domingo, 30 de maio de 2010

Notas finais - III Clarminhada - 14/05/10 - Coimbra

A III Clarminhada – Luz, Amor e Saudade
No dia 14 de Maio, decorria em Coimbra, um acontecimento importante, ao qual muitos jovens não quiseram faltar. Não, não vos falo da Queima das Fitas…embora também tivesse tido música, luzes e dança. Falo sim, de algo maior e mais marcante; a III Clarminhada!
Começámos então por nos reunir no Penedo da Saudade. Contemplávamos a magnífica vista para a cidade, enquanto esperávamos pelos restantes grupos em falta. Como eram cheios os abraços dados à chegada. Demonstravam, de acordo com a cidade, a saudade a que a vida e o coração obrigam.
Sendo um grupo grande, pois a chama da Fé vai aquecendo quem anda à nossa volta, fomos partindo para o Divino Senhor da Serra. Lugar este tão abençoado para nós, jovens sementes da vida, pois aqui, nasceu um dia, um homem, Frei David da Virgem do Carmo, fruto desta árvore que é a Ordem Carmelita.
Deste modo, demos início à vigília. Escureceu. Apenas uma Luz se via e sentia. Pedimos então, que essa Luz nos enchesse de graça e força para clarminhar na noite escura da vida. Fomos passando essa Luz ao irmão que está ao nosso lado, porque tudo o que temos, existe para ser partilhado. Também queimámos o que nos impedia de nos enchermos de Deus e de nos envolvermos no seu espírito de Amor.
Agora, conscientes de que somos habitados, estávamos prontos para nos fazer ao clarminho. Partimos do monte eremita, para ir descendo, não só no carminho, mas também na alma, chegando às mais profundas certezas de não carminharmos sozinhos.
O clarminho foi acompanhado por músicas e palavras amigas e de incentivo. Uns mais cheios que outros, sempre íamos olhando o céu e as suas estrelas. Como era bom parar e sentir naquele brilho, a chama que nos ia iluminando na noite.
Ao longe, ia aproximando-se a música da Queima das fitas, a festa dos estudantes. Porém, todos nós somos estudantes; jovens, que através do clarminho, procuramos incessantemente a Verdade dessa Luz que nos guia. Para isso, há que percorrer os trilhos sinuosos, ter cautela com o perigo de carminhar na estrada da vida e ver no próximo um novo sentido de força.
Foi o que fizemos até chegar ao Carmelo de Santa Teresa. De volta ao Penedo da Saudade, pudemos contemplar o nascer de um novo dia! Ah!... Como é bom o beijo que cada raio de Sol soltava na nossa face. Enchemo-nos, então, de alegria ao som das músicas que íamos ensaiando, enquanto esperávamos o momento de maior louvor e encontro com o Senhor.
Começou a Eucaristia. Cantámos, rezámos, ouvimos e comungámos a Palavra de Deus. Tudo com a companhia das irmãs carmelitas. Contudo, esta eucaristia viria a ter um significado ainda mais especial… Uma das nossas gotinhas iria entrar para o Carmelo para fazer uma experiência de vida de consagrada. A nossa Verónica, deixou, naquele momento, a sua vida, experimentando uma entrega total ao Senhor. O nosso coração, dividido, estava, por um lado, triste por deixar de a ter como nossa, mas por outro lado, feliz por ver o chamamento de Deus. A semente plantada pelo Padre Carmelita no Senhor da Serra, deu fruto e fez-se flor no Carmelo. Pois, nada melhor que voltarmos a nossas casas com a felicidade que o Carmelo respira em pleno Amor com Deus.
Como “amar é despojar-se por Deus de tudo o que não é Deus”, “que mais Ó Rei poderemos por Ti fazer, se não aspirar a Amar a Tua existência em nós…” (S. João da Cruz).
[Cristiane Macedo I Coimbra]

