sábado, 30 de outubro de 2010

DOMINGO XXXI DO TEMPO COMUM


Naquele tempo, Jesus entrou em Jericó e começou a atravessar a cidade. Vivia ali um homem rico chamado Zaqueu, que era chefe de publicanos. Procurava ver quem era Jesus, mas, devido à multidão, não podia vê-l’O, porque era de pequena estatura. Então correu mais à frente e subiu a um sicómoro, para ver Jesus, que havia de passar por ali. Quando Jesus chegou ao local, olhou para cima e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, que Eu hoje devo ficar em tua casa». Ele desceu rapidamente e recebeu Jesus com alegria. Ao verem isto, todos murmuravam, dizendo: «Foi hospedar-Se em casa dum pecador». Entretanto, Zaqueu apresentou-se ao Senhor, dizendo: «Senhor, vou dar aos pobres metade dos meus bens e, se causei qualquer prejuízo a alguém, restituirei quatro vezes mais». Disse-lhe Jesus: «Hoje entrou a salvação nesta casa, porque Zaqueu também é filho de Abraão. Com efeito, o Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido». [Lc 19, 1-10]

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Santa Teresa de Jesus - Cap.2



II Ensaiando os primeiros passos

O período da primeira infância, ao que parece, passou – se normalmente, pelo menos sem enfermidades graves.
Seus pais que eram virtuosos e tementes a Deus (é este o elogio que lhes faz sua filha) empenharam – se em dar-lhe uma educação aprimorada, solidamente piedosa, aproveitando a inclinação da criança para a virtude. Ontem como hoje, as famílias cristãs costumavam fazer os seus serões de inverno; num desses, talvez em 1521, deu-se um acontecimento notável, verdadeiramente digno de registo, que caracteriza bem a filha de D. Alonso de Cepada e o poder de sugestão que poder ter na gente moça a leitura de um livro.
Noite fria de inverno. O vento sopra forte, gelado, nas janelas e sacadas da casa de moradia do casal Cepeda-Ahumada. D. Beatriz estava toda entregue aos trabalhos normais. O marido punha em dia as contas, enquanto Teresa e Rodrigo, um dos seus nove irmãos, quatro anos mais velho do que ela, passavam os olhos pelas lindas gravuras do Flos Sanctorum, e soletravam como podiam aquele livro. Agora era um santo anacoreta que fazia vida comum com as feras no deserto ou vivia no tronco dum carvalho, como o carmelita Simão Stock; logo uma viagem, espelho de pureza, como Santa Inês; a seguir um mártir que é decapitado em defesa da fé e, dum momento para o outro, troca esta vida pela eterna, entrando no gozo eterno do Céu… Embevecidos com a leitura, acontecia, não raro, ficarem longo tempo a dizer para sempre, para sempre, para sempre… De olhos fitos no Céu… Os pais entreolhavam-se admirados.
Um dia estas duas crianças desapareceram da casa paterna.
Onde estariam Teresa e Rodrigo?
Ninguém sabia deles. Não estavam no palácio de Nunes Vela, padrinho da menina; também não se encontravam na residência dos primos, filhos de D. Francisco, que moravam paredes meias; nem andavam na rua. Que era feito deles? Ninguém o sabia.
As horas decorriam no lar paterno numa ansiedade torturante.
Nisto bate á porta o tio da Santa, irmão do pai; vem a cavalo, ofegante, com o peito a arfar, e traz consigo os pequeninos que se tinham perdido. Tinha – os encontrado do outro lado das muralhas da cidade, no sítio chamado Quatro Postes, na parte noroeste, mais além da ponte sobre o Adaja. Interrogados pelo Pai, logo responde com desassombro a pequena Teresa, mais esperta, que tinham saído ao romper do dia pelas traseiras da casa para irem morrer ás mãos dos mouros, em Marrocos, defendendo a religião de Cristo… É este o fruto da leitura da vida dos santos em almas bem formadas.
Aos sete anos Teresa quis ser mártir e ainda consegui conquistar seu irmão para que também o fosse.
Mais tarde, dirá a Santa na sua autobiografia, empenhada sempre em esconder virtudes e mostrar defeitos, que não realizara esta proeza por amor de Deus, mas apenas para comprar barato a felicidade do Céu e ir logo ver Jesus para sempre, para sempre, para sempre. Conquanto assim seja, não deixa de ser este notável episódio da sua infância uma das mais belas manifestações do amor divino no coração humano.
Murcha a flor da primeira ilusão, Teresa não desanima. Começa a sonhar com a vida dos eremitas, toda silêncio e austeridade, entre os penedos dum deserto; e assim, desce agora todos os dias ao jardim da casa, conduzindo pela mão Rodrigo que teima em só querer brincar com Teresa.
Está o jardim muito bem tratado; é o próprio chefe da família, D. Alonso de Cepeda, amigo sempre de flores e de livros, que olha por ele.
No pomar, junto á cerca, encontramos diariamente, á tarde, antes ou depois do lanche, Teresa e Rodrigo a brincar. Andam entusiasmados a construir ermidinhas, que logo se desmoronam, quando a aragem que acaricia as árvores é um bocadinho mais forte. A pequerrucha, muito engraçadinha, arvora-se em mestra-de-obras, enquanto seu irmãozito lhe traz toda a classe de material de construção: pedrinhas, palhas, areia. Raramente conseguem pôr o telhado ao minúsculo edifício eremítico.
Quando, nos dias abafados em que não corria ponta de ar, a diminuta contrução se mantinha, muito a custo, em pé, faziam Teresa e Rodrigo algazarra e grande festa. Radiantes de alegria pelo triunfo, convidavam o pai, a mãe, os criados todos da casa para virem apreciar os primores do seu trabalho.
- Isto que é? – perguntavam – qual o motivo de tamanha vozearia?
- É que andamos a brincar, Rodrigo e eu, como se fossemos eremitas – acudia Teresa. – Como já não podemos ser mártires, vamos agora tentar ser anacoretas.
Não nos deve admirar esta resposta da filhinha de D. Alonso. É ainda o salutar influxo das boas leituras no espírito de Teresa e Rodrigo, que em breve desaparecerá, abafado por outras leituras muito diferentes.

