sábado, 31 de outubro de 2009

Um jardineiro...

Um jardineiro, todas as manhãs tratava do seu jardim. O seu jardim era o mais belo dos jardins. Um jardim provido de uma extraordinária beleza, nele se refugiava e com ele conversava e crescia em cada novo dia. Guardava e (re)encontrava alegria para viver, um olhar especial o inundava de graça ao saber-se nele... Durante todo o ano, o visitava e trazia presente no seu pensamento. Nenhuma estação do ano o derrubava, nem mesmo o rigoroso e gélido Inverno. Neste jardim as distintas flores cresciam, os pássaros e todos os animais do campo cursavam cada recanto, conheciam o seu jardineiro e ele entregava-se a eles enraizando-se. Em cada lugar vazio, brotava a vida! Certo Inverno, o jardineiro deixou de vistoriar, percorrer o seu jardim, descuidou o amor que lhe tinha, hospedou-se em outros que não ele… E o jardim? O especial jardim? O seu jardim? Ele não cuidou dele. Ninguém mais cuidou dele. As flores murcharam, não eram regadas, o verde perdera a cor, a relva não era aparada, os pássaros deixaram de chilrear, não apareciam, não alimentava os animais, não conversava com as flores…nada, nada, nada… Nada nem ninguém tinha vida? O que teria acontecido ao jardineiro? Acabara de trabalhar a terra, estaria concluído o seu trabalho? Deixara de amar? Deixara de ver nas criaturas meios para o auxiliarem a conseguir o fim. Como poderia ficar indiferente? O jardineiro, deixara de cuidar do seu jardim, perdera o encanto... Ao redor do seu jardim via que o mais belo dos jardins de outrora, o seu, tinha perdido a beleza. Quem o despertaria para a realidade? Ao redor, os outros jardins cresciam com um especial brilho, o brilho que cada um dos jardineiros depositara... mas, o seu, o especial jardim de que o conto conta, o mais belo dos jardins morria, por não encontrar a vida! O jardineiro desfalecia ao ver como tinha deixado desfalecer o seu jardim! A ausência do seu «prestador de cuidados», o jardineiro, a ausência das suas sinceras palavras que germinavam da humildade do seu coração, originara a morte do jardim… As lágrimas silenciosas que corriam em seu olhar eram a linguagem presente de tempos ausentes, eram a linguagem do seu coração que sangrava, por ter originado a morte do seu jardim. O jardineiro, não cuidará do seu jardim e o seu jardim morrera!
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Desafio: Como andas a cuidar do teu jardim? Cuidas dele ou deixas que ele morra em ti?… Jamais podes deixar de trabalhar a terra iniciada que em ti se encontra plantada. Que permaneças a Carminho, descobrindo «o jardineiro» que existe em ti. Que sejas jardineiro do mais belo dos jardins! Ser jardineiro é mais que um privilégio é uma bênção. Dê-mos graças a Deus pelos jardineiros que somos, por sermos estes «fortes amigos de Deus» de que nos fala Santa Teresa de Jesus e S. João da Cruz. Que este sentir carmelitano que nos move e incita a carminhar, jamais desfaleça, para que nunca deixemos de trabalhar a terra!...

XII Carminhada - 7 | Novembro |09

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

XII Carminhada - 7 | Novembro |09

Aspectos a ter em atenção:

*As carminhadas são abertas a todos os jovens;

*Acolhimento às 9H00, na Igreja Matriz de Vila Nova de Cerveira;

*Início da Carminhada 9H30;

*A carminhada tem 15 km;

*A carminhada termina após a Eucaristia;

*O almoço será partilhado, devendo cada participante levar de casa;

*Procura levar calçado confortável e já usado; roupa conveniente (um impermeável…);

*Haverá um carro vassoura (podem lá deixar ficar as mochilas com a comida), mas a maior honra dos condutores de carros vassoura é chegar ao fim vazios;

*Carminha ligeiro de equipagem. Nem tudo é necessário para carminhar.

*Quem participou já em outras Carminhadas já tem a faixa «Levamos o Carmo Jovem no coração». Devem levá-la.

