sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Encontros com S. Paulo - D. António Couto

Ontem, dia 30 de Outubro, eu e o Ricardo Luís dirigimo-nos a Guimarães a fim de ouvirmos D. António Couto falar sobre S. Paulo. Na verdade, já sabia o que ia encontrar (pelo menos em parte). D. António Couto é um homem sábio e ao mesmo tempo humilde; para além disso é um grande pedagogo. D. António mostrou-nos como S. Paulo teve um encontro fulminante com Cristo, no qual foi absolutamente agarrado. Este encontro rasga a vida de Paulo em duas. A que passou (que é para esquecer) e a que vem, orientada para Cristo. A sua vida passa a ser como uma seta que aponta para a meta (Cristo). Paulo, na verdade, não é autónomo é cristónomo (depende de Cristo).Para além disto importa realçar que Paulo foi, de facto, um inovador. Na verdade, na apresentação das suas cartas nunca se esquece dos seus colaboradores, antes os estima e os valoriza. Isto mostra-nos que o cristianismo não é uma aventura a sós, mas uma aventura comunitária. Temos, pois, de ter muita gente activa na Igreja, porque ser cristão é viver em rede. Por último, gostaria de destacar a importância que assume a graça nas cartas de Paulo. Na verdade, ela envolve todas as cartas. A graça é a forma de Deus se debruçar sobre nós com carinho maternal, com um olhar cheio de ternura como uma mãe que embala o bebé e o olha. O sucesso de Paulo deve-se, em grande parte, à sua metodologia maternal. Hoje, segundo D. António Couto, precisamos de uma Igreja afectiva, maternal e personalizada. E termino com as primeiras palavras deste encontro. O desafio é que nos encontremos com S. Paulo e por ele com Jesus Cristo.
Jorge Fernando

O Rosário na dinâmica espiritual e social do catolicismo

O Rosário como oração estruturou-se sugerindo ao crente a meditação sobre os principais passos da vida de Jesus, mas centrado na piedade mariana. Da repetição de determinadas orações, o Rosário paulatinamente foi-se constituindo como meio de contemplar e meditar sobre a vida de Jesus, e na qual Maria surge como intercessora, tornando-se por excelência uma forma de oração largamente comum aos fiéis.
António Matos Ferreira

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Os amigos

o correr dos dias tem sido intenso... reencontrei, no entanto, uma das mais belas definições de amizade...
Os amigos Esses estranhos que nós amamos e nos amam olhamos para eles e são sempre adolescentes, assustados e sós sem nenhum sentido prático sem grande noção da ameaça ou da renúncia que sobre a luz incide descuidados e intensos no seu exagero de temporalidade pura Um dia acordamos tristes da sua tristeza pois o fortuito significado dos campos explica por outras palavras aquilo que tornava os olhos incomparáveis Mas a impressão maior é a da alegria de uma maneira que nem se consegue e por isso ténue, misteriosa: talvez seja assim todo o amor
José Tolentino Mendonça, A Noite Abre Meus Olhos

domingo, 26 de outubro de 2008

PR9 – Trilho dos canos d’água ou do Pai do Senhor

O Pai do Senhor é o Dinis. Mas também pode servir para entre nós dizer o Trilho PR9. O rapaz dá ainda pelo nome de Gotas ou Gotinhas. Ele é Kanimambo e estuda a vocação. Não é um instalado. Quando lhe falamos que íamos fazer uma carminhada do Carmo Jovem ele propôs o tal PR9. Como somos de acreditar, mas gostamos de nos certificar fomos esta tarde fazer com ele o percurso. Simplesmente fabuloso! Os canos d’água são duas construções — uma do séc. XV e outra do séc. XVII — que abasteciam a cidade de Viana do Castelo e ainda o fazem, mas já não completamente. Vale a pena ir ao Parque da Heydi, bosques intocados, uma carreira de tiro, a casa do avião, uma citânia e sítios para fotos únicas. São Paulo vai aparecer a cada recanto. Vai valer a pena, assim o tempo ajude. As fotos dizem do quanto nos extasiamos. Mas o melhor é vir à carminhada do dia 8 de Novembro. Quem vier saberá do que falo.

sábado, 25 de outubro de 2008

Equipa reforçada

Hoje, 25 de Outubro, esteve reunida no Carmo de Viana do Castelo a Comissão da Pastoral Juvenil. Desde o nosso blog aproveitamos para saudar o seu carinho, preocupação e cuidado para connosco. Em nome dos jovens do Movimento do Carmo Jovem saudamos o jovem sacerdote Frei Vasco Nuno, pelo que significa de compromisso, de reforço e disponibilidade para o Movimento. Que a sua juventude, força e coragem o ajudem a investir as suas energias e capacidades no pequeno jardim do Movimento, seja nos jovens carmelitas mais próximos dos conventos seja nos das paróquias. «Juntos andemos», pois. E que juntos possamos apontar caminhos que cativem os jovens a saborear a espiritualidade carmelita. Que Nossa Senhora do Carmo, modelo e referência para os jovens carmelitas nos una e nos leve a saciar na fonte da vida. Que sob o seu olhar que possamos crescer e prosperar com entusiasmo, amor, respeito e gratidão. Juntos implantaremos a civilização do amor, porque só no amor permanece a verdade, como nos ensinam os Santos do Carmelo.