[Jaime Gil Diez, Santa Teresa, Edições Carmelo]

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Cristianismo não é coisa fácil que se consiga a dormir. Ser cristão é empenhar-se profundamente, até às últimas consequências, na construção do Reino de Deus. É fazê-lo crescer em toda a parte, a toda a hora, em casa, na escola, no emprego, no convívio, em toda a parte onde estivermos e pudermos chegar. Como o Filho de Deus o fez, encarnado em Jesus Cristo, vivendo connosco o nosso drama. Ele não nos libertou comodamente. Da mesma maneira, o havemos de fazer aos nossos irmãos.

D. Manuel Clemente, bispo do Porto

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

"No greater love" ganha prémio do Festival Religion Today

O documentário “No greater love”, realizado em 2009 pelo inglês Michael Whyte, venceu o prémio principal do Festival de cinema Religion Today, realizado entre 8 e 21 de outubro em Itália.

O filme, que perscruta o dia-a-dia de um convento de religiosas carmelitas, constitui, segundo o júri, uma «mensagem poderosa» para quem vive em sociedades que lutam «contra a possibilidade da sabedoria e do amor de Deus».

Fonte: SNPC

XVI HOREB - 27-28 | NOV | 10

27-28/NOV/2010
Prai de Mira
Inscrção: 31 euros

Inscreve-te até 19 de Novembro:
carmojovem@gmail.com

domingo, 24 de outubro de 2010

XVI HOREB - 27-28 | NOV | 10 - Uma presença amiga!


27-28/NOV/2010
Praia de Mira

Inscreve-te:

Mensagem de Bento XVI - Dia Mundial das Missões



A construção da comunhão eclesial é a chave da missão


Prezados irmãos e irmãs!

Com a celebração do Dia Missionário Mundial, o mês de Outubro oferece às Comunidades diocesanas e paroquiais, aos Institutos de Vida Consagrada, aos Movimentos Eclesiais, a todo o Povo de Deus, a ocasião para renovar o compromisso de anunciar o Evangelho e dar às actividades pastorais um ímpeto missionário mais amplo. Este encontro anual convida-nos a viver intensamente os percursos litúrgicos e catequéticos, caritativos e culturais, mediante os quais Jesus Cristo nos convoca à mesa da sua Palavra e da Eucaristia, para saborear o dom da sua Presença, formar-nos na sua escola e viver cada vez mais conscientemente unidos a Ele, Mestre e Senhor. É Ele mesmo quem nos diz: "Aquele que me ama será amado por meu Pai: Eu amá-lo-ei e manifestar-me-ei a ele" (Jo 14, 21). Só a partir deste encontro com o Amor de Deus, que muda a existência, podemos viver em comunhão com Ele e entre nós, e oferecer aos irmãos um testemunho credível, explicando a razão da nossa esperança (cf. 1 Pd 3, 15). Uma fé adulta, capaz de se confiar totalmente a Deus com atitude filial, alimentada pela oração, pela meditação da Palavra de Deus e pelo estudo das verdades da fé, é uma condição para poder promover um novo humanismo, fundamentado no Evangelho de Jesus.

