terça-feira, 12 de maio de 2009

Testemunho VII - III Peregrinação a Pé a Fátima

Olá AMIGOS!!
Aqui estou eu a escrever o meu testemunho em relação à Peregrinação, depois de uma semana dura… com muito trabalho e alguns obstáculos!
Começo por dizer que senti muito a vossa falta esta semana, mas vivi convosco no coração e alegremente fui recordando os momentos lindos que passamos ao longo da brilhante caminhada que fizemos. Voltava a partir convosco numa caminhada desta envergadura hoje mesmo!!!
A Peregrinação a pé a Fátima com o Carmo Jovem constituía para mim um espaço onde esperava encontrar-me a sós comigo e com Deus, onde esperava dar um pouco de mim e da minha alegria, onde esperava encontrar forças que dessem um novo alento à minha vida…
Confesso que fui surpreendida!!! Afinal tudo o que experienciei e senti ao longo da caminhada e após esta ultrapassou as minhas expectativas…as palavras não chegam para expressar os sentimentos fantásticos que me invadiram e que continuam a eclodir depois desta experiência… Trouxe o coração cheio de alegria, amor, paz… e fui contagiando os que à minha volta iam passando!! Como disse o Frei João é necessário limpar o nosso coração, tirar o que está a mais, o que nos faz mal e arranjar espaço para DEUS entrar, ou seja, deixar crescer a ALEGRIA, o AMOR, a PAZ em nós. Posso dizer que esta Peregrinação me ajudou a limpar, me ajudou a deixar DEUS entrar no meu coração como já há algum tempo não entrava…e é muito bom senti-Lo assim…por perto… Sinto-me mais forte e mais disponível para concretizar o plano que ELE tem para mim…
Foi um percurso fisicamente muito exigente e doloroso, mas hoje quando olho para trás vejo que as dores e as bolhas nos pés foram também elas uma parte importante da caminhada. Sem elas não teríamos a oportunidade de partilhar um pouco de nós, de nos ajudar, de nos desafiar, de nos surpreender… Em alguns momentos pensei que não era capaz de chegar ao fim, mas a vossa atenção, simpatia e força empurraram-me de forma transcendente para alcançar a meta! E quando digo ‘vossa’ refiro-me não só a todos os que comigo caminharam fisicamente, a pé ou de carro, mas também aos que o fizeram em espírito como Deus, Jesus, Maria… os meus familiares, amigos e conhecidos.
Reconheço que voltei a ser fortemente atacada por esse VÍRUS do CARMO JOVEM, esse VÍRUS BOM que opera maravilhas nos que se deixam contagiar!!!
OBRIGADA a todos… e não se esqueçam de andar sempre alegres e de contagiar todos à vossa volta... Beijinhos.
DINA DO CARMO
Moinhos da Gândara - 32 anos

E tu? (III)

Mês de Maio, mês de Maria!

A Ti, Maria, jovem filha de Israel, que conheceste a inquietação do coração juvenil diante da proposta do Eterno, olha com confiança os jovens do terceiro milénio. Torna-os capazes de acolher o convite de teu Filho a fazer da vida um dom total para a glória de Deus. Fá-los compreender que servir a Deus sacia o coração, e que só no serviço de Deus e do seu reino, se realizam segundo o divino projecto, e a vida se transforma num hino de glória à Santíssima Trindade. Ámen. [João Paulo II]

