quinta-feira, 29 de março de 2007

Algumas datas da Irmã Lúcia

28 de Março de 1907 - Nascimento. 30 de Março de 1907 - Baptismo. 1917 - Aparições de Nossa Senhora. 3 de Outubro de 1928 - Profissão no Instituto de S. Doroteia. 25 de Março de 1948 - Entrada no Carmelo de S. Teresa, Coimbra. 31 de Maio de 1949 - Profissão como Carmelita Descalça. 13 de Fevereiro de 2005 - Falecimento. 19 de Fevereiro de 2006 - Transladação para o Santuário de Fátima. Acerca da data do seu nascimento, a Irmã Lúcia escreveu em 1989: “Meu Pai era muito assíduo em levar os filhos à pia baptismal. Quando eu nasci – ouvi contar a minha Mãe, numa entrevista com o Dr. Formigão, que a interrogou, perguntando em que dia eu fazia anos –, a Mãe respondeu: “Nós dizemos que é no dia 22 de Março, porque ela foi registada como tendo nascido neste dia, mas, na verdade, não é bem assim. Ela nasceu no dia 28 de Março de 1907. Era Quinta-Feira Santa; pela manhã, fui à Santa Missa e comunguei, pensando voltar de tarde, a visitar o Santíssimo, mas já não pôde ser, que, nessa tarde, nasceu ela” (só então tive conhecimento de qual era o verdadeiro dia dos meus anos, o que não admira, porque, nesse tempo em Fátima, não se ligava nenhuma importância ao dia dos anos, nem se fazia festa; por isso, era um assunto de que se não falava); “no entanto, como está registada como nascida no dia 22, continuamos a dizer que faz anos nesse dia. O Pai tratou logo do baptizado. Não lhe convinha na próxima semana, por motivo dos seus trabalhos, mas, como estava mandado que os pais levassem os filhos a baptizar aos oito dias, depois de nascidos – que, de contrário, pagavam multa -, o Pai resolveu dá-la como nascida no dia 22, para que o pároco a baptizasse no Sábado de Aleluia, que era o dia 30 do mesmo mês."

Largos dias têm cem anos

A Irmã Lúcia, Pastorinha de Fátima e Carmelita, fez cem anos. Noventa e oito cumpriu-os na terra, dois no céu. Por que no céu não há tempo, há quem diga que ela não fez cem anos. Talvez. Mas na nossa memória e no nosso coração ela fez. Foi bonito ver que não se perdeu a memória dela. E que lhe cantamos os parabéns, com a ternura com que se cantam a uma irmã e avó. Claro que ela não precisa do nosso afecto, nem que lhe cantemos os Parabéns a Você. Mas nós precisamos de lhe cantar, de dizer para nós que a senda que ela trilhou pode ser a nossa e que a sua busca de santidade pode ser por nós percorrida e é imitável.
Largos dias têm cem anos. Largas histórias têm aquela vida de singelo recolhimento e escondimento. Sinto e senti que sempre a amámos. Agora que está em Deus sinto que a amamos ainda mais, que nos sentimos mais seus irmãos e, mais que órfãos, nos sentimos verdadeiramente guiados pelo seu apelo e exemplo.
O Carmelo de Santa Teresa de Coimbra editou um pequeno postal, em memória do Centenário. O postal mostra os claustros do Carmelo e uma linda fotografia da Irmã Lúcia, como a gostamos de recordar. Foi feliz a legenda: «O mundo para mim é apenas o caminho para Deus». Que assim seja para nós. Que ele seja uma oportunidade e não uma perda; embora seja verdade que para se ganhar o céu haja que perder o mundo. Para isso o mundo é mundo e o céu é o ceu. Um é o caminho, outro a meta.
Oh! Que festa terá havido no céu!
Feliz aniversário, Irmã Lúcia!

