sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Santa Teresa de Jesus, a história continua...

XIII

POR TERRAS DE CASTELA

Quase todas as fundações realizadas por Santa Teresa, tanto em Castela como na Andaluzia, onde tinha receio de fundar mosteiros por diversas causas, como ela própria diz, ficaram assinaladas por algum acontecimento notável, digno de registo. Em Medina foi encontrar providencialmente a Santa Madre os dois homens que Deus destinava para pilares do edifício da Reforma da Ordem entre os frades: Frei António de Herédia, Prior do Carmo, e Frei João de S. Matias ou, por outro nome, S. João da Cruz. Foi justamente na vila de Medina que falou com eles pela primeira vez, ficando tudo combinado para o início do grande empreendimento, como se dirá no capítulo seguinte.


Em Malagón, terceira fundação da Madre Teresa, inaugurada no Domingo de Ramos de 1568, a pedido da sua dedicada amiga D. Luísa de Ia Cerda, aquela viúva fidalga que tinha ido consolar, há seis anos, em Toledo, deu-se um caso que não deve passar despercebido. Era, por via de regra, antes ou depois da Sagrada Comunhão que ouvia falas divinas ou tinha êxtases ou arroubamentos. Como ficasse lá uns dias e comungasse na capela do seu mosteiro, foi tão forte em certa ocasião o arroubamento do seu espírito, que ia levando consigo para cima o corpo da Madre... de tal maneira que o sacerdote mal podia chegar-lhe à boca a sagrada partícula. Então, com admiração de todos, esta foi, voando, pousar na língua de Santa Teresa. Escusado é dizer como ficaria embaraçada, pois não queria, na sua humildade, tornar-se reparada.

