quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
III ENTREFITAS - MOINHOS DA GÂNDARA - 12|DEZ|09
“Foi-me dado algo maravilhoso, algo que me mudou para sempre.
Uma visão do universo que nos diz incontestavelmente que minúsculos e insignificantes, que raros e que preciosos somos todos nós. Uma visão que fazemos parte de algo maior que nós, que nenhum de nós está só. Gostaria de compartilhar com outros. Gostaria que todos, nem que só um momento, pudessem sentir esse temor respeitoso, essa humildade e essa esperança.”
-Contacto-
Moinhos da Gândara
12/DEZ/09
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Maria, alegremo-nos contigo!
Maria, mulher peregrina da fé…
que procuras-te os vestígios de Deus no meio de densa luz,
a força do Espírito Santo em ti resplandeceu
e o verbo de Deus em ti germinou!
Oh! Projecto de Deus amado, de coração imaculado,
ensinai-nos a escutar a Verdade, aumentai a nossa fé,
e fazei-nos portadores dos caminhos da esperança
no meio da humanidade!
Oh! Resplendorosa flor do Carmelo,
aplanai a nossa alma, enchei-a de decidida força,
para que saibamos esperar-vos e entregarmo-nos
na via de imensurável formosura que atrai o coração do Homem…
Oh! Cheia de misericórdia, mulher de sublime amor.
Alegremo-nos contigo, Maria!
Ponhamo-nos a caminhar, neste terno tempo litúrgico!
Ámen.
III ENTREFITAS - MOINHOS DA GÂNDARA - 12|DEZ|09
Somos mais felizes…enquanto raça humana? Será que o mundo é basicamente melhor…devido à ciência e à tecnologia? Fazemos compras ao domicílio e navegamos na Web…mas ao mesmo tempo sentimo-nos mais vazios…mais isolados uns dos outros, do que em qualquer outra época da história humana. Tornamo-nos uma sociedade artificial…
- Contacto -
Premiações: Recebeu uma indicação ao Óscar de Melhor Som;
Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, Melhor Actriz em Drama, Jodie Foster
Moinhos da Gândara
12/Dez/09
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Crónica de um serviço
Trrrimmmmmmmmm…
Assim começava a aventura. Era a Madrinha Alice ao telefone a perguntar a minha disponibilidade para me deslocar até Guadalupe, Alhadas, Figueira da Foz, no fim-de-semana 4 a 6 de Dezembro. Disponibilidade para dar o meu testemunho de como fui chamada à missão e o que significa para mim: «Ser Jovem para servir». Eis os temas que congregariam um pequeno grupo de jovens acólitos, familiares e amigos em Alhadas neste encontro. Encontro organizado pelo André e pela Mariana, jovens com um enorme coração para caminhar e servir. (De futuro também os veremos nas actividades do Movimento Carmo Jovem).
Sexta-feira, 4 de Dezembro
Depois das tarefas distribuídas e do encontro organizado em trocas de e-mails e alguns telefonemas eis-me a caminho para servir…
Cheguei a Alhadas pelas 19h30 do dia 4 de Dezembro. Esperava-me a Alice e o Nuno. Após o jantar, eis-nos a caminho da capela de Nossa Senhora da Guadalupe. Longe estava de pensar a familiaridade que me uniria àquelas gentes.
21h, o André encontrava-se no exterior da capela a (re)organizar tudo com muito gosto e requinte. Ninguém tinha ainda chegado. Pouco a pouco reunimo-nos naquele espaço de enorme simplicidade e beleza. A noite estava fria, a chuva cai… e nós? Nós, refugiávamos aos pés da Mãe. Após estarmos reunidos, aconchegados, foi o momento das apresentações e de darmos testemunho de como fomos chamados à missão: A Alice Montargil, o meu, o do Padre Pedro (pároco de Alhadas), e da catequista do André. No fim acabaríamos todos por falar e testemunhar. As horas passam depressa, depressa chega a Meia-noite! Terminaríamos fazendo uma breve oração, partilhando umas fatias de bolo e bebendo um sumo.
