sexta-feira, 19 de junho de 2009

S. João Maria Vianney

É com João Maria Vianney, mais conhecido como «santo Cura d’Ars», que vamos percorrer todo este Ano Sacerdotal. Mas, antes de começar a nossa caminhada espiritual, ocupemo-nos em descobrir ou em relembrar quem foi este homem, cuja vida e esplendor espiritual ultrapassaram as fronteiras da pequena aldeia de Ars para se estenderem ao mundo inteiro.
O ministério de pároco Desde o início, João Maria Vianney revela-se um homem empreendedor. Do restauro do relógio da igreja à construção de capelas, passando pela aquisição, em 1824, da casa que se chamará «Providência» para aí fazer uma escola gratuita para raparigas, ou ainda a compra de paramentos litúrgicos para «exprimir a beleza de Deus», tudo é feito no sentido de anunciar e pôr em prática o Evangelho. No seu ministério, o Cura d’Ars saberá sempre pôr em destaque a primazia de Deus na vida humana. Inicialmente caracterizado por um certo rigor moral no anúncio de Cristo, rapidamente se deixará conduzir pela sua própria vida espiritual e anunciará a grandeza do Amor de Deus e a sua Misericórdia infinita pelo homem pecador.
Como a Virgem Maria ocupava um grande lugar na sua vida e na sua fé, manda colocar uma imagem da Santíssima Virgem e consagra a sua paróquia a «Maria concebida sem pecado». Ora, estamos em 1836, quer dizer, dezoito anos antes da promulgação do dogma da Imaculada Conceição! Uma das originalidades de Ars é que a «peregrinação» começa ainda em vida de João Maria Vianney. Já antes de 1830 muitas pessoas vinham confessar-se ao Cura d’Ars, atingindo dezenas de milhar nos últimos anos da sua vida. Registam-se mesmo mais de cem mil peregrinos em 1858. A maior parte do seu dia é passado na igreja, principalmente para as confissões, mas também para a oração, a Eucaristia e a catequese. Apesar da afluência dos peregrinos, mesmo assim não abandona os seus paroquianos, que terão sempre prioridade. A 8 de Janeiro de 1905, João Maria Vianney é beatificado pelo papa Pio X. A 31 de Maio de 1925, o Papa Pio XI canoniza-o. Torna-se então «S. João Maria Vianney». Mas, para as multidões, ele é antes de tudo o «santo Cura d’Ars». A 23 de Abril de 1929 é nomeado padroeiro de todos os párocos.

Fundamento do Ano Sacerdotal

A centralidade de Jesus Cristo encarnado, crucificado e ressuscitado na missão da Igreja, que valoriza o sacerdócio ministerial, sem o qual não haveria a Eucaristia, nem muito menos a missão e a própria Igreja (Discurso do Papa).

Lema do Ano Sacerdotal

Fidelidade de Cristo,

fidelidade do Sacerdote [O nome do amor, no tempo, é: fidelidade] (Carta do Cardeal Hummes)

Que é o Ano Sacerdotal?

É um ano especial proclamado pelo Papa Bento XVI no Discurso durante a audiência concedida à Congregação para o Clero, de 16 de Março de 2009.

Vai de 19 de Junho de 2009 ao 19 de Junho de 2010. No dia de abertura do Ano Sacerdotal, 19 de Junho de 2009, celebra-se a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, data já instituída como “Dia de oração pela santificação dos sacerdotes”.

A referência principal durante a celebração do Ano Sacerdotal é São João Maria Vianney, Santo Cura d’Ars, padroeiro mundial dos sacerdotes, cujo 150º aniversário da morte cumpre-se no próximo dia 4 de Agosto.