segunda-feira, 26 de março de 2007

A oração do Dia Mais Feliz

Hoje é o Dia Mais Feliz da história. Melhor dito: Porque não pôde celebrar-se ontem, dia 25 de Março, celebra-se hoje a Solenidade da Anunciação e Incarnação do Verbo de Deus no seio da Virgem Maria. Este é o dia (a celebração) do Dia Mais Feliz da história, porque Deus é connosco. Cada dia tem a sua história, a deste é esta. E tem também a sua oração. A deste dia da Incarnação é muito bela, muito profunda e talvez um pouco esquecida. Chama-se a Oração do Angelus, porque essa é a primeira palavra que se diz quando a oração é rezada em língua latina. Antes rezava-se três vezes ao dia. Era uma maneira bela de quebrar o jugo da faina diária e elevarmos o olhar para Deus. É assim a oração deste dia: - O Anjo do Senhor anunciou a Maria: - E Ela concebeu do Espírito Santo. (Reza-se a) Avé Maria... - Eis aqui a escrava do Senhor: - Faça-se em mim, segundo a tua palavra. (Reza-se a) Avé Maria... - O Verbo de Deus se fez homem: - E habitou entre nós. (Reza-se a) Avé Maria... - Rogai por nós, Santa Mãe de Deus: - Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. OREMOS Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas para que nós, pela Anunciação do Anjo, conhecemos a Encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, sejamos conduzidos, pela Sua Paixão e Morte na Cruz, à glória da ressurreição. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amen. (Reza-se 3 vezes a) Glória ao Pai...

www.carmelitas.pt/pj


Nós os Carmelitas, somos homens e mulheres, rapazes e raparigas, que desejamos viver o nosso compromisso de baptizados, construindo a fraternidade proposta por Jesus Cristo, em contínua presença de Deus, como a Virgem Maria; ao serviço da Igreja e segundo o projecto de vida proposto por João da Cruz e Teresa de Jesus.


Se queres conhecer a perspectiva juvenil deste olhar e desta adesão visita www.carmelitas.pt/pj

sexta-feira, 23 de março de 2007

AUSÊNCIA QUE NOS UNE

«Parece começar finalmente esse ballet de Primavera.
Os dias acordam de um pulo.
As flores já se advinham nas árvores molhadas

e quase consigo ver os frutos que se vão
Pintando de sol.
De Ti sabemos pouco.
És o silêncio, o sem rosto, a não evidência,
a “ausência que nos une”.
Mas és também Tu nas quedas do Outono
e nas mortes dos Invernos.
És Tu a quem procuramos nos gestos claros
e públicos e naqueles que tecemos apenas na intimidade.
É por Ti a eternidade, Senhor.
Procuramos-te como a semente que na terra
escura empurra o seu rebanho para o pôr-do-sol.
E sei que também as coisas gritam por Ti.
(As vezes consigo ouvi-las.)
Assim, entrelaçamos todos uns nos outros como
raízes de uma arvore intemporal,
procuramos-Te no erguer largo dos troncos do esforço
de cada dia e respiramos-te nas brisas verdes desta imensa floresta.
Que nunca morram, Senhor, nem de pé
morram, as nossas árvores, que nunca se apaguem em nós
esta consciência de floresta Humana por Ti amorosamente tecida.»

Concerto Projecto Água Viva

Por momento, uma voz límpida banhou de água fresca as nossas almas,
aquelas que numa suave noite de quase Primavera
subimos à Igreja do Carmo de Aveiro.
Foi no dia 16 de Março.
Nada nos levou ali a não ser a ânsia de Água Viva
que de quando em vez brota serena e nos impele a buscá-la gratuitamente.
Alguns trazem frescura nos lábios e abraços no coração.
Foi isso que ontem ouvimos.
Cativou-nos a simplicidade desenvolta e a generosidade
de quem é companheiro de caminho.
O momento foi muito lindo e terno, profissional q.b. e tão profundo,
quão certo é saber-se que quem tem fontes a nascer no peito
não as pode beber inteiramente.
Muito obrigado.
Ajudaram-nos a cuidar melhor das nossas pedras,
Testemunharam a beleza da partilha,
derramaram Água Viva sobre nós e os nossos,
saciaram sedes que só se saciam com fidelidade
e afeiçoaram as nossas pedras vivas,
que somos nós os membros do edifício espiritual do Carmo.
Muito obrigado. Deus vos abençoe.



terça-feira, 20 de março de 2007

Que tens tu, Jesus?

