quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Crónica alfabética do Vcampaki (IX)

 
 
MARIA JOÃO
Os líderes que parece que não estão são os melhores (que estão). No Vcampaki parecia que a João não estava, mas estava. E estava bem rodeada de quem a ajudou a garantir o sucesso: todos nós. Dedico-lhe, portanto, um texto que encontrei algures. É do bispo F. X. Nguyen van Thuan (1928-2002): «Quando assumires responsabilidades de liderança, lembra-te que, mesmo depois de teres realizado com êxito a tarefa confiada, deves continuar a considerar-te servo inútil e a reconhecer que ainda tens muitas falhas e defeitos. E não te surpreendas nem aborreças quando a reacção aos teus esforços for apenas incompreensão e ingratidão.»


domingo, 4 de setembro de 2011

JMJ Madrid 2011: Somos mesmo muito pequeninos!

 
 
A XXVI Jornada Mundial da Juventude celebrou-se em Madrid entre os dias 16 e 21 de Agosto, e concluiu com um grande êxito no tocante ao poder de convocatória do Santo Padre. Mais que os números, registe-se com agrado a forma como a JMJ decorreu ao longo dos dias, a programação dos actos, a logística e as mensagens que Bento XVI pronunciou aos jovens do mundo inteiro e à sociedade espanhola.
Tivemos a oportunidade de vislumbrar um novo perfil do jovem cristão.
Uma mensagem cheia de esperança marcou os discursos de Sua Santidade. As suas palavras foram claras e profundas, num país com uma história longa de evangelização pelo mundo.
Os grandes eventos foram acompanhados de forma genérica por todos. Deixo algumas pinceladas sobre os nossos dias - dos jovens carmelitas portugueses - em Madrid.
No dia 17, sem programação prévia, tivemos um dia carmelitano. Visitamos a Igreja da Paróquia de Santa Teresa na Plaza de Espanha onde estavam as Relíquias de Santa Teresinha. À noite, participamos num concerto promovido pelo Instituto Notre Dame de Vie, onde as Relíquias foram novamente o centro das atenções.
No dia 18 participamos no encontro dos 12.000 jovens vindos de Portugal com os bispos portugueses, na Madrid Arena. Na catequese D. José Policarpo afirmou que não sabe se há tempo para perceber que há esperança na fé. A fé só poderá ser vivida com amor. Ao terminar disse “Senhor, eu acredito em Ti”, que é o mesmo que dizer, “eu amo-Te muito”.
Escutamos ainda dois testemunhos vocacionais muito significativos. Um casal aveirense - Pedro e Catarina - acompanhado pelo seu filho - Salvador - disseram “SIM como família, (...) não estámos sozinhos e as JMJ foram um momento de dizer SIM. É possível ser namorados, ser casal, ser família. É possível! Acreditem, somos capazes se Jesus Cristo está dentro. Podemos ser radicais. É possível”. O casamento também é uma vocação.
E escutámos ainda o P. Paulo, de Coimbra, que disse que era feliz como sacerdote capelão dum hospital! Também ele disse SIM.
Na sexta-feira, vivemos com grande emoção a Via Sacra entre Colon e Cibeles, ao longo do Passeio dos Recoletos. Momentos intensos ao ver as imagens da Paixão, provenientes de diferentes pontos da geografia espanhola: cada uma das estações foi uma emoção renovada ao ouvir as meditações e ao ver jovens marginalizados pela sociedade de diferentes pontos do globo – jovens com sida, jovens do Iraque, jovens deficientes, etc.
O fim de semana foi um grande encontro: o encontro por excelência de todos os jovens, em Quatro Vientos. Ali sofremos temperaturas altíssimas, chuva, vento forte, frio... Mas mais impactante que isso foi o silêncio que se fez quando a Custódia de Toledo surgiu na Exposição do Santíssimo. Não cronometrei o tempo, mas sei que nos arrepiámos durante o muito tempo que estivemos diante do Santíssimo!
O Santo Padre proferiu palavras de improviso que alentaram os jovens a permanecer no lugar quando o clima fez das suas. No domingo o calor regressou e o calor das palavras do Santo Padre inundou também os nossos corações. E mais aqueceu os jovens brasileiros quando se ouviu que as próximas JMJ serão no Rio de Janeiro em 2013!
Em Madrid os jovens de cerca de 200 países viveram uma experiência de fé, uma experiência de Igreja e uma experiência de gozosa de alegria. Estas experiências vivenciadas, mesmo depois de alguns dias do seu término, mantêm-se muito fortes nos nossos corações.
Somos mesmo muito pequeninos...
Frei Ricardo Luis, OCD

