sábado, 7 de maio de 2011

DOMINGO III DA PÁSCOA

Dois dos discípulos de Jesus iam a caminho duma povoação chamada Emaús, que ficava a duas léguas de Jerusalém. Conversavam entre si sobre tudo o que tinha sucedido. Enquanto falavam e discutiam, Jesus aproximou-Se deles e pôs-Se com eles a caminho. Mas os seus olhos estavam impedidos de O reconhecerem. Ele perguntou-lhes: «Que palavras são essas que trocais entre vós pelo caminho?». Pararam, com ar muito triste, e um deles, chamado Cléofas, respondeu: «Tu és o único habitante de Jerusalém a ignorar o que lá se passou estes dias». E Ele perguntou: «Que foi?». Responderam-Lhe: «O que se refere a Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; e como os príncipes dos sacerdotes e os nossos chefes O entregaram para ser condenado à morte e crucificado. Nós esperávamos que fosse Ele quem havia de libertar Israel. Mas, afinal, é já o terceiro dia depois que isto aconteceu. É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos sobressaltaram: foram de madrugada ao sepulcro, não encontraram o corpo de Jesus e vieram dizer que lhes tinham aparecido uns Anjos a anunciar que Ele estava vivo. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e encontraram tudo como as mulheres tinham dito. Mas a Ele não O viram». Então Jesus disse-lhes: «Homens sem inteligência e lentos de espírito para acreditar em tudo o que os profetas anunciaram! Não tinha o Messias de sofrer tudo isso para entrar na sua glória?». Depois, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicou-lhes em todas as Escrituras o que Lhe dizia respeito. Ao chegarem perto da povoação para onde iam, Jesus fez menção de ir para diante. Mas eles convenceram-n’O a ficar, dizendo: «Ficai connosco, porque o dia está a terminar e vem caindo a noite». Jesus entrou e ficou com eles. E quando Se pôs à mesa, tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho. Nesse momento abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-n’O. Mas Ele desapareceu da sua presença. Disseram então um para o outro: «Não ardia cá dentro o nosso coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?». Partiram imediatamente de regresso a Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os que estavam com eles, que diziam: «Na verdade, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão». E eles contaram o que tinha acontecido no caminho e como O tinham reconhecido ao partir o pão. [Lc 24, 13-35]

domingo, 1 de maio de 2011

FELIZ DIA DA MÃE

FELICIDADES!

A todas as mães que levam o Carmo [Jovem] no coração.

Àquelas que, muito recentemente mães, já trazem os bebés nas alcofas às carminhadas.
Às que, saudosistas, nos entregam os seus filhos durante os dias de Acampakis.
Àquelas que acolhem os jovens carmelitas peregrinos nos seus lares.
Às que cuidadosamente cortam e às que cosem as faixas do Carmo Jovem.
Às que, não tendo filhos biológicos, cozinham para trinta comilões nos Acampakis.
Àquelas que se privam dos filhos em dias de carminhadas e clarminhadas, e lhes preparam os panados e os bolinhos de bacalhau.
Às que ajudam a preparar carminhadas, clarminhadas, perigris, acampakis, noites escuras, entre-fitas, horebs…carmicoques.
Às que são “motoristas”, conduzindo carrinhas e carros de apoio ou então para levar uma catrefada de Gotinhas a alguma actividade.
Àquelas que muito brevemente vão ser mães.
Para todas as mães pedimos a protecção de Nossa Senhora do Carmo, para que as cubra com o Seu Manto Branco.

Beatificação de João Paulo II, Papa dos jovens


JOÃO PAULO II, 
verdadeiro seguidor de Jesus, peregrino,
amigo dos jovens, das crianças e velhinhos,
Papa, missionário, sacerdote,
acolhedor dos pobres,consolador dos doentes,
carinhoso, jovem, divertido,
confiante na protecção de Maria,
Santo.
Disse-nos, aos jovens, que não tivéssemos medo de ser santos,
que fossemos sal da terra e luz do mundo.
Obrigada, João Paulo II,
por tudo o que nos ensinaste,
porque acreditaste em nós!
Intercede agora por nós,
para que sejamos capazes de seguir as tuas pegadas.

