terça-feira, 28 de abril de 2009

Pintura e escultura da Igreja de Santo Condestável

A Igreja de Santo Condestável, em Lisboa, começou a ser construída em 1946, tendo sido inaugurada em 14 de agosto de 1951. O seu arquitecto, Vasco Morais Palmeiro (Regaleira), seguiu o estilo gótico, inspirando-se principalmente na Igreja da Graça, em Santarém (séc. XV) e na Igreja do Convento do Carmo, em Lisboa (séc. XV). O traçado, simples, assenta numa cruz latina com três naves.
Mais informações e fotografias aqui.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

SEMANA DAS VOCAÇÕES (IV)

A NOSSA RESPOSTA
"Por parte daqueles que são chamados, exige-se-lhes escuta atenta e prudente discernimento, generosa e pronta adesão ao projecto divino, sério aprofundamento do que é próprio da vocação sacerdotal e religiosa para lhe corresponder de modo responsável e convicto. A propósito, o Catecismo da Igreja Católica recorda que a livre iniciativa de Deus requer a resposta livre do ser humano. Uma resposta positiva que sempre pressupõe a aceitação e partilha do projecto que Deus tem para cada um; uma resposta que acolhe a iniciativa amorosa do Senhor e se torna, para quem é chamado, exigência moral vinculativa, homenagem de gratidão a Deus e cooperação total no plano que Ele prossegue na história."
da mensagem de Bento XVI para o 46º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Semana das Vocações (II)

A VOCAÇÃO COMO DOM "Não cessa de ressoar na Igreja esta exortação de Jesus aos seus discípulos: «Rogai ao Senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe» (Mt 9, 38). Pedi! O premente apelo do Senhor põe em evidência que a oração pelas vocações deve ser contínua e confiante. De facto, só animada pela oração é que a comunidade cristã pode realmente «ter maior fé e esperança na iniciativa divina» (Exort. ap. pós-sinodal Sacramentum caritatis, 26).A vocação ao sacerdócio e à vida consagrada constitui um dom divino especial, que se insere no vasto projecto de amor e salvação que Deus tem para cada pessoa e para a humanidade inteira. O apóstolo Paulo – que recordamos de modo particular durante este Ano Paulino comemorativo dos dois mil anos do seu nascimento –, ao escrever aos Efésios, afirma: «Bendito seja o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, do alto dos céus, nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo. Foi assim que n’Ele nos escolheu antes da constituição do mundo, para sermos santos e imaculados diante dos seus olhos» (Ef 1, 3-4)."
Da mensagem do Santo Padre para o 46º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

domingo, 26 de abril de 2009

Clarminhada - Aveiro - 22MAI'09

Oração da Semana das Vocações

DAI-NOS ROSTOS CLAROSPai, Senhor do Universo e da História, nós sabemos que as vocações são um dom do vosso amor, fruto da vossa iniciativa, chamamento que fazeis a cada um, para viver uma existência plena de amor e liberdade. Escutai hoje esta oração que vos pede especialmente aqueles operários que se dediquem às grandes messes da humanidade inquieta, que façam ouvir o Evangelho aos que não se sentem amados, que andam perdidos e desorientados. Mandai-nos apóstolos de coração puro, testemunhos santos. Rostos claros de pessoas felizes porque escolhem o máximo, arriscam tudo e recebem cem vezes mais. Não Vos importa que nos faltem mestres de caridade e paciência? Apóstolos que digam aos jovens que há uma beleza indestrutível no mais fundo de si, misteriosa e luminosa, que nada nem ninguém pode ofuscar? Operários que os ajudem a sintonizar a voz bela e verdadeira do Bom Pastor que os chama porque os ama? Que os vossos operários transmitam confiança e serenidade, sejam sinais de esperança do Reino que virá. Escutai com bondade, ó Pai, estes pedidos que Vos fazemos com fé, cumprindo as indicações de Jesus, Vosso Filho e nosso Irmão. Amem

Semana das Vocações (I)

De 26 de Abril a 3 de Maio de 2009 decorre a 46º Semana de Oração pelas Vocações, tendo como base de reflexão a citação da carta que o apóstolo Paulo escreveu a Rimóteo: "Sei em quem pus a minha confiança" (2 Tm 1,12).
Para mais informações e material disponível para oração e reflexão sobre as vocações é favor consultar a página elaborada especialmente para o efeito: www.myspace.com/vocacoes.

