sábado, 31 de outubro de 2009

Um jardineiro...

Um jardineiro, todas as manhãs tratava do seu jardim. O seu jardim era o mais belo dos jardins. Um jardim provido de uma extraordinária beleza, nele se refugiava e com ele conversava e crescia em cada novo dia. Guardava e (re)encontrava alegria para viver, um olhar especial o inundava de graça ao saber-se nele... Durante todo o ano, o visitava e trazia presente no seu pensamento. Nenhuma estação do ano o derrubava, nem mesmo o rigoroso e gélido Inverno. Neste jardim as distintas flores cresciam, os pássaros e todos os animais do campo cursavam cada recanto, conheciam o seu jardineiro e ele entregava-se a eles enraizando-se. Em cada lugar vazio, brotava a vida! Certo Inverno, o jardineiro deixou de vistoriar, percorrer o seu jardim, descuidou o amor que lhe tinha, hospedou-se em outros que não ele… E o jardim? O especial jardim? O seu jardim? Ele não cuidou dele. Ninguém mais cuidou dele. As flores murcharam, não eram regadas, o verde perdera a cor, a relva não era aparada, os pássaros deixaram de chilrear, não apareciam, não alimentava os animais, não conversava com as flores…nada, nada, nada… Nada nem ninguém tinha vida? O que teria acontecido ao jardineiro? Acabara de trabalhar a terra, estaria concluído o seu trabalho? Deixara de amar? Deixara de ver nas criaturas meios para o auxiliarem a conseguir o fim. Como poderia ficar indiferente? O jardineiro, deixara de cuidar do seu jardim, perdera o encanto... Ao redor do seu jardim via que o mais belo dos jardins de outrora, o seu, tinha perdido a beleza. Quem o despertaria para a realidade? Ao redor, os outros jardins cresciam com um especial brilho, o brilho que cada um dos jardineiros depositara... mas, o seu, o especial jardim de que o conto conta, o mais belo dos jardins morria, por não encontrar a vida! O jardineiro desfalecia ao ver como tinha deixado desfalecer o seu jardim! A ausência do seu «prestador de cuidados», o jardineiro, a ausência das suas sinceras palavras que germinavam da humildade do seu coração, originara a morte do jardim… As lágrimas silenciosas que corriam em seu olhar eram a linguagem presente de tempos ausentes, eram a linguagem do seu coração que sangrava, por ter originado a morte do seu jardim. O jardineiro, não cuidará do seu jardim e o seu jardim morrera!
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Desafio: Como andas a cuidar do teu jardim? Cuidas dele ou deixas que ele morra em ti?… Jamais podes deixar de trabalhar a terra iniciada que em ti se encontra plantada. Que permaneças a Carminho, descobrindo «o jardineiro» que existe em ti. Que sejas jardineiro do mais belo dos jardins! Ser jardineiro é mais que um privilégio é uma bênção. Dê-mos graças a Deus pelos jardineiros que somos, por sermos estes «fortes amigos de Deus» de que nos fala Santa Teresa de Jesus e S. João da Cruz. Que este sentir carmelitano que nos move e incita a carminhar, jamais desfaleça, para que nunca deixemos de trabalhar a terra!...

XII Carminhada - 7 | Novembro |09

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

XII Carminhada - 7 | Novembro |09

Aspectos a ter em atenção:

*As carminhadas são abertas a todos os jovens;

*Acolhimento às 9H00, na Igreja Matriz de Vila Nova de Cerveira;

*Início da Carminhada 9H30;

*A carminhada tem 15 km;

*A carminhada termina após a Eucaristia;

*O almoço será partilhado, devendo cada participante levar de casa;

*Procura levar calçado confortável e já usado; roupa conveniente (um impermeável…);

*Haverá um carro vassoura (podem lá deixar ficar as mochilas com a comida), mas a maior honra dos condutores de carros vassoura é chegar ao fim vazios;

*Carminha ligeiro de equipagem. Nem tudo é necessário para carminhar.

*Quem participou já em outras Carminhadas já tem a faixa «Levamos o Carmo Jovem no coração». Devem levá-la.