Que tens Tu, Jesus? Que perdoas tudo aquilo que o homem não perdoa? Que esqueces o que nenhum ser humano esquece? Que vais ao fundo das coisas, enquanto nós ficamos saciados com o banal? Que tens Tu, Jesus? Porque te interessas mais por resgatar corações que as pré-histórias dessas pessoas? Porque perscrutas sempre o futuro quando nós nos regalamos mais com o passado? Tu, Senhor, tens a força do amor de Deus. Tu tens a garantia de quem Te envia. Tu tens a Lei do Amor e não as leis humanas. Tu sentes compaixão pela humanidade. Tu tens olhos que veem o que nós não vemos. Tu tens olhos que não vem o que frequentemente nós vemos, mesmo que não exista. Que tens Tu, Jesus? Tens a medida e o jeito de medir de Deus, que são muito diferentes dos nossos. Tens pensamentos divinos, muito diferentes dos humanos. Repugnas o pecado, mas compreendes e amas o pecador. Ah! Aqui estou eu, Senhor. Aqui estou eu, pecador. Sim. Sou pecador, mas muitas vezes, a maioria das vezes, converto-me em juiz implacável! Mesmo que eu tenha um milhão de razões, faz, Senhor, com que eu conte até três ou até cem vezes três, para que alcance usar aquilo em que sobressaíste: A misericórdia!

quarta-feira, 14 de março de 2007

«A João da Cruz»




"No entardecer da vida
seremos julgados pelo amor.”
[S. João da Cruz]



Homem de muitos "carminhos"... deixou-se conduzir eterna e incansavelmente por Deus... a verdade de sua vida: Segui-lo de alma e coração... amante do silêncio, que partia com naturalidade quando a obediência, a amizade dos outros o pedia... que canta sobre o mistério da vida, sobre o mistério do AMOR...

«Hoje queremos que regresses
Pois o mundo necessita
Que ilumines com a chama,
Com a chama de amor viva
Tanta escuridão que ofusca
As nossas vidas.
Na cruz encontra o Homem
O caminho da vida
Pela cruz vai mais leve
Ao amor mais verdadeiro
Pela noite, pela noite
À madrugada.
Nossa sede se apaga
Se descobrimos a fonte
Fonte secreta que mana
No mais fundo da vida
Oh, que bem sei eu a fonte
Mesmo de noite!»

Deixas-me regressar, Senhor?

Afastei-me e arrumei-Te no silêncio, afastei-me e fingi que não acreditava nem esperava nada de Ti. Desviei-me e perscrutei todas as rotas, menos a tua. Desprezei-me e tive a lata de atirar as culpas para Ti. Distraí-me e tudo o que tinha por felicidade ruiu. Deixas-me regressar, Senhor? Pensei que sentenciarias como um juiz, mas eu é que fui injusto nos meus juízos. Cansei-me a pensar que Tu decidirias como eu. Custou-me regressar, porque me assustavam as portas fechadas. Arruinei-me e nem o meu amor próprio me animava. Deixas-me regressar, Senhor? Idealizei um mundo maravilhoso: Sem riscos nem obrigações. Construi o mundo ideal: Sem preocupações pelos outros. Despi-me da minha dignidade, só para que me aplaudissem os que julguei que me amavam, mas que logo me abandonaram na berma. Desnudei-me, Senhor, e o que é pior: também Te atirei fora. Deixas-me regressar, Senhor? Apontarás na agenda de casa as minhas ausências? Contarás a minha soberba e a minha auto-suficiência? Pedir-me-ás de volta o que Te pedi e depois desperdicei? Quando me vires ao longe vais virar-me as costas? Claro que te deixo regressar, meu filho! Sai de tudo aquilo que te pareceu melhor que o nosso lar. Regressa da orfandade em que tens vivido. Entra. Esta é a tua casa. Entra e veste-te de festa. Vem. Senta-te e com o teu irmão come do mesmo pão do Pai. Toma banho e perfuma-te para que a tua vida passada fique no passado. Sim, filho. Abraça-me. Abraça-me, meu filho. Vós os homens sois como sois, mas eu tenho um coração de Pai! E, hoje, mais que nunca, o meu coração transborda de alegria. Não há maior felicidade para um Pai que a de voltar a ver o seu filho, não há maior sorriso no rosto dum Pai que quando torna feliz um filho. Sim, corre. Corre! Corre, meu filho! A tua demora desassossega a minha alma! Não demores, porque nem os erros do teu caminho errado me desassossegaram tanto como o teu atraso. Vem, regressa. Eu, teu Pai, te espero. Não te preocupes com o teu irmão: havemos de convencê-lo!

terça-feira, 13 de março de 2007

Carminhada - Aveiro - 31 Março 2007

NÃO SEJAS SONSO!

