terça-feira, 8 de junho de 2010
O NOSSO PASTOR POR QUATRO DIAS P. PEDRO LOURENÇO FERREIRA, PROVINCIAL OCD
Homem, amigo e padreDecorria o ano de 1950 quando Emília Lourenço, casada com Joaquim Ferreira, residentes nas Fontes, freguesia de Cortes, Leiria, foi consultada pelo médico. Este sentenciou: tem um temor; precisa urgentemente de ser operada. Como mulher sensata prontamente lhe respondeu: «Aqui ninguém mexe!».
Passados os nove meses, a 5 de Abril de 1951, dá à luz um menino ao quem puseram o nome de Pedro Lourenço Ferreira. Foi o último de 7 filhos. Em 1962 entra no seminário dos Carmelitas Descalços em Viana do Castelo e em 1967 dá início ao Noviciado em Avessadas, onde fez a profissão solene em 1968.
Em seguida fez os estudos eclesiásticos no Porto e ao mesmo tempo os estudos de música no Conservatório, onde concluiu os cursos gerais de Educação Musical, Acústica e História da Música, Composição e Piano. De 1973 a 1975 fez a especialização em Liturgia no Instituto de Liturgia S. Anselmo em Roma. No dia 13 de Junho de 1976 foi ordenado Sacerdote no Carmelo de S. José, em Fátima.
Desde Outubro de 1978 integra o Secretariado Nacional de Liturgia como vogal do mesmo, onde tem prestado vários serviços. Em 1990 a Conferência Episcopal Portuguesa criou o Centro Nacional de Pastoral Litúrgica e nomeou-o primeiro director. No dia 17 de Novembro de 1994 foi nomeado secretário da Comissão Episcopal de Liturgia (cargo que vem repetindo) e director do Secretariado Nacional de Liturgia. Em 1998 foi eleito membro do Secretariado da Associação Europeia dos Secretários Nacionais de Liturgia.
Leccionou a disciplina de Liturgia no Instituto de Ciências Humanas e Teológicas do Porto nos anos lectivos de 1985-1987. Têm orientado cursos, proferido várias conferências no âmbito da pastoral litúrgica e nos últimos anos é professor de Liturgia do ano propedêutico no seminário de Leiria.
Na Ordem dos Carmelitas Descalços exerceu os ofícios de superior na comunidade de Fátima (1981-1984 e 1996-1999), no Convento de Avessadas (1984-1987). Foi Mestre de Noviços e Director do Mensageiro do Menino Jesus de Praga (1993-1994). Director das Edições Carmelo (2002-2005). Foi Superior Provincial dos Carmelitas em Portugal nos triénios de 1987-1990 e 1990-1993 e 1999-2002 e 2005-2008. No último capitulo, em 2008, foi de novo eleito Provincial, cargo que exercerá até 2011, até ver!
A construção do Centro Internacional Mariano – Domus Carmeli –, em Fátima, foi mais uma das boas obras que com pulso firme “comandou” e consegui levar a bom termo. Agora falta colocar em marcha a segunda fase!
Excelente comunicador, conferencista e pregador. Conseguiu este especial reconhecimento pouco tempo depois da sua ordenação num sermão na festa da Senhora do Monte. Tinha-lhe dito o seu pai que para ser bom pregador «tinha que fazer chorar as velhas». Ainda a pregação ia a meio e já as pobres senhoras se derretiam em lágrimas. Cá de trás o seu Pai dava-lhe sinal de que ele estava a ter sucesso.
Outras histórias tenho ouvido acerca do seu pai: Conseguiu que o homem bebesse Coca-Cola, e levou-o à Ilha da Madeira… Certo dia, pararam numa área de serviço e resolveram “molhar a palavra”. Uma das filas para o bar parecia interminável, daí que atalharam pelo self service, mas neste nem sinal dum vinhito! O mais parecido era mesmo a Coca-Cola: o homem lá a bebeu. No final disse-lhe: «— filho, não voltes a parar aqui. Se o vinho não presta, as pessoas não hão-de ser grande coisa!»