São Nuno de Santa Maria

São Nuno de Santa Maria [1360 – 1431]

«Decernimus»
«Em honra da Santíssima Trindade, para exaltação da fé católica e incremento da vida cristã, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e a Nossa, após ter longamente reflectido, invocado várias vezes o auxílio divino e escutado o parecer dos nossos irmãos no Episcopado, declaramos e definimos como Santos os Beatos Arcangelo Tadini, Bernardo Tolomei, Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, Geltrude Comensoli e Caterina Volpicelli, e inscrevemo-los no Álbum dos Santos e estabelecemos que em toda a Igreja eles sejam devotamente honrados entre os Santos». [Bento XVI]

sábado, 25 de abril de 2009

Canonização de Nuno de Santa Maria

Espírito contemplativo Nuno Álvares Pereira, depois de ser religioso, estreitou mais o trato e familiaridade com o Senhor, porque então vivia no retiro, conveniente para poder sem estorvo empregar todas as potências da alma no Senhor que contemplava.
Amor à Eucaristia «Esta a resposta que o Nuno costumava dar aos que notavam a sua frequência à mesa Eucarística: Que se alguém o quisesse ver vencido, pretendesse afastá-lo daquela Sagrada mesa em que Deus se dá em manjar aos homens, porque dela lhe resultava todo o esforço e fortaleza com que vencia e debelava seus contrários» (Papa Bento XV).
Devoção a Nossa Senhora Nuno orava à Virgem Maria Senhora Nossa. Ao entrar no Convento de Nossa Senhora do Carmo, que mandou edificar, despojou-se de todos os títulos escolhendo para si o nome de «Frei Nuno de Santa Maria».
Pobreza, humildade e caridade Nuno, o homem mais rico de Portugal, por amor de Deus fez-se pobre, inteiramente pobre. Distribuiu todos os seus bens pela Igreja, pelos pobres, pela família e pelos antigos companheiros de armas. Despojado de tudo pede por caridade. Só por ordem do Rei é que deixou de andar pelas ruas a pedir esmola para os pobres. Do que o Rei lhe mandava para seu sustento, distribuía tudo o que podia pelos pobres, socorrendo e assistindo na agonia os moribundos. Mais caritativo era para com o seu próximo quando havia oportunidade de o socorrer nas enfermidades. Assistia os pobres nas doenças, não só com os alimentos necessários, mas com as ofertas que lhes dava.
(Texto que será distribuído aos peregrinos pelo Vaticano)

III Domingo da Páscoa

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo
segundo São Lucas [Lc 24, 35-48]
Naquele tempo,os discípulos de Emaús contaram o que tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir do pão. Enquanto diziam isto,Jesus apresentou-Se no meio deles e disse-lhes:«A paz esteja convosco». Espantados e cheios de medo, julgavam ver um espírito. Disse-lhes Jesus: «Porque estais perturbados e porque se levantam esses pensamentos nos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo;tocai-Me e vede: um espírito não tem carne nem ossos,como vedes que Eu tenho». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E como eles, na sua alegria e admiração, não queriam ainda acreditar, perguntou-lhes:«Tendes aí alguma coisa para comer?» Deram-Lhe uma posta de peixe assado, que Ele tomou e começou a comer diante deles. Depois disse-lhes:«Foram estas as palavras que vos dirigi, quando ainda estava convosco:‘Tem de se cumprir tudo o que está escrito a meu respeitona Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos’». Abriu-lhes então o entendimento para compreenderem as Escrituras e disse-lhes:«Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia, e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.Vós sois as testemunhas de todas estas coisas».