CONFIRMAÇÃO

A confirmação de participação na Carminhada deverá ser efectuada até ao dia 1 de Novembro para:

Carmo Jovem carmojovem@gmail.com

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Crónica do XVI Horeb - São Paulo e os jovens

No fim-de-semana de 02 a 04 de Outubro decorreu o XVI HOREB no Convento do Carmo em Viana do Castelo. Na sexta-feira dia 02 de Outubro, ao final da tarde os jovens preparavam-se para um encontro com São Paulo, pois o tema deste HOREB era “São Paulo e os jovens”. O grupo que de inicio se voluntariou para embarcar nesta aventura, no momento da partida demonstrava vários receios e comentava: “Quem me dera que já fosse Domingo à tarde!” ou “ Já estou arrependido de ter vindo!”. O facto de, alguns dos jovens, participarem pela primeira vez, intimidava-os um pouco. O desconhecido por vezes assusta-nos… Mas, durante a viagem que durou quase três horas tivemos a possibilidade de falar sobre certos aspectos que os incomodavam e alguns receios foram minimizados. A nossa chegada já era esperada, e da melhor maneira possível, com bolachinhas, sumo e chá quentinho. Depois de matar saudades de quem já não se via há muito tempo, combinou-se muito rapidamente o horário para começar o programa de sábado de manhã. Logo de seguida iniciou-se a peregrinação até aos nossos quartos… As ordens eram explícitas, vestir o pijama e cama, porque o dia de sábado iria ser em cheio. Como se costuma dizer: deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer. Pelo menos uma das regras nós cumprimos, deitámo-nos cedo!… :D O sábado começou logo cedinho, às sete horas e meia da manhã, com alguém a bater às portas dos quartos e a gritar que não havia água quente!!! Quem terá sido???
Iniciámos o dia com uma oração matinal, seguida de um pequeno-almoço reforçado para depois passarmos à conferência sobre São Paulo, com o Sr. Padre Fernando Reis (Conselheiro Provincial para a Pastoral Juvenil). Para iniciar a sessão tivemos direito a alguns jogos de apresentação e de relacionamento. Um jogo era muito divertido, consistia em procurar na sala várias palavras para formar frases de São Paulo. Depois da exposição do Sr. Padre Fernando tivemos direito a um pequeno intervalo para repor energias e passar à fase seguinte, que era um trabalho de grupo. Regressámos à sala para apresentar as respostas de cada grupo e para esclarecer algumas dúvidas. Depois de um curto tempo de debate, agradeceu-se a presença e disponibilidade do Sr. Padre Fernando. De seguida, remámos em direcção ao refeitório. Escusado será dizer que fomos brindados com muito boa alimentação. Desde já fica o nosso agradecimento a quem estava responsável pela satisfação de uma das nossas necessidades primárias.
Depois do almoço formámos três grupos. Um dos grupos ficou no convento a alegrar um Baptizado. Os restantes tiveram como tarefa uma acção de rua, a qual consistia em distribuir panfletos informativos sobre o Carmo Jovem. Tarefa que não foi fácil, pois para além de alguns jovens não estarem no seu “habitat natural”, também é muito complicado, hoje em dia, entrar em diálogo com as pessoas. Mas… temos de ter em atenção os ensinamentos de São Paulo, em que ele nos diz “Faço tudo por causa do Evangelho”( 1ª Coríntios, 9, 23), mesmo que isso signifique ser maltratado ou mesmo ignorado. Podem acreditar que é verdade, foi quase isso que aconteceu a alguns membros de um dos grupos. Pelo menos foi o que eles apelaram para justificar a não entrega dos panfletos. Queixavam-se que as pessoas na rua eram mal-educadas, por vezes até agressivas. O facto de nós termos de entrar em diálogo com o outro desconhecido é muito complicado pois não sabemos qual vai ser a sua reacção e muito menos a nossa, quando por vezes somos rejeitados, maltratados ou simplesmente quando ouvimos o “não” e como depois ultrapassamos essas frustrações. Para conseguir terminar a tarefa que nos foi proposta, os dois grupos uniram esforços e entregaram os panfletos, num abrir e fechar de olhos. Não só por ser quase hora do lanche, mas também porque se começavam a avistar umas nuvens que prometiam chuva.