CONFIRMAÇÃO

A confirmação de participação na Carminhada deverá ser efectuada até ao dia 1 de Novembro para:

Carmo Jovem carmojovem@gmail.com

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Crónica do XVI Horeb - São Paulo e os jovens

No fim-de-semana de 02 a 04 de Outubro decorreu o XVI HOREB no Convento do Carmo em Viana do Castelo. Na sexta-feira dia 02 de Outubro, ao final da tarde os jovens preparavam-se para um encontro com São Paulo, pois o tema deste HOREB era “São Paulo e os jovens”. O grupo que de inicio se voluntariou para embarcar nesta aventura, no momento da partida demonstrava vários receios e comentava: “Quem me dera que já fosse Domingo à tarde!” ou “ Já estou arrependido de ter vindo!”. O facto de, alguns dos jovens, participarem pela primeira vez, intimidava-os um pouco. O desconhecido por vezes assusta-nos… Mas, durante a viagem que durou quase três horas tivemos a possibilidade de falar sobre certos aspectos que os incomodavam e alguns receios foram minimizados. A nossa chegada já era esperada, e da melhor maneira possível, com bolachinhas, sumo e chá quentinho. Depois de matar saudades de quem já não se via há muito tempo, combinou-se muito rapidamente o horário para começar o programa de sábado de manhã. Logo de seguida iniciou-se a peregrinação até aos nossos quartos… As ordens eram explícitas, vestir o pijama e cama, porque o dia de sábado iria ser em cheio. Como se costuma dizer: deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer. Pelo menos uma das regras nós cumprimos, deitámo-nos cedo!… :D O sábado começou logo cedinho, às sete horas e meia da manhã, com alguém a bater às portas dos quartos e a gritar que não havia água quente!!! Quem terá sido???
Iniciámos o dia com uma oração matinal, seguida de um pequeno-almoço reforçado para depois passarmos à conferência sobre São Paulo, com o Sr. Padre Fernando Reis (Conselheiro Provincial para a Pastoral Juvenil). Para iniciar a sessão tivemos direito a alguns jogos de apresentação e de relacionamento. Um jogo era muito divertido, consistia em procurar na sala várias palavras para formar frases de São Paulo. Depois da exposição do Sr. Padre Fernando tivemos direito a um pequeno intervalo para repor energias e passar à fase seguinte, que era um trabalho de grupo. Regressámos à sala para apresentar as respostas de cada grupo e para esclarecer algumas dúvidas. Depois de um curto tempo de debate, agradeceu-se a presença e disponibilidade do Sr. Padre Fernando. De seguida, remámos em direcção ao refeitório. Escusado será dizer que fomos brindados com muito boa alimentação. Desde já fica o nosso agradecimento a quem estava responsável pela satisfação de uma das nossas necessidades primárias.
Depois do almoço formámos três grupos. Um dos grupos ficou no convento a alegrar um Baptizado. Os restantes tiveram como tarefa uma acção de rua, a qual consistia em distribuir panfletos informativos sobre o Carmo Jovem. Tarefa que não foi fácil, pois para além de alguns jovens não estarem no seu “habitat natural”, também é muito complicado, hoje em dia, entrar em diálogo com as pessoas. Mas… temos de ter em atenção os ensinamentos de São Paulo, em que ele nos diz “Faço tudo por causa do Evangelho”( 1ª Coríntios, 9, 23), mesmo que isso signifique ser maltratado ou mesmo ignorado. Podem acreditar que é verdade, foi quase isso que aconteceu a alguns membros de um dos grupos. Pelo menos foi o que eles apelaram para justificar a não entrega dos panfletos. Queixavam-se que as pessoas na rua eram mal-educadas, por vezes até agressivas. O facto de nós termos de entrar em diálogo com o outro desconhecido é muito complicado pois não sabemos qual vai ser a sua reacção e muito menos a nossa, quando por vezes somos rejeitados, maltratados ou simplesmente quando ouvimos o “não” e como depois ultrapassamos essas frustrações. Para conseguir terminar a tarefa que nos foi proposta, os dois grupos uniram esforços e entregaram os panfletos, num abrir e fechar de olhos. Não só por ser quase hora do lanche, mas também porque se começavam a avistar umas nuvens que prometiam chuva.