Encontro Internacional de Jovens Carmelitas em Ávila

Antes das JMJ decorreu em Ávila, junto das muralhas onde João Paulo II celebrou a Eucaristia em 1982, o I Encontro Internacional de jovens carmelitas. Ali se reuniram jovens provenientes de diferentes latitudes do mundo: Itália, França, Inglaterra, Irlanda, Croácia, Polónia, Líbano, Portugal, Argentina, Venezuela, Equador, Uruguai, Eslováquia, Roménia e Espanha.
O encontro começou com o acolhimento dos diversos grupos linguísticos, com cânticos dos diferentes países para ir criando ambiente. Logo depois o Superior Geral da Ordem, P. Saverio Cannistrà, proferiu umas breves palavras de boas-vindas a todos os jovens e convidou-os a viver a alegria, a fraternidade e o gozo de encontro com Deus nas nossas vidas, sempre apoiados na oração e, para isso ninguém melhor que de Teresa de Jesus para nos ensinar, concluiu!
Depois houve espaço para diferentes atelieres espalhados pela cidade.
À tarde, pelas 17:00h o Bispo de Ávila presidiu à Eucaristia concelebrada por muitos frades carmelitas. Na procissão de entrada surgiu o Relicário da nossa pequenina Santa Teresinha do Menino Jesus que também quis estar presente. Que melhor companhia podiam pedir os jovens!!!
Depois da Eucaristia realizou-se um concerto com cantores de diferentes países, Espanha, Itália, Polónia e Portugal.
Em Ávila, os jovens carmelitas de diferentes lugares do mundo, com diferentes idiomas, tiveram a possibilidade de partilhar a grande alegria do encontro e o que os une em comum: Santa Teresa de Jesus. Na sua terra natal, naturalmente houve ainda tempo para visitar alguns lugares a ela ligados: o Carmelo da Encarnação, o Carmelo de São José e, claro está, o Convento da Santa onde ela nasceu.
Terminado o encontro partimos para Madrid para o grande encontro com o Santo Padre.
Frei Ricardo Luis, OCD

Crónica alfabética do Vcampaki (VIII)


Lazer
Lazer: Férias são oportunidade para mudar de vida.
É preciso «saber perder tempo e entrar em horas mais lentas», destaca responsável pelo «Akampaki».
Deão, Viana do Castelo, 05 ago 2011 (Ecclesia) – As atividades organizadas pela Igreja Católica nas férias de verão são uma oportunidade para a mudança de vida e tomada de decisões importantes, que frequentemente ocorrem entre lágrimas e desassossegos.
“Houve gente que casou depois de se ter conhecido no acampamento e há pessoas que entraram na vida religiosa e nos seminários, fruto de uma caminhada maior”, contou à Agência ECCLESIA o frei João Costa, um dos organizadores da quinta edição do ‘Akampaki’.
As férias requerem habituação do corpo e dos processos mentais: “Nos primeiros dias as pessoas vão-se despindo de hábitos, costumes, ritmos e rituais”, explica o religioso carmelita, acrescentando que é preciso “saber perder tempo e entrar em horas mais lentas”.
“As pessoas andam a 200 à hora mas aqui envolvemo-nos num ritmo muito vagaroso, permitindo que o Espírito nos acompanhe e que nós acompanhemos o Espírito”, refere frei João Costa sobre a iniciativa que atravessa esta semana de domingo a domingo, num espaço localizado 15 km a oeste de Viana do Castelo e 400 km a norte de Lisboa.
A passagem para um estilo de vida mais distendido é uma oportunidade para balanços pessoais, mas nem sempre é fácil: “Há adultos que enchem a sua vida com muitas coisas para não entrarem em comunhão consigo mesmos, evitando assim escutar as suas feridas e dores”.
“Há choques, choros e ansiedade porque de repente ficamos sem os confortos e as rotinas de lá de fora. Por isso as pessoas entram mais dentro de si, o que por vezes se torna um processo muito difícil. Têm havido aqui experiências muito duras”, diz o frei João Costa, responsável pelo acampamento dirigido a participantes dos 15 aos 35 anos.
A natureza favorece a revisão de vida: “Temos o rio Lima aos nossos pés, uma veiga muito fértil de milho, vinha, oliveiras, castanheiros e pinheiros. É um lugar de sossego e de paz, juntamente com os animais que nos visitam”, afirma o carmelita, que elege o “santuário de Nossa Senhora do Akampki” como o seu local favorito.
“A porta obriga-nos a alguma ginástica, fazendo perceber que entramos numa zona diferente das outras, dedicada à oração; logo depois estamos numa pequena clareira, diante das árvores que nos acolhem e abraçam, tendo por teto as estrelas e o céu”, descreve o frei João Costa.
Os momentos de recolhimento e relação com Deus decorrem com os 30 participantes “sentados nas mantas, sobre o chão, vivenciando momentos muito intensos de oração entre a natureza, os silêncios, os ruídos, o Evangelho e as palavras de Santa Teresa de Jesus” (1515-1582), espanhola cofundadora dos Carmelitas.
“O acampamento não está tanto voltado para o beato mas para o crescimento humano e espiritual, em grupo e na família”, indica o religioso, para quem “o grande segredo” da iniciativa está no ambiente “de serenidade, entreajuda e união” que se estabelece entre os participantes, ajudados pelas reflexões propostas pelos oradores convidados.
“Já estou cheio de fazer retiros em casas. Este caminhar no pó, este contacto com as árvores, os bichos e a natureza pacifica-nos, tornando-se uma grande mediação que nos renova para a nova batalha que chega no fim de agosto”, conclui o frei João Costa, apontando para o reinício das aulas e do trabalho.
RM

