sábado, 10 de julho de 2010

Recordar é viver!

Peregrifati que é peregrifati tem sempre um encontro para recordar o carminho, voltar a rezar as bolhas secas e curadas e rever o caminho todo numa sessão de fotos e vídeos. Voltamos a ver os quilómetros; os lugares de passagem, descanso e oração; os momentos de “fura-bolhas” com carniceiros destemidos; as eucaristias às cinco da manhã ou as que duram duas horas sem darmos por isso…mas principalmente, rever a família carmelita que se vai alargando, alargando. Foi um encontro premiado pela presença do “Espírito Santo que se alegra sempre de carminhar connosco!”.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Eis o 3.º dia

Virgem do Carmo,
luzeiro dos mares,
estrela resplandecente da manhã,
quando o mundo me trouxer dias tristes e noites escuras,
tentações tenebrosas ou desânimos insuportáveis,
brilhe na minha vida com intensa luz,
fazei-me contemplar o vosso amor
e acendei no meu peito a chama viva que me guie
mais certeira que a luz do meio-dia.




Avé Maria

Eis o 2.º dia



Flor preciosa do Monte Carmelo, cândida açucena do jardim divino; ajudai - me a viver constantemente a bem-aventurança de vosso Filho que proclamou «Felizes os de coração puro porque hão-de ver a Deus».

Purificai o meu interior e as minhas atitudes para agradar a vossos olhos e ser também agradável a Deus.


Avé Maria

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Nove dias para a festa

Vamos preparar uma festa para a Mãe!
Faltam nove dias para a festa de Nossa Senhora do Carmo, a nossa Mãe.
Quando se aproxima uma festa fazem-se todos os preparativos: a decoração da casa ou espaço onde se realizará; a roupa que vamos usar; os presentes; os "comes e bebes";etc.
E para a festa de tão grande Mãe que nos cobre sempre com o seu Manto Branco, como vamos prepará-la?!

Uma proposta: uma novena. Nove dias em que tiramos um momento para reflectir e rezar-lhe!


Eis o primeiro dia:

Mãe Santíssima do Carmo, simbolizada naquela nuvenzinha que Elias contemplou subindo do mar, pequena como a palma da mão, enquanto permanecia no Monte Carmelo, em oração pedindo chuva; derramai sobre mim, como abundantes chuvas, as vossas bençãos, para que com amor e dedicação sirva a Deus todos os dias da minha vida.

Avé Maria...

Conhece bem a Bíblia?

"A finalidade deste teste sobre aspetos gerais da Bíblia, é acertar em sete das 10 perguntas. Mas se quiser pode definir um objetivo mais ambicioso...

Se esta é a primeira vez que responde, sugerimos que o faça sem recorrer a "auxiliares de memória", para que tome consciência dos seus conhecimentos.

Em caso de erro, o questionário não indica a opção correta, convidando-a (o) a descobrir por si própria (o) a alternativa acertada."

Este é o desafio lançado pelo SNPC.

Responda AQUI ao questionário!

ACAM p'ra ti!




Inscreve-te:
carmojovem@gmail.com

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Carta do Carmelo de Santa Teresa aos Peregris




