sábado, 8 de novembro de 2008

Bem-Aventurada Isabel da Santíssima Trindade

«Gosto tanto do mistério da Santíssima Trindade! É um abismo no qual me perco. Deus em mim, eu n´Ele. É o grande sonho da minha vida. Para uma carmelita viver é estar em comunhão com Deus desde a manhã até à noite, e desde a noite até de manhã. Se Deus não enchesse as nossas celas e os nossos claustros, oh!, como tudo seria vazio! Mas é Ele que enche toda a nossa vida fazendo dela um céu antecipado».

Depois de Jesus Cristo, sem dúvida na distância que vai do Infinito ao finito, há uma criatura que foi também o grande “louvor de glória” da Santíssima Trindade. Foi ela quem respondeu plenamente à eleição divina. A sua alma é tão simples. Os movimentos de tal modo profundos que não se pode surpreendê-los. Parece reproduzir na terra essa vida que é a do Ser divino, o Ser simples. Pois é tão transparente, tão luminosa que seria possível tomá-la pela luz, e, no entanto, não é senão o espelho do Sol de justiça.

A espiritualidade de Isabel da Trindade, corre como um rio, luta da interiorização, força do Espírito Santo que leva-a sempre a entrar mais adentro de si mesma. Isabel deixa que Deus preencha a sua casa, para que não se encontre vazia. Isabel sente-se casa de Deus Amor. Deus habitava nela e toda a sua vida é morada de Deus.

Jovem Carmelita, deixemos que este Deus também habite em nós … deixemo-nos irradiar pela Sua presença de amor…

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Evangelização é uma aventura, uma tarefa contínua… Não fiques desocupado, ocupa-te connosco! Carminha connosco, deixa-te guiar pelo apaixonante amor de se fazer carminho com os outros! Se Ele não te avistar entre nós, prepara-te, manda e mandará saber notícias da tua Fé! Não podes parar de carminhar. Ainda não chegas-te ao fim do carminho. O fim do carminho?Sim. É nunca desistires de carminhar!
AMANHÃ NÃO FIQUES EM CASA.
VEM CARMINHAR CONNOSCO!
UMA SEMPRE NOVA AVENTURA ENCONTRARÁS.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O sorriso dos santos

Vamos vivendo como podemos, a Fé e o resto. Vivemos o cristianismo de uma maneira muito séria, quer dizer, muito abstracta. Cultivamos preocupações várias, e aquelas das quais mais falamos, não raro são as mais vagas. Sentimo-nos insatisfeitos, mas também distraídos. O pecado que mais nos pesa no peito é o da omissão. Não se percebe nada da santidade, nem da existência dos santos se, preocupados em sublinhar heroísmos e milagres, nos esquecermos de traçar a biografia do seu sorriso. O sorriso daqueles (nomeados e anónimos) que tomam o Amor de Deus como criativo ponto de partida e não apenas como hipotético e temeroso ponto de chegada.
José Tolentino Mendonça