Somos sal, somos luz. E às vezes nem uma nem outra coisa. Somos contra, ou nem damos conta do que somos. E é pior isso. Não ser nada, ficar a meio caminho, não ser quente nem frio é desagradável ao paladar de Deus. Ele não gosta de sal a meias, nem de luz quase escura. Deus gosta de quem se afirme, de quem caminhe, de quem não tenha medo de temperar a vida dos demais, de quem cuja vida ilumina outras vidas.
Se o teu sal anda fraco, se a tua luz está a perder o brilho vem carminhar. Caminha com Jesus. Ele tempera e ilumina a vida.
Não sejas sonso. Não sejas apagado. Junta-te a Jesus e caminha com Ele.


Aspectos a ter em atenção:
- As carminhadas são abertas a todos os jovens;
- A caminhada tem 18 km (8+10);
- Início às 9h00, na Marinha da Troncalhada (a caminho da Gafanha (praias) – Rotunda da saída da A25);
- Tempo de pausa, reflexão e almoço às 11h30, no Santuário Schoenstatt;
- O almoço será partilhado, devendo cada participante levar de casa;
- Procura levar calçado confortável e já usado; roupa conveniente (um impermeável…);
- Haverá um carro vassoura (podem lá deixar ficar as mochilas com a comida), mas a maior honra dos condutores de carros vassoura é chegar ao fim vazios;
- Caminha ligeiro de equipagem;
- Nem tudo é necessário para caminhar…;
- A caminhada termina às 17h30 na Igreja do Carmo em Aveiro, seguida de Eucaristia do Domingo da Paixão e Dia Mundial da Juventude às 18h30.



CONFIRMAÇÃO
A confirmação de participação na Carminhada deverá ser efectuada até ao dia 24 de Março por mail: carmojovem@gmail.com ou aveiro@carmelitas.pt.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Neste III Domingo da Quaresma

Se alguém precisar de liberdade e eu puder ajudar: converte-me num pequeno libertador. Se me julgar o melhor e que a minha vida é perfeita: enche o meu coração de humildade. Se penso que o teu chamamento é para todos: converte os meus ouvidos surdos à tua Palavra. Se caio no erro de pensar que o pecado é coisa de velhos: dá-me um consciência capaz de diferenciar o bom do mau. Se me canso de caminhar na busca do teu rosto: converte o meu cansaço em nova intensidade apostólica. Se no caminho não me alimento da tua Eucaristia: converte-me ao apreço pelo teu Corpo e Sangue. Se este tempo de graça não tem relevo na minha vida: faz, Senhor, que se converta em tempo de reflexão. Se me julgo livre, quando ainda sou escravo: converte-me, Senhor, para buscar junto de Ti a liberdade. Se me sinto só e abatido, deprimido e angustiado: desvela-me a segurança de saber que sempre me buscas. Se pergunto demasiado por Ti: converte-me à compreensão da Tua vontade. Se, como a figueira não dou frutos, converte a minha vida seca em algo frutífero. Se te sinto próximo, mas vivo longe da Tua vontade: converte-me em instrumento de louvor. Se me deixo levar pelas falsas aparências, converte os meus impulsos em pensamentos rectos. Se aceito as ofertas pagãs que me surgem no dia a dia: converte-me a Ti para que eu só dê valor ao que vale.

quinta-feira, 8 de março de 2007

Concerto com entrada livre - Grupo Água Viva - Aveiro

Os jovens carmelitas de Aveiro — do Grupo Adoramus Te e do Grupo Voces Carmeli — patrocinam o concerto Dai e dar-se-vos-á, de música espiritual, pelo Grupo Água Viva.
A entrada é livre, porém o ofertório recolhido reverterá em favor das obras do Adro da nossa Igreja.
A nossa presença e patrocínio é uma resposta de reconhecimento ao muito que recebemos da nossa comunidade do Carmo. Ainda há muito por fazer. É por isso que damos as mãos para ajudar.
Será na Sexta-feira dia 16 de Março, pelas 21h30, na nossa Igreja do Carmo.
Joana Quina e António Matos, jovens carmelitas agradecidos.