Na fundação do mosteiro de Valladolid, que ocupa o quarto lugar na ordem cronológica das fundações feitas pela Madre Teresa, foi também contemplada a Santa Reformadora com uma visão. À elevação da primeira Missa que se rezou (15 de Agosto de 1568), Santa Teresa viu subir ao Céu, como lhe tinha prometido Nosso Senhor quando andava a fazer os preparativos para esta fundação, a alma do fundador, D. Bernardino de Mendoza, irmão do Sr. Bispo de Ávila. Disse-lhe então Nosso Senhor que esta alma tinha estado em grande risco de se perder para sempre, mas que tinha tido pena dela por D. Bernardino lhe ter oferecido a sua própria casa para mosteiro da Ordem da Sua Mãe.
A fundação em Toledo (1569) proporcionou ocasião a Santa Teresa e às duas companheiras que levou consigo, de praticarem grandes virtudes básicas na vida religiosa: a pobreza e a obediência. Apesar de terem sido hóspedes de D. Luísa de la Cerda, dama rica e fidalga, no seu palácio daquela cidade, a verdade é que foram tomar posse do seu convento e inaugurar a fundação na maior pobreza; só tinham duas enxergas e um cobertor, mais nada..., nem uns gravetos para assar uma sardinha..., no dizer da própria Santa Teresa. Foi Deus Quem assim o ordenou. A Santa Madre não costumava pedir, nem incomodar ninguém; esperava que Nosso Senhor enviasse o necessário para o sustento das Suas esposas.
No que respeita à obediência, apenas um exemplo. Perguntando, um dia, a Prioresa a uma das Descalças de Toledo o que é que ela faria se a mandasse lançar-se no poço cheio de água que lá estava, mal tinha acabado de pronunciar estas palavras quando a boa da freira se atirou a ele, sendo necessário, como conta a Santa Reformadora, vestir-se de novo...
Foi também nesta casa que a Santa Madre viu um dia Nosso Senhor à cabeceira duma freira moribunda – Petronila de Santo André, 1576 –, de braços abertos, amparando-a com toda a meiguice e ouviu ao mesmo tempo estas palavras: “Prometo-te assistir assim a todas as freiras que morrerem nestes mosteiros. Não tenhas receio de que sejam assaltadas de tentações à hora da morte”.
Por ocasião da fundação na vila de Pastrana (1569), realizada a pedido da Princesa de Éboli, D. Ana de Mendoza, esposa do Príncipe Rui Gomes da Silva, oriundo de Portugal, grande favorito do Rei de Espanha, teve ensejo Santa Teresa de mostrar o seu carácter e a sua energia mais que de mulher:
O caso passou-se assim: a Princesa, dotada de grande formosura, mas um tanto ou quanto inconstante e voluntariosa, começara a intrometer-se no governo do convento, tirando umas coisas e pondo outras a seu bel-prazer. A Santa Madre opôs-se tenazmente, considerando intangível e da sua exclusiva incumbência a vida das Descalças nos seus mosteiros.
Continuando o abuso, teve a Madre Teresa de se impor, ameaçando os fundadores de suprimir a fundação e levar as suas freiras. O Príncipe, homem inteligente e probo, logo concordou com a Madre, pondo-se do seu lado e chegou a insistir muitas vezes, junto de sua mulher, para ela entrar também num acordo. Porém, não houve meio. A soberba Princesa teimava em impor seus caprichos e veleidades e intrometer-se naquilo que lhe não dizia respeito.
O Carmelo de Pastrana já não era, nem podia ser, um asilo de paz. Nesta altura, 29 de Julho de 1573, morre o Príncipe Rui Gomes. Na sua grande mágoa só teria um único conforto, dizia a desconsolada Princesa: entrar no Carmelo, tomando ela também o hábito de descalça. Como prometia com lágrimas não tornar mais a preocupar-se com a vida regular do convento, os Superiores da Ordem e a Santa Madre anuíram ainda a esta sua veleidade. Porém, não tendo a inconstante Princesa cumprido o que prometera, Santa Teresa, que se não rendia a títulos nobiliárquicos, nem ao dinheiro nem a fidalguias, resolveu, com licença dos Superiores (nada fazia sem o conselho deles), suprimir o mosteiro de Pastrana e levar as suas freiras para Segóvia.
Assim acabou esta fundação, digna de melhor sorte, mas a Santa Madre soube manter com energia inquebrantável os seus direitos e os das suas filhas pobres, muito pobrezinhas, mas fiéis à Regra e ao seu espírito.
Foi este, no nosso entender, o primeiro encontro que teve a Madre Teresa com gente portuguesa na pessoa do ilustre Príncipe Rui Gomes da Silva, em Maio de 1569 e parece-nos que não foi de todo desagradável, porque a Santa Madre e Rui Gomes logo se entenderam, quando esta lhe explicou a natureza e finalidade dos Carmelos que fundara. Se o Príncipe tivesse sobrevivido à Princesa, ainda hoje estaria de pé a fundação do mosteiro de Pastrana, como se conservam todas as outras fundações realizadas por Santa Teresa. Haja em vista o rasgado elogio que a Santa Reformadora tece a este ilustre fidalgo português, que soube insinuar-se no ânimo do Monarca Espanhol.
Outro contacto com portugueses teve Santa Teresa por este tempo, mais ou menos, ao tratar com D. Leonor Mascarenhas, dama portuguesa favorita da Imperatriz D. Isabel, esposa de Carlos V, residente em Madrid.
Chegara ao conhecimento desta piedosa senhora a fama de santidade e prudência que aureolava já a figura da Madre Teresa e, como o convento de freiras Carmelitas chamadas da “Imagem”, fundado com o seu apoio em Alcalá de Henares pela Ven. Maria de Jesus, não progredia, por certos extremos de austeridade e penitência estabelecidos pela fundadora, mulher de grandes virtudes mas nada exímia na arte de governar, pediu a Santa Teresa para ir lá pôr as coisas no seu lugar, estabelecendo a vida religiosa em alicerces sólidos.
A Santa Madre, ansiosa da glória de Deus e da perfeição das almas, chegou a ir a Alcalá para se tornar agradável a D. Leonor Mascarenhas. Foi nesta ocasião que a Madre Teresa passou por Madrid (tantas vezes havia de passar lá no decorrer das suas fundações!) onde era esperada com viva curiosidade por senhoras madrilenas da melhor sociedade. Tantas maravilhas tinham ouvido contar!
Por fim, um belo dia, lá lhes apareceu a ilustre freira Carmelita. Cumprimentou-as com finas e delicadas maneiras ao descer da carruagem:
– Oh! que lindas ruas tem Madrid, disse a Santa.
E ficou assim tudo conquistado e rendido a seus pés, tendo-lhe as senhoras feito grande festa, encantadas com o seu porte, trato e conversação lhana e franca. À noite, foi pousar no mosteiro das Franciscanas fundado por esta piedosa dama portuguesa.
Não se sabe ao certo quanto tempo se demorou Santa Teresa no convento das Carmelitas de Alcalá, mas o certo é que, com tino e prudência, conseguiu reorganizar a vida conventual a contento de todos.
A fundação do convento das Descalças em Salamanca ficou assinalada, não só pela engraçada expulsão dos estudantes universitários do velho casarão dos Gonzaliañez pela Madre Teresa que queria fundar aí o seu convento, ao cair da tarde do dia de Todos os Santos (1 de Novembro de 1510), quando os sinos de todas as igrejas e capelas da cidade dobravam a finados, mas também com três milagres operados pela própria Madre Teresa.