Queridos peregrinos do Carmo Jovem


que ides a caminho de Fátima sob o olhar de Deus e da Virgem Maria,
Dizer peregrinos de Fátima é o mesmo que dizer peregrinos da paz; todos somos peregrinos da paz: todos desejamos e anelamos por dias de paz, por viver em paz. Mas esta paz não será conseguida, enquanto não tomarmos a lei de Deus por norma e guia dos nossos passos. Ora toda a Mensagem de Fátima é uma chamada de atenção para essa lei divina. (Apelos, 3)
Na Mensagem de Fátima, Deus chama-nos a voltar o nosso olhar para a Sagrada Família de Nazaré, onde Ele quis nascer, crescer e santificar-Se, para nos apresentar um modelo a imitar, na senda dos nossos passos de peregrinos que caminham da terra para o Céu. (Apelos, 18)
Enquanto vivemos na terra, somos peregrinos a caminho do céu, se seguimos pela via que Deus nos marcou. ( Apelos, 22)
Caminhais em grupo, num clima de oração e aceitando com alegria todos os sacrifícios que impõe uma longa caminhada. A oração e o sacrifício são a base fundamental sobre a qual Jesus Cristo assenta a Sua missão sagrada de Mestre e Redentor. No nosso caminho, a doutrina de Jesus Cristo é luz e vida: seguindo -a estamos seguros de não errar. (Apelos, 19)
Como sois jovens e jovens carmelitas, quero falar-vos de modo especial da aparição de Nossa Senhora do Carmo aos três Pastorinhos no dia 13 de Outubro de 1917, em Fátima.
A aparição de Nossa Senhora do Carmo tem, a meu ver, o significado de uma plena consagração a Deus.
Fomos chamados e escolhidos por Cristo:
para segui-Lo, renunciando a nós mesmos e a todas as coisas da terra que nos podem afastar ou separar d’Ele;
para dar testemunho de Cristo, confessando-O até aos confins do mundo, proclamando e ensinando a Sua doutrina com a palavra e o exemplo: para sermos luz diante dos homens, de modo que eles vejam em nós a imagem de Cristo.
Pensemos nestas palavras de Jesus: «Não fostes vós que Me escolhestes, fui Eu que vos escolhi e vos destinei para irdes e dardes fruto, e o vosso fruto permanecer» (Jo 15,16). Fomos escolhidos para dar fruto e para que o nosso fruto permaneça: é a perseverança na fidelidade ao dom que recebemos de Deus e à nossa promessa de aceitação desse dom.
A missão das pessoas consagradas é trabalhar e santificar-se em união com Cristo pelo Reino dos Céus. Assim cada consagrado é um outro Cristo na terra!
A forma para cumprir esta missão é dar a vida: «Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto» ( Apelos, 20)
Na aparição de Nossa Senhora do Carmo, pode-se descobrir outro significado: um apelo à santidade. Maria é, para todos nós, o modelo da mais perfeita santidade a que pode elevar-se uma criatura. Para nós que temos a felicidade de possuir o dom da fé, recebido no sacramento do Baptismo, o dever de ser santos obriga-nos a algo mais: a revestirmo- nos da vida sobrenatural, a dar a todas as nossas acções o carácter sobrenatural, isto é, a ser santos porque Deus o quer e porque Deus é santo. Ele mesmo nos guia os passos pelo caminho da santidade: «Eu Sou o Deus Anda na Minha presença e sê perfeito» (Gn 17, 1).
Andar na presença de Deus é dar-nos conta de que o Seu olhar repousa sobre nós, e todo o nosso ser como que está em frente do espelho da luz de Deus. E, assim, dando-nos conta de que Deus nos vê, não nos atrevemos a ofendê-lo; antes nascerá em nós a vontade de cumprir a Sua vontade, para Lhe agradar, dar gosto, merecer os Seus favores e graças e santificar-nos, para nos identificarmos com Ele. Aqui está para todos a verdadeira união com Deus; e é esta que nos santifica.
Assim, escolhidos por Deus para a santidade, procuremos corresponder a tal chamamento, com o melhor de nós mesmos, para o crescimento pessoal e para o proveito comum. Para isto fomos escolhidos e havemos de ser santos: para ser o louvor da glória de Deus e participar dessa mesma glória que d’Ele recebemos como graça.
Gostaria de vos deixar um desafio e um conselho de alguém que andou muitos caminhos e fez muitas peregri (também a Fátima):
Não tenhais medo de entregar tudo ao Tudo!
Deus quer precisar da vossa generosidade,
a Igreja e os outros precisam de vós!

Porque o mundo para mim foi um caminho para Deus, é aqui, junto de Deus, que hoje vos acompanho e olho com carinho por todos vós e pelas intenções que levais no coração.
Boa caminhada e quando chegares a Fátima lá estarei á vossa espera junto de Nossa Senhora!

Ir. Lúcia


31 de Maio de 2010
Festa da Visitação de Nossa Senhora
Carmelo de Santa Teresa – Coimbra


sábado, 3 de julho de 2010

DOMINGO XIV DO TEMPO COMUM

Naquele tempo, designou o Senhor setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir. E dizia-lhes: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Ide: Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa nem alforge nem sandálias, nem vos demoreis a saudar alguém pelo caminho. Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: ‘Paz a esta casa’. E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará sobre eles; senão, ficará convosco. Ficai nessa casa, comei e bebei do que tiverem, que o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa. Quando entrardes nalguma cidade e vos receberem, comei do que vos servirem, curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: ‘Está perto de vós o reino de Deus’. [Lc 10, 1-9]

sexta-feira, 2 de julho de 2010

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O poema de Deus

No último dos cadernos publicados, José Saramago escreveu: “Os ateus são muito capazes de aventurar-se pelos escabrosos caminhos da teologia.” Esperemos que existam também teólogos capazes de aventurar-se pelos caminhos escabrosos de uma literatura que, no limite, não desiste de ser desconstrução e construção do poema de Deus.
José Tolentino Mendonça
Texto completo em SNPC

