quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

... momentos 2009

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«Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar...»
[Letra e música de Jorge Palma - 1982]
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Reflexão II - III Entrefitas: Contacto

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I. Se tivesses que traduzir este em filme em três palavras, quais escolherias? As três palavras que escolhemos para definir o filme foram: dúvida, persistência e fé.
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II. Escolherias alguma frase deste filme como máxima? Qual e porquê? A frase que nos marcou especialmente foi algo parecido com isto: "se neste universo tão grande só existíssemos nós, seria um grande desperdício de espaço".
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III. “- Reverendo Joss, em que é que acredita? - Como pessoa de fé, rejo-me por leis diferentes das da Dra Arroway, mas temos os mesmos fins. A busca da verdade.” Achas que ciência e religião podem viver lado a lado? A ciência e a religião podem conviver lado a lado, ambas procuram a verdade, sendo que, por vezes, a primeira não consegue avançar mais e só pela segunda consegue explicação para alguns factos.
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IV. “Não achas que tiveste essa experiência porque uma parte de ti a necessitava?” - perguntou Ellie ao reverendo quando este lhe falou da sua experiência de Deus. Achas que a fé é algo que nasce de uma necessidade? O homem é capaz do melhor e do pior... com as suas capacidades poderia viver num mundo maravilhoso, mas na busca do proveito, da vaidade, do reconhecimento próprio e egoísta perde-se... sente-se só....revolta-se contra tudo e contra todos e não percebe que o outro que está ao seu lado é o meio para ser feliz. Pelo outro e no serviço e amor ao outro encontraria a verdadeira felicidade.
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V. “Vocês são uma espécie interessante… Uma mistura interessante…capaz de sonhos tão belos… e dos mais horríveis pesadelos. Sentem-se tão perdidos, tão isolados, tão sós… Só que não o estão. Segundo as nossas pesquisas, a única coisa que torna este vazio suportável é… os outros”. Concordas com esta afirmação de Ellie sobre a viagem do pai no tempo? Porquê? Não estará Ellie a falar de Deus e não se apercebe? De nós enquanto filhos únicos, imensos, pequeninos, mas tão importantes do Pai?
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VI. “Foi-me dado algo maravilhoso, algo que me mudou para sempre. Uma visão do universo que nos diz incontestavelmente que minúsculos e insignificantes, que raros e que preciosos somos todos nós. Uma visão que fazermos parte de algo maior que nós, que nenhum de nós está só. Gostaria de compartilhar com outros. Gostaria que todos, nem que só um momento pudessem sentir esse temor respeitoso, essa humildade e essa esperança.” Como comentarias o discurso final de Ellie? O discurso dela faz lembrar a parábola da ovelha perdida que o pastor vai procurar, independentemente de possuir um rebanho tão grande guardado e a vontade e força dos profetas e apóstolos a anunciar a mensagem de Deus, também eles não conseguiam calar o que sentiam. .
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VII. Com qual das personagens te identificas mais? Como somos um grupo não nos identificámos apenas com uma personagem. A maioria reviu-se na Ellie, na procura de explicação para tudo o que nos rodeia, outro identificou-se com o Reverendo Joss e ainda outro com o amigo cego de Ellie que na queda da máquina nunca desistiu de a tentar ouvir, mesmo quando todos pensavam que estaria morta.
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[8º ano de catequese I Polo Nª Srª de Saúde I Paróquia de Alhadas]
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sábado, 26 de dezembro de 2009

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Natal do Senhor!

«E a Mãe estava espantada

com aquela troca que via:

em Deus: o pranto do homem,

e no homem: a alegria,

o qual num e no outro

tanto diferia.»

[São João da Cruz]

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Mensagem de Natal do Geral da Ordem, Pe. Saverio Cannistrà

«O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; terra habitada de profunda escuridão uma luz começou a brilhar». Com estas palavras do profeta Isaías, o Superior Geral Saverio Cannistra, dirigiu sua saudação de Natal para toda a família do Carmelo Teresiano.
Na mensagem de Natal do Padre Geral da Ordem dos Carmelitas Descalços convida a todos para começar a ouvir a voz do Anjo que anuncia o cumprimento das promessas de Deus de uma forma que ultrapassa nossos mais belos sonhos nos braços Maria e José, a encontrar um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura. Boas notícias que transmite o amor de Deus para o «ponto de tomar a nossa carne, partilhando a nossa vida existe fora do nosso mérito.»
Padre Geral Saverio Cannistrà, citando as palavras de fogo e Santa Teresa, lembra que somente nós podemos encontrar Cristo feito homem «o sentido da nossa vida em comunhão com Deus: «Para agradar a Deus e para nos fazer grandes doações, seja pela mão quer esta mais sagrado da humanidade, em quem ele se deleita "sua majestade". Através dessa porta vamos nós, se queremos nos mostrar a majestade soberana grandes segredos.» [Santa Teresa de Jesus, Livro da Vida].