Depois de fazer a limpeza naquele velho e desmantelado casarão e de aprontar os preparos para se rezar a primeira Missa, a Reformadora e sua companheira, Maria do Sacramento, deitaram-se sobre palhas e uns sarmentos secos. Esta monja, incapaz de pegar no sono, passeava a vista por toda a parte. Os sinos continuavam a dobrar a finados e ouvia-se o sibilar do vento.
– Para onde é que olha? – diz-lhe a Madre. Então não vê as portas e as janelas fechadas? Não vê que ninguém pode entrar?
– Madre – acode ela – dominada como estou pelo medo aos mortos, queria saber o que é que faria vossa mercê se eu morresse aqui, neste instante, ficando sozinha, dentro deste casarão em ruínas, onde pode estar ainda escondido algum estudante.
A Madre, sempre e a toda a hora senhora de si e dos seus nervos, solta uma risada e responde-lhe assim:
– Oh! filha, agora deixe-me dormir sossegada e tranquila; quando isso acontecer, pensarei bem o que hei-de fazer.
Esta resposta põe em evidência o que era o espírito superior de Santa Teresa.
Reza a tradição que, trabalhando uns operários no telhado deste convento de Salamanca, caíra um tijolo, matando instantaneamente uma criança de poucos anos. Penalizada, a Santa Madre pegou na criança morta, apertou-a fortemente contra o seio, levantou os olhos para o Céu em atitude de quem ora, e a criança voltou à vida. E, assim, entregou-a viva a seus pais.
Foi também nesta cidade salmantina que a Reformadora restituiu a saúde a duas moribundas. D. Maria de Arteaga, moradora no palácio dos Condes de Monterrey, estava quase às portas da morte. A pedido dos condes, foi visitá-la a Santa Madre. Movida de compaixão, pôs as mãos sobre a cabeça da enferma que subitamente sarou...
Quem é que me toca, perguntou a doente, que já me sinto bem?
Santa Teresa recomendou-lhe por amor de Deus que se calasse, mas logo se espalhou o milagre.
Passados poucos dias deu-se o mesmo caso com uma filha dos Condes de Monterrey.
E não admira que Santa Teresa operasse tais milagres. Nesta altura da sua vida – andava por volta dos seus 55 anos (1570) –, só vivia para Deus, fazendo-Lhe a vontade em todas as coisas e zelando pela Sua honra, designadamente desde que Deus lhe mandou um serafim transverberar o seu coração. É justo e razoável que Deus, por sua vez, lhe faça a vontade a ela, quando a Santa Madre insiste “O meu Amado para mim e eu para o meu Amado”.
No ano seguinte, 1571, estando ainda a Santa Madre em Salamanca, o Visitador Apostólico dos Carmelitas Descalços, P. Frei Pedro Fernandes, nomeado por Bula de Pio V em 20 de Agosto de 1569, manda-a, na qualidade de Prioresa, ao mosteiro da Encarnação de Ávila.
O mundo com as suas vaidades havia entrado demasiadamente neste mosteiro e as monjas, por sua vez, tratavam de mais com o mundo; daí a sua ruína espiritual e material. Até o pão de cada dia lhes chegou a faltar.
Só a Madre Teresa, pensou o Visitador, com o seu tino invulgar e prudência, seria capaz de levantar este célebre mosteiro. Mas havia de se contar com a oposição à Madre Teresa, que não seria pequena. Por isso julgou conveniente o Provincial, P. Alonso González, apresentar ele próprio a nova Superiora à Comunidade.
Reunidas as freiras na sala do Capítulo, o Provincial procedeu à leitura da patente em que o Visitador Apostólico nomeava a Madre Teresa de Jesus Superiora daquele convento. As últimas palavras do Superior foram abafadas por murmúrios e vozes de protesto das freiras, cujo número era superior a cem. É que as Carmelitas Calçadas da Encarnação receavam que a Madre Teresa as fosse governar como se elas fossem Descalças. Santa Teresa aguentara todo aquele temporal de insultos, em silêncio, de pé, junto à cadeira do Provincial.
Serenada a tormenta, perguntou o Superior às religiosas:
– Então V. Rev.as não querem a Madre Teresa?
Silêncio absoluto na sala capitular.
– Sim, queremo-la, diz em voz alta D. Catarina de Castro, e até somos amigas dela.
Estas palavras que Deus pôs na boca daquela religiosa, decidiram a questão a favor da Madre Teresa, que ficou reconhecida como Superiora da comunidade. No dia seguinte, Santa Teresa manda tocar a sineta e chama as freiras a capítulo a fim de tomar posse do cargo.
Entre as freiras há grande expectativa. A nova Superiora vai fazer a sua primeira conferência à comunidade. É tudo ouvidos. O silêncio é absoluto no capítulo.
– Minhas senhoras, madres e irmãs – começa por dizer a Madre Teresa com a sua voz melíflua – quis Deus Nosso Senhor, nos Seus altos juízos, que eu fosse escolhida para Superiora deste mosteiro, cargo que venho hoje assumir por obediência. Só venho aqui para vos servir e consolar, tanto quanto eu puder. Filha sou desta casa e irmã de Vossas Rev.as. Não receeis o meu governo, porque, se é verdade que eu tenho vivido e governado entre Descalças, também sei muito bem como devem governar-se as que não o são.
Isto foi o bastante para tudo se render. Triunfara a Madre Teresa na Encarnação. A partir desse dia, as religiosas daquele convento só verão nela uma mãe solícita e meiga, que tudo faz para as conquistar todas para Deus. Volvidos alguns meses, passou a ser aquela comunidade, sob o governo da Madre Teresa e a direcção de S. João da Cruz, carmelita descalço, homem celestial e divino, no dizer da própria Santa, que ela pedira aos Superiores para confessor, modelo de observância regular e espelho de perfeição religiosa.
*
Concluída a fundação do mosteiro de Salamanca, passou a Santa Madre Teresa, a pedido dos Duques de Alba, à vila de Alba de Tormes (1571), que havia de ser seu sepulcro glorioso e relicário do seu coração transverberado. E volvidos mais três anos (1574) que ela viveu a governar o mosteiro das Calçadas da Encarnação em Ávila, meteu ombros à fundação do convento das Descalças de Segóvia.
O mesmo rigor de observância regular, a mesma clausura, a mesma austeridade e penitência estabelecidos no mosteiro de S. José de Ávila, foram implantados também por Santa Teresa em Malagón, Valladolid, Toledo, Pastrana, Salamanca, Alba de Tormes e Segóvia, para as suas filhas se entregarem à contemplação das coisas do Céu.
Apesar de andar quase sempre doente, com uma contínua dor de cabeça, resíduos da enfermidade de outrora e em frequentes viagens, Santa. Teresa fazia penitência, muita penitência; vivia mesmo, como diz um dos seus biógrafos, “martirizada de penitências”; e não fazia mais porque os confessores lhe atavam as mãos.
Nunca se deitava antes da meia-noite, gastando o tempo a orar, a escrever cartas para governar os seus conventos, e a redigir, ao correr da pena, as páginas preciosas dos seus livros.
Superiora dos conventos, valia-se muita vez da sua autoridade para comer os sobejos do jantar. Sempre algoz de si mesma, era, todavia, mãe carinhosa e meiga das suas filhas.