sábado, 30 de abril de 2011

1 de Maio, Beatificação de João Paulo II


O Papa polaco, o primeiro do mundo eslavo, foi uma das figuras mais marcantes da história recente, na Igreja e no mundo, e deixou atrás de si a herança de um longo Pontificado de 26 anos e meio (1978-2005) o terceiro mais longo da história da Igreja.
Karol Wojtyla nasceu no dia 18 de Maio de 1920 em Wadowice, no sul da Polónia, filho de Karol Wojtyla, um militar do exército austro-húngaro, e Emília Kaczorowsky, uma jovem de origem lituana.
Em 1938 foi admitido na Universidade Jagieloniana, onde estudou poesia e drama. Durante a II Guerra Mundial (1939- 1945) esteve numa mina em Zakrzowek, trabalhou na fábrica Solvay e manteve uma intensa actividade ligada ao teatro, antes de começar clandestinamente o curso de seminarista.
Durante estes anos teve que viver oculto, junto com outros seminaristas, que foram acolhidos pelo Cardeal de Cracóvia.
Ordenado sacerdote em 1946, vai completar o curso universitário no Instituto Angelicum de Roma e doutora-se em teologia na Universidade Católica de Lublin, onde foi professor de ética.
No dia 23 de Setembro de 1958 foi consagrado bispo auxiliar do administrador apostólico de Cracóvia, convertendo-se no membro mais jovem do episcopado polaco.
Participou no Concílio Vaticano II, onde colaborou activamente, de maneira especial, nas comissões responsáveis na elaboração da Constituição Dogmática Lumen Gentium e a Constituição conciliar Gaudium et Spes.
No dia 13 de Janeiro de 1964, Wojtyla assume a sede episcopal de Cracóvia. Dois anos depois, o Papa Paulo VI converte Cracóvia em arquidiocese.
Durante este período, como arcebispo, o futuro Papa caracterizou-se pela integração dos leigos nas tarefas pastorais, pela promoção do apostolado juvenil e vocacional, pela construção de templos apesar da forte oposição do regime comunista, pela promoção humana e formação religiosa dos operários e também pelo estímulo ao pensamento e publicações católicas.
O então arcebispo Wojtyla representou igualmente a Polónia em cinco sínodos internacionais de bispos entre 1967 e 1977.
Em Maio de 1967, aos 47 anos, foi criado cardeal pelo Papa Paulo VI.
Após a morte deste Papa e do seu predecessor, João Paulo I, o cardeal Karol Wojtyla é eleito como novo Papa, o dia 15 de Outubro de 1978 - primeiro não-italiano desde 1522, ano da eleição do holandês Adriano VI.
Tendo-se formado num contexto diferente dos Papas anteriores, João Paulo II viria a imprimir na Igreja um novo dinamismo, impondo ao mesmo tempo um maior rigor teológico e disciplinar.
“Toda a vida do Venerável João Paulo II decorreu sob o signo da caridade, da capacidade de doar-se com generosidade, sem reservas, sem medida, sem cálculos. O que o movia era o amor a Cristo, ao qual tinha consagrado a vida, um amor super-abundante e incondicionado”, disse Bento XVI, a respeito do seu predecessor.
A beatificação tem lugar no Domingo da Divina Misericórdia (primeiro depois da Páscoa), uma disposição do próprio João Paulo II, que criou esta festa por altura do jubileu do ano 2000.

DOMINGO II DA PÁSCOA


Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos». Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!». Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome. [Jo 20, 19-31]

terça-feira, 26 de abril de 2011

Novo Provincial e Conselho da Ordem


A Ordem Dos Padres Carmelitas Descalços nomeou hoje, em Capítulo, o seu novo Provincial: Frei Joaquim Teixeira.
Também foram nomeados os membros do novo Conselho Provincial: P. Agostinho Leal (I Conselheiro); P. Alpoim Alves Portugal (II Conselheiro); P. Pedro Lourenço Ferreira (III Conselheiro); P. Vasco Nuno Tavares da Costa (IV Conselheiro). 
Muitas felicidades a todos para o novo triénio que começa!
Rezamos pela sua missão!

sábado, 23 de abril de 2011

DOMINGO DE PÁSCOA


Depois do sábado, ao raiar do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram visitar o sepulcro. De repente, houve um grande terramoto: o Anjo do Senhor desceu do Céu e, aproximando-se, removeu a pedra do sepulcro e sentou-se sobre ela. O seu aspecto era como um relâmpago e a sua túnica branca como a neve. Os guardas começaram a tremer de medo e ficaram como mortos. O Anjo tomou a palavra e disse às mulheres: «Não tenhais medo; sei que procurais Jesus, o Crucificado. Não está aqui: ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver o lugar onde jazia. E ide depressa dizer aos discípulos: 'Ele ressuscitou dos mortos e vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis'. Era o que tinha para vos dizer». As mulheres afastaram-se rapidamente do sepulcro, cheias de temor e grande alegria, e correram a levar a notícia aos discípulos. Jesus saiu ao seu encontro e saudou-as. Elas aproximaram-se, abraçaram-Lhe os pés e prostraram-se diante d’Ele. Disse-lhes então Jesus: «Não temais. Ide avisar os meus irmãos que partam para a Galileia. Lá Me verão». [Mt. 28, 1-10]

Santa e Feliz Páscoa!


