terça-feira, 12 de maio de 2009
Testemunho VII - III Peregrinação a Pé a Fátima
Mês de Maio, mês de Maria!
A Ti, Maria,
jovem filha de Israel,
que conheceste a inquietação
do coração juvenil
diante da proposta do Eterno,
olha com confiança
os jovens do terceiro milénio.
Torna-os capazes de acolher
o convite de teu Filho
a fazer da vida um dom total
para a glória de Deus.
Fá-los compreender
que servir a Deus
sacia o coração,
e que só no serviço
de Deus e do seu reino,
se realizam segundo o
divino projecto,
e a vida se transforma
num hino de glória
à Santíssima Trindade.
Ámen.
[João Paulo II]
Testemunho VI - III Peregrinação a Pé a Fátima
segunda-feira, 11 de maio de 2009
A economia e a moral
Testemunho V - III Peregrinação a Pé a Fátima
sábado, 9 de maio de 2009
V Domingo da Páscoa
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João [Jo 15, 1-8]
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu sou a verdadeira vide e meu Pai é o agricultor. Ele corta todo o ramo que está em Mim e não dá fruto e limpa todo aquele que dá fruto, para que dê ainda mais fruto. Vós já estais limpos, por causa da palavra que vos anunciei. Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em Mim. Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer. Se alguém não permanece em Mim, será lançado fora, como o ramo, e secará. Esses ramos, apanham-nos, lançam-nos ao fogo e eles ardem. Se permanecerdes em Mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e ser-vos-á concedido. A glória de meu Pai é que deis muito fruto. Então vos tornareis meus discípulos».
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Vamos para a noite!
Testemunho IV - III Peregrinação a Pé a Fátima
Mensagem do Padre Geral Saverio Cannistrà
Uma breve mensagem dirigida a toda a Ordem, poucas horas antes de encerrar o Capítulo Geral. Foi perguntado: «Como ser testemunhas e continuadores desta história nas diferentes culturas e situações do mundo contemporâneo?» ao qual o Padre Geral Saverio Cannistrá afirmou que «somente no diálogo com Teresa, nós, os carmelitas do terceiro milénio, podemos discernir o caminho correcto para a renovação, da qual precisamos nós mesmos, a nossa igreja e o nosso mundo». Neste sentido, «o Capítulo Geral convidou a Ordem Carmelita Descalça a buscar esta questão fundamental com a proposta de voltar às origens de nossa história, por meio da leitura e meditação pessoal e comunitária dos escritos de Santa Teresa de Jesus, como preparação para o quinto centenário do seu nascimento, que celebraremos no final deste mandato de 6 anos, em 2015» Conclui a sua mensagem pedindo: «unam-se a nós para dar graças a Deus porque nos permite continuar neste caminho de busca do Seu rosto e do Seu amor, e para pedir-Lhe que não nos deixe faltar o forte apoio do Seu braço e delicado toque do Seu Espírito».
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Testemunho III - III Peregrinação a Pé a Fátima
Testemunho II - III Peregrinação a Pé a Fátima
Foi quinta-feira, que recebi a triste notícia de que, contra a minha vontade, teria de sentar-me na carrinha. Pois estávamos sem um condutor para os carros de Apoio (por motivos de saúde de um casal – Força Pedro e Susana!) Porque é que fui…Na apresentação, foi-nos pedido para dizermos o nome, idade e porque estávamos ali. Ouvi vários motivos, que aqui não menciono por serem dos meus amigos, mas o meu foi: “Para encontrar um caminho”.“Para encontrar um caminho”. Pode ter muitas interpretações: querer mudar de vida; procurar uma nova orientação; procurar alguma coisa que perdi… a ver vamos o que era.No primeiro dia, depois de termos ido à missa no Carmelo de Coimbra, fomos ao locutório e podemos passar uns momentos com as Freiras do Carmelo de Coimbra. Foi com muito entusiasmo que fomos recebidos por alegres e simpáticas Irmãs, que desmistificaram a ideia que eu tinha de serem pessoas muito reservadas. Vi uma família, alegre e bem-disposta, que nos ofereceu incentivo (e chocolates), força (e chocolates), alegria (e chocolates)... Não esquecendo os chocolates. E aí, por intermédio do nosso amigo Frei João, ficou prometido (por ele) que depois de me casar, iria lá com a minha namorada levar um pouco de bolo para as irmãs, o que consenti e assinei por baixo.Contra todas as expectativas, fui informado mesmo na hora de partida que não iria conduzir o carro de apoio mas sim iria caminhar com o grupo, o que fiz com alegria correndo ao encontro deles porque já desciam a rua.E comecei a caminhar com destino a Fátima (se lá chegar – posso dizer estava assustado e receoso).Na companhia do Tiago falámos de muita coisa: namoro, casamento, Carmo Jovem, Raparigas, aventuras que passamos com grupos de que fazemos ou fizemos parte, futebol (ele é do Braga e eu do Porto), etc.Peregrinar não é só caminhar no sentido da palavra, é também partilhar experiências, dialogar com a pessoa que está ao nosso lado, apoiar os nossos companheiros de viagem, rezar com a mente, a boca e com os pés (sim, porque os pés também rezam)…Durante o tempo que estive