segunda-feira, 20 de abril de 2009

P. Saverio Cannistrà, novo Geral

O Frei Saverio era Provincial da Toscana (Hetruriae), recentemente eleito, e nasceu em Cantazaro (Calábria, Itália) em 1958. Estudou Filologia românica na Escola Normal Superior de Pisa sob a direcção de Gianfranco Contini. Depois de trabalhar alguns anos na Editorial Einaudi, entrou na Ordem, iniciando o noviciado em 1985, e realizando a Profissão no ano seguinte. Em 1990 Professou Solenemente, e ordenado sacerdote em Outubro de 1992. É Doutor em Teologia Dogmática pela Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma com uma tese acerca da natureza da teologia. Foi professor na Faculdade de Teologia do Teresianum de Roma, e actualmente é professor de Cristologia e Antropologia Teológica em Florença, na Faculdade de Teologia do Norte de Itália.
Após a eleição e aceitação deste serviço à Ordem, o novo Superior Geral proclamou a profissão de fé. Posteriormente, todos os capitulares dirigiram-se à capela da “Domus Carmeli” em procissão e cantando o Te Deum. Já na capela, cada um dos participantes manifestou a sua amizade e prestou obediência ao ao P. Saverio Cannistrà com um abraço fraterno acompanhado do cântico “Ecce quam bonum” e “Nada te Turbe” de Santa Teresa de Jesus.
Nas suas primeiras palavras aos capitulares, o P. Cannistrà afirmou que, perante a dificuldade que este novo cargo pressupõe e que a Ordem lhe encomenda, “sentia que Deus me empurrava e que abraçando-me a vós podia fiar-me de Deus».

O Movimento Carmo Jovem sauda Superior Geral: P. Saverio Cannistrà

Um novo dia e boas novas notícias! Amigos Jovens Carmelitas da Província de Nossa Senhora do Carmo de Portugal, em boa hora o Espírito Santo desceu sobre o 90.º Capítulo Geral da nossa ordem em Fátima. É com uma enorme alegria que vos informamos que a Ordem Carmelitas Descalços elegeu na manhã de hoje no 90.º Capítulo Geral o novo Superior Geral: P. Saverio Cannistrà do Sagrado Coração até agora Provincial de Toscana, Itália.
Desejamos-lhe muitas felicidade na sua nova tarefa. Que continuemos a rezar pelo bom êxito deste 90.º Capítulo. Que Nossa Senhora do Carmo, nossa Mãe e Senhora do SIM, os acolha sob o seu manto, os ilumine e os anime com o inflamado desejo que animou Teresa de Jesus e S. João da Cruz.