Testemunho VI - III Peregrinação a Pé a Fátima

De regresso a casa após a peregrinação a Fátima perguntaram-me se encontrei aquilo que procurava. Respondi que não fui à procura de nada especial (até acabei por perder uns óculos), mas que encontrei muito mais do que poderia imaginar. Achava que o mais difícil da peregrinação era a decisão assumida de fazê-la e de facto assim foi. Tudo o resto acabou por se tornar menos difícil porque outros haviam começado a peregrinação muito antes, preparando-a até ao mínimo pormenor, muitos davam o seu testemunho de força e alegria para não desistir, três abdicaram da caminhada para se poder dedicar totalmente ao apoio aos peregrinos, muitos outros aceitaram acolher-nos sem receber mais nada em troca (que não fosse a nossa oração em Fátima) e todos partilharam já do segredo da felicidade de Isabel da Trindade que é o de se esquecer, de se desocupar de si próprio. Mesmo sem óculos, vejo melhor que nunca que ser peregrino é decidir-se radicalmente por um ideal elevado, situado num alto para além de lógicas e de modas e, assumindo-o, caminhar sem medo de obstáculos e confiantes na Graça que do alto já se vislumbra e que no próximo se manifesta. Para mim foi uma Graça conhecer-vos!
PEDRO MARTINS
Trofa - 31 anos

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A economia e a moral

O texto que se segue foi retirado do blogue de António Manuel Venda. Julgo que promove uma reflexão pertinente do ponto de vista moral... quando por estes dias se felicitam os campeões de futebol em vários países da Europa...
"Publiquei este texto na revista «human» deste mês. É do meu amigo Luís Bento. Não resisto a colocá-lo aqui.
Por favor, a economia antes da moral!
Sei que este título é atrevido e contraria muitas das teses correntes sobre o assunto. Eu próprio apregoo o contrário. Mas existem circunstâncias especiais em que, inevitavelmente, a economia vem antes da moral. São situações muito especiais, confesso, mas existem. Recentemente, fui encarregue de propor conclusões num workshop internacional sobre trabalho infantil, realizado em Genève (Suíça), pela Fair Labor Association. Durante o dia, assisti, com muito espanto, confesso, a uma apresentação sobre o trabalho infantil na região de Sialkot, no Paquistão, onde são produzidas anualmente 35 milhões (35, sim, não é erro) de bolas de futebol das mais variadas marcas internacionais. A quase totalidade dessas bolas de futebol é cozida à mão (stitching) por crianças em idade escolar (a maioria entre os quatro e os 12 anos) e esse trabalho é efectuado em família. Ora, várias organizações não governamentais (ONG) efectuaram um trabalho de campo, com o objectivo de sensibilizar os pais dessas crianças e o governo da região para que esse trabalho fosse efectuado em centros de cozimento (stitching center´s), com o argumento de que era imoral – ou seja, contrário à moral – que aquelas crianças não fossem à escola. Parece que não acharam imoral – ou seja, contrário à moral – que as crianças continuassem a realizar um trabalho que devia estar a cargo de maiores de idade, qualificados e devidamente remunerados. Em vez de tentarem melhorar as condições económicas daquelas famílias – nem que fosse subsidiando-as directamente –, as ONG acabaram por criar uma nova figura: o trabalho infantil em ambiente protegido. De facto, pese embora a imoralidade do trabalho infantil, ele só existe – naquele e noutros casos, porque as famílias não têm outro meio de subsistência. Nenhum pai ou nenhuma mãe, em qualquer cultura, religião ou quadro moral, prefere ter os filhos a trabalhar em vez de os ter na escola. Este é, claramente, um dos casos em que a economia vem antes da moral.
Nota
Saberão os jogadores de futebol mais bem pagos do mundo que cada pontapé que dão numa bola é um pontapé que estão a dar na cara triste de uma criança?
Não deveriam desenvolver uma campanha para que as bolas de futebol tivessem uma etiqueta «Child Labor Free»?"

