segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Espírito Kelb


Olá.
Chegou a hora de leres esta página tão apreciada por não poucos. É aquela que fala do espírito. Sim, o Vcampaki tem espírito, é animado, tem alma.
Há quem preferisse que não tivesse, mas tem. Sim, nós não estamos mortos, mas vivos e guerreiros. Por isso, este ano escolhemos mais uma vez uma especialíssima marca distintiva do Vcampaki: – O Espírito Kelb!
Mas o que é o Espírito Kelb? A ver vamos. E a ouvir também.
Três marcas marcam o Espírito Kelb: A matilha, a solidariedade e a alegria.




A Matilha
Vcampaki é sinónimo de grupo. É quase como aqueloutra famosa táctica de futebol: todos a tudo e fé em Deus! É um espírito total: todos atacamos, todos defendemos. E até os comemos, carago! E se os não comemos daqui não saímos sem comer a relva!
O Vcampaki é de todos. Não é só para os antigos, não é só para os novos. É de todos, todos somos jovens e todos conhecemos a linguagem da amizade. No Vcampaki ninguém está a mais, todos gostamos de viver em comunidade. Ou matilha, se quiserem. Aqui rimos juntos, rezamos juntos, trabalhamos juntos, comemos juntos. É uma alegria.
Peço-te um favor: adora a matilha, cuida da matilha. Vive intensamente estes momentos: quem vive focado na ecranzinho do telemóvel não vive nada, e a vida passa-lhe ao lado. Tu estás aqui, nós estamos aqui. Lá fora o mundo corre bem sem nós.
Viva a matilha!

A Solidariedade
É impensável uma matilha sem solidariedade. Todos cuidamos de todos, mais a mais se entre nós existem crianças. Elas são para nós as primeiras! Em tudo são as primeiras, principalmente nos cuidados. Claro que não substituímos a mamã-kelb e o papá-kelb, mas até deles nos preocupamos quando entre nós os virmos!
Os tios-kelb são assim!
O ritmo do Vcampaki é o ritmo das crias-kelb! Nós correremos tanto como a Matilde e riremos outro tanto quanto a Ana Carolina. Esse é o nosso jeito, porque nós somos assim e assim são os Kelb!
E quem diz da Matilde e da Carolina diz de qualquer kelbacampaki! Estamos aqui para ajudar a fazer do Vcampaki algo tão bom que todos queiramos regressar dentro de um ano! Eu tudo farei para fazer de ti um kelb feliz no meio da matilha!

A Alegria
Separados não somos nada e temos frio. O que nós gostamos é de aconchego e de ladrar à lua e às lagartinhas. A nós espantam-nos as folhas da vinha a mexer e as maçãs bravo-esmolfe que caem todos os dias. Gostamos de brincar, ver o baile das borboletas, saltar para a piscina e caçar gambozinos. E falar com o Amigo.
A nossa marca é a alegria. E a alegria será grande se tu não pensares tanto em ti, e mais na matilha. Eu estarei alegre quando te fizer grandemente feliz.
Em casa fazíamos nada, aqui, eu e tu juntamo-nos e fazemos um encontro ao estilo da Santa Madre Teresa, que gostava de amigos, de muitos amigos, de rezar, cantar e bailar, falar e rir, embora nunca tenha visto uma piscina!
Eu sem ti e a tua amizade era muito pequenino. A tua alegria incha-me e empurra-me para a frente. E de repente estou feliz, e penso: Estou no Paraíso só porque estou no Vcampaki.

Ah, já agora o Espírito Kelb é o espírito cão. Estava mesmo a ver-se, não?

Frei João Costa

Experiência kelb!



Olá a todos os Acampakis e a todas as Acampakias.