domingo, 19 de abril de 2009

«Nunca me sinto só», diz o Papa

Bento XVI fala dos seus 4 anos de pontificado e agradece a solidariedade de quantos o acompanham nesta missão Bento XVI assegurou este Domingo que “nunca me sinto só”, uma resposta indirecta aos inúmeros comentários e artigos postos a circular na comunicação social sobre a alegada “solidão” do Papa. No dia em que se completam 4 anos sobre a sua eleição como sucessor de João Paulo II, o actual Papa agradeceu “os sinais de afecto” que lhe foram manifestados, a propósito deste aniversário, mas também do seus 82 anos, feitos no passado dia 16. “Dou graças ao Senhor pela harmonia tanto afecto. Como tive ocasião de afirmar recentemente, nunca me sinto só”, assegurou. “Mais ainda nesta semana especial, que para a liturgia constitui um único dia, experimentei a comunhão que me rodeia e me sustenta: uma solidariedade espiritual, alimentada essencialmente de oração, que se manifesta em mil modos”, disse ainda Bento XVI. O Papa observou que desde os colaboradores da Cúria Romana até às mais distantes paróquias, “nós católicos formamos e devemos sentir-nos uma única família, animada pelos mesmos sentimentos da primeira comunidade cristã”, uma unidade e comunhão que “tinha como verdadeiro centro e fundamento Cristo ressuscitado”. “Ressuscitado, Jesus doou ao seus uma nova unidade, mais forte de antes, invencível, porque fundamentada não sobre recursos humanos, mas sobre a misericórdia divina, que os fez sentir todos amados e perdoados por Ele”, observou. Bento XVI recordou que João Paulo II quis dedicar à Misericórdia divina este segundo Domingo de Páscoa, “a todos propondo Cristo ressuscitado como manancial de confiança e de esperança, acolhendo a mensagem espiritual transmitida pelo Senhor a Santa Fautina Kowalska”. Em conclusão, o Papa deixou um pedido aos peregrinos: “Peço-vos que confieis novamente a Maria o meu serviço à Igreja”. Neste encontro com os peregrinos em Castel Gandolfo, nos arredores de Roma, foram recordadas a celebração da Páscoa no Oriente, neste Domingo, e a Conferência de exame da Declaração de Durban de 2001, contra o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e a intolerância, que se inicia Segunda-feira em Genebra.

Quatro anos de pontificado de Bento XVI

Bento XVI completa este Domingo o seu quarto ano de pontificado, marcado por um conjunto de viagens simbólicas, pela preocupação com a grave crise económica e financeira que alastra pelo mundo e por um conjunto de polémicas que desgastaram a imagem do Papa e da sua equipa. Este último ano foi de grande actividade – foram publicadas cerca de 700 notícias na Agência ECCLESIA relacionadas com Bento XVI – e teve passagens por quatro Continentes, com as viagens aos EUA (Abril de 2008), Austrália (Julho de 2008, França (Setembro de 2008), Angola e Camarões (Março de 2009). Bento XVI líder espiritual dos mais de mil milhões de católicos em todo o mundo, continua fiel à linha definida desde o início do pontificado, centrado em devolver Jesus ao mundo, com tudo o que isso implica. Se no começo da sua missão, era o Papa “invisível” o alvo das críticas, hoje já se multiplicam as teorias e mesmo alguns mitos em torno das suas palavras e gestos. Considerado por muitos como um Papa “europeísta”, Joseph Ratzinger aprendeu a fazer do mundo a sua casa, como se viu na recente viagem a África – com denúncias à corrupção e à condição das mulheres, apelos aos governantes locais e à comunidade internacional. O contexto de crise financeira serviu para pedir uma nova ordem internacional, ajuda aos países mais pobres e protecção para os trabalhadores, como se viu na mensagem enviada à Cimeira do G20, em Londres, ou para o Dia Mundial da Paz 2009. Praticamente todas as crises internacionais já mereceram, por parte de Bento XVI, um apelo em favor da paz, da reconciliação e do diálogo. O mesmo aconteceu em várias situações de catástrofe natural ou humana, com destaque para o recente sismo em L’Aquila, localidade que o Papa deverá visitar em Maio, mês em que se desloca à Terra Santa e deverá provar que pode ser um elemento a ter em conta na difícil equação da paz no Médio Oriente. Em qualquer situação, contudo, não se deve esperar uma atitude diferente daquela que ele enunciou na homilia da Missa crismal, de Quinta-feira Santa, onde apresentou aos presentes uma reflexão sobre a importância da verdade na vida de um sacerdote. É a preocupação com a verdade, no meio do relativismo reinante, que faz destacar a figura do actual Papa, embora nem sempre isso lhe traga os maiores elogios. Para o porta-voz do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, o actual pontificado sintetiza-se de forma muito simples: "Levar Deus aos homens e os homens a Deus, o Deus que se manifestou no rosto de Cristo, e traduzir a fé em diálogo, em força de unidade e de testemunho de caridade activa".

II Domingo da Páscoa!

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João [Jo 20, 19-31] Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos». Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa, e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.