Estavam os dois grupos a chegar ao convento quando começou a “esgalhar” água. Que sorte a nossa!!! Depois de ter cumprido o nosso dever, pudemos saborear um lanche quentinho e bem merecido. No final, os três grupos tiveram a possibilidade de contar as suas experiências. Mesmo que não tenha corrido muito bem para alguns elementos, penso que é uma tarefa que se deve repetir nos próximos encontros do Carmo Jovem, pois é uma forma muito simples de dar a conhecer o nosso movimento. Sem deixar de mencionar novamente São Paulo, “Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo”(1ª Coríntios, 11,1), penso que a acção de rua foi uma pequena imitação do que era a vida de São Paulo, ir ao encontro das pessoas.
Depois do jantar tivemos a oportunidade de assistir a uma vigília em que nos foram apresentados vários símbolos que caracterizam a vida de São Paulo. O primeiro símbolo foi a cruz, que é considerada como um abraço de Amor no meio das tribulações e do martírio; o segundo símbolo foi a palavra que é usada como anúncio da Verdade ao longo dos tempos; em terceiro lugar apresentaram-nos a espada, representação de São Paulo como sendo um Soldado de Cristo pela Palavra de Deus; de seguida aparecem as correntes, como símbolo de Prisioneiro de Cristo / Prisioneiro do Espírito; e por fim, a Chama foi considerada um eterno fogo da caridade. Para finalizar, ouvimos um Cântico de Amor retirado da 1ª carta de São Paulo aos Coríntios, (13). Não tenho palavras para descrever o que senti na altura, pois com os olhos fechados temos de ter os nossos ouvidos bem abertos para interiorizar a verdadeira mensagem da carta. Espero poder repetir este acontecimento, talvez depois já tenha alguma ideia definida sobre o que senti. Nessa noite tivemos a oportunidade de passar um tempo no bar a conversar, debater ideias, a comer bolachinhas e a jogar às cartas. Foi um momento relaxado e de diversão.
Iniciámos o Domingo com uma oração matinal, seguida de pequeno-almoço. Depois, enquanto os elementos da coordenação se reuniam, os restantes jovens preparavam as leituras e os cânticos para a celebração da Eucaristia. Caso ainda não tenham reparado, a coordenação sofreu algumas alterações que podem consultar no site. A Eucaristia foi presidida pelo Sr. Padre Fernando e pelo Frei João e foi alegrada pelas vozes dos jovens carmelitas que se encontravam no HOREB. Depois da celebração, conseguimos eternizar o momento, através de uma fotografia do grupo de jovens que se movimentou até ao Convento do Carmo para participar no XVI HOREB. Também se juntaram a nós alguns “veteranos carmelitas”.
Chegámos ao refeitório famintos, pois pelo corredor já se podia sentir o cheirinho vindo da cozinha. Como sobremesa tivemos direito a não um mas, dois bolos de aniversário para festejar as 16 primaveras do HOREB. Depois de saborear os bolos, regressámos à sala para esclarecer algumas dúvidas, para saber a opinião dos jovens sobre este HOREB, conhecer novas propostas para futuros encontros, apresentar os novos coordenadores do Carmo ao grupo, para agradecer mais uma vez a disponibilidade do Sr. Padre Fernando e para receber a nossa fitinha para relembrar este acontecimento.
Como sempre, há um princípio e um fim e chegou a altura do fim, as despedidas. Não sei se ainda se lembram de eu referir no início que certos jovens já estavam arrependidos de participar no HOREB, pois bem, nesta altura, já ouvia comentários do género: “Eu ainda não quero ir para casa!”, “Eu quero voltar para o Convento”. Isto é verdade, pelo caminho os jovens foram mostrando a vontade de regressar e prometeram que para o próximo ano estariam presentes. Espero bem que as suas promessas se prolonguem por muito mais tempo. Por falta de lembrança não vão faltar ao compromisso, pois se Deus quiser, eu estarei presente para os relembrar. Não podemos deixar de agradecer especialmente ao Frei João por toda a dedicação e empenho que ele demonstra pelo Carmo e especialmente pelos jovens. A viagem de regresso nunca teria sido a mesma sem a sua presença. Graças a Deus chegámos bem a casa, e graças ao Frei João, os jovens terão uma história para contar sobre a viagem de regresso… Assim termino a minha crónica com mais uma citação de São Paulo: “Deus não está longe de cada um de nós. N´Ele vivemos, nos movemos e existimos. Somos verdadeiramente da Sua raça. Sendo nós raça de Deus, não devemos pensar que a Divindade é semelhante ao ouro, prata ou pedra lavrada por arte e indústria do homem”. (Actos, 17, 28-29).
Espero para o próximo ano reencontrar este grupo de jovens carmelitas empenhados na tarefa de “evangelizar” e que possa conhecer muitos mais, vindos de outras partes do país e arredores…
Um abraço carmelita Sofia Simões e o Grupo Jovem Somos Um