CRONICAZ de um Perigri, letra V





«VOU OFERECER-ME AO CARMO.»
A primeira frase do Ven. Eugénio Maria, para o primeiro encontro do primeiro dia do nosso guião. Vou oferecer-me ao Carmo. Também eu nesta Peregri renovei o meu oferecimento ao Carmo e pelo Carmo à Igreja. O movimento d’alma do P. Eugénio Maria foi o meu. Foi o nosso. Saibam os que isto lerem que as Peregris do Carmo Jovem são pelo Carmo, para o Carmo. Todos nos oferecemos ao Carmo: o nosso suor e dores, as ânsias de perfeição e de busca, a nossa entrega é ao Carmo.
Fica registado no fim, mas é desde o princípio.

Frei João Costa


CRONICAZ de um Perigri, letra T





TERÇO
A hora mais bonita e mais querida da Peregri é a do Terço. Ninguém falha, todos rezamos. Em família. É sem dúvida a hora mais amada. A hora por que todos anseiam. A que ninguém esquece. É a hora que meditando os mistérios de Cristo nos fazemos mais homens e mais mulheres. A hora em que comungamos mais a natureza. Haja o que houver por ali: casas ou cafés, farmácias ou oficinas, paragens do autocarro ou garagens, caminhos ou fontes, escolas ou pinheiros, haja o que por ali houver nós rezamos o Terço.
É uma hora bem meditada, bem rezada. Bem passada. Por alguma razão todos a amam mais que qualquer outra.

CRONICAZ de um Perigri, letra S





SANTUÁRIO
Não me canso de dizer que o caminho é duro. Fica a ideia: alguém no último dia caminhava tão cansado que leu Santuário onde estava sanitários! E vai de virar. Coisas. Mas a verdade é que o fito que nos movia era mesmo o de chegar ao Santuário de Fátima.
Os momentos no Santuário foram únicos. Ali entrámos em procissão, mas a Missa que começava na Capelinha impediu que depositássemos as espigas. Regressámos à noite para completar o incompleto. E para, enfronhados nos saco-cama, rezarmos o Terço e acompanharmos a Procissão de Velas. Ainda houve quem por lá se perdesse calmamente em meditação. São horas belas as que por lá se passam.



SILÊNCIO
Uma peregrinação não tem de ser uma coisa ruidosa. Mas por vezes é e ainda bem. E é também uma excelente oportunidade para o encontro connosco próprios. São várias as horas que passamos sozinhos. Há muito ruído à volta? Há. Mas é impossível não ouvir os passarinhos, tantos passarinhos. Tanto que parecem ter-se reunido em coro para nos saudar.
É impossível não nos adentrarmos interiormente, profundamente, calmamente, silenciosamente.
Há quilómetros e quilómetros. Em alguns caminha-se em grupo, noutros separadamente. Cada momento da etapa tem o seu andamento. E quantas vezes por aí vamos nós caminhando como se não existisse mundo nem pés nem caminho! E aí vamos pensando na Vida. Em silêncio. Nós connosco. Nós e Deus que nos olha. Em silêncio. Em paz que se vai conquistando passo a passo.

CRONICAZ de um Perigri, letra R





RAQUEL
Chamávamos-lhe Verónica. Tem agora outro nome, Raquel. Há quem sublinhe muito a sua falta e de facto as coisas no Carmo Jovem são diferentes sem ela. Mas mais que nunca ela nos ajuda a caminhar, mesmo se fisicamente já não caminha connosco. E se há em relação a ela algum sentimento comum é o de que seja feliz e nos dê testemunho dessa fidelidade.




RICARDO
Faz-nos falta como a Raquel. Mas o que todos querem é vê-los fiéis e felizes. E se forem felizes nós seremos fiéis! Sempre lembrados nas nossas orações sabemos que não nos esquecem, e é também por eles que nós caminhamos. Andavam sempre juntos, agora aprecem ainda mais juntos.

CRONICAZ de um Perigri, letra Q





«QUERO VER A DEUS.»
Não é essa a ânsia que faz correr os peregrinos? É. E é essa ânsia que nos fará viver o próximo ano e depois regressar ao caminho. É isso que queremos.