sábado, 29 de maio de 2010

Domingo da Santíssima Trindade

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis compreender agora. Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que está para vir. Ele Me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso vos disse que Ele receberá do que é meu e vo-lo anunciará». [Jo 16, 12-15]

quinta-feira, 27 de maio de 2010

IV Peregrifati | 2 a 6 JUN | MIRA-FÁTIMA

I Festival de Talentos de Caíde de Rei

No próximo dia 27 de Junho pelas 15h30 no Auditório do Centro Social e Paroquial de Caíde de Rei (Lousada), os Jovens Sementinhas (Grupo de Jovens da Paróquia de S.Pedro de Caíde de Rei), promovem o 1º Festival de Talentos 2010. O Festival de Talentos pretende ser um elemento dinamizador das artes do espectáculo na freguesia. Desta forma, o festival tenta oferecer diversas formas de arte, animação e música, no mesmo espaço, fazendo do local um encontro de artistas amadores. Trata-se de um evento aberto a todos e com entrada gratuita, onde cada participante tem diferentes áreas artísticas à sua escolha, mediante o seu talento: música, dança, teatro e instrumento. Além da demonstração dos talentos participantes, o festival contará com algumas surpresas e ainda com serviço de bar, quermesse e sorteio de rifas. Os Jovens Sementinhas procuram sempre realizar actividades que estejam abertas a todos e que além do mais contribuam para tornar Caíde de Rei uma freguesia activa através de actividades com objectivos bem definidos, voltadas nomeadamente para os jovens. As inscrições são gratuitas e encontram-se abertas a todas as idades até ao dia 10 de Junho. Portanto, para ser feita a inscrição basta enviar os dados pessoais, contacto e descrição do talento para o e-mail gjsementinhas@hotmail.com e a inscrição será efectuada.

Jovens Sementinhas


Escreva-lhe uma carta

O rumo ao centenário aparece pautado pelo sítio Para Vós nasci. Além da versão portuguesa existem outras nas línguas principais. Na espanhola encontrámos na secção Carta Semanal uma da Coordenadora do Carmo Jovem. Como a não podemos ignorar publicámo-la aqui. Leia quem puder, pois não é difícil. Se alguém trazir, nós postamos. Obrigado. para saber quase tudo: http://www.paravosnaci.com. e http://teresadejesus.carmelitas.pt/index/index.php.

Santa Teresa: Una compañera en el camino de la vida

Queridos amigos “La oración no es otra cosa sino estar muchas veces a solas con quien sabemos que nos ama”. Hasta que conocí Santa Teresa de Jesús, nadie me había explicado tan bien la experiencia de la oración. Era eso mismo, esta mujer, que yo mal conocía, traducía en palabras aquello que yo sentía interiormente: Dios era para mí un Amigo, un Amigo muy especial y todas las veces que paraba, silenciaba y rezaba, era larga la conversación entre los dos. Yo le hablaba de mí y del mundo, El, en el silencio del corazón, se hacia oír, sobre todo en Palabra sagrada. Yo me sentía de verdad amada por El. Así conocí Santa Teresa, después, fui leyendo frases y libros que el Carmen Joven me pedía, unas veces para preparar oraciones y reuniones, otras para los encuentros nacionales y otras en los retiros. Día tras día me fui enamorando de su espiritualidad. Descubriéndome en ella, ya no tenía dudas, era fuente inagotable para hacer mi camino cristiano. No es fácil el camino de la oración, todos tenemos experiencia de eso, muchas veces, hay la tentación de desistir. El desanimo de querer rezar y la imaginación no parar… Fue con Teresa que aprendí a no desistir, “si una santa doctora decía que pasaba por las mismas dificultades, entonces ¿por qué desistir?” Ella nos enseña el camino con su propia experiencia, los trabajos que pasaba y la perseverancia con que continuaba. Muchas veces, lo que me ayuda a estar junto de El, sobretodo en la adoración Eucarística, es aquella frase suya que suena muchas veces dentro de mí: “Mira que te mira”.Cuando comulgo, sacramento cristiano que en los días de hoy está tan en desuso, pienso también en Teresa que decía que recibimos dentro de nosotros alguien tan importante, que ella comparaba con Su Majestad el Rey a quien debíamos prestar adoración. También me cautivó conocer la historia de su vida, ya que ella retrata muy bien la lucha que muchas veces trabamos entre Dios y el mundo, una especie de división en que nos encontramos frecuentemente, por un lado queremos vivir íntegramente nuestra vida con Dios, por otro es la sociedad que nos ofrece montones de atractivos, incluso el propio mundo profesional casi nos impele a eso. Por eso en ella tengo el ejemplo, ese encuentro con Cristo crucificado, teniéndole siempre presente, suplicándole la gracia de seguir a El y no al que no es de El. Todos los trabajos por que pasó, la perseverancia en la Reforma de la Orden, y en las Fundaciones, son el ejemplo de una mujer guiada por Dios. ¡Hay tanto para decir sobre la influencia de Teresa en mi vida! Esta Madre me ha dejado muchas enseñanzas, creo que nunca terminaremos de conocer su espiritualidad. Cientos de años nos separan de su tiempo, pero, yo diría que ella es para nosotros una santa de nuestro tiempo, que nos da respuestas y directrices para nuestros días. Maria Joao 30 años, Viana do Castelo, Portugal

