terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Maria, alegremo-nos contigo!
Maria, mulher peregrina da fé…
que procuras-te os vestígios de Deus no meio de densa luz,
a força do Espírito Santo em ti resplandeceu
e o verbo de Deus em ti germinou!
Oh! Projecto de Deus amado, de coração imaculado,
ensinai-nos a escutar a Verdade, aumentai a nossa fé,
e fazei-nos portadores dos caminhos da esperança
no meio da humanidade!
Oh! Resplendorosa flor do Carmelo,
aplanai a nossa alma, enchei-a de decidida força,
para que saibamos esperar-vos e entregarmo-nos
na via de imensurável formosura que atrai o coração do Homem…
Oh! Cheia de misericórdia, mulher de sublime amor.
Alegremo-nos contigo, Maria!
Ponhamo-nos a caminhar, neste terno tempo litúrgico!
Ámen.
III ENTREFITAS - MOINHOS DA GÂNDARA - 12|DEZ|09
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Crónica de um serviço
III ENTREFITAS - MOINHOS DA GÂNDARA - 12|DEZ|09
domingo, 6 de dezembro de 2009
Um (re)conto...
sábado, 5 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Foi no I Kerit

Há um ano atrás estava no meio de vós. O meu coração trazia o Carmo Jovem no coração mas outros carminhos chamavam-me, a Vida Religiosa. No final do I Kerit o Frei João convidou-me a falar. Entre vós, pensava-se, vamos ter segunda homilia! Foi então o momento de partilhar convosco aquilo que seria a partir de Janeiro seguinte o meu novo carminho, a minha opção de vida: a entrada na Ordem dos Carmelitas Descalços. Um ano passou, e depois de ter estado, entre Janeiro e Agosto, no local onde vos encontrais neste momento, Convento e Santuário do Menino Jesus de Praga de Avessadas, estou agora no Noviciado no Desierto de Las Palmas em Espanha. Conheci essa Casa com 15 anos, num encontro do Grupo de Jovens de Caíde de Rei. Estava a dar os primeiros passos num grupo. Desde aí, foram muitos os encontros, retiros, carminhadas, acampamentos em que participei. Agora, encontro-me a 1.000 km fisicamente de vós, mas tenho-vos no coração, pois sempre me acarinharam muito. Há um ano, no final da Eucaristia, cada um, deu-me um abraço, um forte abraço. Os abraços dão-nos força e coragem para fazer carminho, enfrentar obstáculos e saltar as pedras que nos vão aparecendo no carminho. A cultura moderna em que vivemos grita-nos: “desfruta”; “é rídiculo”; “porquê?”. A verdade é que agora que não há respostas fáceis nem seguras sobre o futuro, buscar a Deus dá à vida uma força nova. A imersão em Deus é a única razão absoluta que faz com que outras motivações da vida — amor, dinheiro, êxito pessoal,... — passem a segundo plano. É o que me/nos dá força a cada dia e, por isso, ultrapassamos perdas, alterações, esforços na vida. De outro modo não teria sentido. Durante o Postulantado no Convento do Menino Jesus de Praga, o pastor por um dia do Carmo Jovem, o superior da comunidade, Pe Agostinho dos Reis Leal, recordava-me em vários momentos que não deveríamos imitar nem seguir a ninguém. Seguir só a Deus! Ao longo do Kerit tivestes, espero, a oportunidade de vos encontrardes com Ele. Recordai, Gotinhas, que é possível não separar aspectos que parecem contrários na vida: Deus e mundo; sagrado e secular; oração e acção; mundo íntimo e comunhão. É uma pena, por vezes, que os jovens não saibam descobrir e ver a Deus nas realidades humanas e acontecimentos actuais e que para falar de Deus, escutar a Deus, perceber a Deus, nunca haja tempo. Mas vós tivestes tempo! Como Carmelitas Descalços que somos, o silêncio é uma coordenada chave. O silêncio não é ausência de ruído. Santa Teresa de Jesus, diz-nos nos seus escritos: “Aprender o silêncio e a solidão é muito bom para a oração. O silêncio ensina-nos a viver por dentro.” O Kerit é para isto mesmo. Espero sinceramente que tenhais conseguido este desiderato. Aqui, no Desierto de Las Palmas, já decorreram três meses desde a tomada do hábito, a 4 de Setembro. Tem sido um tempo aproveitado, essencialmente, para submersão e encontro com Deus. Faço votos que neste II Kerit tenhais sido “inundados de graça durante o tempo de silêncio” (Padre Hermann Cohen). Abraço-Vos de coração, meus amigos e gotinhas do Carmo Jovem. Podeis estar seguros do carinho deste pequeno irmão:
Ricardo Luís de Santa Teresinha
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Crónica do II Kerit - Retiro de silêncio
O despertador tocou cedo e num pulo saltei da cama, um friozinho no estômago, como quando partimos para os primeiros passeios da escola. Afinal tratava-se de um (re)encontro com um Amigo, especial, muito especial.