Além disso, em Outubro, em muitos países retomam-se as várias actividades eclesiais depois da pausa de Verão, e a Igreja convida-nos a aprender de Maria, mediante a oração do Santo Rosário, a contemplar o desígnio de amor do Pai sobre a humanidade, para a amar como Ele a ama. Não é porventura este o sentido da missão?

Com efeito, o Pai chama-nos a ser filhos amados no seu Filho, o Amado, e a reconhecer-nos todos irmãos naquele que é Dom de Salvação para a humanidade dividida pela discórdia e pelo pecado, e Revelador do verdadeiro Rosto daquele Deus que "amou de tal modo o mundo, que lhe deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3, 16).

"Queremos ver Jesus" (Jo 12, 21), é o pedido que, no Evangelho de João, alguns gregos que chegaram a Jerusalém para a peregrinação pascal, dirigem ao Apóstolo Filipe. Ele ressoa também no nosso coração neste mês de Outubro, que nos recorda como o compromisso do anúncio evangélico compete a toda a Igreja, "missionária por sua própria natureza" (Ad gentes, 2), convidando-nos a tornarmo-nos promotores da novidade de vida, feita de relacionamentos autênticos, em comunidades fundadas no Evangelho. Numa sociedade multiétnica que experimenta cada vez mais formas preocupantes de solidão e de indiferença, os cristãos devem aprender a oferecer sinais de esperança e a tornar-se irmãos universais, cultivando os grandes ideais que transformam a história e, sem falsas ilusões nem medos inúteis, comprometer-se para fazer com que o planeta seja a casa de todos os povos.

Como os peregrinos gregos de há dois mil anos, também os homens do nosso tempo, talvez nem sempre conscientemente, pedem aos crentes não só que "falem" de Jesus, mas que "façam ver" Jesus, façam resplandecer o Rosto do Redentor em cada ângulo da terra diante das gerações do novo milénio e sobretudo diante dos jovens de cada continente, destinatários privilegiados e agentes do anúncio evangélico. Eles devem sentir que os cristãos levam a Palavra de Cristo porque Ele é a Verdade, porque n'Ele encontraram o sentido, a verdade para a sua vida.

Estas considerações remetem para o mandamento missionário que todos os baptizados e a Igreja inteira receberam, mas que não se pode realizar de maneira credível sem uma profunda conversão pessoal, comunitária e pastoral. De facto, a consciência da chamada a anunciar o Evangelho estimula não só cada fiel individualmente, mas todas as Comunidades diocesanas e paroquiais a uma renovação integral e a abrir-se cada vez mais à cooperação missionária entre as Igrejas, para promover o anúncio do Evangelho no coração de cada pessoa, de cada povo, cultura, raça, nacionalidade, em todas as latitudes. Esta consciência alimenta-se através da obra de Sacerdotes Fidei Donum, de Consagrados, de Catequistas, de Leigos missionários, numa busca constante de promover a comunhão eclesial, de modo que também o fenómeno da "interculturalidade" possa integrar-se num modelo de unidade, no qual o Evangelho seja fermento de liberdade e de progresso, fonte de fraternidade, de humildade e de paz (cf. Ad gentes, 8). De facto, a Igreja "é em Cristo como que sacramento, ou seja, sinal e instrumento da união íntima com Deus e da unidade de todo o género humano" (Lumen gentium, 1).

A comunhão eclesial nasce do encontro com o Filho de Deus, Jesus Cristo que, no anúncio da Igreja, alcança os homens e cria comunhão com Ele próprio e por conseguinte, com o Pai e com o Espírito Santo (cf. 1 Jo 1, 3). Cristo estabelece a nova relação entre o homem e Deus. "É Ele quem nos revela "que Deus é caridade" (1 Jo 4, 8) e, ao mesmo tempo, nos ensina que a lei fundamental da perfeição humana e, portanto, da transformação do mundo, é o mandamento novo do amor. Assim, aos que crêem no amor divino dá-lhes a certeza de que abrir o caminho do amor a todos os homens e instaurar a fraternidade universal não são coisas vãs" (Gaudium et spes, 38).

