-nos a nós mesmos. No entanto, estávamos ali, sob o olhar atento do Pai. Sim, Ele tudo vê e tudo conhece com verdade e profundidade. Ele recolhe cada gota de suor, casa respingo de dor muscular, cada surpresa e medo que nos assalta, a generosidade e os anseios de superação, a vontade, o desejo, a graça, e depois, tudo nos devolve em valor acrescentado; 2) A nossa clarminhada foi concretizada na véspera da celebração litúrgica da Solenidade da Ascensão. Cumpríramos simbolicamente o mandamento do Senhor: Ide por todo o mundo. Que melhor maneira de celebrar a Ascensão: O Senhor deixa de caminhar entre nós, e manda que os seus amigos caminhem até ao fim do mundo! E ali estávamos nós, não no fim do mundo mas no fim da clarminhada, dizendo-Lhe com os pés doridos e o corpo suado que lhe oferecíamos tudo o que temos e somos para que no mundo se ouça a sua Voz, se conheça a sua Boa Nova, se anuncie a sua Salvação. Terminada a Missa, terminou a festa. Havia ainda uma bela lembrança, tão bela quanto simples: ainda ninguém materializara a Gotinha, o nosso símbolo, e hei-la ali, castanha, bem recortada e bordada. Parabéns pela ideia e pela oferta! Chegou por fim o tempo dos abraços e beijos rápidos, que não impediram o rápido e sereno fim de festa. Às sete horas e cinco minutos trinta e seis pés correm ágeis, como filhos de gazela, pela gare dos Caminhos de Ferro de Aveiro. Ninguém diria que não tinham dormido, que os corpos estavam doridos da clarminhada de 20 quilómetros e que tinham rezado a Missa, apesar do desconforto e das dores.

Por fim ouviu-se um priuuuuuuuuuuuuuuu! E lá foram. Às nove e meia choviam no telélé do escriba mensagens de bom regresso, mas ele dormia profundamente e a velas despregadas numa cela conventual à beira-ria plantada. O regresso a casa foi calmo. A missão estava cumprida. Levemente vai reborbulhando em mim um desejo: abandonamos as carminhadas e passamos a fazer só clarminhadas? Que dizem? Quem levanta a mão?

Eu levanto!

sábado, 23 de maio de 2009

Domingo da Ascensão do Senhor

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos [Mc. 16, 15-20]
Naquele tempo, Jesus apareceu aos Doze e disse-lhes: "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for baptizado será salvo;mas quem não acreditar será condenado. Eis os milagres que acompanharão os que acreditarem:expulsarão os demónios em meu nome;falarão novas línguas;se pegarem em serpentes ou beberem veneno, não sofrerão nenhum mal;e quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados". E assim o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus. Eles partiram a pregar por toda a parte e o Senhor cooperava com eles, confirmando a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Processo de Beatificação da Irmã Lúcia

Ontem, o padre espanhol Ildefonso Moriones reuniu-se em Coimbra com membros da Comissão Histórica, no Carmelo de Santa Teresa, a morada da Irmã Lúcia, em que esteve presente o bispo da Diocese, D. Albino Cleto.
«O processo tem duas fases, uma diocesana e outra romana. Estamos na fase diocesana. O trabalho desta comissão consiste em recuperar toda a documentação importante relativa à serva de Deus. A parte romana começa quando se entrega o processo, e não é muito longa» , que inclui o seu exame, por parte de teólogos, bispos, cardeais, e, depois, do Papa.
Ildefonso Moriones admitiu que o processo da Irmã Lúcia terá preferência, e que pode ser mais rápido do que outros.
De acordo com o postulador, neste caso «não se parte do zero», porque já há um trabalho feito sobre os pastorinhos e a aparição da virgem, e a vida dos últimos 50 anos de Lúcia é conhecida, a reclusão no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra. Pode ser uma coisa muito mais rápida.
«A comissão histórica em menos de um ano pode terminar o seu trabalho, sobre os escritos e notícias históricas da Irmã Lúcia. Dentro de um ano o processo pode estar em Roma. A partir daí é uma questão de um pouco de paciência» , observou.
Com o dossier do trabalho da Comissão Histórica em Roma, seguem-se os processos das virtudes e dos milagres. Só concluído o processo dos milagres é que se procede à beatificação. O padre adiantou que já existem várias notícias de graças e de milagres da irmã Lúcia, e havendo material que o justifique será aberto um processo para cada um deles.
«Antes de três ou quatro anos não se pode humanamente pensar na beatificação» , afirmou Ildefonso Moriones. D. Albino Cleto, adiantou que a Comissão Histórica, que em menos de um ano terá concluído o seu trabalho, é composta por sete elementos, cinco deles ligados ao Santuário de Fátima, mas onde se incluem ainda representantes da Diocese de Coimbra e uma professora de História da Universidade de Coimbra.
A Irmã Lúcia (Lúcia de Jesus dos Santos), faleceu a 13 de Fevereiro de 2005, com 97 anos, no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra. Lusa / SOL

