sexta-feira, 3 de abril de 2009

XI Carminhada - Moinhos da Gândara 4Abril´09

Domingos de Ramos na Paixão do Senhor

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo
segundo São Marcos [Mc 14, 1 __ 15, 47]
Faltavam dois dias para a festa da Páscoa e dos Ázimos e os príncipes dos sacerdotes e os escribas procuravam maneira de se apoderarem de Jesus à traição para Lhe darem a morte. Mas diziam:
R «Durante a festa, não, para que não haja algum tumulto entre o povo».
N Jesus encontrava-Se em Betânia, em casa de Simão o Leproso,e, estando à mesa,veio uma mulher que trazia um vaso de alabastro com perfume de nardo puro de alto preço. Partiu o vaso de alabastro e derramou-o sobre a cabeça de Jesus. Alguns indignaram-se e diziam entre si:
R «Para que foi esse desperdício de perfume? Podia vender-se por mais de duzentos denários e dar o dinheiro aos pobres».
N E censuravam a mulher com aspereza. Mas Jesus disse:
J «Deixai-a. Porque estais a importuná-la? Ela fez uma boa acção para comigo. Na verdade, sempre tereis os pobres convosco e, quando quiserdes, podereis fazer-lhes bem;mas a Mim, nem sempre Me tereis. Ela fez o que estava ao seu alcance:ungiu de antemão o meu corpo para a sepultura. Em verdade vos digo: Onde quer que se proclamar o Evangelho, pelo mundo inteiro,dir-se-á também em sua memória, o que ela fez».
N Então, Judas Iscariotes um dos Doze, foi ter com os príncipes dos sacerdotes para lhes entregar Jesus.Quando o ouviram, alegraram-see prometeram dar-lhe dinheiro. E ele procurava uma oportunidade para entregar Jesus. No primeiro dia dos Ázimos,em que se imolava o cordeiro pascal,os discípulos perguntaram a Jesus:
R «Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?»
N Jesus enviou dois discípulos e disse-lhes:
J «Ide à cidade.Virá ao vosso encontro um homem com uma bilha de água.Segui-o e, onde ele entrar, dizei ao dono da casa:‘O Mestre pergunta: Onde está a sala,em que hei-de comer a Páscoa com os meus discípulos?’Ele vos mostrará uma grande sala no andar superior, alcatifada e pronta. Preparai-nos lá o que é preciso».
N Os discípulos partiram e foram à cidade.Encontraram tudo como Jesus lhes tinha ditoe prepararam a Páscoa.Ao cair da tarde, chegou Jesus com os Doze. Enquanto estavam à mesa e comiam, Jesus disse:
J «Em verdade vos digo:Um de vós, que está comigo à mesa, há-de entregar-Me».
N Eles começaram a entristecer-se e a dizer um após outro:
R «Serei eu?»
N Jesus respondeu-lhes:
J «É um dos Doze, que mete comigo a mão no prato.O Filho do homem vai partir, como está escrito a seu respeito, mas ai daquele por quem o Filho do homem vai ser traído! Teria sido melhor para esse homem não ter nascido».
N Enquanto comiam, Jesus tomou o pão,recitou a bênção e partiu-o, deu-o aos discípulos e disse:
J «Tomai: isto é o meu Corpo».
N Depois tomou um cálice, deu graças e entregou-lho. E todos beberam dele. Disse Jesus:
J «Este é o meu Sangue, o Sangue da nova aliança, derramado pela multidão dos homens. Em verdade vos digo:Não voltarei a beber do fruto da videira, até ao dia em que beberei do vinho novo no reino de Deus».
N Cantaram os salmos e saíram para o Monte das Oliveiras.
N Disse-lhes Jesus:
J «Todos vós Me abandonareis, como está escrito:‘Ferirei o pastor e dispersar-se-ão as ovelhas’. Mas depois de ressuscitar,irei à vossa frente para a Galileia».
N Disse-Lhe Pedro:
R «Embora todos Te abandonem, eu não».
N Jesus respondeu-lhe:
J «Em verdade te digo: Hoje, esta mesma noite, antes do galo cantar duas vezes,três vezes Me negarás».
N Mas Pedro continuava a insistir:
R «Ainda que tenha de morrer contigo, não Te negarei».
N E todos afirmaram o mesmo.Entretanto, chegaram a uma propriedade chamada Getsémanie Jesus disse aos seus discípulos:
J «Ficai aqui, enquanto Eu vou orar».
N Tomou consigo Pedro, Tiago e João e começou a sentir pavor e angústia.Disse-lhes então:
J «A minha alma está numa tristeza de morte.Ficai aqui e vigiai».
N Adiantando-Se um pouco, caiu por terrae orou para que, se fosse possível,se afastasse d’Ele aquela hora.Jesus dizia:
J «Abba, Pai, tudo Te é possível:afasta de Mim este cálice.Contudo, não se faça o que Eu quero,mas o que Tu queres».