Nesta Páscoa, deixa que a gota que morrendo na Cruz por
Amor, salvou o mundo para sempre, ressuscite no teu
coração e assim tu também te tornes numa gota de
esperança e de Amor.
O movimento CARMO JOVEM deseja aos jovens
carmelitas, leigos em movimento, aos que levam o
Carmo (jovem) no coração e a todos os que vão
carminhando connosco, uma SANTA E FELIZ
PÁSCOA na paz e na alegria do Senhor...
Ressuscitado!

NESTA PÁSCOA LEVA A GOTA 
RESSUSCITADA NO CORAÇÃO!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Um Pastorinho

"Um Pastorinho, só, está penando,
Privado de prazer e de contento,
Posto na pastorinha o pensamento,
Seu peito de amor ferido, pranteando.

Não chora por tê-lo o amor chagado,
Que não lhe dói o ver-se assim dorido,
Embora o coração esteja ferido,
Mas chora por pensar que é olvidado.

Que só o pensar que está esquecido
Por sua bela pastora, é dor tamanha,
Que se deixa maltratar em terra estranha,
Seu peito por amor mui dolorido.

E disse o Pastorinho: Ai, desditado!
De quem do meu amor se faz ausente
E não quer gozar de mim presente!
Seu peito por amor tão magoado!

Passado tempo em árvore subido
Ali seus belos braços alargou,
E preso a eles o Pastor ali ficou,
Seu peito por amor mui dolorido."