Parabéns a Você!

Algures era noite, mas uma chama brilhava.
Havia um cervo no monte que nos olhava.
E nós a chama. Não havia mais nada
além das vozes que cantavam
Parabéns a você, Zé
Henriques. Goza a vida porque só uma vez
é que se fazem trinta e três.

sábado, 24 de outubro de 2009

XII Carminhada - 7 | Novembro |09

XXX Domingo do Tempo Comum

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos [Mc 10, 46-52]
Naquele tempo, quando Jesus ia a sair de Jericó com os discípulos e uma grande multidão,estava um cego, chamado Bartimeu, filho de Timeu, a pedir esmola à beira do caminho. Ao ouvir dizer que era Jesus de Nazaré que passava,começou a gritar:«Jesus, Filho de David, tem piedade de mim». Muitos repreendiam-no para que se calasse. Mas ele gritava cada vez mais:«Filho de David, tem piedade de mim». Jesus parou e disse: «Chamai-o».Chamaram então o cego e disseram-lhe:«Coragem! Levanta-te, que Ele está a chamar-te». O cego atirou fora a capa, deu um salto e foi ter com Jesus. Jesus perguntou-lhe:«Que queres que Eu te faça?» O cego respondeu-Lhe:«Mestre, que eu veja».Jesus disse-lhe:«Vai: a tua fé te salvou».Logo ele recuperou a vistae seguiu Jesus pelo caminho.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

XII Carminhada - 7 | Novembro |09

Entusiasma-te... e vem carminhar connosco! Vem, sentir passos que carminham... olhares como o teu que querem sorrir! Vem e sê presença, força e esperança... com o teu mundo nos carminhos da terra do SEU amado mundo! Vem…

sábado, 17 de outubro de 2009

XXIX Domingo do Tempo Comum

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos [Mc 10, 35-45]
Naquele tempo, Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe:«Mestre, nós queremos que nos faças o que Te vamos pedir».Jesus respondeu-lhes:«Que quereis que vos faça?» Eles responderam:«Concede-nos que, na tua glória, nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda». Disse-lhes Jesus:«Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu vou beber e receber o baptismo com que Eu vou ser baptizado?» Eles responderam-Lhe: «Podemos». Então Jesus disse-lhes:«Bebereis o cálice que Eu vou beber e sereis baptizados com o baptismo com que Eu vou ser baptizado. Mas sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não Me pertence a Mim concedê-lo;é para aqueles a quem está reservado». Os outros dez, ouvindo isto,começaram a indignar-se contra Tiago e João. Jesus chamou-os e disse-lhes:«Sabeis que os que são considerados como chefes das nações exercem domínio sobre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder. Não deve ser assim entre vós:quem entre vós quiser tornar-se grande, será vosso servo,e quem quiser entre vós ser o primeiro, será escravo de todos; porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servire dar a vida pela redenção de todos».

Missão: testemunho e serviço (2)

Gandhi foi, sem dúvida, um homem que se destacou pela sua simplicidade, amor pelos irmãos e pela justiça social. Entre mui­tos outros, este pensamento ajuda-nos a crescer como pessoas capazes de semear a esperança nos outros e a renascer para a vida nova recebida no momento do nosso Baptismo: «Se eu te pudesse deixar algum presente, deixaria aceso em ti o sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado ao longo do tempo... Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para ti, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável: Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a acção. E, quando tudo mais faltasse, um segredo: O de buscar no interior de ti mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.»
[Obras Missionárias Pontifícias]