N Depois, foi ter com os discípulos, encontrou-os dormindoe disse a Pedro:
J «Simão, estás a dormir? Não pudeste vigiar uma hora? Vigiai e orai, para não entrardes em tentação.O espírito está pronto, mas a carne é fraca».
N Afastou-Se de novo e orou, dizendo as mesmas palavras.Voltou novamente e encontrou-os dormindo,porque tinham os olhos pesados e não sabiam que responder.Jesus voltou pela terceira vez e disse-lhes:
J «Dormi agora e descansai...Chegou a hora:o Filho do homem vai ser entregue às mãos dos pecadores. Levantai-vos. Vamos.Já se aproxima aquele que Me vai entregar».
N Ainda Jesus estava a falar,quando apareceu Judas, um dos Doze,e com ele uma grande multidão, com espadas e varapaus,enviada pelos príncipes dos sacerdotes,pelos escribas e os anciãos.O traidor tinha-lhes dado este sinal:«Aquele que eu beijar, é esse mesmo.Prendei-O e levai-O bem seguro».Logo que chegou, aproximou-se de Jesus e beijou-O, dizendo:
R «Mestre».
N Então deitaram-Lhe as mãos e prenderam-n’O. Um dos presentes puxou da espadae feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha.Jesus tomou a palavra e disse-lhes:
J «Vós saístes com espadas e varapaus para Me prender,como se fosse um salteador.Todos os dias Eu estava no meio de vós,a ensinar no templo,e não Me prendestes!Mas é para se cumprirem as Escrituras».
N Então os discípulos deixaram-n’O e fugiram todos. Seguiu-O um jovem, envolto apenas num lençol. Agarraram-no, mas ele, largando o lençol, fugiu nu.
N Levaram então Jesus à presença do sumo sacerdote,onde se reuniram todos os príncipes dos sacerdotes,os anciãos e os escribas. Pedro, que O seguira de longe,até ao interior do palácio do sumo sacerdote, estava sentado com os guardas, a aquecer-se ao lume. Entretanto, os príncipes dos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam um testemunho contra Jesus para Lhe dar a morte,mas não o encontravam.Muitos testemunhavam falsamente contra Ele,mas os seus depoimentos não eram concordes. Levantaram-se então alguns,para proferir contra Ele este falso testemunho:
R «Ouvimo-l’O dizer:‘Destruirei este templo feito pelos homense em três dias construirei outro que não será feito pelos homens’».
N Mas nem assim o depoimento deles era concorde. Então o sumo sacerdote levantou-se no meio de todos e perguntou a Jesus:
R «Não respondes nada ao que eles depõem contra Ti?»
N Mas Jesus continuava calado e nada respondeu.O sumo sacerdote voltou a interrogá-l’O:
R «És Tu o Messias, Filho do Deus Bendito?»N Jesus respondeu:J «Eu Sou. E vós vereis o Filho do homem sentado à direita do Todo-poderoso vir sobre as nuvens do céu».
N O sumo sacerdote rasgou as vestes e disse:
R «Que necessidade temos ainda de testemunhas? Ouvistes a blasfémia. Que vos parece?»
N Todos sentenciaram que Jesus era réu de morte.Depois, alguns começaram a cuspir-Lhe,a tapar-Lhe o rosto com um véue a dar-Lhe punhadas, dizendo:
R «Adivinha».
N E os guardas davam-Lhe bofetadas.Pedro estava em baixo, no pátio,quando chegou uma das criadas do sumo sacerdote. Ao vê-lo a aquecer-se, olhou-o de frente e disse-lhe:
R «Tu também estavas com Jesus, o Nazareno».
N Mas ele negou:
R «Não sei nem entendo o que dizes».
N Depois saiu para o vestíbulo e o galo cantou.A criada, vendo-o de novo, começou a dizer aos presentes:
R «Este é um deles».
N Mas ele negou segunda vez. Pouco depois, os presentes diziam também a Pedro:
R «Na verdade, tu és deles, pois também és galileu».
N Mas ele começou a dizer imprecações e a jurar:
R «Não conheço esse homem de quem falais».
N E logo o galo cantou pela segunda vez. Então Pedro lembrou-se do que Jesus lhe tinha dito:«Antes do galo cantar duas vezes,três vezes Me negarás».E desatou a chorar.Logo de manhã,os príncipes dos sacerdotes reuniram-se em conselhocom os anciãos e os escribas e todo o Sinédrio. Depois de terem manietado Jesus, foram entregá-l’O a Pilatos. Pilatos perguntou-Lhe:
R «Tu és o Rei dos judeus?»
N Jesus respondeu:
J «É como dizes».
N E os príncipes dos sacertotesfaziam muitas acusações contra Ele.Pilatos interrogou-O de novo:
R «Não respondes nada? Vê de quantas coisas Te acusam».