Era sonho do Ti Joaquim ir à Madeira, porém havia o medo de andar de avião. A solução encontrada foi dizer-lhe que já era possível ir à Madeira de comboio… o homem lá se convenceu e convenceu os amigos que ia à Madeira de comboio! Tudo foi bem até à estação de S. Apolónio, mas quando reconheceu a Portela… ficou mudo e mudo entrou no avião! Na tentativa de quebrar o gelo o P. Pedro pediu uma garrafa de tinto. Quando a hospedeira apresentou a dita, o homem solta a expressão: «— Aqui também há disto?!»
O P. Pedro é um homem com horizontes bem definidos e atento à evolução. Foi ele que deu abertura ao domínio na Internet www.carmelitas.pt e www.liturgia.pt. Aprendeu a custo próprio a linguagem de programação web e durante muito tempo foi o webmaster destes sites. O PDA, GPS e um bom computador são ferramentas de trabalho que não dispensa.
Homem de Deus e por Ele abençoado, é um sinal da Sua presença no nosso meio. É amigo, alegre e sempre pronto a ajudar. Bem merece a oração dos jovens carmelitas. Obrigado, P. Pedro.
Delfim Machado
segunda-feira, 7 de junho de 2010
PELOS VALES DA ALEGRIA
Olá, queridos amigos e amigas peregris!
Eis-nos a andar. De novo. Somos de novo comunidade a caminho.
O desbravar do caminho e a alegria do caminhar serão a nossa oração pessoal; o começo, as paragens e o fim serão a nossa oração comunitária.
A oração é o cume da existência cristã. Bastaria viver só para ter-se a oportunidade de rezar, para manter esse diálogo silencioso e amoroso com Quem sabemos que nos ama. E no entanto, não rezaríamos se o Espírito não irrompesse em nós para nos surpreender rezando em nossa companhia, em nós e por nós.
Essa é a nossa alegria: o Espírito Santo reza em nós, desperta-nos para o louvor e o agradecimento, para a purificação e para a prece, para a intimidade com Jesus e o Pai, para operdão e a contemplação. Essa é a nossa alegria: quando o mundo nos subjuga e tudo nos obriga a comprar, o Espírito irrompe mansinho em nós como um menino e desperta-nos para o que é grátis, para o que é dom, para o sorriso e o beijo, para o dar as mãos e o aconchego do coração.
Essa é a nossa alegria: existe muito dom a dar-se, e poucos a receber. Nós, porém, queremos recebê-l’O! O coração dos casais do Carmo Jovem querem desatravancar-se e recebê-l’O. Os namorados e noivos do Carmo Jovem querem aprender o abecedário do amor para amá-l’O.
Os jovens querem destuitar a sofreguidão da vida para beber o Rumorejo que acalma e sacia.
Essa é a nossa alegria: podemos ser tão pobres tão pobres que por quatro dias conseguiremos viver do que nos dão.
Do que nos dão os caminhos, os passarinhos e as flores; os bosques, as colinas e as árvores; as gentes, os peregrinos e os meninos que virão ao nosso encontro. Os dias e as noites, os companheiros, os sacerdotes e as madrinhas dar-nos-ão tanto que nem eles sabem que tanto têm para dar.
Essa é a nossa alegria: receber. Tu vais saber receber.
Essa é a nossa alegria: partilhar. Tu vais querer partilhar, tu vais querer ser dom.
O Carmo Jovem sabe de ciência certa e experiência feita que tem sido para muitos causa de alegria.
Vamos sê-lo mais uma vez. Vamos para o caminho para crescer na alegria de dar mais que de receber. Muitos se alegram e se alegrarão connosco. Vamos com a certeza de que o Espírito de Jesus vai connosco pelos caminhos e vales da alegria. Porque Ele é alegria. A sua alegria e a sua paz estejam nos nossos corações a fim de O darmos a quem vier ao nosso encontro e nos receber.