O Espírito Kelb não se sai da cabeça. O Amigo forte nunca mais me deixou.
O que vale é que também temos outros amigos, físicos, que nos ajudam a sermos cada vez mais fortes na fé e na esperança.
Esta minha terceira experiência no Acampaki foi como que renascer e começar de novo.
De facto a cada Acampaki que vou fico melhor e conheço outras realidades, como por exemplo, a da Balinha,
a quem mando uma grande beijoka e desejo muitas felicidades.
É por isso que se há coisa de que eu me não arrependo é de ter conhecido o Carmo Jovem, e de ter conhecido o Acampaki.
Acreditem, que se fosse hoje a primeira vez que me falassem nele eu iria e voltaria a ir.
É esta fé, esta a amizade que fica no meu coração e é isto que me enche a alma.
São estes amigos fortes de Deus que me levam a partilhar e a elevar a minha fé.
É por isto tudo que, chegada a hora, não consigo ficar em casa e não ir ao Acampaki.
Para mim o Acampaki é como uma droga. É viciante!
Sem esta droga as férias já não são as mesmas. E o resto do ano também não.
O Carmo Jovem é a amizade e é por isso que ele precisa que sejamos "amigos fortes de Deus"!!!
(Até ao próximo ano!)

Catarina Costa, 16 anos, Aldeia do Caminho de Perfeição

ANIVERSÁRIO DA IRMÃ RAQUEL MARIA DE SÃO JOÃO DA CRUZ


«Um pastorinho, só, está penando,
privado de prazer e de contento,
posto na pastorinha o pensamento
seu peito de amor ferido, pranteando.

Não chora por tê-lo o amor chagado,
pois não lhe pena o ver-se assim dorido
embora o coração esteja ferido;
mas chora por pensar que é esquecido.

Que só por pensar que está esquecido
por sua bela pastora, é dor tamanha,
que se deixa maltratar em terra estranha,
seu peito por amor mui dolorido!

E disse o Pastorinho: Ai, desditado!
de quem do amor se faz ausente,
e não quer gozar de mim presente,
seu peito por amor tão magoado!

passado tempo em arvore subido
ali seus belos braços alargou,
e preso a eles o Pastor se ficou,
seu peito por amor mui dolorido!»
[O Pastorinho - São João da Cruz]

domingo, 21 de agosto de 2011

A Gotinha nas JMJ

Doze temas para a Crónica do AcampakiJúnior (I)


I. O Acampaaakijúnior foi o Terceiro Acampaki dos mais jovens do Movimento do Carmo Jovem. Realizou-se na Casa do Menino Jesus, em Deão, de 27 a 31 de Julho. Foram três dias, apenas três dias. Mas três grandes dias, isso sim!
Os homens não se medem aos palmos, nem os jovens, nem os adolescentes. E, já agora, nem os acampákis. Aliás, com ironia, poderia dizer que aquilo que os grandes acampakis fazem em oito nós fazemos em três dias. É que há saber e saber. E ninguém sabe acampakipar como os juniores do Carmo Jovem!
(Mas, se puderem aumentar um diazito ao Júnior não era mau!)

Crónica alfabética do Vcampaki (II)


BÊNÇÃO 
Um Acampaki é uma bênção. No fim dum ano lectivo ou dum ano de intenso trabalho não há melhor que o sabor a pó e orações com cheiro a eucalipto para purificar o corpo e tonificar a alma.
O Acampaki é uma bênção bendita. Este também foi.
Rodeados de natureza e de silêncio bendizemos e louvamos o Criador. Rodeados de amigos e formadores bendizemos a Deus. Não houve razão para não O bendizer, para não dizer bem Dele! Deus foi por nós louvado. Saímos tão novos e tão viçosos que o nosso louvor e bendizer se renovou e se re-ergueu vigoroso para Deus.
E como não nos sentirmos nós também abençoados por Deus? Mas, oh se fomos! Claro que fomos! Ficou simbolizada na bênção final que tanto impressiona os acampakis e os pais.
Deus esteve connosco. Deus permaneça connosco. A sua mão esteve sobre nós e sobre nós permaneça. 

Até que voltemos a reunir-nos para O bendizer. 