Um Santo e Feliz Natal com o Carmo Jovem no coração!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Em tempo de Advento: Maria!

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Maria, queremos amar-te! ____________________________________________________________ . Maria... ____________________________________________________________ . Somos todos teus filhos, queremos amar-te ____________________________________________________________ . como até hoje ninguém te amou. (bis) ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ . Contigo, na tua estrada, o nosso caminho é seguro, ____________________________________________________________ . contigo os nossos passos tocam a meta. ____________________________________________________________ . E mesmo na noite escura a tua presença nos guia, ____________________________________________________________ . transformas o nosso medo em confiança, ____________________________________________________________ . avé Maria... ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ . Queremos ser, ó Maria, a tua coroa de rosas, ___________________________________________________________ . uma coroa de filhos todos teus. ___________________________________________________________ . E volte, por nosso meio, a tua presença ao mundo. __________________________________________________________ . Como um canto sem fim de louvor __________________________________________________________ . és tu, Maria... __________________________________________________________ . [Música: Movimento dos Focolares] ~.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Reflexão I - III Entrefitas: Contacto

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I. Se tivesses que traduzir este em filme em três palavras, quais escolherias?
As três palavras que caracterizam o filme são: Persistência, Futuro e Coragem.
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II. Escolherias alguma frase deste filme como máxima? Qual e porquê?
A frase máxima deste filme é: "Eu tive uma experiência que não consigo provar, não consigo explicar, sei que tudo aconteceu que tudo é real", porque muitas coisas ao longo da nossa vida acontecem sem conseguirmos provar ou explicar, mas que são reais.
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III. “- Reverendo Joss, em que é que acredita? - Como pessoa de fé, rejo-me por leis diferentes das da Dra Arroway, mas temos os mesmos fins. A busca da verdade.”
Achas que ciência e religião podem viver lado a lado?
Na nossa opinião sim, pois ambas se completam.
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IV. “Não achas que tiveste essa experiência porque uma parte de ti a necessitava?” - perguntou Ellie ao reverendo quando este lhe falou da sua experiência de Deus. Achas que a fé é algo que nasce de uma necessidade?
Sim, necessidade de não nos sentirmos sós.
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V. “Vocês são uma espécie interessante… Uma mistura interessante…capaz de sonhos tão belos… e dos mais horríveis pesadelos. Sentem-se tão perdidos, tão isolados, tão sós… Só que não o estão. Segundo as nossas pesquisas, a única coisa que torna este vazio suportável é… os outros”.
Concordas com esta afirmação de Ellie sobre a viagem do pai no tempo? Porquê? Sim concordo, porque o ser humano é realmente interessante, capaz de sonhos belos, mas também capaz da sua própria destruição. Quantas vezes a solidão leva pessoas a enveredar por caminhos menos correctos, quando na realidade não está só.
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VI. “Foi-me dado algo maravilhoso, algo que me mudou para sempre. Uma visão do universo que nos diz incontestavelmente que minúsculos e insignificantes, que raros e que preciosos somos todos nós. Uma visão que fazermos parte de algo maior que nós, que nenhum de nós está só. Gostaria de compartilhar com outros. Gostaria que todos, nem que só um momento pudessem sentir esse temor respeitoso, essa humildade e essa esperança.” Como comentarias o discurso final de Ellie?
É um discurso de mudança.
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VII.Com qual das personagens te identificas mais?
Identifico-me mais com o Joss.
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Zé Miguel e Alda Ferreira I Moinhos da Gândara
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III ENTREFITAS, crónica de um servidor