N Mas Jesus nada respondeu,de modo que Pilatos estava admirado.Pela festa da Páscoa,Pilatos costumava soltar-lhes um preso à sua escolha.Havia um, chamado Barrabás, preso com os insurrectos que numa revolta tinham cometido um assassínio.A multidão, subindo,começou a pedir o que era costume conceder-lhes.Pilatos respondeu:
R «Quereis que vos solte o Rei dos judeus?»
N Ele sabia que os príncipes dos sacerdotes O tinham entregado por inveja. Entretanto, os príncipes dos sacerdotes incitaram a multidão a pedir que lhes soltasse antes Barrabás.Pilatos, tomando de novo a palavra, perguntou-lhes:
R «Então que hei-de fazer d’Aqueleque chamais o Rei dos judeus?»
N Eles gritaram de novo:
R «Crucifica-O!»
N Pilatos insistiu:
R «Que mal fez Ele?»
N Mas eles gritaram ainda mais:
R «Crucifica-O!»
N Então Pilatos, querendo contentar a multidão, soltou-lhes Barrabás e, depois de ter mandado açoitar Jesus, entregou-O para ser crucificado.Os soldados levaram-n’O para dentro do palácio,que era o pretório, e convocaram toda a corte.Revestiram-n’O com um manto de púrpura e puseram-Lhe na cabeça uma coroa de espinhos que haviam tecido.Depois começaram a saudá-l’O:
R «Salve, Rei dos judeus!»
N Batiam-Lhe na cabeça com uma cana, cuspiam-Lhee, dobrando os joelhos, prostravam-se diante d’Ele.Depois de O terem escarnecido,tiraram-Lhe o manto de púrpurae vestiram-Lhe as suas roupas. Em seguida levaram-n’O dali para O crucificarem.
N Requisitaram, para Lhe levar a cruz,um homem que passava, vindo do campo, Simão de Cirene, pai de Alexandre e Rufo. E levaram Jesus ao lugar do Gólgota,quer dizer, lugar do Calvário.Queriam dar-Lhe vinho misturado com mirra, mas Ele não o quis beber.Depois crucificaram-n’O. E repartiram entre si as suas vestes,tirando-as à sorte, para verem o que levaria cada um.Eram nove horas da manhã quando O crucificaram.O letreiro que indicava a causa da condenação tinha escrito:«Rei dos Judeus».Crucificaram com Ele dois salteadores,um à direita e outro à esquerda.Os que passavam insultavam-n’Oe abanavam a cabeça, dizendo:
R «Tu que destruías o templo e o reedificavas em três dias,salva-Te a Ti mesmo e desce da cruz».
N Os príncipes dos sacerdotes e os escribastroçavam uns com os outros, dizendo:
R «Salvou os outros e não pode salvar-Se a Si mesmo!Esse Messias, o Rei de Israel, desça agora da cruz,para nós vermos e acreditarmos».
N Até os que estavam crucificados com Ele O injuriavam.Quando chegou o meio-dia,as trevas envolveram toda a terra até às três horas da tarde.E às três horas da tarde, Jesus clamou com voz forte:
J «Eloí, Eloí, lamá sabachtháni?»
N que quer dizer:«Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?»Alguns dos presentes, ouvindo isto, disseram:R «Está a chamar por Elias».
N Alguém correu a embeber uma esponja em vinagre e, pondo-a na ponta duma cana, deu-Lhe a beber e disse:
R «Deixa ver se Elias vem tirá-l’O dali».
N Então Jesus, soltando um grande brado, expirou.O véu do templo rasgou-se em duas partes de alto a baixo.O centurião que estava em frente de Jesus,ao vê-l’O expirar daquela maneira, exclamou:
R «Na verdade, este homem era Filho de Deus».
N Estavam também ali umas mulheres a observar de longe,entre elas Maria Madalena,Maria, mãe de Tiago e de José, e Salomé,que acompanhavam e serviam Jesus,quando estava na Galileia,e muitas outras que tinham subido com Ele a Jerusalém.Ao cair da tarde__ visto ser a Preparação, isto é, a véspera do sábado __José de Arimateia, ilustre membro do Sinédrio,que também esperava o reino de Deus,foi corajosamente à presença de Pilatose pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos ficou admirado de Ele já estar morto e, mandando chamar o centurião,perguntou-lhe se Jesus já tinha morrido.Informado pelo centurião,ordenou que o corpo fosse entregue a José.José comprou um lençol,desceu o corpo de Jesus e envolveu-O no lençol;depois depositou-O num sepulcro escavado na rochae rolou uma pedra para a entrada do sepulcro. Entretanto, Maria Madalena e Maria, mãe de José,observavam onde Jesus tinha sido depositado.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