[Jaime Gil Diez, Santa Teresa, Edições Carmelo]


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Crónica da II Noite Escura - Caíde de Rei

Nova experiência para falar
Crónica da segunda Noite Escura


Caíde de Rei, Lousada, noite do dia 22 de Janeiro de 2011. Era uma noite escura e fria, em que o calor das casas apetecia. Mas, mesmo assim, reunimo-nos no salão da Junta de Freguesia de Caíde de Rei mais de trinta jovens para ouvir poesia e ouvir falar dela.
Tudo estava bem preparado, um cenário acolhedor e familiar que os Jovens Sementinhas tomaram como missão construir. Havia um pano de fundo que realçava o tema deste encontro: “Não direi coisa que não tenha experimentado”, que tinha sido proferido por Santa Teresa de Jesus, uma poetisa do século XVI, que nos inspira e guia.
Era hora de começar e estava presente Caíde de Rei, Paços de Gaiolo e Viana do Castelo. Através da breve apresentação que o Jorge Fernando fez, ficamos a saber que quem nos iria falar era a fotógrafa e arquitecta, Marta Nunes e o poeta e editor João Manuel Ribeiro. Iniciou-se assim uma conversa familiar com uma pergunta que, embora não tenha sido dita, pairava no ar: “O que é a poesia?”.
João começou por nos dizer que “a poesia eleva o Homem acima de si mesmo”, sendo esta a mais bela forma de comunicação desde sempre, uma vez que através de um verso, podem surgir vários sentimentos e interpretações, dependendo de quem o lê. Esta simples pergunta fez-nos vaguear, visto a poesia ser uma tentativa de se dizer o que não consegue ser totalmente dito, usando metáforas para este fim. Assim, aprendemos que de certa forma, um poeta é um “arquitecto de metáforas”.
A certa altura o Jorge salientou o facto da palavra “coração” aparecer muitas vezes na poesia do João. Aí ficamos a saber que este é um órgão vital da sua poesia, que ele tenta fazer com que seja clara, sem complicar a interpretação, esperando ser entendido, pois usa poucas palavras para dizer muito. Segundo o poeta “o que se diz no silêncio vale mais do que as palavras em si”.
Neste domínio assistimos à intervenção da fotógrafa Marta Nunes, dizendo que a poesia é mal vista pois é ensinada nas escolas como algo certo e com uma única interpretação, e não como algo subjectivo cuja análise e definição vária de pessoa para pessoa. Marta falou-nos também de como relaciona a poesia com a fotografia, partilhando connosco que quando lê um poema, relaciona a emoção que este desperta nela com uma imagem, nascendo um trabalho de cooperação entre poesia e fotografia.
Surgiu então a questão da “inspiração”. Teria um poeta necessidade de tal ferramenta? João rapidamente nos fez saber que todos somos poetas quando expressamos os nossos sentimentos, mas que para escrever poesia (um texto elaborado) nem todos têm vocação. Definiu a inspiração como sendo “a predisposição que as palavras encontram para serem escritas”. Tudo isto revelou-se como um mistério uma vez que, segundo João, são pequenos pormenores, rotineiros ou não, que despertam ideias. Assim, um poeta está sempre presente no que escreve, independentemente de quão pouco a sua experiência possa lá estar escrita.
Surgiram questões sobre a relação que se pode criar entre o poeta e o leitor, uma vez que o segundo vai interpretar as emoções do primeiro, fazendo deste uma espécie de “pano de fundo” para a poesia. Contudo não faz sentido impor às crianças tal conhecimento do autor, uma vez que elas interpretam o sentido do poema por si só.
Como tem vindo a ser hábito, o Frei João contribui com uma intervenção construtiva, perguntando: “Quem define melhor uma geração, o poeta ou o Cristiano Ronaldo?”. A pergunta em si parecia bastante banal, mas o sentido real desta era a noção dos valores contidos nas gerações. Os valores que um poeta deixa são inabaláveis (estão presentes nos seu livro), podendo ser esquecidos mas nunca apagados. Por outro lado, os valores monetários e materiais são os que predominam na actualidade.
Estávamos no fim desta conversa bastante construtiva quando Marta, Jorge e João nos presentearam com a declaração de alguns versos da poesia de João acompanhados por música de fundo. Fizeram-nos meditar naqueles versos simples e cheios de sentido.
Seguiu-se um pequeno e apreciado momento musical ao vivo protagonizado pela Maria, antes do habitual convívio entre os participantes na companhia de chá e bolos.
Uns mais cedo e outros mais tarde, todos abandonaram fisicamente, mas nunca em espírito, o calor e a amizade que só um encontro da família Carmo Jovem nos pode oferecer. Voltamos ao frio e ao escuro da noite, mas desta vez com uma nova experiência para falar.
E obrigado pela visita!