A Igreja torna-se "comunhão" a partir da Eucaristia, na qual Cristo, presente no pão e no vinho, com o seu sacrifício de amor edifica a Igreja como seu corpo, unindo-nos ao Deus uno e trino e entre nós (cf. 1 Cor 10, 16ss). Na Exortação apostólica Sacramentum caritatis escrevi: "não podemos reservar para nós o amor que celebramos neste sacramento: por sua natureza, pede para ser comunicado a todos. Aquilo de que o mundo tem necessidade é do amor de Deus, é de encontrar Cristo e acreditar n'Ele" (n. 84). Por esta razão a Eucaristia não é só fonte e ápice da vida da Igreja, mas também da sua missão: "Uma Igreja autenticamente eucarística é uma Igreja missionária" (Ibid.), capaz de levar todos à comunhão com Deus, anunciando com convicção: "o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão connosco" (1 Jo 1, 3).

Caríssimos, neste Dia Missionário Mundial no qual o olhar do coração se dilata sobre os imensos espaços da missão, sintamo-nos todos protagonistas do compromisso da Igreja de anunciar o Evangelho. O estímulo missionário foi sempre sinal de vitalidade para as nossas Igrejas (cf. Carta enc. Redemptoris missio, 2) e a sua cooperação é testemunho singular de unidade, de fraternidade e de solidariedade, que nos torna críveis anunciadores do Amor que salva!

Por conseguinte, renovo a todos o convite à oração e, não obstante as dificuldades económicas, ao compromisso da ajuda fraterna e concreta em apoio das jovens Igrejas. Este gesto de amor e de partilha, que o serviço precioso das Pontifícias Obras Missionárias, à qual manifesto a minha gratidão, providenciará à distribuição, apoiará a formação de sacerdotes, seminaristas e catequistas nas terras de missão mais distantes e encorajará as jovens comunidades eclesiais.

Na conclusão da mensagem anual para o Dia Missionário Mundial, desejo expressar, com particular afecto, o meu reconhecimento aos missionários e às missionárias, que testemunham nos lugares mais distantes e difíceis, muitas vezes com a vida, o advento do Reino de Deus. A eles, que representam as vanguardas do anúncio do Evangelho, vai a amizade, a proximidade e o apoio de cada crente. "Deus (que) ama quem doa com alegria" (2 Cor 9, 7) os encha de fervor espiritual e de alegria profunda.

Como o "sim" de Maria, cada resposta generosa da Comunidade eclesial ao convite divino ao amor dos irmãos suscitará uma nova maternidade apostólica e eclesial (cf. Gl 4, 4.19.26), que deixando-se surpreender pelo mistério de Deus amor, o qual "ao chegar a plenitude dos tempos, enviou o Seu Filho, nascido de mulher" (Gl 4, 4), dará confiança e audácia a novos apóstolos. Esta resposta tornará todos os crentes capazes de ser "jubilosos na esperança" (Rm 12, 12) ao realizar o projecto de Deus, que deseja "que todo o género humano constitua um só Povo de Deus, se congregue num só Corpo de Cristo, e se edifique num só templo do Espírito Santo" (Ad gentes, 7).

Vaticano, 6 de Fevereiro de 2010.

BENEDICTUS PP. XVI

sábado, 23 de outubro de 2010

DOMINGO XXX DO TEMPO COMUM


Naquele tempo, Jesus disse a seguinte parábola para alguns que se consideravam justos e desprezavam os outros: «Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro publicano. O fariseu, de pé, orava assim: ‘Meu Deus, dou-Vos graças por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de todos os meus rendimentos’. O publicano ficou a distância e nem sequer se atrevia a erguer os olhos ao Céu; mas batia no peito e dizia: ‘Meu Deus, tende compaixão de mim, que sou pecador’. Eu vos digo que este desceu justificado para sua casa e o outro não. Porque todo aquele que se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». [Lc 18, 9-14]

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Santa Teresa de Jesus - Cap.1