Dia Mundial das Missões

«O objectivo da missão da Igreja é iluminar com a luz do Evangelho todos os povos em seu caminhar na história rumo a Deus, pois n’Ele encontramos a sua plena realização. Devemos sentir o anseio e a paixão de iluminar todos os povos, com a luz de Cristo, que resplandece no rosto da Igreja, para que todos se reúnam na única família humana, sob a amável paternidade de Deus.» [Bento XVI]

Papa Bento XVI propõe a figura de Santa Teresa de Jesus

Bento XVI apresentou Santa Teresa de Jesus, como modelo para «os jovens, os doentes e os recem casados» no discurso de audiência pública que celebrou no dia 14 de Outubro, vésperas da Festa da primeira mulher doutora da Igreja.
«Que esta grande Santa – disse Bento XVI- seja um testemunho para vós, queridos jovens, que o amor autêntico não pode separar-se da verdade. Que vos ajude, queridos doentes a compreender a Cruz de Cristo o mistério de amor que redime o sofrimento humano. E que vocês, queridos recem casados, sejais modelo de fidelidade a Deus, que a cada um encomenda uma missão especial», foram as suas palavras para o grupo de língua italiana.

Missão: testemunho e serviço (1)

Chamo-Te porque tudo está ainda no princípio E suportar é o tempo mais comprido. Peço-Te que venhas e me dês a liberdade, Que um só de Teus olhares me purifique e acabe. Há muitas coisas que não quero ver. Peço-Te que sejas o presente. Peço-Te que inundes tudo. E que o Teu reino antes do tempo venha E se derrame sobre a Terra Em Primavera feroz precipitado.
[Sophia de Mello Breyner Andresen]

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Solenidade da Santa Madre Teresa de Jesus


Hoje, dia 15 de Outubro, a família carmelita, une-se para celebrar a festa da sua mãe e fundadora, Santa Teresa de Jesus.
Confirmemos agradecidos o carminho de amor por ela percorrido, que hoje nos conduz a Deus consolidando e perseverando nos trilhos do mundo… Reacendamos com a sua «determinada determinação» o desejo de seguir o Mestre venha o que vier, suceda o que suceder e agradeçamos o dom de tomar parte desta vasta família carmelita. Que Santa Teresa de Jesus, nos ajude a entrar e permanecer no grupo dos «amigos fortes de Deus», que muitos jovens carmelitas escutem o apelo do Mestre e ingressem neste jardim que é o Carmo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Santa Teresa de Jesus

«Alma procura-te em mim
e em mim busca-Te a ti»
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Entardecíamos em Deus

Entardecíamos em Deus. No doce apuro da sua dádiva. Era um Outubro cúmplice, por onde o lúcido licor vinha às palavras Explicitar-se. E ao seu lume a pôr-se no júbilo do espírito e das águas. Decantava-se sermos o suporte desse momento. Da doçura amarga que altíssima subia pela morte e dava em vida. Que só Deus nos dava.

poema: Fernando Echevarria (n. 1929)
Fotografia: Rarindra Prakarsa

Moradas de Santa Teresa de Jesus

"Aproveita-me também a mim ver o campo, água ou flores. Nestas coisas encontrava eu memória do Criador, digo que me despertavam e recolhiam e serviam de livro."
pintura: Rubens

«Para Vós nasci» | Santa Teresa de Jesus

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PLANO DE ACTIVIDADES 2009 |2010

Levamos o Carmo no Coração!