Francisco de Babo Martins & Ana Maria de Babo Martins

(Jovens Sementinhas, Caíde de Rei)




LOL

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

II Noite Escura 22|JAN|2011

Depois da II Noite Escura, ficam aqui as ligações para os trabalhos do João e da Marta.
João Manuel Ribeiro
Andanças do Poeta (blogue pessoal); Trinta por uma Linha (editora de livros para a infância); Cosmorama (editora de poesia).
Marta Nunes
Agradecendo mais uma vez aos dois a partilha e a disponibilidade!

sábado, 22 de janeiro de 2011

DOMINGO III DO TEMPO COMUM

Quando Jesus ouviu dizer que João Baptista fora preso, retirou-Se para a Galileia. Deixou Nazaré e foi habitar em Cafarnaum, terra à beira-mar, no território de Zabulão e Neftali. Assim se cumpria o que o profeta Isaías anunciara, ao dizer: «Terra de Zabulão e terra de Neftali, estrada do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios: o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam na sombria região da morte uma luz se levantou». Desde então, Jesus começou a pregar: «Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos Céus». [Mt 4, 12-17]

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Santa Teresa de Jesus, a história continua...


XII

OUTRAS FUNDAÇÕES

Com ordem ou patente assinada pelo Provincial, Frei Ângelo de Salazar, em 28 de Agosto de 1563, isto é, um ano depois da inauguração, passara a Madre Teresa, definitivamente, do mosteiro da Encarnação para o seu convento de S. José onde as Descalças observavam a Regra de Nossa Senhora do Carmo, sem mitigação alguma, tal qual a ordenou Frei Hugo, Cardeal de Santa Sabina, em 1248, no ano V do Pontificado do Papa Inocêncio IV.


D. Teresa de Ahumada levou consigo três religiosas da Encarnação que tinham, como ela, desejos de vida mais perfeita.


Reza a tradição que a reformadora entrou, de passagem, a fazer oração na ermida de Nossa Senhora da Soterroña, no bairro de S. Vicente, onde tirou o calçado, seguindo descalça para S. José. Assim, com este gesto de devoção a Nossa Senhora, cujo hábito trazia, quis iniciar Madre Teresa a sua vida de monja reformada.