Clarminhada - 22MAI'09 - Aveiro

Testemunho V - III Peregrinação a Pé a Fátima

Coimbra é uma lição de sonho e tradição… E foi no Carmelo de Santa Teresa em Coimbra, que começou a minha lição de peregrinação, seguindo os passos da Ir. Lúcia “O mundo para mim é o caminho para Deus“. Lição de Fé e emoção, lição de Amor e alegria, lição de Partilha e humildade. Senti o peso da responsabilidade ao transportar o cajado do Carmo Jovem. E percebi que era o princípio da subida ao meu monte carmelo, porque queria elevar ainda mais o que sinto e sei que o que nos mata mais é não Ver, não Escutar ou não Sentir, por isso teria de estar preparado. É tempo de acordar. Já tive um tempo para dormir. Agora tenho um tempo para pensar, reflectir, contemplar e dar-me. Tinha que despojar-me de tudo o que era supérfluo, para regressar à essência, ao ser puro, cheio de amor e de entrega total. Só assim poderia ser moldado à Sua maneira e tornar-me uma ferramenta do Seu trabalho. E assim, conseguir satisfazer plenamente os Seus objectivos. Vários caminhos se apresentaram à minha frente, mas apenas um é o Bom Caminho, é Ele, o Bom Pastor, que me guia e ilumina na noite escura da minha existência. Ao peregrinar aprendi que se deve sentir Jesus nas pontas dos pés, mas também aprendi que se deve deixar o caminho aberto até ao coração. É uma subida íngreme que só se consegue fazer com Oração, Fé e muito Amor. Nessa escalada, o melhor que tento fazer é não pensar em mim próprio, mas antes descobrir o outro em nós, sair do meu lugar e ocupar o lugar do próximo, dar força, ajudar os que têm um caminho muito mais difícil pela frente. Os nossos problemas são tão pequenitos, que só se tornam gigantes no nosso pensamento. Vamos ocupá-lo com este lema de vida, para conseguirmos chegar ao cume:
“ Vivere Deo “
É este o Caminho que segui; É este o Amor que senti; No caminho o semeei. Por onde passei, o deixei; Nasce e renasce vezes sem conta, cresce e vem a dar frutos por esses montes e ribeiras, onde ando à procura do meu Amado! Deus está aqui, eu posso sentir, ouvir, levar e guardar para sempre no meu coração! O meu Amor por Vós foi crescendo a cada passo! Um abraço e um beijo amigo no coração de todos que nos seguem. TONY
Coimbra - 44 Anos

sábado, 9 de maio de 2009

V Domingo da Páscoa

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João [Jo 15, 1-8]

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu sou a verdadeira vide e meu Pai é o agricultor. Ele corta todo o ramo que está em Mim e não dá fruto e limpa todo aquele que dá fruto, para que dê ainda mais fruto. Vós já estais limpos, por causa da palavra que vos anunciei. Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em Mim. Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer. Se alguém não permanece em Mim, será lançado fora, como o ramo, e secará. Esses ramos, apanham-nos, lançam-nos ao fogo e eles ardem. Se permanecerdes em Mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e ser-vos-á concedido. A glória de meu Pai é que deis muito fruto. Então vos tornareis meus discípulos».

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Vamos para a noite!

A noite é noite porque é noite, escura. Mas, ai de nós!, quantos experimentamos já a noite? Quantos conhecemos os segredos da noite? O silêncio da noite? O escuro da noite? (Para além de dormir) onde costumas estar à noite? Sim, eu sei: à frente dum écran clarinho. Cintilante. Nós não conhecemos a noite, não conhecemos o fascínio da noite, não conhecemos o medo da noite, não conhecemos a aventura da noite, não conhecemos os segredos da noite, não conhecemos a luz da noite. As nossas noites têm muita luz, não são noites. E talvez sejam bem mais noite essas noites que não parecem noites. (Precisamente porque não parecem noite.) Por outro lado (há sempre outro lado no outro lado da noite) andando à noite com tanta luz nos olhos, parece que esquecemos as nossas ausências interiores. Interiormente povoam-nos ausências de luz ausência de paz e de sossego, ausência de estrelas ausência de madrugadas inquietas ausência de serenidade. Somos tanta ausência interior, tanto desassossego! Afinal, somos ausência, somos noite. Somos invadidos, assaltados: A noite aninhou-se nos recantos da alma adormecida. (Afinal, parece, a noite come connosco à mesa!) Vamos clarminhar, despertar a noite, inundar a alma de luz, caminhar desvestindo os vestidos negros da noite que nos ausentam de nós.