Aprendiz de viajante

Hoje sei que o viajante ideal é aquele que, no decorrer da vida, se despojou das coisas materiais e das tarefas quotidianas. Aprendeu a viver sem possuir nada, sem um modo de vida. Caminha, assim, com a leveza de quem abandonou tudo. Deixa o coração apaixonar-se pelas paisagens enquanto a alma, no puro sopro da madrugada, se recompõe das aflições da cidade. A pouco e pouco, aprendi que nenhum viajante vê o que outros viajantes, ao passarem pelos mesmos lugares, vêem. O olhar de cada um, sobre as coisas do mundo, é único, não se confunde com nenhum outro.
Viajar, se não cura a melancolia, pelo menos, purifica. Afasta o espírito do que é supérfluo e inútil; e o corpo reencontra a harmonia perdida - entre o homem e a terra.
O viajante aprendeu, assim, a cantar a terra, a noite e a luz, os astros, as águas e a treva, os peixes, os pássaros e as plantas. Aprendeu a nomear o mundo.
Separou com uma linha de água o que nele havia de sedentário daquilo que era nómada; sabe que o homem não foi feito para ficar quieto. A sedentarização empobrece-o, seca-lhe o sangue, mata-lhe a alma - estagna o pensamento.
Por tudo isto, o viajante escolheu o lado nómada da linha de água. Vive ali, e canta - sabendo que a vida não terá sido um abismo, se conseguir que o seu canto, ou estilhaços dele, o una de novo ao Universo.

Al Berto (1948-1997)

Foto: Rarindra Prakarsa

terça-feira, 19 de maio de 2009

Vaticano lança portal para se ligar aos jovens

Aplicações para o iPhone e o Facebook marcam celebração do 43.º Dia Mundial das Comunicações Sociais
O Vaticano criou um novo portal destinado às novas gerações, com aplicações para o iPhone e o Facebook, através do qual os utilizadores poderão trocar cartões virtuais do Papa, discursos e mensagens de Bento XVI.
Assinalando o 43.º Dia Mundial das Comunicações Sociais, a 24 de Maio, este ano dedicado ao tema das novas tecnologias, foi apresentado em Roma o “microportal” http://www.pope2you.net/
Este ano, o Dia Mundial tem como lema "Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade".
O «Pope to you» é patrocinado pelo Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais e, segundo o seu presidente, Arcebispo Claudio Celli, foi criado para lançar a mensagem do dia mundial através de um meio tecnológico próximo dos jovens.
Em conferência de imprensa, este responsável assinalou que a intenção é facilitar a comunicação entre o Papa e os jovens, procurando chegar ao maior número possível de pessoas. O Vaticano quer assim entrar em diálogo com as novas gerações, para “promover uma cultura de respeito, diálogo e amizade”.
O portal tem um link no Facebook e também será possível receber notícias em formato vídeo sobre o Vaticano e o Papa, na mesma linha do que já acontece no YouTube, onde a Santa Sé está presente.
A mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2009 é particularmente dirigida à “geração digital” e assinala que “a facilidade de acesso a telemóveis e computadores, juntamente com o alcance global e a omnipresença da Internet criou uma multiplicidade de vias através das quais é possível enviar, instantaneamente, palavras e imagens aos cantos mais distantes e isolados do mundo”.
“Os jovens, de modo especial, deram-se conta do enorme potencial que têm os novos «media» para favorecer a ligação, a comunicação e a compreensão entre indivíduos e comunidade, e usam-nos para comunicar com os seus amigos, encontrar novos, criar comunidades e redes, procurar informações e notícias, partilhar as próprias ideias e opiniões”, constata o Papa.

4 dias... Clarminhada

sábado, 16 de maio de 2009

Semana da Vida

10 a 17 de MAIO 2009
A Família, instituição natural fundada nos laços de amor entre o homem e a mulher, é o espaço vital e ideal, com condições únicas para acolher, proteger e cuidar da vida humana, numa entrega quotidiana feita de afecto, dedicação, gratuidade, reconhecimento e testemunho de serviço.No exercício educativo, só a família está apta a formar permanentemente, desde tenra idade, para os valores que dão à vida um colorido verdadeiramente humano e a abrem ao mistério e sentido dos outros, do mundo e de Deus.Humanizar pelos valores é fornecer as ferramentas básicas da liberdade mais profunda que leva a pessoa a agir bem e a cair na conta do Belo, do Verdadeiro, do Bom.A dignidade e a excelência da pessoa humana assentam na interiorização dos valores fundamentais da vida que a impulsionam a fazer bem o que deve ser feito, com amor e com interesse pelo bem comum. Cultivar os valores não é renunciar à felicidade mas antes meter-se nos seus trilhos. Sem valores, a vida perde o horizonte e as referências, e a pessoa fica à mercê do apetecível e, muitas vezes, da força perversa e anárquica de instintos. A conduta pautada por valores tende a ser uma conduta direccionada, habitual, estável e perseverante.

VI Domingo da Páscoa

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João [Jo 15, 9-17]

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:«Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos.Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai. Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá.O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».

Clarminhada - Aveiro - 22Maio2009

ASPECTOS A TER EM ATENÇÃO - A Clarminhada é abertas a todos os jovens; - Procura levar calçado confortável e já usado; roupa conveniente (um impermeável…); - Haverá carros de apoio, mas a maior honra dos condutores de carros-vassoura é chegar ao fim vazios - Levar colchão e saco-cama