BÍBLIA
Na Hora de Silêncio propusemos a leitura do Livro dos Salmos. O momento foi único. Cada jovem acampaki levou a sua Bíblia e depois duma breve introdução e partilha de leituras lá íamos ler Salmos.
No terceiro ou quarto dia alguém descobriu que o Papa, desde as suas férias em Castelgandolfo sugerira que os Católicos lêssemos a Bíblia em férias. Foi uma delícia este reforço. Afinal, diziam os acampakis: « – Adiantamo-nos ao Papa!»
Depois deste reforço abrimos o leque e alguns espraiaram-se pelos livros de Ester e Rute, Cântico dos Cânticos, Tobias e Qoeleth. Foi engraçado notar como os acampákis reconheceram nessas leituras similitudes com a vida contemporânea.
A explorar ainda mais no futuro.




 Bruno
O Bruno é um jovem especial. E um amigo especial. Para além de ser o nosso chef de cozinha. Que gosta de cozinha isso percebe-se logo quando se olha para ele. Mas nem nós nem ele sabíamos se conseguiria cozinhar para tantos. Mas cozinhou, apesar de nunca antes o ter feito para uma mesa tão grande. Saiu-se bem, inovou, foi criativo, deu-nos sempre sopa, e repetiu as receitas da avó. Foi um sucesso.
É matemático, inteligente e próximo de prestar provas de doutoramento. Por nós deixa a matemática e dedica-se às letras na sopa!
Abre um restaurante, Bruno! Tens queda e és amigo do coração: nunca pões demasiado sal nas comidas!
Andou discreto, mas com humor. Integrou-se por inteiro: é um dos nossos!
Se não fosse amigo forte de Deus como teria aguentado servir-nos refeições tão boas e a tantas bocas e tão famintas?

sábado, 20 de agosto de 2011

DOMINGO XXI DO TEMPO COMUM


Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus». Então, Jesus ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Messias. [Mt 16, 13-20]

O Papa também confessou na JMJ

Madrid, 20 ago 2011 (Ecclesia) – Bento XVI confessou hoje três jovens nos jardins de Buen Retiro, em Madrid, numa iniciativa inédita inserida na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2011, que decorre até domingo.
Num dos confessionários instalados no local, onde decorre desde segunda-feira a a chamada ‘Festa do Perdão’, considerada pelo Vaticano como “acontecimento singular”.
Confessando num espaço mais reservado do que os outros, no qual foi instalada a Cruz das Jornadas, o Papa ouviu os três jovens escolhidos entre os voluntários da JMJ de Madrid.
O sacramento implica a declaração por parte do fiel dos atos considerados como pecado, o seu arrependimento, a absolvição do sacerdote ou do bispo que escuta a confissão e o cumprimento da penitência imposta pelo ministro.
A ‘Festa do perdão’ conta com 200 confessionários desenhados e construídos propositadamente para aquele que é o maior encontro juvenil católico.
Um forte dispositivo de segurança separou a comitiva papal de peregrinos e curiosos que se deslocaram desde o início da manhã a El Retiro, um dos maiores parques da capital espanhola.
Octávio Carmo

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Vamos todos aprender a conjugar

SAUDAÇÃO DO RESPONSÁVEL DA PASTORAL JUVENIL


Olá!
Sejam todas e todos bem-vindos.
Ainda nos não conhecemos. Mas tal como eu todos esperam viver aqui três belos dias no Acampakijunior, que se realiza na Casa do Menino Jesus! É para mim grande alegria poder receber tanta gente! É muito belo para mim ter de alargar o meu coração onde mais jovens amigos possam entrar!
Que bom que tenhais vindo! Fico-vos muito grato por isso.
Sei bem que estais ansiosos pelo Acampaki. Mas atenção, isto já é Acampaki! Por isso, ‘bora lá a viver o espírito Acampaki!
É chato eu sei, mas isto tem regras. Onde há gente há regras. E o Acampakijunior tem três regras que são três verbos. A saber: Juntar, animar, alegrar (a Deus). Os verbos fui roubá-los a uma amiga nossa, Teresa, Teresa de Cepeda ou Santa Teresa de Jesus. Os verbos são, pois, dela, e as ideias também.