Clarminhada - 22MAI'09 - Aveiro

Testemunho IV - III Peregrinação a Pé a Fátima

“Voltarei conTigo no coração” Há pouco mais de um ano, segui umas pegadas que me levaram ao (re)encontro de mim mesma. Foi maravilhoso!!! Fiquei com uma certeza “- Não vou perder este rasto, que me “transforma” em cada desafio.” Neste último fim-de-semana foi mais um, um desafio. Eram três dias de caminhada, pés cansados, três noites dormidas fora da minha caminha, ah! e nem tinha pensado na música de fundo que poderia haver para distrair o meu descanso, mas o desejo, a carência ou sede de ir à fonte era mais forte que essas coisitas confortáveis. Foram três dias de bênção! O Grupo, não poderia ser melhor, cada elemento se complementava com o outro, o verdadeiro companheirismo. Não vou esquecer nenhum momento de convívio, partilha ou oração. O Percurso, traçado a GPS todo terreno, extraordinário, senti-me a seguir o burrito, pelos montes, carregando Maria com o seu Filho ainda no ventre, eu levava-o às costas. Que força Ele me deu! A Chegada, uma realização. Uma força lá do alto clamou, o coração saltitou e brotou, as lágrimas correram de alegria, estava ali mesmo à nossa frente a MÃE de todas as Mães a sorrir-nos, a dar-nos a bênção de boas vindas. Admirável o seu Amor! Voltarei!... Mais fortificada, mais guarnecida, mais … cheia de Ti! Amigos, Obrigada por me terem acompanhado e Voltaremos, sempre alegres com o Carmo no coração! TERESA ROMEIRO Alhadas (Figueira da Foz) – 36 anos

Mensagem do Padre Geral Saverio Cannistrà

Uma breve mensagem dirigida a toda a Ordem, poucas horas antes de encerrar o Capítulo Geral. Foi perguntado: «Como ser testemunhas e continuadores desta história nas diferentes culturas e situações do mundo contemporâneo?» ao qual o Padre Geral Saverio Cannistrá afirmou que «somente no diálogo com Teresa, nós, os carmelitas do terceiro milénio, podemos discernir o caminho correcto para a renovação, da qual precisamos nós mesmos, a nossa igreja e o nosso mundo». Neste sentido, «o Capítulo Geral convidou a Ordem Carmelita Descalça a buscar esta questão fundamental com a proposta de voltar às origens de nossa história, por meio da leitura e meditação pessoal e comunitária dos escritos de Santa Teresa de Jesus, como preparação para o quinto centenário do seu nascimento, que celebraremos no final deste mandato de 6 anos, em 2015» Conclui a sua mensagem pedindo: «unam-se a nós para dar graças a Deus porque nos permite continuar neste caminho de busca do Seu rosto e do Seu amor, e para pedir-Lhe que não nos deixe faltar o forte apoio do Seu braço e delicado toque do Seu Espírito».

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Testemunho III - III Peregrinação a Pé a Fátima