sábado, 22 de maio de 2010

DOMINGO DE PENTECOSTES

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos». [Jo 20, 19-23]

quinta-feira, 20 de maio de 2010

PARA MIM "PEREGRIFATI" É...

Para mim, “Peregrifati” é o nome que se dá à vontade do ser humano de partilhar com a Mãe do Céu a sua vida.
A minha primeira Peregrifati que fiz quis descobrir o sentimento de paz e harmonia interior que se sente quando se chega ao Santuário de Fátima.
A segunda Peregrifati que irei fazer é porque admiro a Mãe. A confiança sem reserva que coloca nas mãos de Deus, abdicando da sua vontade própria.
Reconheço que é um Modelo de vida a seguir, mas tenho muita dificuldade em abdicar da minha vontade. Talvez a Mãe me ajude nesta caminhada de aproximação da verdade e de Amor.
[CMM]

IV Peregrifati | 2 a 6 JUN | MIRA-FÁTIMA

Peregrinação a Fátima
Itinerário
02 JUN: Mira
03 JUN: Mira – Alhadas
04 JUN: Alhadas – Ilha
05 JUN: Ilha – Fátima
06 JUN: Fátima
Inscreve-te até 27 de Maio de 2010
carmojovem@gmail.com

José Tolentino Mendonça

"Eu sinto que a procura de Deus é a dimensão mais forte da minha existência. Em última análise é dessa procura - humilde, inacabada, sempre a ser refeita - que me alimento. Vivo na sua expectativa, deslumbro-me com a revelação surpreendente e polifónica da sua presença, sofro e interrogo o seu silêncio... Com a consciência profunda, porém, de que estes contornos mais intensos ou mais frágeis da minha procura não são os mais importantes. Importante é, nas horas da graça ou naquelas de densa escuridão, saber-se buscado, saber que é Deus quem nos procura..."
Excerto da entrevista a José Tolentino Mendonça, sacerdote, poeta... nas suas palavras cheias de luz e sabedoria humilde... emocionante...
Ao som de Ólafur Arnalds, se quiserem...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Beato Ciríaco Elias Chavara