Beato Nuno de Santa Maria

Nasceu em 1360, tendo falecido em 1431. Filho de D. Álvaro Gonçalves Pereira, entrou aos 13 anos na corte de D. Fernando (rei de 1367 a 1383) como pajem da rainha D. Leonor de Teles. Destacando-se logo em jovem num ataque dos castelhanos a Lisboa, for armado cavaleiro. Aspirava à vida virginal, mas as necessidades do mundo impuseram-lhe que se casasse a 15 de Agosto de 1376 com uma viúva, D. Leonor de Alvim, de quem teve a sua filha D. Beatriz. A morte do rei criou a perigosa crise dinástica, com a possibilidade da coroação de D. João de Castela (rei de 1379 a 1390) como rei de Portugal. Um partido nacionalista reuniu-se à volta do mestre da Ordem de Avis, D. João, irmão do rei D. Fernando, que o povo de Lisboa elevou a regedor e defensor do reino. D. Nuno é chamado pelo Mestre para o Conselho de Governo. Assegurado o reino, Nuno Álvares começou a dedicar-se a outras obras. Mandou construir a Capela de São Jorge de Aljubarrota em Outubro de 1388 e o Convento do Carmo em Lisboa, terminado em Julho de 1389 e onde entraram em 1397 os Frades Carmelitas. Dedicou em Vila Viçosa uma capela à Virgem para a qual mandou vir de Inglaterra uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, que 250 anos depois seria proclamada Rainha de Portugal. A morte da filha, D. Beatriz, em 1414, cortou o último laço com o mundo, e abriu o desejo da clausura. Ainda participou na expedição a Ceuta de 1415, primeiro passo da gesta ultramarina portuguesa, onde o seu valor ficou de novo marcado. Mas em breve olharia para outras fronteiras. Em 1422, distribuiu os títulos e propriedades pelos netos, e a 15 de Agosto de 1423, festa da Assunção, aniversário do seu casamento e dia seguinte ao da Batalha de Aljubarrota, professou no Convento do Carmo. Frei Nuno de Santa Maria foi um humilde frade, que viveu em oração, penitência e caridade, pedindo esmola pelas casas durante mais de sete anos. Morreu na sua pobre cela, rodeado do rei e dos príncipes. Foi beatificado pelo Papa Bento XV a 23 de Janeiro de 1918. Padroeiro secundário do Patriarcado de Lisboa, a sua Memória (Festa na Ordem Carmelita, na Ordem dos Carmelitas Descalços e na Sociedade Missionária da Boa Nova) é liturgicamente assinalada a 6 de Novembro. A 3 de Julho de 2008, Bento XVI autorizou a promulgação de dois decretos que reconhecem um milagre do Beato, abrindo as portas á sua canonização. Ler mais em Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Karol Wojtyla (João Paulo II): A fé, o caminho e a amizade - exposição

Esta exposição mostra-nos um lado mais pessoal da vida de Karol Wojtyla, ainda jovem.
Conduz-nos a uma fase da sua vida que não será aquela que temos mais presente deste Papa.
Vemos um jovem nas sua amizades, nos seus passatempos e nos seus divertimentos.
Um jovem que, como nós, fez descobertas, carminhou, partilhou...
Esta exposição está patente na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa até ao dia 22 de Novembro.
Podemos, no entanto, ver um pouco desta exposição nesta hiperligação.

sábado, 1 de novembro de 2008

Jorge Fernando, as maiores felicidades!

O Jorge Fernando é uma escolha diferente. Pessoalmente felicito o jovem Jorge Fernando Teixeira (do Grupo Sementinhas, Caíde de Rei) pela sua escolha para a liderança do Movimento Carmo Jovem. Jorge, é um prazer ter-te connosco. Desejo que tenhas sucesso nas tuas iniciativas, porque o teu sucesso é o nosso sucesso. Conta connosco, pois somos dos que gostam de carminhar. Conta connosco, porque gostamos de pescar à rede, precisando de muitos braços e muitos corações a trabalhar. Não pares que nós não paramos. Cresceremos para que cresças na subida ao Monte. Somos Carmelitas, somos jovens da Igreja. É assim que gostamos de ir, com Jesus e os Apóstolos dos jovens! Conta connosco, pois não te deixaremos no caminho. Rezamos a Nossa Senhora do Carmo para que te abençoe como Mãe bondosa. A tua missão no Carmo Jovem há muito que tinha começado. A diferença é que agora tens mais gente a ajudar-te. Aceita a nossa amizade e colaboração. Verónica Parente, Presidente cessante do Carmo Jovem

Pensatempos: felicidade... Jorge Fernando

Uma coisa aprendi na vida. Quem tem medo da infelicidade nunca chega a ser feliz. Mia Couto, Venenos de Deus, Remédios do Diabo.

Pensatempos: ca(r)minhar... Jorge Fernando

Os caminhos são longos quando se caminha apenas com as pernas. Mia Couto, Venenos de Deus, Remédios do Diabo.