I Entrada na vida

A maior mulher da humanidade, depois da Santíssima Virgem, no dizer de Bossuet, teve por berço Ávila, na Espanha, capital da província do seu nome, cidade dos cavaleiros e dos Santos como é Denominada na história.
Colocada, como um ninho de águias, a mil metros de altitude sobre o nível do mar, não se compreende como um clima tão frio fosse capaz de produzir um coração tão abrasado como o de Santa Teresa, que é também conhecida na Santa Igreja pelo Serafim do Carmelo, ou Doutora Seráfica.
Não se sabe, ao certo, que população tinha Ávila nos dias de Santa Teresa, mas o que é certo é que foi uma das cidades espanholas que mais concorreu com os seus filhos, com os seus cavaleiros e com os seus cruzados para o triunfo do imperador Carlos Ⅴ em Flandres e na América, por aqueles dias descoberta e cobiçada.
Hoje, Ávila é uma estância de veraneio para fidalgos madrilenos, não contando mais de 30.000 habitantes.
O turista que a visita sente – se atraído pelos seus encantos históricos, por aquelas elegantes moradias brasonadas, por aquelas ruas solitárias, e inebria – se daquele ambiente espiritual místico-teresianao, em que a alma se sente bem. Aqui nasceu Santa Teresa, em 28 de Março de 1515, isto é, no próprio dia em que a ordem Carmelita, que ela vinha reformar e ilustrar, celebra a festa litúrgica de S. Bertoldo, Restaurador do Carmo. Foram seus pais D.Alonso de Cepeda e D. Beatriz Dávila de Ahumada, casada com este em segundas núpcias, ambos ricos, fidalgos e cristãos de gema.
Na freguesia de S. João daquela cidade, mostra-se ainda aos curiosos a pia baptismal onde, segundo a tradição, foi regenerada nas águas do Baptismo, a 4 de Abril, a nossa Santa. Exerceram na cerimónia o múnus de padrinhos D. Francisco Nunes Vela, cavaleiro de capa e espada, e D. Maria de Águia, filha do regedor daquela cidade. Nunca os sinos da paróquia de S. João repicaram mais alegres e festivos, porque até à data nenhum avilense deu à cidade de Ávila maior renome.
Nota um biógrafo de Santa Teresa que, quando o cortejo regressava ao palácio dos padrinhos, ouvia – se distintamente o bimbalhar do sino conventual do mosteiro da Encarnação. Era precisamente o dia da inauguração. Teresa, no decorrer dos anos, torná-lo-ia célebre.

[Jaime Gil Diez, Santa Teresa, Edições Carmelo]

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

XVI HOREB - 26-28 | NOV | 10 - Praia de Mira

Olá!
Como já deves ter notado, este ano andamos a falar muito de Santa Teresa de Jesus. Já ouviste falar dela?
Sim?! Não?!
Bem, seja como for, tens uma oportunidade de a conhecer da forma mais divertida. O Carmo Jovem, como todos os anos, prepara o seu encontro anual: O Horeb. Este ano vai ser um encontro com a música ou um encontro com Santa Teresa através da Música.
Tu sabes como é bom passar um fim-de-semana com os amigos fortes de Deus: a troca de experiências; o pertencer a uma grande família como a Ordem Carmelita; viver a oração como um diálogo de amizade com quem sabemos nos ama…
Este ano junta-lhe o som, o ritmo, a melodia da música.
Junta-te a nós, traz o teu grupo. Cantemos juntos a mesma canção!
Contamos com a tua presença!
Dias: 26-28/Novembro / 2010
Local: Praia de Mira

Inscrições:

carmojovem@gmail.com

domingo, 17 de outubro de 2010

Encontro Ibérico de Jovens Carmelitas - Testemunho


“No Estamos huecos por dentro”