ANO 2009 7 Novembro I XII Carminhada Vila Nova da Cerveira I Padre João Maria Vianney (1786 – 1859) «Um jardineiro nunca acaba de trabalhar a terra.» 28 e 29 de Novembro I II Kerit Avessadas I Padre Hermann Cohen (1820 – 1871) «Fui inundado de graças durante o tempo de silêncio.» 12 de Dezembro I III Entrefitas Moinhos da Gândara I Padre João da Cruz (1542 – 1591) «É melhor sofrer em silêncio que fazer milagres.» ANO 2010 13 Fevereiro I XIII Carminhada Cantanhede I Padre Francisco Palau (1811 – 1872) «Nunca quis outro caminho senão o da cruz.» 27 de Fevereiro I IV Entrefitas Viana do Castelo I Padre António de Lisboa (1195 – 1231) «Ele veio a ti para poderes ir a Ele.» 13 de Março I I Noite Escura Viana do Castelo I Abbé Pierre (1912 – 2007) «Viver é aprender a amar.» 27 de Março I XIV Carminhada Caíde de Rei I Pai Américo (1887 – 1956) «Sou um revolucionário pacífico, um pobre que sangra, um pai que chora, um português que ama!» 14 de Maio I II Clarminhada Coimbra I Padre Elias Chavara (1805 – 1871) «O Senhor escreveu o meu nome no livro da vida.» 2-6 de Junho I IV Peregrinação a pé­ Lugar a definir I Padre Henri Grialou (1894 – 1967) «O Espírito Santo alegra-se por estar connosco.» 29 Julho a 1 Agosto I AAcampáki Júnior Deão I Padre Pedro Berthelot (1600 – 1638) «Sou feliz mesmo que não me compreendam.» 1 a 8 Agosto I AAAAcampáki Deão I Padre Rafael Kalinowski (1835 – 1907) «Se me roubarem, não me roubarão o meu refúgio: a oração.» 1 a 3 Outubro I XVII Horeb Praia de Mira I Padre Tito Brandsma (1881 – 1942) «Fascina-me o espírito do Carmo.»

Novena de Santa Teresa de Jesus (9)

Santa Teresa de Jesus, vós que foste capaz de dar absolutamente tudo quanto Deus, nosso Pai, rezou em vós que à luz da vossa apaixonante história de vida, possamos dirigir o vale dos nossos carminhos… E assim, a nossa entrega ao Amor de Deus, será completa… Ámen.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Novena de Santa Teresa de Jesus (8)

Santa Teresa de Jesus, dai-nos a graça de não pretendermos a nossa glória, mas sim, a glória transparente da amizade do Amor de Deus nos carminhos do mundo. Ámen.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Novena de Santa Teresa de Jesus (7)

Santa Teresa de Jesus, ensina-nos a pensar, sentir e sempre viver pendentes do Amor d´Aquele que nos basta. Que nunca nos nossos carminhos vivamos escorados na fraqueza dos nossos nadas. Ámen.

domingo, 11 de outubro de 2009

Aceita o Desafio. Decifra as frases!

Amigo carmelita,
durante o HOREB tivemos a oportunidade de pôr à prova os nossos conhecimentos adquiridos ao longo do ano sobre apóstolo S. Paulo. Foram momentos bem alegres e divertidos ao bom exemplo da família carmelita.
Os presentes no Horeb aceitaram o desafio e ordenaram as frases! E tu? Põe-te à prova. Aceita o desafio e mostra-nos que também tens carminhado com S. Paulo e connosco. Decifra as frases!

I Frase

II Frase III Frase IV Frase V Frase VI Frase

Novena de Santa Teresa de Jesus (6)

Santa Teresa de Jesus, ajudai-nos a perceber que o maior beneficio é sermos amados por Deus. Faz-nos agradecidos nos carminhos da verdade e que por estes carminhos deixemo-nos ir para O seguir tal como tu O seguis-te... Ámen.

sábado, 10 de outubro de 2009

À Maria João e ao Tiago

Zaqueu

A árvore foi a forma de te ver E desci para abrir a casa De me teres visitado e avistado Entre os ramos Fizeste-me passagem Da folha ao voo do pássaro Do sol à doçura do fruto. Para me encontrares me deste A pequenez.

Poema: Daniel Faria

Fotografia: Rarindra Prakarsa

porque da pequenez, do trabalho humilde e delicado nascem sons, sorrisos, brotam a luz e o caminho para a LUZ!

Tu vem e segue-me!

Deixa que o mundo siga a sua aventurara Deixa que o homem retome à sua casa Deixa que a gente se entregue à sua riqueza Mas tu, tu vem e segue-me, Tu, vem e segue-me Deixa que o barco erga as velas ao vento Deixa que encontre o afecto que está preso a si Deixa que da árvore caiam os frutos maduros Mas tu, tu vem e segue-me, Tu, vem e segue-me E serás luz para os homens, e serás o sal da terra E num mundo deserto abrirás um caminho novo. (bis) E por este caminho vai, vai... e não olhes mais para trás...