São João da Cruz

Notas Finais II - XVII CARMINHADA 16 ABR'11


 Não direi como a Ana e o Pedro que saímos era ainda o tércio em que as galinhas sonham e os pardais lavam a cara. Mas era, isso sim, bastante cedo. Quem vai para o mar avia-se em terra, e nós íamos para um mar de pedra, para uma desafiadora montanha que nos poria à prova.
A XVII Carminhada foi quase sempre a subir, a subir, a suar.
A condução do Zé é suave. Um embalo que embala o dia. Uma confiança que nos anima a carminhar. Por isso a chegada a Paços de Gaiolo foi mais fácil do que eu acreditei que pudesse ser, mas também é verdade que éramos menos grupos por quem esperar. Assim sendo, estrangeiros éramos os de Viana do Castelo e de Caíde de Rei, a Beatriz da Gafanha da Nazaré e a Lúcia de Avessadas que chegou em taxista privativo. Ah, rapariga! Assim é que é! Oitenta no total.
A organização mostrou estar à altura desde a primeira hora. Três carrinhas de nove lugares puseram toda a gente na Prainha em menos de um suspiro. Não, não foi rapidamente. Foi calma e diligentemente.
O começo é sempre excitante, ainda que a Maria João trema e nunca saiba o que há-de dizer. Mas, ó rapariga, visto que tanto gostas de Santa Teresa porque não falas tu dela e te inspiras nela e no que ela gostava de dizer aos jovens? Faz de conta! Faz de conta que os miúdos estão ali para ouvir-te. Porque estão ali para ouvir-nos falar das nossas amizades com Jesus e com Teresa. Eles precisam desses amigos e dos amigos que eles fizeram depois deles e antes dos jovens. Por isso, para a próxima não tremas, fala-lhes de amizade. E vais ver que isso resulta!
Até um megafone tínhamos! Verdade que falhou na primeira intervenção, mas não falharia mais. Nem falhará o Duarte – Sr. Duarte, fachavor! – durante todo o dia. Na véspera sacrificara uma mão nos espinhos das palmeiras, mas hoje apresentará o microfone da Paróquia onde houver uma voz que precise de erguer-se, um cântico para cantar-se, uma oração para dizer-se.
Aquilo na Prainha foi rápido, porque o queríamos mesmo era subir. Vamos subir tanto, perguntaram-me? E é se queres comer e dizer que no dia Mundial da Juventude subiste uma montanha em honra de Quem ama preferencialmente os jovens!
E lá subimos.
A primeira subida foi enganosa. Ligeira e enganosa. Fomos pela orla do Rio Douro, porque era à beira do Douro que nos encontrávamos. Não, não era o Alto Douro. Era o Douro do Douro Litoral. Um Douro verde, rasgadinho, encrespado, acaçapado e desafiador. Fomos andando por ali. Ó Duarte, disse eu, que espectacular deveria ser uma carminhada entre Ribadouro e Paços de Gaiolo! Sempre à beira-rio. Sempre ao verde. A dar de beber rios de fé aos jovens! Eu tenho lá conhecimentos, disse-me ele. Não é coisa difícil de organizar. Ó Ana, disse eu à Ana, que vinha no segundo carro, uma das próximas carminhadas será em Tongóbriga, que nos fará mergulhar na história a fim de nos livrar do acne juvenil que traz convencidos de que os de agora somos os maiores! Eu conheço bem a zona, responde-me ela. Isto vale bem um passeio! E nem imagina quanta fé dorme entre estas pedras! Assim se fará, remato eu.
E entretanto vamos já verdadeiramente enfunados vereda adiante, in media res como diria o Camões, num aprazível aquecimento muscular. Tão aprazível que quando chegarmos à Cruz Branca não será fácil calar o chilreio do pardal que há em cada aurícula dos jovens carmelitas ali presentes. Por fim lá conseguimos parar e calar-nos naquele lugar de secreto encanto, tão mais secreto por não ser com os olhos da cara que se percebe o segredo dele. O Frei Daniel cantou o Cântico das Criaturas e nós secundámo-lo, e o rio e as montanhas, a albufeira e os arroios, os grilos e as rolas, os caminhos e os ares, as bogas, os mosquitos e as ervas juntaram-se a nós. Tudo cantou e gritou de alegria!
Mas havia que seguir. Dar mais um passo. Porque íamos passo a passo com Teresa, com o Senhor, pelos caminhos da vida, com paixão, acompanhando a sua Paixão. Seguimos pois mais um passito ameno. O caminho não tardaria a empinar. Lá à frente ia o capitão e os subcapitães da Equipa de Juvenis do Futebol Clube de Paços de Gaiolo. Entre os três têm poucos golos marcados, pois são defesas. Mas não tem mal. Se se tratar de subir um montanha, ela que venha! Que se não vier, vão eles. Parecerão insaciáveis! Subirão como um Falcao em busca do golo e do cume mais glorioso! Eu que os acompanhava, melhor, eu que os acompanhava com os olhos meditava com gosto o quanto é belo o lema e o nome que escolheram para o seu grupo de jovens cristãos: Segue-me! E eu seguia-os, deixava-me levar por elas. Trepava por aquelas veredas imensas que hão-de ser uns curtos doze quilómetros, mas serão tão duros que só confiando no Segue-me evangélico eu consegui subi-las.