Juntar, «juntemo-nos»
O Acampakijunior faz-se para ficarmos juntos, porque gostamos de estar juntos. Não é possível ficar alguém na tenda, outro agarrado ao telemóvel, outro a sonhar, alguém no Santuário e só um na piscina. Não, isto vale porque vamos todos a tudo. Rezamos e comemos juntos. Brincamos e saltamos juntos para a piscina. Saímos juntos e juntos entramos no Acampaki.
Não existe Acampaki a solo. Garanto que o Acampaki é belo porque tu tens boas ideias e és um/a jovem carmelita interessante e interessado/a em fazer amigos. A amizade é bela se houver amigos, e os amigos ficam juntos. Não fiques só, triste ou envergonhado. Junta-te aos outros e a todos e vamos juntos sonhar que o Acampaki pode ser semente dum mundo novo.

Animar, «animemo-nos»
Às vezes também é difícil estar onde gostamos de estar. O Acampáki tem momentos surpreendentes e outros que nos marcam por não serem tão bons. Afinal, temos de cozinhar, manter limpo as Aldeias e o Acampamento, fazer a limpeza dos balneários, descascar batatas, pôr a mesa e lavar pratos. Também rezamos, caminhamos e brincamos e fazemos teatro. Enfiam, são quase mil as tarefas que se fazem no Acampaki. E bem pode suceder que não gostemos de as fazer todas. Por isso é importante que nos juntemos e nos animemos uns aos outros. Se virmos alguém desanimado deveremos ser amigos e procurar ajudá-lo. Animar é uma boa e grata tarefa. Os amigos sabem bem animar os demais. Oxalá tu sejas assim, eu espero que tu sejas assim. Mas se estiveres triste aceita uma palavra simpática que te ajude a arrebitar de novo.

Alegrar, «alegremos a Deus»
Parece estranho que se possa alegrar a Deus, mas a verdade é que podemos. E recorrendo apenas ao sorriso e à simplicidade. Se tu estiveres bem, Deus também estará. Se sorrires, Deus sorri. Se ajudares um qualquer acampakid, Deus alegra-se pelo bem que Lhe fazes a Ele mesmo. Aqui essa é a nossa medida: o que fazemos ao kid mais pequenino é a Deus que fazemos. E o bem que fazemos alegra o coração de Deus porque acaricia o coração dos amigos que nos rodeiam.
Enfim, obrigado a todos por terem vindo, por ajudarem a construir esta pequenina comunidade da gotinha do Carmo Jovem. Obrigado pela vossa animação e alegria. Deus e a Senhora do Carmo vos abençoem,

Frei João Costa

Nasceram a Clarinha e a Madalena do Carmo Jovem

As crianças são como as flores. Naturalmente amamos mais o que sai de nós. Dizer como as flores é falar da alegria da Primavera que entra nas nossas casas e vidas quando Deus as abençoa com crianças. Assim, a meio do Vcampaki soubemos que tinah nascido a Clarinha, filha do Pedro e da Vera. Não sabemos o dia, mas quando soubermos diremos. E antes da Clarinha nasceu a Madalena, filha da Carlitos e da Célita. Desta sabemos o dia, mas agora não nos lembramos. e quando dissermos o aniversário de uma diremos da outra.
O Carmo Jovem fivou mais jovem, mais belo, mais responsável. O Carmo é jardim e alegra-se com mais estas duas flores. Impossível não sorri ao bom Deus que no-las Deus!
Parabéns às duas famílias. E desculpem o atraso.
Já sabem queremos vê-las no II Carmicoque. Será no dia 2 de Junho de 2012.
Tragam também os primitos delas!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

SMS do Tiago Gonçalves

A JMJ de Madrid já arrancou. E o Papa já chegou. Há manifestações e contramanifestações. Entre mais de um milhão de jovens estão há gotinhas Carmelitas. Entre os 50 jovens carmelitas portugueses está o Tiago Gonçalves da Coordenação do Carmo Jove, que, ao passar a fronteira escreveu numa SMS «No preciso momento k deixo Portugal em direcção às JMJ em MAdrid, ñ deixo a minha identidade para trás e afirmo  mais do k nunca: LEVO (todo) O CARMO (JOVEM) NO CORAÇÃO. K esta pequena gota cresça «enraizada em Cristo e firme na fé». Obrigado pelo apoio. Estareis todos nas minhas orações. Abreijos.» Tiago Gonçalves. Força Tiago. Ânimo. Por aqui rezamos por ti e todos os Carmelitas que pelas calles de Madrid peregrinam com BXVI.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Crónica alfabética do Vcampaki (I)