Doze temas para a Crónica do AcampakiJúnior (VII)

VII. Das dinâmicas acampakípicas não há muito que falar, ou até talvez sim. Porém, melhor que falar é vir e ver, vir e viver. Desafio quem hesitou a que venha futuramente. Venha animado e convencido, venha para ajudar a rezar e a pensar, a rir, saltar e sonhar.
Várias coisas se destacam. Várias não, muitas. As limpezas e os trabalhos ordinários são responsabilidade nossa. Os trabalhinhos (ou empreendimentos?) que são sempre das mamãs nestes dias são nossos porque… ali não há mamãs. E porque é Acampaki! Mas nada fica por fazer, ninguém obriga a fazer, o acampamento parece bem, os balneários também, a cozinha e o refeitório, aspas aspas.

Peregriçaco - 16 a 18 SET'11


sábado, 3 de setembro de 2011

DOMINGO XXIII DO TEMPO COMUM


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te escutar, terás ganho o teu irmão. Se não te escutar, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas. Mas se ele não lhes der ouvidos, comunica o caso à Igreja; e se também não der ouvidos à Igreja, considera-o como um pagão ou um publicano. Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na terra será ligado no Céu; e tudo o que desligardes na terra será desligado no Céu. Digo-vos ainda: Se dois de vós se unirem na terra para pedirem qualquer coisa, ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos Céus. Na verdade, onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles». [Mt 18, 15-20]