Esperava-me uma pequena viagem de comboio no final da qual me aguardava a minha boleia (da minha mana de coração). Partimos do Porto às 8:30 de sábado, rumo a Avessadas. O dia estava cinzento, alguma chuva que nos atrasou e a conversa que corria em torno dos detalhes deste (re)encontro.
Sim, porque este retiro é de silêncio mas também de partilha, nem sempre com palavras, mas também com gestos, com risos e abraços. Com troca de experiências, porque como qualquer grupo de amigos, estes 12 falaram de si e das suas experiências.
Mas também o corpo queria trato, e veio um chá quentinho, umas bolachas docinhas e um pão de Alhadas, que só de pensar me cresce água na boca. Obrigada, Teresa. A noite já crescida chamou-nos ao descanso. Coração cheio de Graça, de sentir. Dormi profundamente.
Ensaiamos os cânticos da Eucaristia e aguardamos a chegada do Frei João que presidiu à nossa Eucaristia. Às 11:30 subimos à capela e celebramos a nossa Eucaristia. Confesso que em todos estes anos, este é sempre um momento muito especial, é a ‘cereja no topo do bolo’, o melhor resumo, a melhor comunhão. E foi tão especial. Fomos presenteados com um miminho do Amigo Ricardo, que do deserto ecoou a sua voz nos nossos corações.
O caminho de regresso ainda era longo e tínhamos de partir. É tão duro, tão difícil regressar. Mas tinha de ser.
Oração para alcançar a beatificação do Padre Hermann
Ó Maria, Virgem Imaculada,
que na gruta de Lurdes curastes miraculosamente
o P. Agostinho Maria do Santíssimo Sacramento
que admiravelmente vos servia na vossa Ordem do Carmo:
alcançai-nos da Santíssima Trindade
a graça de pela intercessão e méritos do vosso fiel servo
«que nada de mais delicioso conheceu que servir Jesus»
e se consumia na oração mais ardente
«para que não passasse um segundo da sua vida
sem sofrer qualquer coisa para agradar a Deus
ou sem O servir para Sua glória».
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Ó Maria, «Mãe da Eucaristia»,
alcançai-nos a glória deste «convertido da Eucaristia».
Dignai-vos exaltar este apóstolo abrasado
pelo Sacramento do Amor do vosso Filho Jesus,
a fim de que ele comunique a todos, sacerdotes e fiéis,
o seu zelo ardente pela adoração
da Presença divina no sacrário,
a celebração digna e vivida da Eucaristia
e a comunhão frequente e fervorosa.
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Apressai-vos a lançar sobre toda a terra,
especialmente sobre o vosso povo israelita,
o triunfo da realeza eucarística do filho de David,
o Pão vivo que desceu do céu ao vosso seio virginal.
Ámen.
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PADRE HERMANN COHEN
PADRE HERMANN COHEN
[1820 - 1871]