João Paulo II (10.03.1920 - 02.04.2005)

Papa Wojtyla, o primeiro do mundo eslavo, foi uma das figuras mais marcantes da história recente, na Igreja e no mundo, e deixou atrás de si a herança de um longo Pontificado de 26 anos e meio (1978-2005) o terceiro mais longo da história da Igreja. Karol Wojtyla nasceu no dia 18 de Maio de 1920 em Wadowice, no sul da Polónia, filho de Karol Wojtyla, um militar do exército austro-húngaro, e Emília Kaczorowsky, uma jovem de origem lituana. Em 1938 foi admitido na Universidade Jagieloniana, onde estudou poesia e drama. Durante a II Guerra Mundial (1939- 1945) esteve numa mina em Zakrzowek, trabalhou na fábrica Solvay e manteve uma intensa actividade ligada ao teatro, antes de começar clandestinamente o curso de seminarista. Durante estes anos teve que viver oculto, junto com outros seminaristas, que foram acolhidos pelo Cardeal de Cracóvia. Ordenado sacerdote em 1946, vai completar o curso universitário no Instituto Angelicum de Roma e doutora- se em teologia na Universidade Católica de Lublin, onde foi professor de ética. No dia 23 de Setembro de 1958 foi consagrado Bispo Auxiliar do administrador apostólico de Cracóvia, D. Baziak, convertendo-se no membro mais jovem do episcopado polaco. Participou no Concílio Vaticano II, onde colaborou activamente, de maneira especial, nas comissões responsáveis na elaboração da Constituição Dogmática Lumen Gentium e a Constituição conciliar Gaudium et Spes. No dia 13 de Janeiro de 1964 faleceu D. Baziak e Wojtyla sucedeu-lhe na sede de Cracóvia como titular. Dois anos depois, o Papa Paulo VI converte Cracóvia em Arquidiocese. Durante este período como Arcebispo, o futuro Papa caracterizou-se pela integração dos leigos nas tarefas pastorais, pela promoção do apostolado juvenil e vocacional, pela construção de templos apesar da forte oposição do regime comunista, pela promoção humana e formação religiosa dos operários e também pelo estímulo ao pensamento e publicações católicas. Representou igualmente a Polónia em cinco sínodos internacionais de bispos entre 1967 e 1977. Em Maio de 1967, aos 47 anos, o Arcebispo Wojtyla foi criado Cardeal pelo Papa Paulo VI. Em 1978 morre o Papa Paulo VI, e é eleito como novo Papa o Cardeal Albino Luciani de 65 anos que tomou o nome de João Paulo I. O "Papa do Sorriso", entretanto, falece 33 dias após a sua nomeação e no dia 15 de Outubro de 1978, o Cardeal Karol Wojtyla é eleito como novo Papa, o primeiro papa não-italiano desde 1522, ano da eleição do holandês Adriano VI. Tendo-se formado num contexto diferente dos Papas anteriores, João Paulo II viria a imprimir na Igreja um novo dinamismo, impondo ao mesmo tempo um maior rigor teológico e disciplinar.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Carminhada, Moinhos da Gândara: 4ABR'09