Proclamação do Ano Sacerdotal

Amados irmãos no sacerdócio,
Na próxima solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, sexta-feira 19 de Junho de 2009 - dia dedicado tradicionalmente à oração pela santificação do clero - tenho em mente proclamar oficialmente um «Ano Sacerdotal» por ocasião do 150.º aniversário do «dies natalis» de João Maria Vianney, o Santo Patrono de todos os párocos do mundo.[1] Tal ano, que pretende contribuir para fomentar o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes para um seu testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo, terminará na mesma solenidade de 2010. «O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus»: costumava dizer o Santo Cura d'Ars.[2] Esta tocante afirmação permite-nos, antes de mais nada, evocar com ternura e gratidão o dom imenso que são os sacerdotes não só para a Igreja mas também para a própria humanidade. Penso em todos os presbíteros que propõem, humilde e quotidianamente, aos fiéis cristãos e ao mundo inteiro as palavras e os gestos de Cristo, procurando aderir a Ele com os pensamentos, a vontade, os sentimentos e o estilo de toda a sua existência. Como não sublinhar as suas fadigas apostólicas, o seu serviço incansável e escondido, a sua caridade tendencialmente universal? E que dizer da fidelidade corajosa de tantos sacerdotes que, não obstante dificuldades e incompreensões, continuam fiéis à sua vocação: a de «amigos de Cristo», por Ele de modo particular chamados, escolhidos e enviados? Eu mesmo guardo ainda no coração a recordação do primeiro pároco junto de quem exerci o meu ministério de jovem sacerdote: deixou-me o exemplo de uma dedicação sem reservas ao próprio serviço sacerdotal, a ponto de encontrar a morte durante o próprio acto de levar o viático a um doente grave.
Pode ler na íntegra a Carta de Bento XVI para a proclamação do Ano Sacerdotal, clicando aqui.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

AAAcampaki - 2 a 9 Agosto 09 (II)

«Dai-me um lugar no vosso coração.»

[2 Cor 7,2]

2 a 9 Agosto - Deão, Viana do Castelo

domingo, 14 de junho de 2009

Testemunho XII - III Peregrinação a Pé

«Onde não há Amor, põe Amor e encontrarás Amor» [São João da Cruz – carta 26]
Desenho o meu testemunho não com palavras, prefiro Carminhadas. Irei outra vez por esses montes, mas não irei só ! Obrigado por existirem!
JOSÉ HENRIQUES
Vilar (Aveiro) - 32 anos

sábado, 13 de junho de 2009

AAAcampaki - 2 a 9 Agosto 09 (I)

Encontramos a terceira tenda para colocar no símbolo...
«Dai-me um lugar no vosso coração.» [2 Cor 7,2]
2 a 9 Agosto - Deão, Viana do Castelo

Onde está a terceira tenda? (III)

XI DOMINGO DO TEMPO COMUM

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos [Mc 4, 26-34]
Naquele tempo,disse Jesus à multidão:«O reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Dorme e levanta-se, noite e dia, enquanto a semente germina e cresce, sem ele saber como. A terra produz por si, primeiro a planta, depois a espiga, por fim o trigo maduro na espiga. E quando o trigo o permite, logo mete a foice, porque já chegou o tempo da colheita».Jesus dizia ainda:«A que havemos de comparar o reino de Deus? Em que parábola o havemos de apresentar? É como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes que há sobre a terra;mas, depois de semeado, começa a crescer e torna-se a maior de todas as plantas da horta, estendendo de tal forma os seus ramos que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra».Jesus pregava-lhes a palavra de Deus com muitas parábolas como estas, conforme eram capazes de entender. E não lhes falava senão em parábolas ;mas, em particular, tudo explicava aos seus discípulos.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Onde está a terceira tenda? (II)