Duas coisas, porém, queria deixar bem estabelecidas e assentes no seu primeiro mosteiro, protótipo dos Carmelos que havia de fundar: primeira, que fosse muito reduzido o número de religiosas que neles morasse; ao princípio só quis admitir 13, concordando depois em que se elevasse o número até 21, mas não permitindo que fosse mais além; segunda, que, sempre que fosse possível, fundassem seus Carmelos sem quaisquer rendas, opondo-se, neste ponto de capital importância para a perfeição, ao parecer dos seus grandes confessores e insignes teólogos, P. Pedro Ibañez e P. Domingo Bañez, que, fundamentando-se na concessão de possuírem bens em comum, outorgados aos mosteiros pelo Santo Concílio de Trento não viam nada de mal no facto de terem rendas alguns dos mosteiros da Madre Teresa. A um deles – parece que foi Frei Pedro – que lhe enviara algumas páginas cheias de ciência teológica para a convencer a fundar alguns mosteiros com rendas, respondeu com notável desassombro que para cumprir o voto de pobreza que tinha feito e seguir os conselhos de Cristo com toda a perfeição não precisava da sua teologia nem das suas letras... É que Madre Teresa, como ela própria dizia, queria imitar Jesus Cristo, pobre e despido na cruz. Por isso, para fundar mosteiros sem renda alguma, alcançou do Santo Padre um Breve assinado em Roma a 17 de Julho de 1565.

Vale a pena registar aqui o apoio que neste sentido lhe prestou sempre, com os seus conselhos, o Santo Frei Pedro de Alcântara. Dias antes da sua morte, mandou-lhe um bilhete por intermédio do Dr. Gaspar Daza, sacerdote muito piedoso, insistindo ainda uma vez mais com ela no ponto da pobreza extrema.

Mais. Até Nosso Senhor Jesus Cristo, nas suas frequentes aparições, lhe dizia que não aceitasse as rendas que lhe ofereciam. Mosteiros destes, pobres, vivendo de esmolas e do trabalho, observantes, fundados na austeridade e solidão da Regra primitiva do Carmo, queria-os Santa Teresa de Jesus espalhar, aqui e além, por toda a parte, na sua pátria.