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Na agenda do Carmo Jovem, o III Entrefitas, que tinha como pano de fundo o filme “Contacto”, estava marcado para o dia 12 de Dezembro às 21h00, em Moinhos da Gândara. A comitiva de Viana era composta pela coordenadora do Carmo Jovem, a Maria João, a nossa Joaninha, o Frei João Costa e o Frei Marco Caldas, este último, nova aquisição do Carmo Jovem. Estes chegaram, pelas 20h30, mas não eram os primeiros. Já lá estavam os jovens de Moinhos, que nos acolheram depois das coordenadas telefónicas do Ricardo.
. À medida que íamos chegando, o espaço preparado era o que mais nos chamava à atenção. Estava um frio de “morte”, mas no espaço do encontro estava uma aconchegada lareira acesa onde nos podíamos aquecer. Ali nos fomos reunindo, os de Moinhos, Alhadas, Coimbra e Aveiro (com a surpresa do Sr António e D. Orquídea que chegaram um pouco mais tarde, mas chegaram e confraternizaram connosco). Ao todo éramos um grupinho de quarenta e quatro na “sala de cinema”. E, tratando-se de Entrefitas, o grupo que nos acolhia não esqueceu os bilhetes.
. Pelas 21h00, demos início à sessão com o testemunho vocacional do Padre Pedro Hoka, pároco e o nosso pastor por um dia (http://carmojovem.blogspot.com/2009/12/o-nosso-pastor-por-um-dia_13.html ). Depois de termos “esmiuçado” o Padre Hoka, aproveitámos o balanço para “esmiuçarmos” o frei Marco Caldas. Este contou-nos que era carmelita descalço, não era padre, mas desejava ser e que tinha 28 anos. Disse-nos que a sua vocação é resultado de uma escuta e respostas dadas às interpelações de Deus, que lhe foram feitas pelas pessoas que o rodeiam. Também nos contou que a vida do carmelita enquanto modo de viver relaciona-se directamente com as palavras e os exemplos de Jesus Cristo, isto quer dizer, com a sua vida e daqueles que ele chamou a segui-lo mais de perto, como é o caso do padre João da Cruz.
. Contou-nos que, a dada altura, ingressou na Ordem dos Carmelitas Descalços. Vivendo um tempo concreto de amadurecimento e discernimento da vocação, sempre inserido na vida comunitária, passou por Viana do Castelo, Moçambique e Marco de Canaveses. Durante esse tempo, procurou dar horizontes mais amplos à sua vida, descobrir o sentido da vida e as motivações da opção de vir a ser carmelita. Para isso, fez uma experiência importante de vida numa comunidade dos carmelitas descalços e de voluntariado, passando pelo Gabinete de Atendimento à Família – GAF e pela Missão de São Roque em Moçambique. Com o noviciado, um tempo de caminhada experimental, sentiu-se mais envolvido no estilo de vida carmelita pela qual fez a opção, começando a dar uma resposta pessoal ao chamamento do Senhor e exercitando o estilo de vida carmelita, através da oração, da vida fraterna e do trabalho intelectual e manual.
. A frequência do curso Filosófico-Teológico (2003-2008) introduziu-o na arte de pensar o ser humano e Deus. Deste modo, foi-se conhecendo melhor como homem de Deus. Em Julho de 2008, concluiu o curso e, actualmente, vive em Fátima. Para concluir, disse-nos que para seguir a Cristo fez a opção de viver livre de bens pessoais, disponível interior e exteriormente para acolher e servir os mais pobres e necessitados de ajuda.
. Após o interrogatório ao Frei Marco, a Sofia deu-nos a conhecer a vida de S. João da Cruz, carmelita descalço que juntamente com Teresa de Jesus reformou a nossa Ordem e cuja festa se celebrava dali a dois dias, 14 de Dezembro.
. A conversa ia adiantada, depois de conhecer os pastores e “candidatos a pastor” apagaram-se as luzes, ligaram-se as colunas de som (que até as janelas gemiam….) e…estabeleceu-se o “Contacto”. O filme tem como personagem principal da história a astrónoma Ellie Arroway, rigorosa, racional, que se baseia em teorias assentes na realidade, procurando o real para o compreender, explicar e até fazer previsões. Contrariamente, Joss, cristão, acredita sem ver. O fim do filme mostra-nos uma transformação da verdadeira cientista, Ellie. Apesar das suas certezas não serem fundamentadas em provas físicas, passando mesmo a ser consideradas alucinações por um tribunal, Ellie tem a plena convicção de que esteve noutro planeta e falou com o pai.
. Depois de assistirmos atentamente ao filme “Contacto”, podemos tirar uma entre muitas conclusões. No filme, é bem visível a relação entre o mundo crente e o mundo não crente. Ambos os mundos anseiam por atingir um objectivo: a verdade, a procura da verdade.
. A nossa cientista esteve presa nas rédeas do saber empírico, das provas. Mas a ausência de provas e uma experiência não comprovada levou-a a um acto de fé onde pôde fazer a experiência de Deus: “Foi-me dado algo maravilhoso, algo que me mudou para sempre. Uma visão do universo que nos diz incontestavelmente que minúsculos e insignificantes, que raros e que preciosos somos todos nós. Uma visão que fazemos parte de algo maior que nós, que nenhum de nós está só”.
. Depois do filme, passámos então à sessão do chá e aos bolinhos cuidadosamente preparados pelos anfitriões, que como sempre nos servem do bom e do melhor. Na mesa estavam também postas a amizade e a alegria de estarmos juntos e de poder conviver, e tão bem estávamos que o tempo passou sem nos darmos conta. Afinal, alguns iam fazer uma viagem, uns para Alhadas, outros para Coimbra, uns para Aveiro e outros ainda para Viana do Castelo. Sem dúvida: já tínhamos que regressar! Oramos pelo nosso pastor por um dia, entregámo-nos à protecção do nosso pai S. João da Cruz e demos aquele abraço do costume de… “Até ao próximo encontro.”
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Um servidor