Sábado, 5 de Dezembro
A manhã iniciou às 9h, na Capela. Após a apresentação fui convidada a iniciar o tema: «Ser jovem para servir». Como está ainda fresco na memória o Ano Paulino, iniciei a minha apresentação com uma música de Sara Tavares: Escolhas. Canção extraída da Bíblia. Onde é citado o Apóstolo São Paulo. Pouco a pouco, com quadros sucessivos guarnecidos com os Santos Carmelitas ia desfolhando a Sagrada Escritura. A Palavra de Deus ecoou em quantos se esforçaram para me ouvir com ouvidos capazes de escutar: «Não seja assim entre vós. Pelo contrário, quem entre vós quiser fazer-se grande, seja o vosso servo; e quem no meio de vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgatar a multidão.» (Mt 20, 26, 27).
Para além dos novos amigos lá encontrei a Teresa Romeiro e a Sofia Simões de Moinhos da Gândara (da Coordenação do Movimento Carmo Jovem). Depois da escuta surgiram as perguntas, intercaladas com testemunhos de realidades actuais. Demos lugar à Sissi, uma outra jovem missionária da Consolata que nos falou da sua experiência em terras de missão. Fazíamos um compasso de espera e bebíamos da «fonte que mana e corre». Eucaristia, expressão máxima da festa, pois do sacrifício parte a ressurreição. Resplandecia o crucifixo no cortejo de entrada. Ouvíamos as palavras do padre Pedro que incentivava a nunca desistir de caminhar, a nunca perder a esperança de evangelizar e de propagar a certeza do viver n'Ele. Aqui está o serviço, aqui reside o nosso ser jovem, servindo a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Partimos por fim para o almoço, para nos reunirmos novamente pelas 15h para ouvirmos e o Dr. Jorge Biscaia e debatermos: a eutanásia.
Após o jantar, regressávamos… Eis o momento da vigília. Eis o momento dos amigos se reunirem numa noite de luz, noite de vida. Fomos convidados a parar e a permanecermos na presença «de Quem sabemos que nos ama». Fizemos silêncio, tranquilizamos o muito que trazíamos dentro de nós… Terminada a vigília, eis um convite: caça ao tesouro. Caça ao tesouro? A esta hora? E o frio? E a chuva? E as lanternas? Eram 22h30, quando partimos em grupos para a aventura dos caminhos nocturnos. Partimos para descobrir, posto a posto um dos maiores tesouros: a juventude. Eis o tesouro encontrado. O dia ia bem longo quando as luzes se apagaram para descansarmos…
Domingo, 6 de Dezembro
Desta vez o despertador foi a chuva: como chovia! Ainda assim, ninguém teve preguiça! Um após outro chegámos à igreja matriz de Alhadas para ouvirmos a explicação da Madrinha Alice sobre aquele templo. Ao bater das 12h00 nos sinos todos os grupos paroquiais se congregam na Igreja: grupo de catequese, grupo dos acólitos, escutistas, comunidade em geral. Todos nos seus lugares para participar na Eucaristia, muito alegre e vivida. Todos fazíamos festa. Em nossos corações cantava-se a alegria. Acima dos nossos interesses pessoais colocávamos o mandato de Cristo – o de anunciar o Evangelho. Em silêncio, concluía em mim que só pode anunciar quem O conhece e quem O vive; e Ele é exigente, mas paga «cem por um» e neste fim-de-semana tinha nesta Eucaristia a certeza que fui (fomos) largamente compensados!
A refeição aproximava-nos e trazia ao de cima a unidade fraterna. (Perguntavam-me: então este ano o Movimento não passa por cá na peregrinação a Fátima?).