A Ana Maria tratou-nos como filhos. Deu-nos água, muita água, e zelou para que tudo corresse bem. Esperou por nós e animou-nos, deu-nos cocos e bolinhos de amor, por forma a que se alguém desanimasse – e não faltou quem julgasse impossível subir aquilo tudo – o amor o puxaria para a frente. O Sr. Manuel consagrou-se também à causa, e habituado que anda a olhar caras e ler cansaços olhava-nos a ver se algum desistiria. Não desistiu. Mas aqui e ali foi dando umas boleias. O Sr. João também. Tudo malta da maior, tudo gente impecável.
Eu já cruzara antes aquelas montanhas, mas de carro. Sempre de carro. E sempre me apercebera do que sofre um carro para subir aquelas penhas! Hão-de levar ali a Volta a Portugal, que eu quero vê-los subir de bicicleta! E se estiver sol, sol daquele belo como Deus nos deu naquele sábado antes dos Ramos, eu quererei ver como trepariam as bicis! Nós trepámos com um sol belo nas costas e uma brisa que acabou por ser suave. Era um sol quente que obrigava a buscar as sombras que nem sempre nos acompanharam.
Não sei que mais se diga daquela carminhada, senão que foi mais uma escalada bem conseguida. Fique outra imagem. A meio três homens de mãos calosas, erguiam um muro debaixo daquele sol espesso. Passámos três vezes por eles. À primeira não falaram porque estavam surpreendidos com a nossa inexplicável presença; à segunda meteram conversa, mas nós tínhamos de caminhar a fim de preparar uma procissão. À segunda, vínhamos nós de regresso e eles mostram-nos dois garrafões de vinho – um vazio e outro meado – para nos animar. Ninguém bebeu, porque cada um se anima com o que quer, embora, verdade seja dita, o muro se encontrasse direito, alinhado e belo. Mas à custa de sol e de vinho e do saber e dos segredos que alguns ainda conservam de fazer um muro, com mole e duro.
Como noutro lugar alguém já disse chegámos todos por fim ao Calvário. É um montículo bonito, quase perfeito, quase bíblico, com um enorme pinheiro também ele bíblico, talvez até abraãmico. Aconchegou-nos como uma mãe sob a sua larga copa. A Ana Maria e o David que entretanto acordara deram-nos água, mais água, muita água fresca. E que bem sabia a água!
O Monte do Calvário de Paços de Gaiolo só tem duas cruzes, de maneira que ou imaginamos a terceira, ou somos nós que carregamos a terceira, ou hão-de lá colocar a terceira, ou então aquele mais parecerá o Monte das Bem-aventuranças! Que linda colina, que sombra suave, que descanso, que paz! E Teresa acompanhou-nos mais uma vez no descanso e na oração.
Faltava subir até à Escola Professor Marçal Grilo, a tal que foi construída porque a educação de dez crianças merece esse esforço orçamental!
Afinal, o Calvário não era o fim do subir!
Por isso lá subimos o que estava em falta!
Fomos do Calvário à Escola em meia hora. Para espanto dos vizinhos daquela terra subimos aquele empinado em trinta minutos! Coisa inesperada e nunca vista. Está feito, e por isso registe-se. Na Escola sentimo-nos bem, muito bem. Qualquer miúdo de hoje se sente ali bem. O recreio era grande e tinha uma bola; a escola tinha um alpendre com mesas e cadeiras. As mesas tinham pão e acepipes vários que não reconheci a todos, broa, aperitivos e carne grelhada, água, sumos e vinho fresco da terra. Faltou o cabrito, mas aquela não era a Última Ceia. Nem houvera necessidade que fosse. Aliás, ele fica bem na última e aquela era só a primeira.
Eu comi alface fresca bem temperada. Não desgostei do almoço, bem pelo contrário. Fui até surpreendido pelo almoço, aliás, fomos todos surpreendidos pelo almoço, a tal ponto que quem chegou a abrir as mochilas teve de as fechar e aproximar-se das mesas! Eu gostei tudo no almoço, da companhia bem disposta e trabalhadora às iguarias. Mas naquele almoço eu gostei mesmo foi da alface! Verdinha! Fresquinha! Bem temperada! Eu nunca comi uma alface assim, tão fresca e no alto dum monte, no pátio dum lugar onde as letras sabem a comida! O grilo que há em mim rejubilou e nas suas memórias afectivas mais suculentas guarda agora secretamente aquele belo, fresco e basto repasto.