O Espírito Santo alegrar-se-á connosco. Nós abrimos-Lhe a nossa vida como se abre um templo. Abrimos-lhe o coração como se abre a porta dum sacrário. Essa é a alegria do Espírito Santo: que O deixemos caminhar connosco, rezar em nossa companhia.
Nós somos do Espírito de Jesus, o Espírito da alegria.
Alegria e paz par ti, meu irmão, minha irmã! Alegria e paz para vós, queridos peregris! Alegria para vós, ó templos e sacrários da Alegria! Alegria e paz para vós amigos de Amigo tão alegre!
Podíamos não fazer a Peregrifáti? Sim, estivemos quase para não fazê-la. Podíamos não fazê-la, mas não seria a mesma coisa e a alegria não seria a mesma. Como todos bem sabemos.
Obrigado por teres vindo, por seres causa da minha alegria, por, juntos, alegrarmos o Espírito Santo.
Ámen! Aleluia!
Ámen! Júbilo e aleluia!
Frei João Costa,
Pastoral Juvenil OCD
O ESPÍRITO SANTO ALEGRA-SE E NÓS COM ELE!
É com muita alegria que nos voltamos a juntar, com o cajado na mão, o saco-cama às costas e a faixa do Carmo Jovem no coração, para nos fazermos ao carminho que nos leva a Maria.
Esta semana, num concerto de música ouvia a Irmã Glenda que, agarrada a uma guitarra, entoava excertos da Palavra de Deus. Deixava-me levar pela sua música e pensava na Peregrifati. Ficou a ecoar uma mensagem de S. Lucas “apenas uma coisa é importante”. Falava da atitude de Marta, sempre na lide da vida, na roda viva da quantidade de coisas urgentes que tem para fazer.
Como é fácil deixar-nos levar no ritmo da vida e dos assuntos urgentes e prioritários: é o trabalho daquele cadeirão da Universidade; as horas extras que o patrão exige para assegurarmos o emprego; os filhos, a casa, os pais; o mestrado; são tantas outras coisas… urgentes.
Mas…vem Maria, irmã de Marta, irmã do mesmo sangue, que nos mostra a melhor parte: apenas uma coisa é importante… ELE, a fonte e origem da nossa Vida. Quem escolheu vir à peregrifati, escolheu a melhor parte. Teve a ousadia de meter em PAUSE as coisas urgentes e dar lugar àquela que é a “mais importante”. Calar os sentidos e a azáfama do dia-a-dia, deixar a comodidade das nossas casas, para percorrer a estrada do encontro com os outros, para saborear a hospitalidade de quem modestamente nos acolhe, para orar à luz das estrelas e levantar-se quando ainda é noite.
Desta opção nasce uma alegria, uma alegria única de quem se sente amado e habitado pelo Amor. É Ele que nos une e é Ele que nos guiará. O Espírito Santo alegra-se por carminhar connosco e nós alegramo-nos por carminharmos com Ele!
Peregrinaremos com Ele e com aqueles que se alegram pelo nosso carminho, que um dia também tiveram o cajado na mão e nos legaram o dom do Carmo Jovem, vivendo-o agora por outras paragens. Para eles também vai a nossa alegria!
Peregrinemos e espalhemos por essa estrada fora que “O Espírito Santo alegra-se por estar connosco”!
Coordenadora do Movimento do Carmo Jovem
sábado, 5 de junho de 2010
DOMINGO X DO TEMPO COMUM
Naquele tempo, dirigia-Se Jesus para uma cidade chamada Naim; iam com Ele os seus discípulos e uma grande multidão. Quando chegou à porta da cidade, levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva. Vinha com ela muita gente da cidade. Ao vê-la, o Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: «Não chores». Jesus aproximou-Se e tocou no caixão; e os que o transportavam pararam. Disse Jesus: «Jovem, Eu te ordeno: levanta-te». O morto sentou-se e começou a falar; e Jesus entregou-o à sua mãe. Todos se encheram de temor e davam glória a Deus, dizendo: «Apareceu no meio de nós um grande profeta; Deus visitou o seu povo». E a fama deste acontecimento espalhou-se por toda a Judeia e pelas regiões vizinhas. [Lc 7, 11-17]
quinta-feira, 3 de junho de 2010
CAMINHAI SEMPRE ALEGRES
e os véus de sombra ensombram
o caminho onde se desvela a alegria.
o vinho novo não sabe a mosto
ao paladar por fazer.