Após o almoço no Centro de Alhadas, partimos para a Capela de Guadalupe para encerrar o encontro. As palavras do André foram guarnecidas pela alegria que trazia em si. O seu coração estava cheio, a transbordar. Nesta tarde a fé enchia-nos. A Teresa Romeiro, entregava ao André a faixa do Movimento Carmo Jovem, convidando-o a caminhar com o Movimento nas próximas actividades… Muitas palavras se disseram, muitas se calaram em nós… É bom partilhar tarefas e anseios na promoção do verdadeiro Amor. A gotinha do Movimento jorrava no olhar de quem ainda não o conhece bem.
O tempo faz-se pouco, a festa continuou num lanche, eu tinha que regressar, o tempo chuvoso continuava… No caminho de regresso não deixei de encontrar lugar para continuar o diálogo. Durante o percurso, a chuva era cada vez mais intensa, estava a ser inundada e recordava o padre Hermann Cohen: «fui inundado de graças durante o tempo de silêncio».
Cheguei a Viana pelas 19h30 e continuava a chover; eram mensagens dos jovens, de novos amigos encontrados, de amigos (re)conhecidos…
Todos estamos de parabéns! Obrigada a todos por todos os esforços, alegria e amor a Jesus e à sua Igreja! Que continuemos a dar aos outros: quanto mais dermos mais receberemos. Devemos sentir-nos orgulhosos do nosso contributo. Sem sacrifício nada se faz, mas com boa vontade tudo se consegue.
Não nos esqueçamos que o que torna a Igreja actual é a santidade dos seus membros pela união ao Senhor. Somos nós. Sou eu, és tu… A semente foi lançada e semeada. A possibilidade de deixar que cresça está em cada um de nós... André, Mariana, Helena, Hugo, Bruno, Joana… Nós esperamos por vós. Ele espera por vós!... Ele chama-vos a servirdes a Sua grande família que é a Igreja.
E por fim termino como terminou a vigília de oração: «A alma que anda em amor não cansa nem se cansa».
Não vos canseis nunca!
Até breve.
Verónica Parente, apóstola por (mais) um dia
III ENTREFITAS - MOINHOS DA GÂNDARA - 12|DEZ|09
domingo, 6 de dezembro de 2009
Um (re)conto...
Durante o Kerit, um dos temas que foi abordado, foi o do Perdão. Entre muitas outras coisas, o Frei Vasco partilhou connosco este pequeno conto que agora é postado, para que outros possam também ler e reflectir.
Conto-vos uma história:
«Em certa ocasião, um jovem de uma aldeia teve que viajar até à capital. Enquanto ia em grupo, e sem ele se dar conta, alguém tirou-lhe o mais valioso que tinha: um relógio que seu pai lhe havia oferecido com muito sacrifício antes de morrer. Quando se deu conta, o seu coração encheu-se de uma grande amargura e sentiu um profundo ódio pelo desconhecido que lhe tinha tirado o seu valioso tesouro.
A partir desse momento, os seus pensamentos centraram-se no anónimo ladrão. Pensava nele dia e noite, odiava-o com todo o seu coração, e o seu rancor crescia cada vez que tinha de ver a hora no outro relógio mais pequeno que agora usava. Havia noites em que não dormia de raiva e de impotência. Tornou-se irritadiço e iracundo com a sua própria família. Até que um dia, angustiado por tanto ressentimento, fez esta oração:
«Senhor, já não posso continuar assim. Por isso quero perdoar a esse ladrão que levou o meu relógio. Mais ainda: quero oferecer-lhe o meu relógio. De tal modo que, quando esse ladrão morrer, Tu não o julgues por este roubo, porque não houve roubo nenhum. Eu já lhe ofereci o meu relógio».
A partir desse dia, o jovem foi feliz. Recuperou a alegria que durante meses tinha perdido, porque não voltou a trazer à sua memória aquele facto torturante. E desde então pôde viver em paz».
(Autor anónimo)
Conclusão: Perdoar é sacudir da mão uma brasa acesa, em que pegamos estupidamente nalgum momento da vida, e que nos queima e nos tira a vontade de viver. Pelo contrário, a falta de perdão é capaz de nos deixar doentes, envenenar-nos e tornar-nos maus.
sábado, 5 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
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