A atenção a dar aos jovens

No dia 22 de Fevereiro, o Papa Bento XVI encontrou-se com os sacerdotes de Roma. Como de costume, manteve uma sessão de perguntas e respostas. Eis um excerto do que respondeu quando o Pe. Maurizio Secondo Mirilli lhe perguntou sobre a atenção a dar aos jovens:
Bento XVI: A juventude deve ser uma prioridade do nosso trabalho pastoral, porque ela vive num mundo distante de Deus. Os jovens têm necessidade de muito acompanhamento, para poderem realmente encontrar este caminho. Eles devem ver que se pode viver a fé nesta época, que não se trata de algo do passado, mas que hoje é possível viver como cristão e assim encontrar realmente o bem. Recordo-me de um elemento autobiográfico nos escritos de São Cipriano. «Vivi neste nosso mundo, diz ele, totalmente afastado de Deus, porque as divindades tinham morrido e Deus não era visível. E vendo os cristãos, pensei: é uma vida impossível, isto não se pode realizar no nosso mundo! Mas depois, encontrando-me com alguns deles, entrando na sua companhia, deixando-me guiar no catecumenado, neste caminho de conversão a Deus, pouco a pouco compreendi: é possível! E agora estou feliz por ter encontrado a vida. Compreendi que aquela outra não era vida e, na verdade confessa eu sabia mesmo antes que aquela não era a vida verdadeira.» Parece-me muito importante que os jovens encontrem pessoas, tanto da sua idade como mais maduras, em que possam ver que a vida cristã hoje é possível, e é também razoável e realizável. Portanto, o primeiro ponto é a experiência, que depois abre a porta também ao conhecimento. Somente se há uma certa experiência é possível, depois, compreender. Recordo-me de um conselho que Pascal dava a um amigo não crente. Ele dizia: «Experimenta um pouco fazer as coisas que um crente faz, e depois com esta experiência verás que tudo isto é lógico e verdadeiro.»Quanto aos grandes temas, diria que é importante conhecer a Deus. Na Carta aos Efésios, São Paulo diz: "Lembrai-vos de que nesse tempo estáveis... sem esperança e sem Deus... Mas em Jesus Cristo vós, que outrora estáveis longe, agora estais perto" (2:12-13). Assim a vida tem um sentido que me guia também nas dificuldades. Naturalmente, neste caminho acompanham-nos os Santos. Apesar dos numerosos problemas, eles viveram e foram as "interpretações" verdadeiras e vivas da Sagrada Escritura. Cada um tem o seu Santo, de quem pode aprender melhor o que significa viver como cristão.

«Jovens leigos Carmelitas: A Carminho de Damasco»