Já a noite do dia 8 de Outubro caía e em um grupo de jovens carmelitas portugueses juntou-se na igreja Stella Maris, no Porto, para iniciar a viagem até Ávila, em Espanha, para o I Encontro Ibérico de Jovens Carmelitas.
Após 500km, chegamos a Ávila, ao CITeS, por volta das 3h da madrugada, hora espanhola. Todos os outros jovens já se tinham recolhido nos seus quartos. Apenas estava o Frei Antonio, resistente, à nossa espera! Obrigada, Frei Antonio, pela paciência!
No dia seguinte, às 8h30m dirigimo-nos para a capela, para a oração da manhã, cantando “Nada te perturbe”, enquanto íamos lendo algumas frases de Sta. Teresa de Jesus. Foi quando nos apercebemos que éramos 8 portugueses no meio de aproximadamente 180 jovens! Na realidade, não contávamos com tanta gente!
Depois do pequeno-almoço reunimo-nos na Sala Magna, um anfiteatro que estava praticamente cheio, para fazermos a apresentação dos diferentes grupos. Vínhamos de vários sítios, desde o Porto, San Fernando, Córdoba, Barcelona, Tarragona, Cuenca, Salamanca, Segóvia, Madrid e Valência.
Depois de terem dado as boas vindas a todos, entrámos no espírito do encontro, tomando a palavra o Abelardo, um jovem de Valência, que nos falou um pouco sobre a importância de “cuidarmos” das nossas relações de amizade. Para isso, mostrou-nos um excerto do Principezinho (O essencial é invisível aos olhos. Só se vê com o coração!) e o vídeo dos U2 “Walk on”, seguido de um momento de reflexão em pequenos grupos, tanto para nos conhecermos melhor um pouco, como para partilharmos a nossa opinião sobre este tema.
Da parte da tarde, após a cesta (sim, porque estávamos em Espanha!), fomos visitar o Convento da Encarnação, que foi a primeira casa carmelita de Sta. Teresa de Jesus. Fizemos uma visita pela igreja, bem como pelo museu do convento.
Após o regresso ao CITeS, tivemos vários worshops disponíveis, para todos os gostos: jogos, dramatização, arte e música.
Depois do jantar, veio um dos momentos mais fortes do encontro: um concerto-oração “Tras las huellas de Teresa. No estamos huecos por dentro”, organizado e apresentado pelos jovens das diferentes comunidades das Escravas Carmelitas da Sagrada Família. Através de cânticos e textos, foram-nos apresentando a vida e mensagem de Sta. Teresa. Um momento indescritível, muito emocionante e forte, sem dúvida!
No dia seguinte, começamos novamente com a oração da manhã, seguida do pequeno-almoço. Depois reunimos na Sala Magna, onde o Frei Antonio nos falou das Jornadas Mundiais da Juventude de 2011, em Madrid.
Chegou a hora de prepararmos a Eucaristia: escolher cânticos, afinar as guitarras e as vozes… A Eucaristia foi também um momento muito forte, presidida pelo Frei Miguel, e onde algumas pessoas de Ávila se juntaram a nós. Foi um momento de partilha, cada grupo com um cântico, uma encenação no ofertório, um abraço colectivo, palmas, testemunhos…
Com muito pesar nosso, começou a chegar a hora da despedida, pois apesar do encontro continuar até ao dia seguinte, segunda-feira, para nós portugueses, e para os de Vigo e Valência, já estava a chegar ao fim.
Após a tradicional foto de família, com muito custo, tivemos que deixar nuestros hermanos!
Resumidamente, este fim-de-semana nada mais foi do que um encontro com a nossa família carmelita! Uma troca de experiências com outras pessoas que, apesar de estarem noutro país, de falarem outra língua, têm a mesma identidade que nós, vivendo e seguindo os nossos mestres S. João da Cruz e Sta. Teresa de Jesus!
Tal como o Frei Miguel iniciou o encontro dizendo que a nossa vida é feita de momentos, e que cada momento é único, foi isso mesmo que todos nós fizemos: vivemos estes dias únicos intensamente!
Apenas resta agradecer a todos os membros da organização deste Encontro, pela forma carinhosa que nos receberam e que, sem dúvida, nos fizeram sentir em casa.
Esperemos ter a oportunidade de retribuir, e que o próximo encontro seja em Portugal!
Até para o ano, no Encontro Internacional dos Jovens Carmelitas e nas Jornadas Mundiais da Juventude, em Madrid! Isto senão nos virmos antes!
[Madalena Brito,
Viana do Castelo]

sábado, 16 de outubro de 2010

DOMINGO XXIX DO TEMPO COMUM

Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos uma parábola sobre a necessidade de orar sempre sem desanimar: «Em certa cidade vivia um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens. Havia naquela cidade uma viúva que vinha ter com ele e lhe dizia: ‘Faz-me justiça contra o meu adversário’. Durante muito tempo ele não quis atendê-la. Mas depois disse consigo: ‘É certo que eu não temo a Deus nem respeito os homens; mas, porque esta viúva me importuna, vou fazer-lhe justiça, para que não venha incomodar-me indefinidamente’». E o Senhor acrescentou: «Escutai o que diz o juiz iníquo!... E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite, e iria fazê-los esperar muito tempo? Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa. Mas quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a terra?». [Lc 18, 1-8]

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Profissão Solene



Hoje, dia de Santa Teresa de Jesus, alegramo-nos com o Frei Daniel, Frei Nuno e Frei Noé que se consagram ao Senhor na Ordem do Carmo. A Profissão dos Votos Solenes, decorreu no Santuário do Menino Jesus em Avessadas, Marco de Canaveses.

O Carmo Jovem alegra-se com eles e com a Ordem, pedindo a Nossa Senhora do Carmo que os ilumine sempre na sua vocação.

Muitas Felicidades!