Tudo tem um fim. E naturalmente ele chegou. Mas só chegou depois de cantarmos os Parabéns à Ana Maria e de vermos um vídeo realizado pelos Spielgbergues do lugar que cronicaram em imagens as suas andanças pelo Carmo Jovem. Verdade se diga, que eram todas de carminhadas bem mais suaves que aquela que nos fizeram sofrer.
Pés pois ao caminho. Era já da banda da tarde.
Subimos um pouco mais até Igreja de Fandinhães que em tempos idos foi desmantelada até só restar pouco mais que o presbitério. O que resta é um resto muito belo, um restinho acolhedor onde inexplicavelmente coubemos os 80 que éramos! Na penumbra e um pouco no aperto lá rezámos, para que não se diga que aquele lugar sagrado de oração já não acolhe queira erguer o coração a Deus!
Seguimos em frente, que a subida acabara. Enveredamos para o Lugar de Gaiolo, ou pelo menos o berço de Paços de Gaiolo. São umas casinhas pequeninas, típicas, de pedra tosca, mas que valem bem uma visita. Por ali fomos. O acesso não é de todo fácil, mas o Presidente da Junta de Freguesia, Sr. Manuel Vieira, quis receber-nos bem e mandou cortar a erva que impediria a nossa passagem. Simpatia que não saberemos pagar. Fique ainda aqui um aparte para agradecer as palavras sentidas e oportunas com que nos saudou depois do repasto do meio-dia. Naquele pequeno discurso que nós sublinhámos com palmas, falou-nos de João Paulo II – o Papa dos jovens. E de como ele nos queria fortes e corajosos, sem medo pelos caminhos do mundo! Oportuno, sim senhor.
A passagem pelo berço de Gaiolo foi rápida, mas ficou a boiar a ideia de lá voltar, calmamente, para ver e fotografar, para passar pela tasca de pedra desde onde nos saudaram espantados a nós que íamos quase esbaforidos.
Regressados à Estrada Nacional foi sempre a descer, que é bem pior que subir. Por fim chegámos ao Cruzeiro, debaixo dum sol quente mas não inclemente. Ainda assim abrigámo-nos para nos refrescarmos e descansarmos. Depois do descanso benzemos os ramos, lemos o Evangelho da Entrada em Jerusalém e escutámos uma pequena exortação que visava tirar-nos o gás, para depois o incendiar numa bela e prolongada aclamação do Senhor já dentro de portas da Igreja de São Clemente de Paços de Gaiolo.
Destaque aqui para a chegada dos nossos bébés Dinis e da Beatriz nas cadeirinhas dos carros dos papás; eles são sempre oportunos, pois nunca se esquecem de nos trazer os pais. Bem hajam. A Ana e o Marco, namorados, sempre que podem também não faltam; ainda que a Ana tenha de vir de Castelo Branco!
Da celebração mais poderia ser dito, mas não melhor dito que pela Ana e pelo Pedro. Registo apenas para algumas palavras do Frei João, na homilia – finalmente uma homilia curta, Frei João!
Como era celebração do Dia Mundial dos Jovens saudou-nos como tal, especialmente os que vieram de longe e os que colaboraram na Organização: Ana Maria, Beatriz, Duarte, Francisco, Grupo Segue-me, Sr. João, Sr. Manuel, Sónia, Vanessa. Porque os grandes eventos precisam de pequenos e grandes cuidados, de pequenos e grandes corações, de pequenos e grandes trabalhos! E até o David e o João ajudaram!
Depois disto, o Frei João disse o que já sabíamos: Que só um foi Santo, só um foi bom! Tão bom que o melhor que lhe acharam foi carregar-lhe a cruz depois de O condenar e flagelar e, por fim, crucificaram-nO na cruz no Monte Calvário. Ele era bom e santo e não merecia nenhum do mal do que lhe fizeram! O seu percurso  com a cruz foi pequeno, de menos de um quilómetro. Mas foi o único a não merecer fazê-lo. Por sua vez, a nós tocou-nos um percurso doze vezes maior, muito mais empinado. Difícil, sim. Duro, também. Mas não tão duro e imerecido como o de Jesus.
O dia 16 de Abril fica na nossa memória por termos subido corajosamente durante 12 quilómetros. Íamos bem, seguros, frescos, com amigos, aconchegados e algumas vezes a rezar. Jesus fez o seu calvário de maneira bem diferente e dolorosa.
Foi por isso que carminhámos em Paços de Gaiolo. Que aquele percurso de fé nos anime a nunca desistir de honrarmos Jesus com a nossa vida, porque Ele ofereceu a Sua para salvar a nossa. Que em nossos dias, cada dia, demos um passo e outro passo, contemplando um passo da Paixão por Jesus, que através dela nos salvou.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Notas Finais I - XVII CARMINHADA - 16 ABR'11 Paços de Gaiolo