«Saulo, entretanto, respirando sempre ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, foi ter com o Sumo Sacerdote e pediu-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, se encontrasse homens e mulheres que fossem desta Via, os trouxesse algemados para Jerusalém. Estava a caminho e já próximo de Damasco, quando se viu subitamente envolvido por uma intensa luz vinda do Céu. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: «Saulo, Saulo, por que me persegues?» Ele perguntou: «Quem és Tu, Senhor?» Respondeu: «Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Ergue-te, entra na cidade e dir-te-ão o que tens a fazer.»
Os seus companheiros de viagem tinham-se detido, emudecidos, ouvindo a voz, mas sem verem ninguém. Saulo ergueu-se do chão, mas, embora tivesse os olhos abertos, não via nada. Foi necessário levá-lo pela mão e, assim, entrou em Damasco, onde passou três dias sem ver, sem comer nem beber.
Havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. O Senhor disse-lhe numa visão: «Ananias!» Respondeu: «Aqui estou, Senhor.» O Senhor prosseguiu: «Levanta-te, vai à casa de Judas, na rua Direita, e pergunta por um homem chamado Saulo de Tarso, que está a orar neste momento.» Saulo, entretanto, viu numa visão um homem, de nome Ananias, entrar e impor-lhe as mãos para recobrar a vista. Ananias respondeu: «Senhor, tenho ouvido muita gente falar desse homem e a contar todo o mal que ele tem feito aos teus santos, em Jerusalém. E agora está aqui com plenos poderes dos sumos sacerdotes, para prender todos quantos invocam o teu nome.»
Mas o Senhor disse-lhe: «Vai, pois esse homem é instrumento da minha escolha, para levar o meu nome perante os pagãos, os reis e os filhos de Israel. Eu mesmo lhe hei-de mostrar quanto ele tem de sofrer pelo meu nome.»
Então, Ananias partiu, entrou na dita casa, impôs as mãos sobre ele e disse: «Saulo, meu irmão, foi o Senhor que me enviou, esse Jesus que te apareceu no caminho em que vinhas, para recobrares a vista e ficares cheio do Espírito Santo.» Nesse instante, caíram-lhe dos olhos uma espécie de escamas e recuperou a vista. Depois, levantou-se e recebeu o baptismo. Depois de se ter alimentado, voltaram-lhe as forças e passou alguns dias com os discípulos, em Damasco. Começou, então, imediatamente, a proclamar nas sinagogas que Jesus era o Filho de Deus. (Act 9, 1-20)


Convidados a ser aventureiros na subida ao Monte Carmelo, aventuramo-nos a descobrir o que o «Caminho de Damasco» nos tinha a transmitir.
Fomos irradiados pelo Amor, no qual S. Paulo, se deixou conquistar e nos convida num hoje à conversão, «convidados a sermos Ananias», no seio das nossas comunidades. Na adversidade e na cegueira, este Homem, entende que Jesus lhes quer ensinar sobre o seu destino… E nós dispomo-nos a tal?
No encontro com debilidade e na fragilidade, sintamos a força que nos impulsiona para a luta e nunca para a desistência.

Nós, jovens leigos Carmelitas, não poderemos deixar de caminhar, pois reconhecemos os Mestres como aliados, mestres que nos ajudam através da sua experiência de vida e se tornam verdadeiros guias espirituais nos caminhos que temos que percorrer.

Somos chamados a proclamar «a boa Nova» e a dar testemunho do Ressuscitado que continua a fazer eco nos nossos corações, incentivando-os a sermos fiéis à sua missão.



Reflexão Individual
1 Tempo da Quaresma, de deserto, oração, escuta da Palavra, morrer para nascer de novo, tempo de conversão, tempos de mudança…. S. Paulo, foi capaz de escutar para que ocorressem verdadeiras mudanças no seu modo de agir. E nós, mantemo-nos inertes ou aventuramo-nos nos caminhos?
2 É-nos exigido que sejamos radicais, somos seguidores de Cristo, tal como S. Paulo? De que moldes experimentamos e/ou enfrentamos as adversidades?
3 Que deveria mudar na minha vida para seguí-l’O de uma forma mais «radical»? Quais os meus medos?


quarta-feira, 7 de março de 2007

Converte-me, Senhor

Estamos em Quaresma, e quase a chegar ao Terceiro Domingo! De algo temos de nos converter. Para isso nos dá o Senhor este tempo favorável! De que tens de te converter? Aqui vai uma sugestão-oração: Dos nossos des-encontros conTigo; CONVERTE-NOS, SENHOR! Nas nossas des-esperanças e preocupações: CONVERTE-NOS, SENHOR! Das nossas dúvidas e friezas: CONVERTE-NOS, SENHOR! Do nosso orgulho e soberba: CONVERTE-NOS, SENHOR! Da nossa comodidade e avareza: CONVERTE-NOS, SENHOR! Para que Te encontremos e não Te percamos: CONVERTE-NOS, SENHOR! Para que estejamos sempre dispostos a porcurar-Te: CONVERTE-NOS, SENHOR! Para que sejamos conscientes das nossas limitações: CONVERTE-NOS, SENHOR! Da nosso afastamento de Ti: CONVERTE-NOS, SENHOR! Da nossa surdez e cegueira espiritual: CONVERTE-NOS, SENHOR! Da nossa maneira de ver e sentir a vida: CONVERTE-NOS, SENHOR!