só, e enquanto os meus pés rezavam e pediam para chegar ao destino, por muito tempo pensei nas palavras da minha namorada, (que com muita pena não me acompanhou fisicamente), em que pediu que eu aproveitasse estes dias para encontrar um pouco de paz de espírito e que ao mesmo tempo pudesse relaxar da vida do dia-a-dia. Quando terminei o primeiro dia, e já no meu colchão cama, estava satisfeito por ter terminado o primeiro dia, sem grandes mazelas. Deitado pensava: Porque caminho…O segundo dia, já se revelou mais duro, porque caminhámos pelo sossego dos caminhos nos montes, subia e descia constantemente, tendo necessidade de socorrer-me do carro de apoio por estar com muitas dores.Já depois de estar melhor, juntei-me ao grupo e recomecei a caminhar na companhia de alguns elementos que me deram apoio e alento para continuar.O terço revelou-se duro, por estarmos debaixo de um calor abrasador e a fazer subidas que não terminavam, não acabei de fazer os últimos quilómetros, e aí tive de deixar de rezar com os pés e passar para o caro de apoio.O dia já ia longo quando nos deitamos. Já tinha eu encontrado o que procurava? Não.Iniciamos um novo dia, em encalço da minha demanda.E aí sim, encontrei alguém que acompanhou quando estava sozinho a fazer as subidas duras desta etapa. Senti alguém ao meu lado que punha a não nas costas e me empurrava dando mais velocidade às minhas pernas. Não caminha mais célere porque a minha namorada estava em Fátima à minha espera como algumas pessoas mencionaram, mas sim porque tinha VONTADE DE CAMINHAR PARA FÁTIMA. Seria por ser dia da Mãe de todos (N.ª Senhora), e da minha Mãe (Orquídea)?Tenha sido N.ª Senhora, Jesus ou até o nosso Pai Nosso Senhor Deus, conseguiu que tivesse toda a energia para chegar longe, e para obter esperança e motivação para chegar mais longe na minha Vida. Cheguei à Rotunda dos Pastorinhos juntamente com a Maria João de mãos dadas, e aí abracei e fui abraçado pela minha namorada que chorava de emoção e alegria. Contra as expectativas de algumas pessoas próximas, porque nunca acreditaram que chegasse a Fátima, cheguei não só a Fátima como no Pelotão da frente... Não venci por chegar em primeiro com a Maria João, mas sim porque cheguei... Não obtive riqueza monetária, mas enriqueci-me espiritualmente. Ganhei novos amigos, bons conselhos… Ganhei, ganhei um amigo que pensava que tinha perdido, que acompanhou-me nas horas em que caminhei só… Obrigado a todos, desde aos elementos da equipa de apoio, aos companheiros de viagem, às cozinheiras que nos alimentaram, às pessoas que deram alojamento, e a ti “Maria” que estavas à nossa espera no santuário. Obrigado N.ª Senhora de Fátima.
Obrigado Jesus.
Obrigado Deus.
Caminhei para encontrar um caminho…
MARCO BRANCO Gafanha da Nazaré (Ílhavo) - 34 anos
Testemunho I - III Peregrinação a Pé a Fátima
Fontes não oficiais da autoridade Carmelitana revelaram a descoberta de um novo virus altamente contagioso. O primeiro caso havia sido detectado algures na Figueira da Foz mas rapidamente se propagou, alojou no coração de umas quantas vítimas e desenvolveu novas capacidades de resistir ao poder de productos medicinais alternativos anunciados como o “caminho para a felicidade”.
Após alguns dias inactivo, um novo surto manifestou-se num grupo de vinte e tal peregrinos e tudo começou próximo de um penedo que deixa saudades a alguns, lá para os lados de Coimbra. Mais surpreendente foi que o virus despertou num grupo de Irmãs Carmelitas Descalças em “Quarentena Espiritual” e rapidamente se propagou aos peregrinos visitantes! Nem uns chocolatinhos servidos ao sabor de cânticos e de retratos para a posterioridade inactivaram a virose.
Segundo alguns Mestres do Carmo este virus pode vir a provocar “esquecimento e desocupação de si próprio”. Pode ainda adaptar-se a aprender com quem é “manso e humilde de coração” e em alguns casos foi ainda diagnosticado o efeito de “ANDAR SEMPRE ALEGRE”.
Alguma investigação mais aprofundada sugere o sofrimento provocado pela CARMINHOTERAPIA como meio de tornar o portador mais PEQUENINO e mais exposto aos efeitos do vírus.
Foram relatados episódios dramáticos de dores musculares e em toda e mais alguma das articulações dos esqueletos, bolhas, convites tentadores a entrar em veiculos de apoio a reumáticos... Houve quem tentou proteger o virus com umas bolachitas, umas frutas, ou umas águas. Outros tentaram mesmo dar-lhe um pouco de cafeína servida com massagens, sprays milagrosos e banhos de água fria!
Ninguém ficou imune ou indiferente a este PODEROSO virus. Este virus promove insónias ao sabor de roncos soprados no periodo de descanso. Não escolhe idades e pode mesmo provocar choro, abraços, ondas de alegria...
O Virus é Deus e a ALEGRIA, como alguém disse, “é o espaço que deixamos livre a DEUS”.
A todos os hospedeiros, ressalvando os “vassouras”, os “acolhedores” e os “organizadores” um MUITO OBRIGADO por cada bocadinho do virus que todos partilhamos durante estes três dias.
“ANDAI SEMPRE ALEGRES”
FILIPE MADUREIRA Avessadas - 27 anos