O dia começou cedo!
Ainda as galinhas se enroscavam nos poleiros e os pardais davam os últimos suspiros de sono, já o casal Caramez se apressava para o encontro marcado com os jovens do Carmo. A missiva não deixava margens para dúvidas: 6.15h na porta do Convento!
Quando chegámos, já lá estava a Fiúza (confesso que não sei o nome da moçoila) e a Laura e, aos poucos, foram chegando a Joaninha, a João, o Bruno, o Zé, o Frei Daniel e o Frei João.
Após umas breves apresentações, uma vez que eu e o Pedro somos novos nestas andanças, seguimos viagem rumo a Paços de Gaiolo.
À medida que a viagem prosseguia, o dia ia nascendo. Como seria esta carminhada? Quem participaria? O que iríamos encontrar em Paços de Gaiolo? Eram as interrogações que nos absorviam os pensamentos. E como já era hora e era necessário revitalizar o corpo, parámos para um revigorante cafezinho.
Esperávamos também pelo autocarro que vinha de Caíde de Rei com mais carminheiros.
Todos reunidos, continuamos viagem. À nossa espera estava um grupo considerável de jovens, rapazes e raparigas, homens e mulheres, que dispuseram do seu Sábado por algo maior, “Um passo da Paixão por dia”.
Nas margens do Douro, na Prainha, reunimo-nos em círculo e iniciámos a nossa viagem sempre inspirados pelas palavras de Teresa e animados pela força de Deus. Foi arrepiante ver tantos jovens unidos pelo mesmo princípio e com o mesmo objectivo. Partimos!
Sol, uma leve brisa e o chilrear da passarada eram a nossa companhia. E lá no alto, ELE inspirava-nos.
Paramos na Cruz Branca, local simultaneamente simples e majestoso.
As dificuldades da travessia do Douro em tempos que já lá vão, motivaram os comerciantes do vinho do Porto que por lá passavam nos barcos rabelos, a construir umas Alminhas nas margens do rio para que estas velassem por quem lá passava. Posteriormente, foi lá colocada uma cruz branca que por instantes me lembrou a cruz branca da Calvário da família Caramez que está na Igreja do Carmo em Viana… (Mas adiante). De branco puro, simples, calmo e tranquilo como aquele lugar. Após reflexão, cânticos e oração, seguimos. O percurso seria agora mais ingrato, mais íngreme, mais duro mas o calor que aquecia o coração ajudava a superar os constrangimentos. Afinal, tudo era feito por ELE que tanto fez por nós!
O terceiro local de paragem foi o Calvário do lugar.
Foi duro lá chegar (pelo menos para mim!). Por breves momentos, instalou-se na minha alma um desejo de fugir pois jamais chegaria ao fim da jornada. Mas tão depressa este sentimento apareceu como se foi, pois uma mão amiga me deu um sopro de força. Com prossegui.
No sopé de uma pequena elevação, ali estava o Cruzeiro. Em redor, um conjunto significativo de casas e a Natureza com os seus tons tão verdes, tão amarelos, tão abençoados por Deus.
Seguimos viagem até à antiga Escola Primário Marçal Grilo e um faustoso repasto nos esperava. Faustoso nas iguarias mas sobretudo na Amizade, na partilha e na disponibilidade das gentes de Paços de Gaiolo. Foi marcante esta descoberta: há muita gente boa ao nosso redor.
Em amena cavaqueira lá estivemos todos unidos pelo mesmo Pai.
Barriguinha cheia, partimos para apreciar, valorizar e rezar no que resta da Capela de Fontinhães, uma pequena ermida do período medieval que o progresso da História levou à sua desactivação como Igreja Matriz. As pedras que lá faltam, encontram-se na actual Igreja Paroquial de Paços de Gaiolo. (Registei no meu bloco de apontamentos: local a visitar novamente!)
Enquanto lá estivemos, pensei “Que felizes tempos aqui se viveram, lá longe na História… que sorte tinham os seus fregueses com a possibilidade de orar num local tão imponente, quase quase a tocar os céus”.
Prosseguimos pelos caminhos antigos da povoação. Os habitantes descansavam da labuta árdua no campo e simpaticamente nos davam as boas tardes.
Depois foi sempre a descer a montanha. As pernas tremiam, o calor apertava mas algo maior nos esperava.
Após oração e os preparativos necessários, rumámos em peregrinação, silenciosamente, com os ramos de oliveira nas mãos, para a Igreja onde se realizou a Eucaristia.
Mas não foi uma missa qualquer, foi outra coisa. Foi um encher a alma, foi um aquecer o coração, foi um renovar a e a ESPERANÇA, foi sentir DEUS mais perto, foi um conjunto considerável de palavras boas que não consigo reproduzir. Porque só estando lá é que se percebe e entende.
Foi a 17ª Carminhada de Paços de Gaiolo.
O dia rematou-se com o lanche, a tradicional bica para aconchegar, não sem antes passar por Tongobriga e recordar os meus tempos de estudante.
E agora, resta-me (resta-nos) agradecer a possibilidade que tive (tivemos) em conhecer gente tão boa, agradecer a simpatia do grupo de Viana que tão pacientemente nos acolheu  e ao Frei João, obrigado por ser nosso amigo!