Sou uma amiga forte de Deus e preciso fortemente d’Ele! - Acampaula 5 AGO'11



Na manhã do dia 5 de Agosto, sexto dia do Vcampáki, deu-se início a mais uma aula na nossa Universidade que, embora um pouco molhada, nos permitiu ter mais um momento de conhecimento rodeados pela natureza.
A nossa formadora foi uma amiga de longa data do Carmo Jovem, Alexandra Pinto.
Alexandra é natural de Avessadas onde contribui para a fundação de um grupo de jovens, Sh’ma, e foi ainda a primeira coordenadora do Movimento do Carmo Jovem. Ela falou-nos essencialmente do grupo de jovens de que fez parte, das actividades que faziam, do Carmo Jovem de há 16 anos e, principalmente, do papel que tudo isto tem na sua vida actualmente.
Segundo a Alexandra o grupo de jovens foi algo que fortaleceu a sua relação com Deus. Reuniam-se uma vez por semana, numa casinha algures no bosque do Convento de Avessadas, para reflectir sobre alguns temas, preparar actividades, rezar ou, muitas vezes, simplesmente para conversar sobre como tinha corrido a semana.
Tal como este grupo de jovens, outros grupos também existiam em Caíde (Lousada) Porto, Aveiro, Braga e Viana, que se reuniam uma vez por ano para o encontro anual de jovens carmelitas, a que na altura chamavam o nome original de Carmo Jovem (actualmente é Horeb!) Neste encontro, que durava um fim-de-semana, existiam actividades como apresentação de peças de teatro, caminhadas e vigílias. Esta última foi salientada pela professora como sendo um momento de reflexão profunda, como que um desabafo com O Amigo!
Embora todos gostassem de participar nestas actividades, iam surgindo outros compromissos, como a faculdade, que faziam com que alguns jovens fossem desaparecendo do Movimento e do grupo de jovens dando lugar a novos jovens para entrar e explorar o mesmo. A Alexandra disse-nos ainda que ao longo da história do Sh’ma mantiveram sempre a dinâmica do grupo, que sempre se reuniram, independentemente do número de elementos presentes, pois apesar das dificuldades é preciso continuar sempre.
Ao longo dos anos houve sempre um grupo de pessoas que ficaram e se mantiveram amigos e, embora não se vissem com tanta frequência, tinham a sensação de “missão cumprida” pois existia outro grupo que os iria suceder e assim sucessivamente ao longo dos anos. 
Quando questionada sobre qual a sensação de coordenar o Carmo Jovem, a Alexandra confessou-nos que no início tinha um pouco de receio pois, quando se é simplesmente um participante existe sempre o factor surpresa de não se saber o que iria fazer e de se poder aproveitar mais descontraidamente as actividades. Alexandra achava que não ia sentir o mesmo, mas disse-nos ter-se enganado pois a sensação de ter o “coração aquecido por Deus” e poder fazer com que o coração de outros seja aquecido é algo que não se expressa por palavras, mas se sente, e esse sentimento nunca se apagou nem mesmo quando, por motivos profissionais se afastou fisicamente do Carmo Jovem. Foi neste ponto que a nossa querida João interveio dizendo que quando Carmo Jovem faz parta da nossa identidade, é algo que nunca se extingue dentro de nós.
Já todos estávamos fascinados com tudo isto que a nossa professora nos tinha contado mas, felizmente para nós, ainda tínhamos muito para ouvir. A Alexandra disse-nos que, apesar de ter uma vida agitada conseguiu sempre manter a amizade com Deus através da família e dos amigos, pois Ele está sempre lá à nossa espera e carminha connosco. Informou-nos também que apresentou o Menino Jesus de Praga a alguns amigos para que, também eles pudessem entender e fortalecer esta amizade de que todos nós tanto precisamos. No entanto, devido à sua vida profissional, a Alexandra acusou-se de egoísta, uma vez que, com todas as suas ocupações é um pouco complicado ter tempo para fortalecer esta amizade. Foi nesta altura que uma amiga, a quem Alexandra havia apresentado o Menino Jesus de Praga, lhe disse que deveria ir a uma igreja e, como que, renovar a sua amizade com Deus.
A nossa professora disse-nos com muita razão que o ar que se respira numa igreja é de amizade e protecção e que devemos entrar numa igreja sempre que por uma passamos, pois é necessário sentir a presença de Deus e desabafar com Ele algo que não queremos contar a mais ninguém.
Com muita pena nossa a aula estava já no fim, mas antes de dar-mos esta por acabada ainda havia tempo para algumas perguntas. Em primeiro lugar, Alexandra foi questionada sobre quais seriam os três conceitos em que o Carmo Jovem se baseia e quais aqueles que no seu entender mais vezes repetira. A resposta foi: fé, pois é necessário desmistificar e acreditar; amizade entre os jovens e com Deus; e a união, pois reconhece que um grupo tem a necessidade que os seus elementos se mantenham unidos. Mas, de verdade, amizade foi o conceito que a Alexandra repetiu mais vezes. E confirmou que para nos mantermos unidos é preciso termos fé em Deus e também uns nos outros, pois o pilar do Carmo Jovem é sermos amigos (mantermo-nos unidos).
Para finalizar, perguntaram a Alexandra a pergunta que tantas vezes fazemos a nós próprios: És uma amiga forte de Deus?; e recebemos a resposta: “ Sim, acho que sou uma amiga forte de Deus, e preciso fortemente Dele!”
Sim, é verdade. Também nós precisando fortemente de Deus. Mas só depois desta confissão é que abandonámos a nossa Universidade aconchegados com a certeza de que, tal como a Alexandra, também nós seremos sempre parte desta família chamada Carmo Jovem.

Maria Babo, 17 anos, Aldeia das Fundações








sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Uma semana vivida a 200% nunca é esquecida!