IV Domingo do Advento

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Advento

Maria, a Mãe por excelência,
ajuda-nos a compreender as palavras-chave do nascimento do seu Filho divino:
humildade, silêncio, enlevo e alegria.
Ela exorta-nos, sobretudo, à humildade,
para que Deus possa encontrar espaço no nosso coração,
não ofuscado pelo orgulho nem pela soberba.
Ela indica-nos o valor do silêncio,
que sabe escutar o canto dos Anjos e o vagido do Menino,
sem os sufocar no alarido e na confusão.
Juntamente com Ela,
deter-nos-emos diante do presépio com íntimo enlevo,
saboreando a alegria simples e pura
que aquele Menino traz para a humanidade.
[João Paulo II]

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Prémio Pessoa atribuído a D. Manuel Clemente

O padre e poeta José Tolentino Mendonça (director do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura) considera que a atribuição do Prémio Pessoa 2009 a D. Manuel Clemente distingue "uma das grandes testemunhas do nosso tempo": "D. Manuel Clemente é um dos pensadores mais originais e vivos deste tempo português e alguém que faz do pensamento um exercício de responsabilidade ética". Para Tolentino Mendonça, o magistério do Bispo do Porto "tem sido também um exemplo do que é o diálogo entre a fé e a cultura": "A mim toca-me sempre o modo como a cultura aparece no magistério de D. Manuel Clemente, não como um território de fronteira, que ele visita ocasionalmente, mas como o lugar por excelência onde ele inscreve a tradição cristã e o seu trabalho de pastor".
Tolentino Mendonça disse ainda que este é "um prémio importante, precisamente porque mostra a relevância do pensamento e da acção de D. Manuel Clemente não apenas para o espaço eclesial, mas também para o mundo da cultura. Ele é alguém de que a cultura tem necessidade".
postagem retirada daqui

Adonde te escondiste Amado?

Solenidade do Santo Padre João da Cruz

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«uma das almas mais puras que Deus tem em sua Igreja. Nosso Senhor lhe infundiu grandes riquezas da sabedoria celestial. Mesmo pequeno ele é grande aos olhos de Deus. Não há frade que não fale bem dele, porque tem sido sua vida uma grande penitência»…
[Santa teresa de Jesus]

Uma oferenda e entrega a Deus…

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Deu-Lhe tudo, tudo, absolutamente tudo, nada reservou para si. Todas as coisas, mesmo as de pouco valor, quando as oferecia, Deus permanecia! Naquela última hora, quando a realidade se impôs, porque tudo teve de deixar, Deus, continuava a permanecer na sua terna e silenciosa alma… A meia-noite o iluminava, a hora do ofertório final, «O pássaro solitário» consagrava a sua grande alma, enquanto em seus lábios pronunciava: «Nas Tuas mãos Senhor entrego o meu espírito». Uma alma enamorada que se calava, com a certeza que valeu a pena viver em atitude de oferenda total, uma entrega que o conduziu à vida eterna. Deus, veio ao seu encontro, para se unir a Ele em abraço eterno, cheio de Divino Amor... O Amor amado, sem medida, sem medos da separação, adormecia em plena felicidade! Trocava as riquezas frágeis da terra pelas riquezas eternas do céu… o gozo de abandonar as trevas, para entrar no palácio da luz que não tem fim! A alma voava ao encontro de Deus… a quem muito amara e durante toda a sua vida se entregara. Oh! Triunfo definitivo, não de nada, mas da posse de Tudo… Oh! doce e feliz viagem para a casa de Deus! : :