Estavam os dois grupos a chegar ao convento quando começou a “esgalhar” água. Que sorte a nossa!!! Depois de ter cumprido o nosso dever, pudemos saborear um lanche quentinho e bem merecido. No final, os três grupos tiveram a possibilidade de contar as suas experiências. Mesmo que não tenha corrido muito bem para alguns elementos, penso que é uma tarefa que se deve repetir nos próximos encontros do Carmo Jovem, pois é uma forma muito simples de dar a conhecer o nosso movimento. Sem deixar de mencionar novamente São Paulo, “Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo”(1ª Coríntios, 11,1), penso que a acção de rua foi uma pequena imitação do que era a vida de São Paulo, ir ao encontro das pessoas.
Depois do jantar tivemos a oportunidade de assistir a uma vigília em que nos foram apresentados vários símbolos que caracterizam a vida de São Paulo. O primeiro símbolo foi a cruz, que é considerada como um abraço de Amor no meio das tribulações e do martírio; o segundo símbolo foi a palavra que é usada como anúncio da Verdade ao longo dos tempos; em terceiro lugar apresentaram-nos a espada, representação de São Paulo como sendo um Soldado de Cristo pela Palavra de Deus; de seguida aparecem as correntes, como símbolo de Prisioneiro de Cristo / Prisioneiro do Espírito; e por fim, a Chama foi considerada um eterno fogo da caridade. Para finalizar, ouvimos um Cântico de Amor retirado da 1ª carta de São Paulo aos Coríntios, (13). Não tenho palavras para descrever o que senti na altura, pois com os olhos fechados temos de ter os nossos ouvidos bem abertos para interiorizar a verdadeira mensagem da carta. Espero poder repetir este acontecimento, talvez depois já tenha alguma ideia definida sobre o que senti. Nessa noite tivemos a oportunidade de passar um tempo no bar a conversar, debater ideias, a comer bolachinhas e a jogar às cartas. Foi um momento relaxado e de diversão.
Iniciámos o Domingo com uma oração matinal, seguida de pequeno-almoço. Depois, enquanto os elementos da coordenação se reuniam, os restantes jovens preparavam as leituras e os cânticos para a celebração da Eucaristia. Caso ainda não tenham reparado, a coordenação sofreu algumas alterações que podem consultar no site. A Eucaristia foi presidida pelo Sr. Padre Fernando e pelo Frei João e foi alegrada pelas vozes dos jovens carmelitas que se encontravam no HOREB. Depois da celebração, conseguimos eternizar o momento, através de uma fotografia do grupo de jovens que se movimentou até ao Convento do Carmo para participar no XVI HOREB. Também se juntaram a nós alguns “veteranos carmelitas”.
Chegámos ao refeitório famintos, pois pelo corredor já se podia sentir o cheirinho vindo da cozinha. Como sobremesa tivemos direito a não um mas, dois bolos de aniversário para festejar as 16 primaveras do HOREB. Depois de saborear os bolos, regressámos à sala para esclarecer algumas dúvidas, para saber a opinião dos jovens sobre este HOREB, conhecer novas propostas para futuros encontros, apresentar os novos coordenadores do Carmo ao grupo, para agradecer mais uma vez a disponibilidade do Sr. Padre Fernando e para receber a nossa fitinha para relembrar este acontecimento.
Como sempre, há um princípio e um fim e chegou a altura do fim, as despedidas. Não sei se ainda se lembram de eu referir no início que certos jovens já estavam arrependidos de participar no HOREB, pois bem, nesta altura, já ouvia comentários do género: “Eu ainda não quero ir para casa!”, “Eu quero voltar para o Convento”. Isto é verdade, pelo caminho os jovens foram mostrando a vontade de regressar e prometeram que para o próximo ano estariam presentes. Espero bem que as suas promessas se prolonguem por muito mais tempo. Por falta de lembrança não vão faltar ao compromisso, pois se Deus quiser, eu estarei presente para os relembrar. Não podemos deixar de agradecer especialmente ao Frei João por toda a dedicação e empenho que ele demonstra pelo Carmo e especialmente pelos jovens. A viagem de regresso nunca teria sido a mesma sem a sua presença. Graças a Deus chegámos bem a casa, e graças ao Frei João, os jovens terão uma história para contar sobre a viagem de regresso… Assim termino a minha crónica com mais uma citação de São Paulo: “Deus não está longe de cada um de nós. N´Ele vivemos, nos movemos e existimos. Somos verdadeiramente da Sua raça. Sendo nós raça de Deus, não devemos pensar que a Divindade é semelhante ao ouro, prata ou pedra lavrada por arte e indústria do homem”. (Actos, 17, 28-29).
Espero para o próximo ano reencontrar este grupo de jovens carmelitas empenhados na tarefa de “evangelizar” e que possa conhecer muitos mais, vindos de outras partes do país e arredores…
Um abraço carmelita Sofia Simões e o Grupo Jovem Somos Um

Parabéns a Você!