Aldeias
O quinto Acampaki realizou-se mais uma vez aos primeiros alvoreceres de Agosto, na Casa do Menino Jesus, em Deão.
Éramos 23 acampakis, distribuídos por quatro aldeias. Como sempre. Como sempre esticámos os fios das tendas sob as árvores da Leira de Cima. As tendas foram separadas por aldeias, que tomaram o nome dos livros maiores de Santa Teresa de Jesus, nossa Mãe.
Na Aldeia do Livro da Vida posicionaram-se as três famílias de acampákis; na Aldeia das Fundações ficaram os jovens de Caíde de Rei; na do Caminho de Perfeição, as meninas de Amarante e Viana do Castelo; e os de Braga na do Castelo Interior ou Moradas.
A juntar ao curioso dos nomes cada aldeia teve de estudar em momentos vários o livro que a patrocinava.



Amigos
Amigos é o que somos. Ninguém viu anjinhos por ali e mafarricos também não. Mas gente a crescer, a crescer. A conhecer. A aprender.
Juntámo-nos porque éramos amigos fortes de Deus. E saímos mais amigos e mais fortes. Mais amigos de Deus e entre nós, de coração mais aberto e mais cheio. A causa de Deus é a nossa, e as nossas procuramos que sejam Dele.
Fomos para o Vcampaki convictos de que a amizade era a marca necessária para crescermos na fé e não desistirmos da peregrinação a que nos vamos impelindo. E assim foi.
Fomos amigos de Deus porque amigos do amigo mais pequenino que ali estava connosco. Do amigo mais pequenino que se for cruzando na nossa vida.
Creio que foi S. João Crisóstomo que disse: «Se queres que alguém se faça cristão deixa-o viver um ano em tua casa». Boa sugestão. No Vcampaki fizemos mais três jovens carmelitas: O Bruno, o Diogo e a Mariana. Para tanto bastou que vivessem o Vcampaki connosco!

