
sexta-feira, 27 de junho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
AACAMPÁKI – 27 JUL a 3 AGO
AAcampáki é tempo de piscina, jogos, lazer
Descobrir e potenciar a criatividade de maneira lúdica
terça-feira, 24 de junho de 2008
AACAMPÁKI – 27 JUL a 3 AGO
AAcampáKi é tempo de encontro
Descobrir a aventura de viver o encontro com os outros e com Deus!
domingo, 22 de junho de 2008
sexta-feira, 20 de junho de 2008
domingo, 15 de junho de 2008
Carmo (Jardim) do futuro
«Tive um sonho.
Sonhei imensos prados verdes intercalados com as mais variadas flores e um imenso fervilhar de vida. Havia montanhas e as aves, árvores e fontes cristalinas e refrescantes.
De manhãzinha fui ao jardim, e sentada num rochedo, saboreei sofregamente a brisa suave.
Apliquei-me com honestidade na disciplina de olhar, de me olhar e de deixar-me ser olhada e dei graças pelo toque delicado!
Fechei os olhos.
O murmúrio do suave balancear das árvores, o restolhar das folhas, a passagem subtil de algum animal, uma pinha a despenhar-se no vazio – qualquer ruído destacado no silêncio – foi o bastante para me precipitar num estado de alerta, de louvor a acção de graças.
E então olhei, olhei à procura d´Ele!
A sua mão serena me aconchegava, a sua voz acalmava a tempestade, o seu respirar acalmava os meus medos, a sua palavra saciava a minha fome.
A sua presença inebriou-me de alegria.
Ficamos horas a falar.
A imagem de Cristo pintou-se na minha alma. Como era também tamanha a minha sede de água fresca de Deus! Que deleite descansar nas mãos de Chama de Amor Viva, na fonte inesgotável de Amor!
Acabei por adormecer no regaço do meu Pai.
É com este sonho que eu vejo o Carmo do futuro. Digamos que será como uma escola de alpinistas. Nos dias de amanhã serão cada vez mais as propostas inundadas de ilusão que atropelam o olhar deixando a escolha difícil. Serão poucos os que se lembrarão de que a verdadeira realidade está ali, no cimo do Monte, aonde só se chega por caminhos divinos sendo o mais seguro aquela que Tu indicaras – para isso é preciso ficar em silencio a falar com Ele, é preciso Amar! – a todos custará subir, porque muitas coisas impedirão de avançar e irão puxar-nos para baixo. Ali, lentamente, com esforço e trabalho, cantando e rezando, em silêncio e solidão, subimos, passo a passo, até ao cimo da Montanha do Carmo. Por fim contemplaremos a glória de Deus infinitamente bom.
É preciso saborear a brisa suave do amanhecer com o coração puro e disponível para amar e ser amado. È preciso nunca esquecer que Ele também está no rigor das tempestades.
Está sempre pronto a desviar-nos para a calmaria. Está sempre pronto a abraçar-nos e a aconchegar-nos.
Mas nisso ficarei descansada, o Carmo plantou, com muito cuidado, as sementinhas do Futuro. O Jardim do Carmo será um lugar para todas as espécies de flores, cada uma com o seu encanto e brilho próprios.
Nos somos essas flores. Todas elas diferentes, no entanto iguais num único sentido e o mais importante: somos flores do jardim do Carmo.
Será necessário que todos cuidemos deste nosso jardim.
Só assim poderemos vê-lo crescer no futuro.»