[Gen Rosso I Vieni e seguimi]

XXVIII Domingo do Tempo Comum

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos [Mc 10, 17-30]
Naquele tempo,ia Jesus pôr-Se a caminho,quando um homem se aproximou correndo, ajoelhou diante d’Ele e perguntou-Lhe:«Bom Mestre,que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?».Jesus respondeu:«Porque Me chamas bom? Ninguém é bom senão Deus.Tu sabes os mandamentos:‘Não mates; não cometas adultério; não roubes; não levantes falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe’».O homem disse a Jesus:«Mestre, tudo isso tenho eu cumprido desde a juventude». Jesus olhou para ele com simpatia e respondeu: «Falta-te uma coisa: vai vender o que tens,dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me».Ouvindo estas palavras, anuviou-se-lhe o semblante e retirou-se pesaroso, porque era muito rico. Então Jesus, olhando à sua volta, disse aos discípulos: «Como será difícil para os que têm riquezas entrar no reino de Deus!».Os discípulos ficaram admirados com estas palavras.Mas Jesus afirmou-lhes de novo:«Meus filhos, como é difícil entrar no reino de Deus! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulhado que um rico entrar no reino de Deus».Eles admiraram-se ainda mais e diziam uns aos outros:«Quem pode então salvar-se?».Fitando neles os olhos, Jesus respondeu:«Aos homens é impossível, mas não a Deus,porque a Deus tudo é possível».Pedro começou a dizer-Lhe:«Vê como nós deixámos tudo para Te seguir».Jesus respondeu:«Em verdade vos digo:Todo aquele que tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras, por minha causa e por causa do Evangelho,receberá cem vezes mais, já neste mundo, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, juntamente com perseguições,e, no mundo futuro, a vida eterna».

Novena de Santa Teresa de Jesus (5)

Santa Teresa de Jesus, apesar de todas as nossas objecções e imperfeições que com o vosso auxilio possamos vencer as dificuldades da vida e merecer no fim o descanso no céu. Ámen.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Novena de Santa Teresa de Jesus (4)

Santa Teresa de Jesus, dai-nos força e coragem para seguir o nosso carminho e com o vosso santo exemplo possamos abraçar plenamente a Cristo, com a perfeição que Ele nos pede. Ámen.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Novena de Santa Teresa de Jesus (3)

Santa Teresa de Jesus, que o Amor à oração seja para os jovens carmelitas a porta da conversão e a chave de ouro que nos abrirá um dia a porta do Céu. Amém.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O que é isto?

Novena de Santa Teresa de Jesus (2)

Santa Teresa de Jesus, Ajudai-nos a rezar como tu nos aconselhaste «Com determinada determinação», com fé e confiança, com insistente e perseverança… sem nunca duvidarmos da bondade divina. Ámen.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Novena de Santa Teresa de Jesus (1)


Santa Teresa de Jesus,
vós que sois mestra da oração,
ensina-nos a nós,
herdeiros desta florida vinha
a rezarmos com confiança
a Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
Amén.

SANTA MADRE TERESA DE JESUS [1515 – 1582]


Teresa nasceu no dia 28 de Março de 1515, em Ávila, Espanha.

Passando por muitos sofrimentos e sempre com a ajuda de Deus, fundou o primeiro convento, de S. José de Ávila, da nova família do Carmo a 24 de Agosto de 1562, dia em que Teresa se descalçou, mudou de hábito e começou a chamar-se Teresa de Jesus.
Em 1571, foi nomeada prioresa da Encarnação, seu antigo convento. Começou o seu mandato colocando as chaves do convento nas mãos duma imagem de Nossa Senhora colocando-a na cadeira da prioresa, enquanto, por sua vez, se sentou, no chão, a seu lado.
Dezassete foram os Carmelos fundados pela Santa Madre.
Perguntaram-lhe se, morrendo queria ser enterrada em Ávila, ao que respondeu perguntando: «Mas aqui não terão um pouco de terra que me emprestem até ao dia do Juízo?», após o que morreu dizendo: «Enfim, Senhor, morro filha da Igreja!».
Eram nove hora da noite do dia 14 de Outubro de 1582. Nesse ano, o calendário foi actualizado pelo que o dia seguinte era o 15 de Outubro.