Traços de uma Biografia de Beato Ciríaco Elias Chavara
Vigário-geral, Co-fundador da Ordem Carmelita de Maria Imaculada
“sin otra luz e guía sino la que en el corazón ardía”
Se, com ânsias e em amores inflamada, a “noche oscura” em Fr. Juan de la Cruz, foi expressão da vida mística da Fé, a perseverança, segurança e ventura de Beato Elias legou uma ditosa forma de orar e viver a Fé na Igreja Cristã do Oriente.
Beato Elias Chavara foi desde o ventre materno acolhido pelos seus pais piedosos, que o levaram solenemente a batizar, decorridos oito dias, conforme costume, a 18 de fevereiro de 1805 em Kainakary(Índia).
Na primeira década de vida formou o seu espírito na escola local em Kalari, bebendo o saber linguístico e científico ministrado pelo seu professor hindu. Desde cedo inspirado pela llama “sólo en su Dios arrimada” deu os primeiros passos no caminho do sacerdócio pela mão do pároco da Igreja de São José.
No ano de 1818, na tenra idade de 13 anos, o mesmo menino Ciríaco ingressou no seminário de Pallipuran, tendo como exemplar superior o reitor Tomás Palackal. O seu vínculo extremoso à vida sacerdotal deu-se em 29 de novembro de 1829, aos 24 anos, tendo subsequentemente celebrado a sua primeira missa na igreja de Chennankari.
A este homem do senhor, foi-lhe destinado o ministério pastoral, mas amiúde voltava ao seminário para perorar e também assumir as funções de reitor, na ausência de Tomás Palackal. Nesse tempo, juntou-se a este e a Tomás Porukara, que já gizavam a formação de uma congregação.
Em 1830 recebeu a digníssima missão de ir para Mannanam para lançar a primeira pedra, ato consomado no dia 11 de maio de 1831.
Ambos os idealizadores da fundação já em união com Deus, Ciríaco assumiu com empenho resoluto a liderança do estabelecimento da congregação. Porquanto, no dia 8 de dezembro de 1855, festa da Imaculada Conceição, celebrou a profissão religiosa juntamente com dez companheiros, consolidando definitivamente a Ordem Carmelita de Maria Imaculada.
Permaneceu, então, como prior-geral de todos os monastérios da Congregação no período compreendido entre 1856 e o seu passamento. Entrementes, colaborou igualmente na fundação do Instituto das Irmãs da Mãe do Carmelo, em 1866.
Chegados ao ano de 1861 padeceu a Igreja de Kerala um grande cisma, nesse momento Beato Elias experimentou imensas asperezas, mas agiu sem sonegar a sua fonte que mana e corre e deu espírito aos versos de Frei Juan de la Cruz – Mi alma se ha empleado/ y todo mi caudal en su servicio – na canção “adónde te escondiste”. De tal modo que com espírito vívido foi o porta-voz ativo da resistência às incursões cismáticas dos ritos indianos, mantendo a fidelidade à Igreja de S.Pedro e ao rito latino, afastando o bispo caldeu, de nome Tomás Rokos, que estava destituído de autoridade eclesiástica.
Por esta dedicação veladora dos ritos cristãos Ciríaco Elias Chavara foi nomeado a partir de 1861 Vigário-Geral da Igreja Sírio-Malabar pelo Arcebispo de Verapolly. Portanto, desde aquele tempo até hoje, é reconhecido pela comunidade católica e pelos mais altos dignatários da Igreja como defensor da Igreja de Cristo, pela sua incansável e árdua luta pelo respeito e fidelidade a Roma, especialmente a sua histórica liderança, tenacidade e eficácia no pleito religioso e infiltração cismática de Tomás Rokos.
O cisma, embora não tenha prevalecido, deixou lastro de inconvenientes divisões, que persistem até hoje na região. Dado que, após a morte do Beato Ciríaco, um bispo, de nome Mar Elias Mellus, recusando-se a obedecer às normas da Cúria de Roma, formou uma comunidade independente, denominada “melusinos”, cujos seguidores totalizam 5 mil nos dias de hoje.
Se a Igreja católica possui hoje raízes naquelas comunidades isso deve-se essencialmente à intervenção do Beato. Sem essa fervorasa entrega à Fé Cristã, o catolicismo estaria esmorecido ou até extinto na região.
Após contrair uma doença fulminante, Ciríaco Elias Chavara entregou santamente a sua alma a Deus, no ano de 1871(com 66 anos), na cidade de koonammavu, próximo de Kochi, em profunda e imaculada solidariedade com a sua Fé. A sua última morada terrena foi a Igreja do Bom Pastor de Kattayam.
O Papa João Paulo II beatificou-o no dia 8 de fevereiro de 1986, em Kottayan na Índia. Ficou a sua memória litúrgica a celebrar no dia 3 de janeiro.
A sua espiritualidade permance como indiana, sacerdotal, monacal, carmelita, eucarística, mariana, apostólica, mas kupiakós “homem do senhor” foi essencialmente, e, antes de tudo, um homem de oração.
[Marcelo Vieira I Viana do Castelo]
Noche oscura
Fr Juan de la Cruz
Qué bien sé yo la fonte que mana y corre aunque es de noche 1. Aquella eterna fonte está ascondida, que bien sé yo dó tiene su manida, aunque es de noche.
2. [En esta noche oscura de esta vida, qué bien sé yo por fe la fonte frida aunque es de noche.]
3. Su origen no lo sé, pues no le tiene, mas sé que todo origen della viene, aunque es de noche
4. Sé que no puede de ser cosa tan bella y que cielos y tierra beben della, anque es de noche
5. Bien sé que suelo en ella no se halla y que ninguno puede vadealla, aunque es de noche
6. Su claridad nunca es escurecida, y sé que toda luz de ella es venida, aunque es de noche
7. Sé ser tan caudalosos sus corrientes, que infiernos, cielos riegan, y las gentes, aunque es de noche.
8. El corriente que nace desta fuente bien sé que es tan capaz e omnipotente, aunque es de noche.
9. El corriente que de estas dos procede, sé que ninguna de ellas le precede, Aunque es de noche.
10. [Bien sé que tres en sola una agua viva residen, y una de otra se deriva, aunque es de noche.]
11. Aquesta eterna fonte está escondida en este vivo pan por darnos vida, Aunque es de noche.
12. Aquí se está llamando a las criaturas, y de esta agua se hartan, aunque a escuras, Porque es de noche.
13. Aquesta viva fuente que deseo, en este pan de vida yo la veo, Aunque es de noche