Então cá estou a enviar o meu testemunho, escusado será dizer que vou aproveitar um bocadinho de calma no serviço para escrever alguma coisa, que por muito que fosse nunca transmitiria tudo aquilo que senti e sinto em relação ao último fim de semana! Por isso, vou escrever por pontos:
1 - Dá-me vontade de dizer: Enfim só! Só comigo, a sós com Deus!
Mas na verdade tão acompanhada por gente (a maioria só conhecia de cara, outros nem conhecia) que me entendeu tão bem e que não me forçou a ser mais ninguém senão eu própria!!
(Ah, já me estão a chamar: Srª enfermeira... Já volto!)
No corre-corre desta vida tornamo-nos automatos, trabalhamos, dormimos, comemos, rezamos, amamos... tudo com horas marcadas, sempre com medo de nos faltar tempo para a próxima tarefa!! Como foi bom não ter relógio e conseguir cumprir aquilo que nos pediram! Como foi bom saborear a presença de Deus junto de mim e poder dizer-Lhe: estou aqui, tenho tempo para TI!!(agora foi a auxiliar, tb quer conversa!)
E tive carradas de tempo!!
2 - Foi duro!! Ninguém pense que se faz com uma perna às costas, porque às páginas tantas são precisas as duas e não são demais! E ainda por cima com a Tentação sempre ao nosso lado: "Entra para a carrinha, vá sabes que não consegues, fraquita!!! (Frei João, alguém conhece?)
(pois agora nem vos digo o que fui fazer, é demasiado odorifero para contar!!)
Sim, existem momentos em que pensamos não poder mais, mas podemos sempre!! Se aquele que vai ao nosso lado pode, nós também podemos! Se Ele suportou tantas dores, dores de Morte, que fraquinhos somos nós se não aguentamos as pernas a doer, os pés a frigir de calor e bolhas, as ancas a desengonçar, as mãos a inchar, o coração a rebentar!! O segredo é ligar o piloto automático! Obrigado Pedro, pela tua vontade, pela tua forma suave de ser!
Como alguém dizia, já é sem pensar, as pernas sabem o caminho, e assim como assim, isto já vai tudo dormente!! Obrigado Agostinho, Toni, pela força, passo certo e lições de vida que partilhámos!
3 - Já só faltam 3 Km!! Pois... 3 Km que nunca mais acabavam, o melhor de tudo é que não sabíamos o caminho, só sabíamos caminhar e tanto acreditavamos nos 3 km como nos ríamos com a afirmação! Mas assim, nunca desistiamos, afinal só faltavam 3 Km!! Não é Teresa?Obrigado aos que nos acompanharam nos carros de apoio: ao Sr. Branco pela preocupação com o nosso bem estar, ao Zé pela segurança, pela coragem, pela flor do Dia da Mãe, pela... tu sabes a que quiseste transmitir, conseguiste, passou tudo para nós!! Ah, está bem: Obrigado Frei João por nos aguçar o nosso orgulho, por nos espicaçar a nossa presunção, afinal conseguiu! Só por engano lhe fizeram companhia na Carrinha!! OBRIGADO!
4 - E o encontro com a Mãe... Foi soberbo! Danado para lá chegar, a ultima recta parece que cresce aos nossos pés!! Mas maravilhoso! Obrigado Tiago pela força, pela conversa! Quem diria que só tens 20 anos!! És precoce rapaz! Obrigado por me empurrares para a frente, para saborear o momento da chegada sózinha. Tens razão é fantástico! Lembrei-me então que trazia o menino Jesus na mochila (aquele que a Cristina nos deu em Coimbra) e decidi (se é que posso decidir seja o que for nestas lides): Maria vou levar-te o teu filho, não te vou deixar ficar mal, chegarei lá com ele, hoje sou eu que o levo ao colo, como me tens levado tantas vezes! E levei!! E quando Te vi revestida de tanta luz e brancura a dizer-nos adeus, percebi: "Mãe tu não precisavas que te trouxesse o teu filho, mais uma vez quem veio ao colo fui eu! E para quê? Para te olhar e te dizer que olhes pelas minhas filhas, elas não são minhas, são todas tuas, quem melhor do que tu para as proteger? E elas ficaram tão bem contigo!Ah, o Menino Jesus devidamente benzido pelo Padre Jeremias veio para a minha mãe. Como ele disse: "A benção não é para o Menino é para a pessoa que o usa!" Abençoada és tu mãe, exemplo de força e coragem na minha vida!!
5 - Enfim...
Resumindo, obrigado a todos que me convenceram a participar!
Obrigado a todos quantos me ajudaram a chegar!
Obrigado á minha família que me "deixou" ir!!
Obrigado aos que nos receberam!
Obrigado Deus porque me deste uma vida para viver!
Obrigado pai pelos problemas que me dás no dia-a-dia, também por eles tenho de crescer e sou quem sou, que as dores que senti possam aliviar as tuas feridas que ninguém vê!
Obrigado Ana, com a tua doença lembraste-me que sou pequenina e que estou na mão de Deus!! Que o meu sofrimento (tão pequenino) alivie a dor que está a passar neste momento! Levei-te no coração!
Obrigado Carmo Jovem por terem aparecido na minha vida!
OBRIGADO (seria suficiente para dizer tudo)!
Ah! Qual Xanax, qual Prosac!! Esta peregrinação foi melhor que qualquer tratamento anti-depressivo!!
Aqueles a quem não disse o nome, desculpem, mas não perdem pela demora! Dentro em breve escreverei!!! CÉLIA OLIVEIRA
Moinhos da Gândara (Figueira da Foz) – 31 anos