Não nos deve passar despercebido que, desde a sua entrada definitiva no convento de S. José, em Agosto de 1563, quis a Reformadora chamar-se Teresa de Jesus, e assim começou a assinar os livros do convento como Prioresa da comunidade. Trocou o apelido fidalgo de Ahumada pelo de Jesus, seu Rei e Senhor, que, um dia, abrindo-Se amorosamente com ela, depois de comungar, lhe falou assim: “De hoje em diante zelarás a minha honra, como verdadeira esposa”.
Correm os anos. É o dia 12 de Agosto de 1567. O sol é de abrasar. Vai para dois meses que não chove em terras de Castela. Pela estrada de Ávila a Arévalo, rodam lentamente três carros com grandes toldos de lona, puxados por muares, levantando nuvens de poeira. Seguem um sacerdote a cavalo e diversos moços de lavoura a pé. São a Madre Teresa de Jesus, suas monjas descalças, o capelão, P. Julião de Ávila, e alguns criados. Vão a caminho de Medina del Campo onde querem fundar um convento de Descalças.
Embaixatriz do Rei Celestial, como lhe chama a Santa Igreja, queria levar a toda a parte a boa nova da Reforma da veneranda Ordem de Nossa Senhora, fundada agora em Castela e depois na Andaluzia, terra de luz e de flores, “palomarcitos de la Virgen”, como ela dizia, onde donzelas chamadas por Deus à vida do Carmelo vivem com inocência de pombas, rezando e fazendo penitência pelos que defendem a Santa Igreja.
Lá vão, pois, a Madre e suas filhas em direcção a Medina; mas convém notar que, dentro dos carros, seguem as Carmelitas fundadoras o mesmo rigor de observância que no mosteiro de S. José. Vestidas com o grosso burel da Ordem, de cor castanha, capa branca e véu negro para velarem o rosto quando obrigadas sair dos carros, fazem a meditação, rezam o Breviário, cantam salmos, trabalham ou guardam silêncio nas horas regulamentares, tal qual como se estivessem em clausura. A quem muito observasse esses carros, daria a impressão de conventos ambulantes...
Trazem pendurado um pequeno sino, com relógio de areia, para se regularem por eles.
Não falta nunca a Missa às romeiras, durante a viagem, nem assistência religiosa, porque irá sempre em sua companhia, até conseguirem ter frades carmelitas Descalços, o próprio capelão do convento de S. José de Ávila, sacerdote exemplar, dedicadíssimo à Madre Reformadora, e um dos seus mais ilustres biógrafos.
Nestas fundações de novos mosteiros terá Teresa de Jesus de tratar e trocar cartas com pessoas de todas as categorias sociais: reis, príncipes, bispos, grandes do reino, nobres, fidalgos, sacerdotes, frades e freiras, criados, gente humilde do povo. Agora vai apreciar o mundo as raras prendas e excepcionais qualidades de inteligência e de coração com que Deus dotou esta grande mulher, prendas e qualidades que as criaturas irão pôr, inconscientemente, à prova.
Um escritor português enumera, um por um, melhor do que ninguém, esses dotes que fazem de Teresa uma rara maravilha de mulher:
“Beleza, fidalguia, distinção, coração, bondade, delicadeza, vontade, energia, carácter, alegria, serenidade e sorriso, pensamento, arte, critério, intuição, génio e santidade consumada” – eis Teresa, a ilustre Reformadora do Carmelo. Ora, esta inigualável mulher sem par que, na sua humildade, se julgava a criatura mais miserável da terra, e nesta conta queria ser tida, exultando de júbilo quando era desconsiderada e Deus lhe proporcionava bocados amargos, como atesta o P. Jerónimo Graciano, seu Superior e confessor, mete agora ombros a este empreendimento de espalhar pela sua pátria o Reino de Deus e a Ordem de Sua Mãe Santíssima já reformada.
Mas note-se que vai empenhar-se nesta obra, destinada à maior glória de Deus, por obediência, isto é, com beneplácito de seu confessor, do Provincial do Carmo, e com ordem expressa do Sr. Bispo de Ávila, D. Álvaro de Mendoza, a quem estavam sujeitas as Descalças.
“Nada sem obediência, tudo com obediência” é o lema desta grande carmelita, espelho de humildade, como o prova o que sucedeu quando da fundação de Sevilha. “Estava projectada outra em Madrid, tendo a Santa visão para ir antes à capital da monarquia. Todavia, como o Provincial lhe dissera que fosse primeiro a Sevilha, preferiu antes obedecer do que seguir o seu próprio juízo ou mesmo a revelação. Isto levou o Provincial a perguntar-lhe por que, tendo ela o espírito de Deus, segundo era notório, antepunha a tudo o juízo humano, como era o dele, que podia enganar-se. A Santa respondeu-lhe que, enganar-se podia ela nas suas visões, e por isso preferia a obediência, onde não podia haver equívoco”.
Sendo Santa Teresa tão obediente, não admira que chegasse a escrever no livro das Fundações frases como esta: Não há caminho mais curto para atingir os píncaros da perfeição que o da obediência.
Guiada, portanto, a Madre Teresa pela mão amiga da obediência, sai de Ávila com suas freiras e o capelão, pernoita na vila de Arévalo, embalada pelas mansas e cristalinas águas do rio Adaja, e segue viagem, chegando a Medina perto da meia-noite do dia 14 de Agosto, vigília da Assunção de Nossa Senhora.
Era Medina, com o seu histórico castelo, empório de riqueza na Espanha do século XVI, notável pelas suas célebres feiras de renome universal a que concorriam negociantes da França, Alemanha, Flandres, Itália, etc., entre eles não poucos protestantes, luteranos, seita esta que, como peste, começava a grassar pela Europa.
Hoje Medina já não tem essa importância comercial, sendo apenas ponto de entroncamento obrigatório das comunicações internacionais. Havia, naquela vila, um convento de Carmelitas Calçados, cujo Prior, Frei António de Herédia, homem de vida interior e letrado, estava incumbido pela Reformadora de arranjar casa para a fundação das Descalças, mas só tinha encontrado uma bastante velha, quase a cair, da qual só se podia aproveitar uma sala, que serviria para capela.
Como tinham surgido ultimamente algumas dificuldades que podiam embaraçar a fundação, a Santa Madre, que já havia dispensado, em Arévalo, os carros, os criados e algumas freiras, não quis fazer ruído em Medina com a sua entrada e, por isso, resolveu continuar viagem com duas freiras e o capelão, a cavalo, em mulas, e entrar na vila pela calada da noite... Os biógrafos de Santa Teresa registam aqui, com agrado, que esta grande mulher sabia também montar muito bem e que não lhe faltava jeito e arte para dominar a montada quando ela se espantava.
Mal acabavam de cair as doze badaladas da meia-noite, no relógio da Colegiada, chegavam à beira do convento carmelitano a Fundadora e seus companheiros. Querem saber onde fica a casa comprada para a fundação, porque a Madre Teresa deseja tomar posse dela, celebrando-se a Santa Missa, no próprio dia 15 de Agosto, Festa da Assunção. O capelão bate fortemente à porta; as pancadas reboam por aquelas ruas silenciosas e escuras. Todos receiam qualquer facto desagradável...
Nesta altura ouve-se, ao longe, vozearia, algazarra... Que será? E a Madre Teresa falava há pouco em passar despercebida! Três frades do Carmo, mandados pelo Prior, e um fâmulo do Sr. Bispo prontificam-se logo para os acompanhar até à casa destinada a convento. A vozearia vai aumentando assustadoramente... Todos apressam o passo, com natural nervosismo; levam na mão objectos de culto para a primeira Missa: toalhas, missal, paramentos, galhetas, etc. Dir-se-ia que acabam de cometer um furto e fogem à polícia. A algazarra chega ao máximo; é que o povo de Medina, galhofeiro e barulhento, corre apaixonado, atrás de uns novilhos que vão para o covil, destinados à tourada do dia seguinte. Não há meio de os evitar.
São apanhados em plena rua, alta noite, com todo o apetrecho dum altar improvisado a Madre Teresa, os frades, as freiras, o capelão, o criado do Sr. Bispo. Nada, porém, acontece, além de risadas, gargalhadas, remoques graciosos. “Foi grande misericórdia do Senhor – diz Santa Teresa, contando, com pilhas de graça, as peripécias daquela fundação – não toparmos com um touro dos que naquela noite se encerravam”.
A casa alugada para mosteiro estava quase em ruínas e, todavia, devia arranjar-se tudo para se rezar a primeira Missa, logo ao romper do dia, porque a Santa Madre entendia ser essencial ao acto de posse da fundação. Duas, três, quatro da madrugada... tudo trabalha afanosamente na limpeza da casa e no arranjo da capela, à luz bruxuleante de velas, sob a direcção da Reformadora. O que lhes valeu foi o senhorio, que lhes emprestou tapetes, cortinas, colgaduras, damascos para se taparem as paredes meio esburacadas e arruinadas.
O sol ia nascer lá longe, nas imensas planícies castelhanas, vestidas de dourados trigais, onde parece juntarem-se a terra com o céu. De manhãzinha, apareceu na casa-mosteiro o P. Prior do Carmo, Frei António, que quis ter a honra de celebrar a primeira Missa e pôr o Santíssimo Sacramento, enquanto uma sineta conventual, pendurada à última hora no telhado, anunciava aos habitantes de Medina a inauguração duma igrejinha, pobre e desmantelada como a lapinha de Belém, e o início da vida carmelita descalça num casebre adaptado a convento. A Santa Madre não cabia em si de alegria, ao pensar que tinha contribuído alguma coisa para que o Santíssimo Sacramento tivesse mais um tabernáculo no mundo. Do alto duma janela, a Santa Fundadora velava o Santíssimo, passando as noites em claro, com receio de que fosse profanado pelos luteranos, que andavam à solta nas feiras de Medina. Volvidos oito dias, passaram-se as Descalças para o último andar da casa dum rico mercador daquela terra que delas teve dó e onde arranjaram capela e encontraram algum conforto.