Algures era noite, mas uma chama brilhava.
Havia um cervo no monte que nos olhava.
E nós a chama. Não havia mais nada
além das vozes que cantavam
Parabéns a você, Zé
Henriques. Goza a vida porque só uma vez
é que se fazem trinta e três.

sábado, 24 de outubro de 2009

XII Carminhada - 7 | Novembro |09

XXX Domingo do Tempo Comum

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos [Mc 10, 46-52]
Naquele tempo, quando Jesus ia a sair de Jericó com os discípulos e uma grande multidão,estava um cego, chamado Bartimeu, filho de Timeu, a pedir esmola à beira do caminho. Ao ouvir dizer que era Jesus de Nazaré que passava,começou a gritar:«Jesus, Filho de David, tem piedade de mim». Muitos repreendiam-no para que se calasse. Mas ele gritava cada vez mais:«Filho de David, tem piedade de mim». Jesus parou e disse: «Chamai-o».Chamaram então o cego e disseram-lhe:«Coragem! Levanta-te, que Ele está a chamar-te». O cego atirou fora a capa, deu um salto e foi ter com Jesus. Jesus perguntou-lhe:«Que queres que Eu te faça?» O cego respondeu-Lhe:«Mestre, que eu veja».Jesus disse-lhe:«Vai: a tua fé te salvou».Logo ele recuperou a vistae seguiu Jesus pelo caminho.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

XII Carminhada - 7 | Novembro |09

Entusiasma-te... e vem carminhar connosco! Vem, sentir passos que carminham... olhares como o teu que querem sorrir! Vem e sê presença, força e esperança... com o teu mundo nos carminhos da terra do SEU amado mundo! Vem…

sábado, 17 de outubro de 2009

XXIX Domingo do Tempo Comum

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos [Mc 10, 35-45]
Naquele tempo, Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe:«Mestre, nós queremos que nos faças o que Te vamos pedir».Jesus respondeu-lhes:«Que quereis que vos faça?» Eles responderam:«Concede-nos que, na tua glória, nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda». Disse-lhes Jesus:«Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu vou beber e receber o baptismo com que Eu vou ser baptizado?» Eles responderam-Lhe: «Podemos». Então Jesus disse-lhes:«Bebereis o cálice que Eu vou beber e sereis baptizados com o baptismo com que Eu vou ser baptizado. Mas sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não Me pertence a Mim concedê-lo;é para aqueles a quem está reservado». Os outros dez, ouvindo isto,começaram a indignar-se contra Tiago e João. Jesus chamou-os e disse-lhes:«Sabeis que os que são considerados como chefes das nações exercem domínio sobre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder. Não deve ser assim entre vós:quem entre vós quiser tornar-se grande, será vosso servo,e quem quiser entre vós ser o primeiro, será escravo de todos; porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servire dar a vida pela redenção de todos».

Missão: testemunho e serviço (2)

Gandhi foi, sem dúvida, um homem que se destacou pela sua simplicidade, amor pelos irmãos e pela justiça social. Entre mui­tos outros, este pensamento ajuda-nos a crescer como pessoas capazes de semear a esperança nos outros e a renascer para a vida nova recebida no momento do nosso Baptismo: «Se eu te pudesse deixar algum presente, deixaria aceso em ti o sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado ao longo do tempo... Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para ti, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável: Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a acção. E, quando tudo mais faltasse, um segredo: O de buscar no interior de ti mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.»
[Obras Missionárias Pontifícias]

Dia Mundial das Missões

«O objectivo da missão da Igreja é iluminar com a luz do Evangelho todos os povos em seu caminhar na história rumo a Deus, pois n’Ele encontramos a sua plena realização. Devemos sentir o anseio e a paixão de iluminar todos os povos, com a luz de Cristo, que resplandece no rosto da Igreja, para que todos se reúnam na única família humana, sob a amável paternidade de Deus.» [Bento XVI]