Testemunho II - III Peregrinação a Pé a Fátima

Foi quinta-feira, que recebi a triste notícia de que, contra a minha vontade, teria de sentar-me na carrinha. Pois estávamos sem um condutor para os carros de Apoio (por motivos de saúde de um casal – Força Pedro e Susana!) Porque é que fui…Na apresentação, foi-nos pedido para dizermos o nome, idade e porque estávamos ali. Ouvi vários motivos, que aqui não menciono por serem dos meus amigos, mas o meu foi: “Para encontrar um caminho”.“Para encontrar um caminho”. Pode ter muitas interpretações: querer mudar de vida; procurar uma nova orientação; procurar alguma coisa que perdi… a ver vamos o que era.No primeiro dia, depois de termos ido à missa no Carmelo de Coimbra, fomos ao locutório e podemos passar uns momentos com as Freiras do Carmelo de Coimbra. Foi com muito entusiasmo que fomos recebidos por alegres e simpáticas Irmãs, que desmistificaram a ideia que eu tinha de serem pessoas muito reservadas. Vi uma família, alegre e bem-disposta, que nos ofereceu incentivo (e chocolates), força (e chocolates), alegria (e chocolates)... Não esquecendo os chocolates. E aí, por intermédio do nosso amigo Frei João, ficou prometido (por ele) que depois de me casar, iria lá com a minha namorada levar um pouco de bolo para as irmãs, o que consenti e assinei por baixo.Contra todas as expectativas, fui informado mesmo na hora de partida que não iria conduzir o carro de apoio mas sim iria caminhar com o grupo, o que fiz com alegria correndo ao encontro deles porque já desciam a rua.E comecei a caminhar com destino a Fátima (se lá chegar – posso dizer estava assustado e receoso).Na companhia do Tiago falámos de muita coisa: namoro, casamento, Carmo Jovem, Raparigas, aventuras que passamos com grupos de que fazemos ou fizemos parte, futebol (ele é do Braga e eu do Porto), etc.Peregrinar não é só caminhar no sentido da palavra, é também partilhar experiências, dialogar com a pessoa que está ao nosso lado, apoiar os nossos companheiros de viagem, rezar com a mente, a boca e com os pés (sim, porque os pés também rezam)…Durante o tempo que estive só, e enquanto os meus pés rezavam e pediam para chegar ao destino, por muito tempo pensei nas palavras da minha namorada, (que com muita pena não me acompanhou fisicamente), em que pediu que eu aproveitasse estes dias para encontrar um pouco de paz de espírito e que ao mesmo tempo pudesse relaxar da vida do dia-a-dia. Quando terminei o primeiro dia, e já no meu colchão cama, estava satisfeito por ter terminado o primeiro dia, sem grandes mazelas. Deitado pensava: Porque caminho…O segundo dia, já se revelou mais duro, porque caminhámos pelo sossego dos caminhos nos montes, subia e descia constantemente, tendo necessidade de socorrer-me do carro de apoio por estar com muitas dores.Já depois de estar melhor, juntei-me ao grupo e recomecei a caminhar na companhia de alguns elementos que me deram apoio e alento para continuar.O terço revelou-se duro, por estarmos debaixo de um calor abrasador e a fazer subidas que não terminavam, não acabei de fazer os últimos quilómetros, e aí tive de deixar de rezar com os pés e passar para o caro de apoio.O dia já ia longo quando nos deitamos. Já tinha eu encontrado o que procurava? Não.Iniciamos um novo dia, em encalço da minha demanda.E aí sim, encontrei alguém que acompanhou quando estava sozinho a fazer as subidas duras desta etapa. Senti alguém ao meu lado que punha a não nas costas e me empurrava dando mais velocidade às minhas pernas. Não caminha mais célere porque a minha namorada estava em Fátima à minha espera como algumas pessoas mencionaram, mas sim porque tinha VONTADE DE CAMINHAR PARA FÁTIMA. Seria por ser dia da Mãe de todos (N.ª Senhora), e da minha Mãe (Orquídea)?Tenha sido N.ª Senhora, Jesus ou até o nosso Pai Nosso Senhor Deus, conseguiu que tivesse toda a energia para chegar longe, e para obter esperança e motivação para chegar mais longe na minha Vida. Cheguei à Rotunda dos Pastorinhos juntamente com a Maria João de mãos dadas, e aí abracei e fui abraçado pela minha namorada que chorava de emoção e alegria. Contra as expectativas de algumas pessoas próximas, porque nunca acreditaram que chegasse a Fátima, cheguei não só a Fátima como no Pelotão da frente... Não venci por chegar em primeiro com a Maria João, mas sim porque cheguei... Não obtive riqueza monetária, mas enriqueci-me espiritualmente. Ganhei novos amigos, bons conselhos… Ganhei, ganhei um amigo que pensava que tinha perdido, que acompanhou-me nas horas em que caminhei só… Obrigado a todos, desde aos elementos da equipa de apoio, aos companheiros de viagem, às cozinheiras que nos alimentaram, às pessoas que deram alojamento, e a ti “Maria” que estavas à nossa espera no santuário. Obrigado N.ª Senhora de Fátima.