Asseguradas as fundações de Ávila (1562) e de Medina (1567), não descansou Santa Teresa, obedecendo aos apelos de Nosso Senhor que lhe exigia pressa na fundação de outros mosteiros. E assim, com licença dos seus Superiores, confessores e Bispos, que acabaram por se render totalmente aos seus desejos, chegou a fundar Santa Teresa de Jesus conventos de Descalças em Malagón (1568), Valladolid (1568), Toledo (1569), Pastrana (1569), Salamanca (1570), Alba de Tormes (1571), Segóvia (1574), Beas (1575), Sevilha (1575), Caravaca (1576), Villanueva de la Jara (1580), Palência (1580), Sória (1581, Burgos (1582).
Em todas estas fundações, com excepção da de Palência onde tudo correu às mil maravilhas, teve imensas dificuldades a vencer, contratempos, dissabores, desgostos... quer para obter a licença, quer para arranjar casa onde recolher as freiras e rezar a primeira Missa; além, é claro, dos incómodos e peripécias das viagens em carros ou a cavalo, únicos meios de transporte.
Acresce ainda que estas viagens ou excursões apostólicas eram longas, de três, quatro, cinco jornadas, ficando depois a Santa Madre esfalfada e doente.
Mas tudo vencia a prudência, discrição e tino de Santa Teresa em gerir negócios, embora ela, como humilde e santa, o atribua unicamente a Deus Nosso Senhor. “Nestas fundações, escrevia a Reformadora, é quase nada o que fizeram as criaturas, foi Deus Quem quis fazer tudo”.
[Jaime Gil Diez, Santa Teresa, Edições Carmelo]

PreCaRminhada...

Rumo à XVIII Carminhada
19|FEV|2011 
PreCarminhar é contemplar...
Vale a pena!
O Bruno, o Nuno, a Emília e a Maria João Soares que o digam!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

PreCaRminhada...

Rumo à XVIII Carminhada: Vila Praia de Âncora.
19|FEV|2011
Quem prepara carminha, pelo menos, duas vezes!
Uma já está! Na outra, virás tu também!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

sábado, 15 de janeiro de 2011

DOMINGO II DO TEMPO COMUM


Naquele tempo, João Baptista viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. É d’Ele que eu dizia: ‘Depois de mim vem um homem, que passou à minha frente, porque era antes de mim’. Eu não O conhecia, mas foi para Ele Se manifestar a Israel que eu vim baptizar na água». João deu mais este testemunho: «Eu vi o Espírito Santo descer do Céu como uma pomba e permanecer sobre Ele. Eu não O conhecia, mas quem me enviou na baptizar na água é que me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e permanecer é que baptiza no Espírito Santo’. Ora, eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus». [Jo 1, 29-34]