Ana Margarida e Rui Pedro Caramez

domingo, 17 de abril de 2011

XVII CARMINHADA - Paços de Gaiolo 16ABR'11

O Carmo Jovem celebrou o Dia Mundial da Juventude em Paços de Gaiolo, na sua XVII Carminhada.
O Douro, o Sol, o vento,
os amigos, o convívio, o caRminho,
o silêncio, a oração, a partilha,
os cocos, as cavacas, o almoço,
os ramos, as palmeiras, a cruz,
os jovens, os casais e os bebés,
todos fizeram parte da XVII Carminhada.


















sábado, 16 de abril de 2011

DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR

Naquele tempo, Jesus foi levado à presença do governador Pilatos, que lhe perguntou:
«Tu és o Rei dos judeus?».
Jesus respondeu:
«É como dizes».
Mas, ao ser acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu.
Disse-Lhe então Pilatos:
«Não ouves quantas acusações levantam contra Ti?».
Mas Jesus não respondeu coisa alguma, a ponto de o governador ficar muito admirado.
Ora, pela festa da Páscoa, o governador costumava soltar um preso, à escolha do povo. Nessa altura, havia um preso famoso, chamado Barrabás. E, quando eles se reuniram, disse-lhes Pilatos:
«Qual quereis que vos solte? Barrabás, ou Jesus, chamado Cristo?».
Ele bem sabia que O tinham entregado por inveja. Enquanto estava sentado no tribunal,
a mulher mandou-lhe dizer:
«Não te prendas com a causa desse justo, pois hoje sofri muito em sonhos por causa d’Ele».
Entretanto, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram a multidão a que pedisse Barrabás e fizesse morrer Jesus. O governador tomou a palavra e perguntou-lhes:
«Qual dos dois quereis que vos solte?».
Eles responderam:
«Barrabás».
Disse-lhes Pilatos:
«E que hei-de fazer de Jesus, chamado Cristo?».
Responderam todos:
«Seja crucificado».
Pilatos insistiu:
«Que mal fez Ele?».
Mas eles gritavam cada vez mais:
«Seja crucificado».
Pilatos, vendo que não conseguia nada e aumentava o tumulto, mandou vir água e lavou as mãos na presença da multidão, dizendo:
«Estou inocente do sangue deste homem. Isso é lá convosco».
E todo o povo respondeu:
«O seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos».
Soltou-lhes então Barrabás. E, depois de ter mandado açoitar Jesus, entregou-lh’O para ser crucificado. Então os soldados do governador levaram Jesus para o pretório e reuniram à volta d’Ele toda a coorte. Tiraram-Lhe a roupa e envolveram-n’O num manto vermelho. Teceram uma coroa de espinhos e puseram-Lha na cabeça e colocaram uma cana na sua mão direita. Ajoelhando diante d’Ele, escarneciam-n’O, dizendo:
«Salve, Rei dos judeus!».
Depois, cuspiam-Lhe no rosto e, pegando na cana, batiam-Lhe com ela na cabeça. Depois de O terem escarnecido, tiraram-Lhe o manto, vestiram-Lhe as suas roupas e levaram-n’O para ser crucificado.
Ao saírem, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, e requisitaram-no para levar a cruz de Jesus. Chegados a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer lugar do Calvário, deram-Lhe a beber vinho misturado com fel. Mas Jesus, depois de o provar, não quis beber.
Depois de O terem crucificado, repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte, e ficaram ali sentados a guardá-l’O. Por cima da sua cabeça puseram um letreiro, indicando a causa da sua condenação:
«Este é Jesus, o Rei dos judeus».
Foram crucificados com Ele dois salteadores, um à direita e outro à esquerda. Os que passavam insultavam-n’O e abanavam a cabeça, dizendo:
«Tu que destruías o templo e o reedificavas em três dias, salva-Te a Ti mesmo; se és Filho de Deus, desce da cruz».
Os príncipes dos sacerdotes,  juntamente com os escribas e os anciãos, também troçavam d’Ele, dizendo:
«Salvou os outros e não pode salvar-Se a Si mesmo! Se é o Rei de Israel,
desça agora da cruz e acreditaremos n’Ele. Confiou em Deus: Ele que O livre agora, se O ama, porque disse: ‘Eu sou Filho de Deus’».
Até os salteadores crucificados com Ele O insultavam.
Desde o meio-dia até às três horas da tarde, as trevas envolveram toda a terra. E, pelas três horas da tarde, Jesus clamou com voz forte:
««Eli, Eli, lemá sabactáni?»,
que quer dizer:
«Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?».
Alguns dos presentes, ouvindo isto, disseram:
«Está a chamar por Elias».
Um deles correu a tomar uma esponja, embebeu-a em vinagre, pô-la na ponta duma cana e deu-Lhe a beber.
Mas os outros disseram:
«Deixa lá. Vejamos se Elias vem salvá-l’O».
E Jesus, clamando outra vez com voz forte, expirou.
Então, o véu do templo rasgou-se em duas partes, de alto a baixo; a terra tremeu e as rochas fenderam-se. Abriram-se os túmulos e muitos dos corpos de santos que tinham morrido ressuscitaram; e, saindo do sepulcro, depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos. Entretanto, o centurião e os que com ele guardavam Jesus, ao verem o tremor de terra e o que estava a acontecer, ficaram aterrados e disseram:
«Este era verdadeiramente Filho de Deus». [Mt 27, 11-54]