domingo, 14 de agosto de 2011

Deus representa um arco-íris - Acampaula - 6 AGO'11



No sétimo dia do nosso Vcampaki, sábado, recebemos uma professora que nos veio dar uma grande lição de vida. Naquele dia, em vez de nos dirigirmos à nossa universidade, onde nos sentaríamos em cima de bolotas, aconchegámo-nos dentro de casa, uns no chão, outros em cadeiras ou sofás, pois lá fora o frio apertava e a chuva ameaçava. A nossa convidada chama-se Ana Balinha e, com apenas 30 anos, tem já uma experiência de vida grandíssima.
Tivemos o prazer de ter na nossa companhia uma rapariga bastante simples, simpática e muito bonita que pertence ao Carmo Jovem desde os seus 14 anos e que, por motivos de força maior, teve que o “abandonar”. Um abandonar escrito entre aspas, pois mesmo ausente leva o Carmo Jovem sempre no coração!
Com o intuito de partilhar connosco a sua história, contou-nos que sempre teve, desde pequena, problemas respiratórios. Problemas esses que foram sempre identificados como derivados da asma. Porém, os sinais de asma que tinha eram anormais, o que a fez visitar vários médicos até que, ao fazer exames, lhe foi detectado um tumor no pulmão esquerdo.
Com apenas 28 anos descobriu que o pulmão tinha que lhe ser retirado. Ficou devastada com a má notícia e ao partilhar tudo isto connosco disse-nos que é um momento em que “passa muita coisa pela cabeça” e que é, sem dúvida, “um despertar para muita coisa”. Ficou assustada com a ideia de viver só com um pulmão, pois até àquela data não conhecia ninguém nessa condição nem sabia que tal pudesse ser possível. Sentiu uma revolta enorme por tudo aquilo lhe estar a acontecer, pois, ela como nós, sempre pensamos que estas situaçõe limite sempre sucedem aos outros e, principalmente, às más pessoas. Foram momentos em que pensou que a vida lhe estivs a ser roubada; que o chão estava a ser-lhe retirado dos pés.
Esteve durante um mês no Hospital de São João - Porto, onde muita gente a visitava. Mas, apesar disso, sentia-se presa numa gaiola e os dias eram intermináveis. Rotulou essa parte da sua vida como sendo “uma roleta russa que gira e não sabemos onde vai parar: se na vida, se na morte; se na saúde, se na doença”.
 A operação a que foi submetida correu bem e partilhou connosco que sentiu um grande alívio ao acordar, em ver e sentir que estava viva e que estava destinada a ficar entre nós. Embora não pareça e, ao olhar para ela, ninguém diz: – «A Balinha tem uma incapacidade grande», mas como grande lutadora que provou que é, ela luta contra tal facto e tenta fazer a sua rotina normalmente. Afirma que, depois de tudo isto, a sua cabeça mudou e aconselhou-nos a nunca desistirmos das coisas, a nunca deixarmos que nos imponham limites.
Não posso deixar de afirmar que conhecemos, sem dúvida alguma, uma mulher de armas a quem propuseram uma grande batalha. Batalha essa que ela venceu combatendo com unhas e dentes. Tenho a certeza que o Carmo Jovem está orgulhoso dela, pois depois de a ouvirmos falar de uma parte tão delicada da sua vida, não podíamos ficar indiferentes!
Por entre olhares cansados e vontade de um dia mais limpo, a aula correu lindamente. Pelo menos, ninguém adormeceu. O céu abriu e tivemos a companhia da nossa professora até depois do almoço. Uma preciosa companhia. Quero, por último, desejar o melhor do mundo para a Balinha, porque depois de tudo o que passou, ela bem merece. Que seja muito feliz e consiga alcançar sempre mais e mais. Mas claro, levando o Carmo Jovem sempre no coração!
Diana Oliveira, 16 anos, Aldeia do Livro do Castelo Interior










Se voltasse atrás voltava a ir - Vcampaki



Olá!
Como sabem participei no Acampaki pela segunda vez. Passei o ano todo a dizer que queria voltar, pois gostei imenso do que tinha feito, do que vivi, do que aprendi, e sobretudo do que conheci no anterior. Este ano decidi, então, regressar para conviver com pessoas, sem ser aquelas que vejo diariamente. Fui para partilhar experiências num espaço a que raramente vou. Foi algo maravilhoso. Sem dúvida. É claro que andei mais calada. Talvez não tenha sido das melhores companhias e talvez tenha surpreendido muita gente. Mas o Acampamento foi o mesmo: gostei tanto como no ano passado, e ainda mais por ter a alegria de duas crianças no meio de nós. A Matilde e a Carolina contribuíram muito para que este acampamento tivesse sido diferente. Também me marcou muito o espírito kelb.
Desta vez fiquei a semana toda. Nunca tinha visto o sarau e muito menos participara na Eucaristia. Mas gostei muito!
Se voltasse atrás no tempo voltava a ir, e no futuro gostava de ir.
Pessoalmente acho que todos desejariam viver esta experiência, porque é com Deus.

Fiúza Kelb, Aldeia do Livro do Caminho de Perfeição.

sábado, 13 de agosto de 2011

DOMINGO XX DO TEMPO COMUM


Naquele tempo, Jesus retirou-Se para os lados de Tiro e Sidónia. Então, uma mulher cananeia, vinda daqueles arredores, começou a gritar: «Senhor, Filho de David, tem compaixão de mim. Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio». Mas Jesus não lhe respondeu uma palavra. Os discípulos aproximaram-se e pediram-Lhe: «Atende-a, porque ela vem a gritar atrás de nós». Jesus respondeu: «Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel». Mas a mulher veio prostrar-se diante d’Ele, dizendo: «Socorre-me, Senhor». Ele respondeu: «Não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cachorrinhos». Mas ela insistiu: «É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos». Então Jesus respondeu-lhe: «Mulher, é grande a tua fé. Faça-se como desejas». E, a partir daquele momento, a sua filha ficou curada. [Mt 15, 21-28]