Encontro com S. Paulo em Moinhos da Gândara

No passado dia 20 de Março, o grupo de jovens “SOMOS UM” de Ribas – Moinhos da Gândara, Figueira da Foz realizou mais um dos seus habituais encontros. Este grupo formado nos finais de 2008 tem vindo a realizar encontros semanais e animando as eucaristias dominicais da Capela de Nossa Senhora da Saúde. Neste dia desta vez, tivemos um Encontro com S. Paulo uma vez que nos estamos em pleno ano “Paulino”. Connosco esteve o Pe. Vasco Nuno do Convento de Avessadas, Marco de Canaveses e o Ricardo Luís. Neste encontro tivemos a oportunidade de conhecer algo mais sobre este tão famoso “Homem” da igreja católica. Foi um encontro muito agradável e onde todos participaram cantando, rezando e escutando.
Ricardo Pinto Grupo de Jovens “SOMOS UM” da Capela de Nossa Senhora da Saúde Moinhos da Gândara - Figueira da Foz

domingo, 29 de março de 2009

E estava ali a Carla

E encontrei ainda a Carla Chavarria, também do Vitis Florigera. Se bem me lembro onde estivesse a Ana estava a Carla e o contrário era também verdade. Por isso não me espantei, que, chegando ao nono andar do São João, ali encontrasse a Carla. Tem agora dois homens na sua vida, o marido Carlos e o filho Santiago. Parabéns, continuas igual. A fotografia não te faz justiça, mas foi a melhor que o aprendiz de fotografo sacou.
E aparece, que pelo Carmo os padres não se incomodam com miúdos irrequietos durante a Missa!

Ana Balinha

Esta é a Ana Balinha. É do Vitis Florigera de Viana do Castelo. Não tem 30 anos. É uma mulher de trabalho, de combate e de sucesso. Pertence ao Carmo Jovem sofredor. Visitei-a hoje no Hospital de São João, no Porto. Ontem a mãe pediu-me um Escapulário que a filha há muito queria, mas que não conseguia porque os caminhos têm muitas bifurcações. Dei-lho para que lho levasse, pois não queria que lhe faltasse o sinal da Mãe.
Visitei-a hoje no Hospital. Tinha amigos consigo dando corda ao tempo para que corresse. Contou-nos a história que só tem vinte dias. E afagava o Escapulário com a confiança dum naúfrago que encontra uma tábua. Não podia ficar mais tempo. Havia mais amigos querendo subir até ao nono andar.
Despedi-me apenas prometendo rezar, rezar por esta mulher jovem, uma mulher de armas a quem convocaram para um combate muito desigual.
Só prometi rezar. E é isso que conto nesta noite ao Carmo Jovem feliz.