Pensatempos... Jorge Fernando

A gente reza melhor é quando nem sabemos que estamos a rezar. O silêncio é a língua de Deus. Mia Couto

Escolhemos um novo Presidente

Na tarde de hoje, Dia de Todos os Santos, (Dia alegre e feliz para se começar algo belo!), a Equipa Coordenadora do Carmo Jovem esteve reunido, no Santuário do Menino Jesus de Praga em Avessadas. E não poderia haver melhor lugar para reunir! Estavam presentes, o Pe. Vasco Nuno e o Frei João Costa, Presidente da Comissão da Pastoral Juvenil, e ainda Vera Pinto, Jorge Fernando, Verónica Parente e Ricardo Luís. Os últimos tempos têm sido pautados por alguma reflexão, após o Capítulo Provincial em Abril passado. E resultou que o sentimento era a urgência em reforçar a equipa de trabalho do Carmo Jovem. E porque todos olham para o futuro com optimismo alcançou-se este desiderato, porque todos colaboraram. Carminhar de bem em melhor é o que nos ensinam, e é o que procuramos fazer com gosto e com garra. Escolhemos um novo Presidente para o Carmo Jovem, é o Jorge Fernando. Uma escolha diferente como alguém, reparou! A Verónica Parente vai acompanhá-lo com um coração grande, na qualidade de vice-presidente; a Vera Pinto como secretária e o Ricardo Luís vai aprender a fazer de Moisés orante no cimo da colina. O Carmo Jovem está em óptimas mãos. E os corações que ali palpitam também são bons. Em breve o Jorge verá como há muitos que esperam muito dele porque também lhe darão muito. Um bem-haja para o Jorge Fernando e para o Carmo Jovem, por que ambos iniciam uma nova etapa deste belo carminho. Um grande e agradecido abraço para a Verónica. Para ela o nosso sincero abraço: um abraço tão bom como os que ela nos dá sempre que nos vê. Obrigado, Verónica!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Encontros com S. Paulo - D. António Couto

Ontem, dia 30 de Outubro, eu e o Ricardo Luís dirigimo-nos a Guimarães a fim de ouvirmos D. António Couto falar sobre S. Paulo. Na verdade, já sabia o que ia encontrar (pelo menos em parte). D. António Couto é um homem sábio e ao mesmo tempo humilde; para além disso é um grande pedagogo. D. António mostrou-nos como S. Paulo teve um encontro fulminante com Cristo, no qual foi absolutamente agarrado. Este encontro rasga a vida de Paulo em duas. A que passou (que é para esquecer) e a que vem, orientada para Cristo. A sua vida passa a ser como uma seta que aponta para a meta (Cristo). Paulo, na verdade, não é autónomo é cristónomo (depende de Cristo).Para além disto importa realçar que Paulo foi, de facto, um inovador. Na verdade, na apresentação das suas cartas nunca se esquece dos seus colaboradores, antes os estima e os valoriza. Isto mostra-nos que o cristianismo não é uma aventura a sós, mas uma aventura comunitária. Temos, pois, de ter muita gente activa na Igreja, porque ser cristão é viver em rede. Por último, gostaria de destacar a importância que assume a graça nas cartas de Paulo. Na verdade, ela envolve todas as cartas. A graça é a forma de Deus se debruçar sobre nós com carinho maternal, com um olhar cheio de ternura como uma mãe que embala o bebé e o olha. O sucesso de Paulo deve-se, em grande parte, à sua metodologia maternal. Hoje, segundo D. António Couto, precisamos de uma Igreja afectiva, maternal e personalizada. E termino com as primeiras palavras deste encontro. O desafio é que nos encontremos com S. Paulo e por ele com Jesus Cristo.
Jorge Fernando

O Rosário na dinâmica espiritual e social do catolicismo

O Rosário como oração estruturou-se sugerindo ao crente a meditação sobre os principais passos da vida de Jesus, mas centrado na piedade mariana. Da repetição de determinadas orações, o Rosário paulatinamente foi-se constituindo como meio de contemplar e meditar sobre a vida de Jesus, e na qual Maria surge como intercessora, tornando-se por excelência uma forma de oração largamente comum aos fiéis.
António Matos Ferreira