Mensagem do nosso pastor por uma noite

O Cónego Aníbal Pimentel Castelhano,
que foi o nosso pastor por uma noite,
na II Clarminhada em Coimbra, deixou uma mensagem a todos os jovens carmelitas.
O jovem cristão de hoje, tem de dar a mão ao outro jovem. Para isso tem que estar bem seguro a Deus para poder ter força. Pois quem conhece a Deus verdadeiramente, percebe que o seu Amor é relacional. É um Deus que não podemos guardar só para nós. Este é um Amor expansivo por natureza. Deus atinge-nos com ele, mas não pára em nós, passa a quem está em nosso redor.
Assim, quanto mais feliz é o nosso ambiente, mais felizes somos, uma vez que a verdadeira felicidade passa por nos darmos a quem está à nossa volta. Deste modo, à medida que O vamos descobrindo, vamos distribuindo, como quando temos uma novidade maravilhosa e corremos para contar à malta!
É uma felicidade que se expressa no olhar vivo, na alma, na vida cheia de sentido. Temos, como exemplo as nossas carmelitas, que vivem esta felicidade profundamente, tendo Deus a saltitar dentro delas.
É desta fonte que bebe o Carmo Jovem. Temos a missão de contaminar o mundo! Equilibrando-o no meio de tanta derrocada moral e relacional.
Vivemos num deserto, mas não estamos nesse deserto. Somos as flores que no meio do deserto, cativam e atraem, através da admiração a Deus. Temos a tendência a seguir o Bem, portanto temos de encontrar formas de O espalhar. Podemos fazê-lo através do testemunho da alegria, simpatia e empatia. É um bichinho que não larga.
Sejamos, em união com as nossas carmelitas, as flores do Carmelo neste mundo sedento de Verdade.
[Cónego Aníbal Pimentel Castelhano]