Beatificação da Irmã Maria Josefina de Jesus Crucificado (1894-1948) (III)

Muitas poderiam ser as leituras actualizadas da experiência de Ir. Maria Josefina, para entrar no tempo em que vivemos, para tentar compreender como uma existência teologal fale aos nossos dias, toque as nossas exigências mais verdadeiras. Tentemos alguns percursos interpretativos.O Cardeal Sepe, na mensagem endereçada à diocese e Nápoles, por ocasião da Beatificação de Ir. Maria Josefina de Jesus Crucificado, justamente fala da modernidade da vida e da mensagem da Irmã em relação a dois âmbitos: o eclesial (em relação à pessoa do Bispo, dos sacerdotes, dos consagrados e das consagradas, dos fiéis) e social (em relação a todos os irmãos e irmãs da cidade de Nápoles).Neste momento histórico particular da cidade de Nápoles, adiciono alguns elementos, que creio, representem a alma do testemunho de Ir. Maria Josefina; refiro-me à bem-aventurança da pureza do coração (Mt.5,8) e à bem-aventurança daqueles que choram (Mt.5,4).“Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt. 5,8). À sua Igreja, mas também à nossa, seja qual for, Ir. Maria Josefina recorda a sua vida bela, a transparência do seu coração de adolescente e a bondade da sua vida quotidiana. Em uma palavra, nos coloca na estrada da bem-aventurança dos puros de coração, nos convida a crer que os meninos, os adolescentes representam esta cultura da vida limpa. Eles salvarão o mundo da poluição existencial e ambiental e por esta razão, como recorda Papa Bento XVI, o verdadeiro desafio é o educativo. Um desafio que passa pela universidade da vida que é família, verdadeiro útero de cada existência. Nápoles deve dar voz aos seus “scugnizzi”, como o mundo aos seus pequenos; é importante re-escutar a cultura da limpeza interior, da transparência do coração e dos olhos que torna cada criatura contemplativa, capaz de admiração diante da vida e de Deus.“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados” (Mt.5,4). À sua cidade, mas também à nossa, seja qual for, Ir. Maria Josefina recorda que a vida consiste em sentir o outro como alguém que me pertence. Ela, para nos dizer que ninguém está sozinho, sobretudo na experiência da dor, quanto tudo pode reduzir-se em espaço de desespero, foi disponível a viver atipicamente a sua vocação de monja de clausura, correndo sobre o fio da ortodoxia carismática do Carmelo, profeticamente atravessando a fronteira da distinção entre contemplativos e activos, exercitando a ministerialidade da consolação, da misericórdia sem “se” e sem “mas”, da solidariedade sem fronteiras, até sentir o outro, independente da sua condição social, como alguém que habitava as veias, que corria nas auto-estradas das suas artérias, da sua vida. Ela, uma Carmelita Descalça, revela-se muito capaz de estar profundamente erradicada na vida da sua Igreja e da sua cidade, colocando à mostra a fantasia de Deus, como capacidade de amor elevado ao máximo, como possibilidade de construir a civilização do amor, uma sociedade mais igual e solidária, capaz de acolher e de escutar, de integrar e abrir espaços de esperança sustentáveis.Por tudo isto, com toda a Igreja e a Ordem do Carmelo, louvemos a Trindade, fonte de toda a beleza e de todos os dons.
P. Luigi Gaetani, Ocd
sábado, 14 de junho de 2008
Beatificação da Irmã Maria Josefina de Jesus Crucificado (1894-1948) (II)
Beatificação da Irmã Maria Josefina de Jesus Crucificado (1894-1948) (I)
Domingo, dia 1º de Junho de 2008, na Catedral de Nápoles, o Sr. Cardeal S. Excia. Crescenzio Sepe, Arcebispo metropolitano de Nápoles, proclamará Beata a Venerável Irmã Maria Josefina de Jesus Crucificado (1894-1948 – no século Josefina Catanea), monja da Ordem dos Carmelitas Descalços, que viveu no Mosteiro de Ponti Rossi, Nápolis.Como traçar, brevemente, a existência teologal desta nossa irmã no Espírito? O que evidenciar do seu percurso humano e espiritual que a levou a configurar-se plenamente ao mistério pascal de Jesus Cristo? Em que termos considerar seu profundo e radical amor pelos sofrimentos do povo? Tentaremos percorrendo a sua vida.Uma adolescência serena e uma vida bela.A adolescência de Josefina se passa serena a Nápoles, na intimidade familiar, sustentada pela doçura da mãe Concetta e da discreta presença do pai Francisco, da amizade das irmãs Antonietta e Maria, do testemunho cristão da avó materna, Antonietta Grimaldi.Josefina, “Pinella” como a chamavam em família, testemunha uma vida bela, iluminada pela transparência do seu coração de menina e de adolescente, por aquela bondade celeste e que colore de beleza a terra. Os traços desta beleza emergem considerando a bondade da sua vida quotidiana em casa e na escola, analisando os tantos gestos de caridade a favor dos pobres e anciãos, na sua experiência de oração feita de confiança e abandono em Deus.Uma busca vocacional inquieta.A busca vocacional de Josefina é estreitamente ligada à da sua irmã Antonietta, ainda que se revelam traços completamente originais e personalíssimos. Quando, em 1908, Antonietta tenta a vida do Carmelo Teresiano, junto às Carmelitas Descalças do Arco Mirelli, Nápolis, Josefina tem 14 anos. A tentativa da irmã fale, parece por causa da frágil saúde, e retorna à sua casa. Em Agosto de 1910, porém, sob