sábado, 28 de março de 2009

V Domingo da Quaresma

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo
segundo São João [Jo 12, 20-33]
Naquele tempo, alguns gregos que tinham vindo a Jerusalém para adorar nos dias da festa, foram ter com Filipe, de Betsaida da Galileia, e fizeram-lhe este pedido:«Senhor, nós queríamos ver Jesus». Filipe foi dizê-lo a André; e então André e Filipe foram dizê-lo a Jesus. Jesus respondeu-lhes:«Chegou a hora em que o Filho do homem vai ser glorificado. Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á, e quem despreza a sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo. E se alguém Me servir, meu Pai o honrará. Agora a minha alma está perturbada. E que hei-de dizer? Pai, salva-Me desta hora? Mas por causa disto é que Eu cheguei a esta hora. Pai, glorifica o teu nome». Veio então do Céu uma voz que dizia:«Já O glorifiquei e tornarei a glorificá-l’O». A multidão que estava presente e ouvira dizia ter sido um trovão. Outros afirmavam: «Foi um Anjo que Lhe falou». Disse Jesus:«Não foi por minha causa que esta voz se fez ouvir; foi por vossa causa.Chegou a hora em que este mundo vai ser julgado. Chegou a hora em que vai ser expulso o príncipe deste mundo. E quando Eu for elevado da terra, atrairei todos a Mim». Falava deste modo, para indicar de que morte ia morrer.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Papa convida jovens a recordar João Paulo II

Bento XVI convidou os jovens da diocese de Roma a unirem-se à celebração eucarística na qual recordará o quarto aniversário de falecimento de João Paulo II, no próximo dia 2 de abril. Segundo uma nota do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, divulgada nesta quinta-feira, a missa começará às 18h, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, e fará parte das celebrações da Jornada Mundial da Juventude, que este ano será celebrada nas dioceses, em torno do Domingo de Ramos, em 5 de abril. Com este motivo, no domingo, virá a Roma uma delegação de jovens da Austrália, sede da Jornada Mundial da Juventude de Sydney (2008), que entregará a jovens de Madri a Cruz dos Jovens, pois a capital espanhola acolherá o evento em 2011. Em sua mensagem por ocasião desta Jornada Mundial da Juventude, Bento XVI faz este convite aos jovens: «Fazei opções que manifestem vossa fé; fazei ver que entendestes as insídias da idolatria do dinheiro, dos bens materiais, da carreira e do êxito, e não vos deixais atrair por estas falsas ilusões». «Não cedei à lógica do interesse egoísta – continua exortando os jovens; pelo contrário, cultivai o amor ao próximo e fazei o esforço de colocar vós mesmos, com vossas capacidades humanas e profissionais, ao serviço do bem comum e da verdade, sempre dispostos a dar resposta a todo aquele que vos pedir razão de vossa esperança.» «O autêntico cristão nunca está triste, ainda quando tem de enfrentar provas de diferentes tipos, porque a presença de Jesus é o segredo de seu gozo e de sua paz», conclui.

terça-feira, 24 de março de 2009

Bento XVI convoca Ano Sacerdotal

Bento XVI anunciou esta Segunda-feira a convocação de um “ano sacerdotal” especial, de 19 de Junho 2009 a 19 de Junho de 2010, que terá como tema: "Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote".