Obrigado Jesus.

Obrigado Deus.

Caminhei para encontrar um caminho…

MARCO BRANCO Gafanha da Nazaré (Ílhavo) - 34 anos

Testemunho I - III Peregrinação a Pé a Fátima

A “Seita” dos pequeninos e reumáticos contagiados pelo “virus”

Fontes não oficiais da autoridade Carmelitana revelaram a descoberta de um novo virus altamente contagioso. O primeiro caso havia sido detectado algures na Figueira da Foz mas rapidamente se propagou, alojou no coração de umas quantas vítimas e desenvolveu novas capacidades de resistir ao poder de productos medicinais alternativos anunciados como o “caminho para a felicidade”. Após alguns dias inactivo, um novo surto manifestou-se num grupo de vinte e tal peregrinos e tudo começou próximo de um penedo que deixa saudades a alguns, lá para os lados de Coimbra. Mais surpreendente foi que o virus despertou num grupo de Irmãs Carmelitas Descalças em “Quarentena Espiritual” e rapidamente se propagou aos peregrinos visitantes! Nem uns chocolatinhos servidos ao sabor de cânticos e de retratos para a posterioridade inactivaram a virose. Segundo alguns Mestres do Carmo este virus pode vir a provocar “esquecimento e desocupação de si próprio”. Pode ainda adaptar-se a aprender com quem é “manso e humilde de coração” e em alguns casos foi ainda diagnosticado o efeito de “ANDAR SEMPRE ALEGRE”. Alguma investigação mais aprofundada sugere o sofrimento provocado pela CARMINHOTERAPIA como meio de tornar o portador mais PEQUENINO e mais exposto aos efeitos do vírus. Foram relatados episódios dramáticos de dores musculares e em toda e mais alguma das articulações dos esqueletos, bolhas, convites tentadores a entrar em veiculos de apoio a reumáticos... Houve quem tentou proteger o virus com umas bolachitas, umas frutas, ou umas águas. Outros tentaram mesmo dar-lhe um pouco de cafeína servida com massagens, sprays milagrosos e banhos de água fria! Ninguém ficou imune ou indiferente a este PODEROSO virus. Este virus promove insónias ao sabor de roncos soprados no periodo de descanso. Não escolhe idades e pode mesmo provocar choro, abraços, ondas de alegria... O Virus é Deus e a ALEGRIA, como alguém disse, “é o espaço que deixamos livre a DEUS”. A todos os hospedeiros, ressalvando os “vassouras”, os “acolhedores” e os “organizadores” um MUITO OBRIGADO por cada bocadinho do virus que todos partilhamos durante estes três dias. “ANDAI SEMPRE ALEGRES”

FILIPE MADUREIRA Avessadas - 27 anos