a guia do Frei Romualdo de Santo Antônio, Carmelita Descalço, Antonietta dá início, sobre a colina de Santa Maria ai Monti, junto aos Ponti Rossi, a uma experiência de vida que se inspira no Carmelo Teresiano. O início se dá como leiga terciária e a vida é marcada pela pobreza, pelo trabalho e a oração.Josefina vive intensamente a experiência da irmã, deixa-se interpelar por tudo o que lhe acontece em torno e dentro de si, experimenta quanto “Deus é um Deus ciumento” (Dt.6,15). Assim vive uma luta interior entre as exigências do amor divino, que sentia crescer em si, e os reclames do amor familiar, sobretudo daquele materno, até que, em Março de 1918, aparentemente sem uma opção definitiva, vai ao Carmelo para uma breve estadia. Esta permanência no Carmelo durou por toda a vida!Os primeiros anos no Carmelo e a doença.Os primeiros anos no Carmelo dos Ponti Rossi não foram fáceis. Josefina os vive provada por diversas doenças, até adoecer de bronco-pleurite. Fica gravemente enferma, lhe é administrada a unção dos enfermos. Não morre, mas também não se cura por cinco longos anos. Sempre doente, pregada em um leito de dor.Em Junho de 1922 passa mal com uma forma de tuberculose na espinha dorsal. Fica irreconhecível, totalmente contraída pela dor, quase imóvel. As curas médicas não produzem algum efeito sobre ela. Josefina é no limite da suportação humana, mas a Jesus pede para “dar-lhe algo da sua Paixão, mas de modo escondido, só a Ele conhecido”. Via tudo dentro e transforma os seus sofrimentos, unida ao Mistério de Cristo, em oferta de amor pelo Pai e pelos homens, seus irmãos”.A cura e a ministerialidade da escuta e do discernimento.O tempo da sua doença termina no dia 26 de Junho de 1923 quando Josefina cura-se instantaneamente só pelo contacto com a relíquia de São Francisco Xavier. Josefina, logo depois da cura, diante do tabernáculo, repete: “a via que tu novamente me doastes, Senhor, a gastarei para morrer a tudo o que é terreno, para viver verdadeiramente em Ti... Quero que seja para a tua glória, toda a minha vida. Não quero nada para mim nesta terra, a não ser o teu amor. Dai-me almas. Ofereço-me como vítima (de amor) pelos teus sacerdotes”.Deste dia em diante não só Josefina tem clara a sua vocação mas, nesta história de relação entre ela e o seu amado Senhor, é envolvida a mesma comunidade, o mesmo espaço físico onde vivem. De fato, sobre a estrada dos Ponti Rossi, a partir daquele dia, encontra-se sempre alguém que sobe ao Carmelo. Tem quem sobe à procura de uma palavra de conforto, quem por uma oração; outros vão em busca do sentido da sua vida, ou para reencontrar o eus perdido.Frei Romualdo, como o Cardeal Ascalesi, solicitam a Josefina de desenvolver este apostolado de acolhida e de escuta na “porta da tenda”, entre as exigências da vida contemplativa e apostólica. Um ministério que a torna capaz de fazer companhia à humanidade sofrida, de ler no íntimo do coração, até à conversão e à pacificação.“Divido as penas de cada coração, apresento a Deus todos os suspiros, todas as lágrimas que irrigam esta terra”. Em uma outra circunstância anota: “São confiadas às minas orações um grande número de pessoas. Tive a impressão que todos estivessem no meu sangue, todos irmãos, todos meus filhos”. Neste levar os outros, todos os outros, na sua existência, Josefina amadurece as experiências místicas mais profundas. Como dirá o Vaticano II, Josefina sente que “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo, e nada existe de genuinamente humano que não encontre eco no seu coração” (Vat. II, Gaudium et spes, Proemio). Foi um apostolado extremo o seu, vivido com vivo sentido de obediência ao Pastor da Igreja local, o Cardeal Ascalesi, e o seu director espiritual, Frei Romualdo; foi uma experiência de ardente e terníssima maternidade espiritual sobre cada limbo de humanidade. Esta maternidade a vive como chama viva que tudo acende, como empatia que tudo assimila e transforma, como busca do seu amado Jesus.A dimensão contemplativa da vida.No meio de tanto apostolado, Josefina tem os olhos fixos em Jesus, vive com Ele em uma intimidade profunda. Escreve: “Como é doce viver com Deus, conversar com Ele, doar-se a Ele, escutá-lo, amá-lo e não ter nada sobre a terra que nos distraia dele”. Palavras, estas, que carregam uma profunda carga vital, que trás à luz a capacidade de Josefina de viver totalmente unificada, compacta, profundamente reconciliada, sem nenhuma dicotomia entre vida activa e contemplativa. Escreve com extrema lucidez: “A missão no mundo não impede a vida e vida em um mosteiro, porque o verdadeiro mosteiro não está na solidão do corpo, mas no desnudamento do coração de toda vanidade” (cf. S. João da Cruz, C. B, III, 3).Este é o segredo da sua relação com Cristo. Este é o segredo da sua alegria, enquanto se doa aos irmãos. A sua actividade não é evasão, distracção, gosto pessoal, mas participação na obra do Reino dos céus, configuração a Cristo nu, transparência do coração.sexta-feira, 13 de junho de 2008
Um tostão para o Santo António
quarta-feira, 11 de junho de 2008
II ACAMPAKI - 27 JUL a 3 AGO
É um acampamento de Jovens Leigos Carmelitas. Propomos dedicar parte das nossas férias a viver em grupo a espiritualidade carmelita. (Tu já sabes o que é!)