Caminhemos como quem vai
ao centro, onde peregrinam
os sedentos de água fria.
A noite será dia
depois do sol-posto
antes do alvorecer.
Frei João Costa
segunda-feira, 31 de maio de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
Notas finais - III Clarminhada - 14/05/10 - Coimbra
sábado, 29 de maio de 2010
Domingo da Santíssima Trindade
quinta-feira, 27 de maio de 2010
I Festival de Talentos de Caíde de Rei
Escreva-lhe uma carta
Santa Teresa: Una compañera en el camino de la vida
Queridos amigos “La oración no es otra cosa sino estar muchas veces a solas con quien sabemos que nos ama”. Hasta que conocí Santa Teresa de Jesús, nadie me había explicado tan bien la experiencia de la oración. Era eso mismo, esta mujer, que yo mal conocía, traducía en palabras aquello que yo sentía interiormente: Dios era para mí un Amigo, un Amigo muy especial y todas las veces que paraba, silenciaba y rezaba, era larga la conversación entre los dos. Yo le hablaba de mí y del mundo, El, en el silencio del corazón, se hacia oír, sobre todo en Palabra sagrada. Yo me sentía de verdad amada por El. Así conocí Santa Teresa, después, fui leyendo frases y libros que el Carmen Joven me pedía, unas veces para preparar oraciones y reuniones, otras para los encuentros nacionales y otras en los retiros. Día tras día me fui enamorando de su espiritualidad. Descubriéndome en ella, ya no tenía dudas, era fuente inagotable para hacer mi camino cristiano. No es fácil el camino de la oración, todos tenemos experiencia de eso, muchas veces, hay la tentación de desistir. El desanimo de querer rezar y la imaginación no parar… Fue con Teresa que aprendí a no desistir, “si una santa doctora decía que pasaba por las mismas dificultades, entonces ¿por qué desistir?” Ella nos enseña el camino con su propia experiencia, los trabajos que pasaba y la perseverancia con que continuaba. Muchas veces, lo que me ayuda a estar junto de El, sobretodo en la adoración Eucarística, es aquella frase suya que suena muchas veces dentro de mí: “Mira que te mira”.Cuando comulgo, sacramento cristiano que en los días de hoy está tan en desuso, pienso también en Teresa que decía que recibimos dentro de nosotros alguien tan importante, que ella comparaba con Su Majestad el Rey a quien debíamos prestar adoración. También me cautivó conocer la historia de su vida, ya que ella retrata muy bien la lucha que muchas veces trabamos entre Dios y el mundo, una especie de división en que nos encontramos frecuentemente, por un lado queremos vivir íntegramente nuestra vida con Dios, por otro es la sociedad que nos ofrece montones de atractivos, incluso el propio mundo profesional casi nos impele a eso. Por eso en ella tengo el ejemplo, ese encuentro con Cristo crucificado, teniéndole siempre presente, suplicándole la gracia de seguir a El y no al que no es de El. Todos los trabajos por que pasó, la perseverancia en la Reforma de la Orden, y en las Fundaciones, son el ejemplo de una mujer guiada por Dios. ¡Hay tanto para decir sobre la influencia de Teresa en mi vida! Esta Madre me ha dejado muchas enseñanzas, creo que nunca terminaremos de conocer su espiritualidad. Cientos de años nos separan de su tiempo, pero, yo diría que ella es para nosotros una santa de nuestro tiempo, que nos da respuestas y directrices para nuestros días. Maria Joao 30 años, Viana do Castelo, Portugal