O Acampáki é, para mim, muito mais que uma semana longe de rotinas, é uma semana de paz e mudança, e este Vcampáki não foi excepção.
Durante uma semana fortaleci alguns laços de amizade e criei outros, descansei pouco, arrumei (juntamente com a minha equipa fantástica) muitas vezes a cozinha, ri muito e rezei outro tanto.
Sei que dei um passo importante na minha carminhada em direcção a uma amizade cada vez mais forte com Deus; sinto que, mais uma vez, esta semana mudou-me e moldou-me para mais um ano de desafios e decisões.
Após este quinto acampáki, que para mim foi o segundo, posso dizer quão bom e maravilhoso é ser uma jovem carmelita! Pois, se não o fosse, não conhecia tantas pessoas maravilhosas e não as teria dado a conhecer à Mariana; não admiraria Sta. Teresa como agora admiro; e não tentaria ser cada vez mais amiga do Amigo.
Embora esta semana fantástica já tenha acabado, tenho a certeza de que vamos falar dela e revê-la durante muito tempo, porque uma semana vivida a 200% nunca é esquecida.

Maria Babo, 17 anos, Aldeia das Fundações

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Peregriçaco - 16 a 18 SET'11



Programa:
16 SET -Aveiro - 22H- Acolhimento e Bênção do Peregrino
17 SET -Aveiro > Oliveira do Bairro
18 SET - Oliveira do Bairro > Buçaco

Vais precisar de:
. saco-cama e colchão;
. colete reflector;
. calçado adequado (botas/sapatilhas com sola dura);
. roupa adequada (incluindo impermeável);
. protector solar e óculos de sol (exposição solar forte);

Inscrição: 27,50


Inscrição:

Doze temas para a Crónica do AcampakiJúnior (VI)


VI. A abrir tinha o Guião uma paráfrase duma antiga a oração irlandesa. Falava do tempo e da necessidade de o multiplicar, ou perder. Foi para mim muito importante e mobilizador essa oração. Não estamos em tempo de perder tempo. Porém, é indesmentível que a melhor maneira de ganhar e fecundar o tempo é perder tempo. Como crescemos e em nós crescem as amizades com os amigos e o Amigo quando perdemos tempo no Júnior! Que adiantaria que crescêssemos muito se connosco não crescessem os amigos? Nem crescêssemos nada para e com o Amigo?
No Acapaaaki Júnior perdemos tempo, mas ele fecundará certamente o nosso futuro, o nosso trabalho e os nossos sonhos.

Crónica alfabética do Vcampaki (VII)

KELB

Cada ano há um espírito que nos inspira. Não sei em que língua, mas kelb é cão. Tratava-se por isso de estimular o espírito de grupo, a solidariedade e o apoio, e a alegria de viver em matilha. Durante bons largos momentos bem merecemos ser kelbes, porque quase não houve momentos em que não andássemos juntos, colaborando, quer nas tarefas comezinhas quer nas mais exigentes, com alegria e espírito de que ser kelb é assim mesmo.


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Reunião da Coordenação

A Coordenação do Carmo Jovem já recomeçou a trabalhar. Foi no dia 29, ainda Agosto não tinha terminado. Ao fim da manhã corremos para Aveiro, onde nos juntamos os de arriba e os de abajo, para decidir o novo p'lano de actividades. A reunião foi grande, como o costume. E depois da reunião ainda houve sermão do Frei João. Tema: o jovem como missão. A coisa promete. O novo ano também. Uma coisa é certa: vamos andar por aí! E tu também, basta que queiras. De noite ou de dia, andaremos por aí. Em prosa ou poesia, andaremos por aí. A carminhar, a rezar e sempre a amar: andaremos por aí! Rumo a 2015, a fincar-nos nas nossas forças, mas sobretudo nas Dele. Amen! Que se não fora para isso, para que nos haveria de querer aqui Sua Majestade?

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Crónica alfabética do Vcampaki (VI)

JOANA
É a namorada do Bruno e sua partenaire na cozinha. A Joana Rocha é de há muito uma gotinha do Carmo Jovem. Que o cronista visse ela trabalhou e rezou, rezou e trabalhou. Em alfabeto carmelitano são a mesma coisa.
Mas fez mais: riu, sorriu, correu, atarefou-se. Riu, sorriu, encontrou a solução que faltava e ainda trouxe a colher em falta. Riu, sorriu, fez compota e coordenou a cozinha. Riu, sorriu, fez a caça ao tesouro e da caça ao tesouro fez uma oração única e um belíssimo momento de silêncio e amizade.
A Joana tanto riu e sorriu que será muito bom vê-la sorrir no sexto acampaki. Não importa se não é para a cozinha. O que importa mesmo é que venha sorrir para o meio de nós.