Quinta do Menino Jesus de Praga, em Deão, Viana do Castelo.
Semana de 27 de Julho a 3 de Agosto de 2008.
Encontrarás certamente tempo para fazer amigos e aprofundar amizades. Tempo para conhecer a natureza e reconhecer Deus nela e em nós.
O Acampáki deseja promover a amizade entre os Jovens Leigos Carmelitas. Firmar a história de amizade de cada um com o Amigo. Contactar com a natureza. Favorecer os tempos livres.
Avental
Calçado de caminhada
Chapéu
Chinelos
Copo
Corta-vento (casaco)
Fato de banho
Higiene pessoal
Lanterna ou foco
Prato
Protector solar
Saco cama
Talher
Tijela / malga
Toalha de praia
Toalha de rosto
+
1 colher de arroz
1 batata
1 cebola
1 cenoura
1 chouriço
1 dente de alho
1 lata de atum
1 leite
1 ovo
1 pepino
1 pimento
1 salsicha
1 tomate
No acto de inscrição solicitamos a compreensão dos participantes para o pagamento de 25 Euros para ajudar nas despesas inerentes a preparação do acampamento. A inscrição deverá ser efectuada até ao dia 12 de Julho.
Se não tiveres tenda, se tiveres dificuldades no pagamento, sê sincera (o) e fala connosco... Frei João ou Verónica.
8. Destinatários
Jovens de ambos os sexos entre os 15 e 25 anos.
Sim. Vai ser mesmo assim. Vai ser como todos quisermos. Porque somos amigos e sabemos que o melhor Amigo também acampáki connosco!
10. Como chegar
Pela A28 – PORTO - VIANA Seguir pela Saída 22, em direcção a Ponte de Lima/Ponte da Barca: 0,3 km Continuar em frente: 0,2 km Continuar em frente, para N203: 1,0 km Virar à esquerda, para continuar na N203: 5,2 km (até a Portucel Viana) Curva ligeira à direita: 1,8 km Virar à esquerda: 0,3 km Virar à direita: 0,2 km: Quinta do Menino Jesus!
carmojovem@gmail.com
terça-feira, 10 de junho de 2008
Oração do Acampaki
sexta-feira, 6 de junho de 2008
II Acampaki - 27 JUL a 3 AGO
Já chegou o Verão!As searas estão loiras, maduros os caminhos.
Segue, tu és o convidado!
Não te demores: Entra!
Carminham passos o caminho!
Não estás só. Ele arde em ânsias!
Espera-nos!
Alarga o coração:
Já chega o Rei!
Abre o coração, alarga o espaço da tua tenda:
são muitos os amigos que traz!
Deixa que Ele te olhe e te anime:
Há festa onde Ele está!
Há um porto de abrigo,
onde se cosem velas e se restauram mastros.
Vem!
Que o teu coração bata ao ritmo d'Ele.
Ele vem!
Espera-O! Não te esperes.
Abre-Lhe as portas:
Ele quer morar aqui.
Em ti!
Permanentemente.
Tens espaço na tenda para O receber?
Não procures mais.
Ele está. Aqui. Nos amigos.
Em ti. Em nós. Na amizade.
Na tua tenda.
Vive-O. Saboreia a sua presença.
Vem para enriquecer-Te!
Deixa que entre e crave em teu coração
O valor de levar até ao fim o amor!