sábado, 21 de março de 2009

Reflexão II Entre Fitas Palavras: O Lado Selvagem

I. "USAREI ESTA VIDA PARA ME FAZER CRESCER" Para Christopher não era preciso o material para o fazer crescer, queria liberdade. Achamos que a aventura que o Christopher decide fazer é o reflexo da sua angústia e do desespero que estava a passar, vivendo a sua vida tão recheada de bens supérfluos. Mas, mais tarde, apercebeu-se de que sozinho, já não fazia sentido a vida que escolheu. A viagem, primeiramente, trouxe-lhe liberdade, mas quando chega ao Alaska – o seu objectivo – carrega a profunda infelicidade de estar só. Christopher encontra sempre gente no seu caminho, que formam, no fundo, a sua família: o velho, que experimentou a felicidade que há muito não tinha; a jovem no acampamento, que se apaixonou por ele, com quem desenvolveu uma sentida amizade; os seus “pais”, que habitavam as estradas por onde passavam, sem destino; entre outros… II. " A ALEGRIA DE VIVER NÃO ADVÉM PRINCIPALMENTE DAS RELAÇÕES HUMANAS. DEUS COLOCOU-A EM TODO O LADO" Não concordamos com a afirmação. O ser Humano não pode, nem deve ser isolado. As relações humanas são essenciais para a formação da nossa identidade, de forma saudável, por nos prendarem com a alegria de viver com os outros. “Ninguém é feliz sozinho, nem mesmo na eternidade”, afirma o poeta Miguel Torga.
III. "TRATAR AS COISAS PELO SEU VERDADEIRO NOME." Christopher atribuiu a si próprio um novo nome: Alexander Supertramp [super-vagabundo]. Este gesto mostra o corte que ele fez com o seu passado. Como se fosse um novo nascimento, um baptismo. No entanto, por muito que quisesse, Chris nunca esqueceu a sua origem. Sozinho, sentia a falta da sua vida original. Prova disso é o facto de assinar o texto que escreve pouco antes de morrer com o seu verdadeiro nome.
IV. A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO [LC 15, 11-32] Podemos comparar a história de Chris com a Parábola do Filho Pródigo. Há semelhanças e diferenças. Algo que é semelhante é a vontade de partir e de mais tarde regressar a casa. Contudo, Christopher apenas regressa a casa em pensamento e, contrariamente ao filho Pródigo, decide viajar sem nada, não quis dinheiro. O senhor mais velho (Franz) diz a Christopher: "Quando perdoas, tu amas. E quando amas, a luz de Deus ilumina-te." Nós concordamos com esta frase. Por muito mau que seja o erro, nós perdoamos quem amamos. A prova de amor maior que podemos demonstrar pelo outro é o perdão: o perdão tem que exigir o amor maior. V. A IRMÃ DE CHRISTOPHER DIZ QUE ELE ESTAVA A ESCREVER A SUA HISTÓRIA E QUE TINHA DE SER ELE A CONTÁ-LA. CHRIS, POUCO ANTES DE MORRER, AFIRMA: "A FELICIDADE SÓ É VERDADEIRA QUANDO É PARTILHADA." Perante estas perspectivas, o nosso grupo concordou com a afirmação do Chris. Realmente, a felicidade é mais fugaz e escaca quando não é partilhada. Podemos querer escrever a nossa história, mas, na maioria das vezes, são os outros que direccionam os nossos movimentos. A dada altura já são eles que escrevem. Olhando as coisas nesta perspectiva, podemos mudar a nossa vida e a vida daqueles que me rodeiam. Porque a nossa felicidade é também a felicidade do outro. A irmã tem um papel importantíssimo na vida de Chris. Sempre esteve preocupada com o irmão e perdoou-o mesmo depois da sua “fuga” e da falta de notícias.
Jovens Sementinhas - Caíde de Rei

IV Domingo da Quaresma!

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo
segundo São João [Jo 3, 14-21]
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos:«Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna. Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem acredita n’Ele não é condenado, mas quem não acredita já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus. E a causa da condenação é esta: a luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque eram más as suas obras. Todo aquele que pratica más acções odeia a luz e não se aproxima dela, para que as suas obras não sejam denunciadas. Mas quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que as suas obras sejam manifestas, pois são feitas em Deus.