Solenidade do Corpo de Deus - III Encontro da Peregrinação a Fátima

Na manhã do dia 11 de Junho, Solenidade do Corpo de Deus, os peregrinos da III Peregrinação a Pé a Fátima encontraram-se em Viana do Castelo, no Convento de Nossa senhora do Carmo, para celebrarem em união festiva com toda a Igreja, a Solenidade do Corpo de Deus. Após a Festa da Eucaristia! Dom por excelência de Cristo à Sua Igreja, revelação do imenso Amor de Deus pela Humanidade, fonte de comunhão e unidade. Confraternizaram com a comunidade residente …. Na amizade que nos reuniu recordamos momentos do caminho percorrido, recordamos os que não puderam estar presentes, recordamos passos dados, cantamos, rezamos, agradecemos… Finalizamos o nosso encontro lanchando no refeitório da comunidade e despedimo-nos com saudosos abraços… na promessa de que levaremos cravado o lema da peregrinação em nós: «Andai sempre Alegres». Aqui vos deixamos o momento da Oração...
«Aconselharia eu aos que têm oração (…) que procurem amizade». [Santa Teresa de Jesus]
CÂNTICO: SOMOS UM Ao passar a vida, eu sei, Que nem tudo vai ser como sonhei Ter caminho p’ra fazer E um plano, sem saber ser “mais alguém” E vais ver, vais sentir, não precisas desistir Quando a vida te pára e diz “não” Pois Eu estou junto a ti dou-te a força que há em Mim Tu és mais do que “um só”, somos um! Somos um, somos um … somos um (bis) Eu e tu… Posso ser igual a mim Ou terei de desistir de ser assim? Confiar no coração? Ou no plano que Deus tem para mim? Mesmo os que aqui não estão, de ti esperam, com razão Teu rumo tu estás a traçar Seres alguém, ser feliz, porque “Alguém” assim o quis Seres um “mais” para ti: somos um Somos um, eu e tu, como a terra e o céu Unidos pelo mesmo sol E de ti vais colher o orgulho de crescer E sorrires quando vires que somos … um Salmo da comunidade TODOS: Que bom vivermos como irmãos!
Que bom, Senhor Jesus, é vivermos juntos em comunidade E ter-te como nosso Centro! Tu nos queres, Senhor Jesus, membros de um mesmo grupo. Queres-nos sentados ao redor da tua palavra e do teu pão. Tu reuniste-nos com a força do teu Espírito de amor. Tu és o centro e a força das nossas vidas. O amor, Senhor, é como perfume precioso e caro; O amor é como a luz que abre caminho na noite; O amor é dar-se sem medo da derrota. Tu chamaste os Doze a juntarem-se como amigos ao teu lado. Destes-lhes como norma o serviço e a partilha. Destes-lhe o desafio de esquecer-se cada qual de si mesmo E de ocupar o último lugar como regra de vida. Tu nos deste uma lei para viver em comunidade e sermos irmãos; A tua lei é para corações que sabem amar sem nada pedir em troca; Tu nos deste o mandamento novo para corações novos; Tu fizeste do amor a regra essencial do teu Reino. Tu nos disseste, Senhor Jesus, que ninguém tem maior amor Que aquele que verdadeiramente dá a vida pelo amigo; Dá-nos saber procurar fecundidade na nossa amizade E que morramos, como morre para ser fecundo, o grão de trigo. TODOS: Que bom vivermos como irmãos! Que bom, Senhor Jesus, é vivermos juntos em comunidade E ter-te como nosso Centro! Da Carta de S Paulo aos Tessalonissences (1 Ts 5,13-22) Sede sempre alegres. Orai sem cessar. Em tudo dai graças. Esta é, de facto, a vontade de Deus a vosso respeito em Jesus Cristo. Não apagueis o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo, guardai o que é bom. Afastai-vos de toda a espécie de mal. Leitura do Livro da Vida de Santa Teresa de Jesus (7,17) Aconselharia eu aos que têm oração – em especial ao princípio - que procurem amizade e trato com outras pessoas que tratem do mesmo. É coisa importantíssima, ainda que não seja senão ajudarem-se uns aos outros com as suas orações, quanto mais que há muitos lucros. E pois, que nas conversações e amizades humanas, mesmo não sendo muito boas, se procuram amigos com quem descansar e para mais gozar ao contar aqueles prazeres vãos, não sei porque não se há-de permitir a quem começar a amar deveras a Deus e a servi-Lo, o tratar com algumas pessoas seus prazeres e trabalhos: que tudo têm os que têm oração.
Pai Nosso CÂNTICO: CÂNTICO ESPIRITUAL Como o veado passaste fugindo Depois de me teres ferido, Saí atrás de Ti clamando, E não estavas, não estavas lá. Perguntei aos prados e aos montes Se tinham visto passar Quem mais que a ninguém eu amo, E a quem o sinal aí deixou. Irei por esses montes e ribeiras À procura do meu Amado; Não colherei as flores Nem temerei as feras Passarei os fortes e as fronteiras.

Acampáki Júnior - 30 Julho a 02 Agosto

Olá, amigo (a)... Aposto que perguntas o que poderás encontrar ao longo destes dias. Actividade radical, silêncio, oração, partilha ou brincadeira? Na verdade, vais, desde logo, estar na Quinta do Menino Jesus... um espaço muito bonito e tranquilo, com a mata e a piscina. Depois, não estarás sozinho. Levarás contigo um ou dois amigos e lá vais descobrir que passarás a ter amigos novos de várias terras. E digo-te como vai ser bom sentir um abraço de um novo amigo no final do Acampáki Júnior. Um novo amigo que ganhou um nome que escreves no teu coração e um rosto que gravas para sempre no teu olhar. Um conselho leva o coração bem disponível: regressarás com ele bem mais cheio!!!! E o Amigo estará sempre, sempre contigo nestes dias, de forma muito, muito especial. Não percas esta oportunidade de viveres intensamente quatro dias diferentes... não percas esta oportunidade de seres feliz num local novo, com amigos novos, com o Amigo do costume! Jorge Fernando,
Coordenador do Movimento Carmo Jovem