Dia de festa! 1.º aniversário dos Sementinhas

Hoje, 25 de Outubro, comemoramos o nosso primeiro aniversário, que aconteceu no passado dia 20. Assim, não quisemos deixar de assinalar esta data e tivemos uma tarde com algumas actividades simples. Ver mais no Blog Sementinhas de Deus.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Carminhada - Viana do Castelo - 8NOV'08

Evangelização é uma aventura, uma tarefa contínua… Não fiques desocupado, ocupa-te connosco! Carminha connosco, deixa-te guiar pelo apaixonante amor de se fazer carminho com os outros! Se Ele não te avistar entre nós, prepara-te, manda e mandará saber notícias da tua Fé! Não podes parar de carminhar. Ainda não chegas-te ao fim do carminho. O fim do carminho? Sim. É nunca desistires de carminhar! Aventura-te! Aspectos a ter em atenção: - As carminhadas são abertas a todos os jovens; - Início às 9h00, na Igreja do Carmo em Viana do Castelo; - A carminhada tem 12 km; - Eucaristia às 18h00 na Igreja do Carmo em Viana do Castelo; - A carminhada termina após a Eucaristia; - O almoço será partilhado, devendo cada participante levar de casa; - Procura levar calçado confortável e já usado; roupa conveniente (um impermeável…); - Haverá um carro vassoura (podem lá deixar ficar as mochilas com a comida), mas a maior honra dos condutores de carros vassoura é chegar ao fim vazios; - Carminha ligeiro de equipagem. Nem tudo é necessário para carminhar…; - Quem participou já em outras Carminhadas já tem a faixa “JOVENS LEIGOS CARMELITAS”. Devem levá-la. CONFIRMAÇÃO A confirmação de participação na Carminhada deverá ser efectuada até ao dia 2 de Novembro para: Carmo Jovem carmojovem@gmail.com

domingo, 19 de outubro de 2008

PAPA APRESENTA EXEMPLO DE AMOR DOS PAIS DE SANTA TERESINHA

Bento XVI apresentou neste domingo o exemplo de amor e de fé que continuam oferecendo hoje os pais de Santa Teresinha do Menino Jesus, Louis Martin e Zélie Guérin.O segundo casal da história elevado à glória dos altares - Zélie viveu entre 1831 e 1877 e Louis entre 1823 e 1894 e - foi beatificado em uma cerimônia presidida na basílica de Lisieux pelo cardeal José Saraiva Martins, legado pontifício.
A data de sua beatificação é significativa, o Dia Mundial das Missões, pois a filha dos novos beatos, Santa Teresa de Lisieux, foi declarada por Pio XI patrona das missões.
"Estes novos beatos acompanharam e compartilharam, com sua oração e seu testemunho evangélico, o caminho de sua filha chamada pelo Senhor a consagrar-se a Ele sem reservas entre as paredes do Carmelo", explicou o Papa desde o Santuário de Pompéia, perto de Nápoles (Itália).
"Com sua vida de casal exemplar, anunciaram o Evangelho de Cristo --acrescentou o Papa falando em francês--. Viveram ardentemente sua fé e a transmitiram em sua família e a seu redor".
"Que sua oração seja fonte de alegria e de esperança para todos os pais e todas as famílias", desejou.
O exemplo de amor dos novos beatos foi sintetizado pelo Papa com uma expressão escrita por sua filha: "No coração da Igreja, minha mãe, serei o amor".
Pensando na beatificação dos esposos Martin, Bento XVI recordou "outra intenção que levo no coração, a família, cujo papel é fundamental na educação dos filhos em um espírito universal, aberto e responsável para com o mundo e seus problemas, assim como na formação das vocações à vida missionária".

sábado, 18 de outubro de 2008

Na dor da selva não se pode aceitar um Deus qualquer. Na selva é preciso um Deus racional

En el dolor de la selva no puedes aceptar a cualquier Dios. El Dios ritual infantil no te basta. No te basta con pensar que Dios es amor o que no puedes explicarlo. En la selva necesitas un Dios racional. Si tu fe no es racional, si no estás seguro de que Dios existe, no puedes entablar una relación con Él. Entendí, leyendo la Biblia, que Dios no es energía, ni luz ni partículas de gas en el cosmos, sino que Dios es un ser humano, en otras palabras, que lo que nosotros tenemos de humanos es lo que tenemos de Dios. Todos los personajes de la Biblia están retratados con sus debilidades, sus miserias, sus pequeñeces. Todos estamos retratados ahí.Yo descubrí un Dios con sentido del humor, con sentido de la autoridad, un Dios que educa, un Dios que ama, pero sobre todo, que es un Dios en el sentido de que lo puede todo. Un robot puede estar programado para amar, pero si no tiene la libertad de no hacerlo, el amor no tiene valor.

Ingrid Betancourt
[espero que se compreenda sem tradução]

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Exemplo de santidade dos pais de Santa Teresinha!

Todos os que conhecem a vida de Santa Teresinha sabem do amor maior que a unia a seus pais. Órfã de mãe muito cedo, é natural que o seu apego a seu pai tenha sido muito forte. Louis Martin era o seu “Rei”. Teresa era, sem dúvida, a filha predileta, a “Rainhazinha” do senhor Martin. Luís José Aloísio Estanislau Martin, o pai, nasceu em Bordeaux, França, a 22 de Agosto de 1823. Nesse dia, seu pai, militar, estava ausente, numa expedição em Espanha. Os pais de Luis José foram: Pedro Francisco Martin e Fanny Boureau. Devido ao trabalho do pai, Luís passou a infância em vários lugares: Avignon, Estrasbourg e, finalmente, Alençon, onde fixou residência a partir de 1830. Calmo, piedoso, dado à contemplação, Luís desejou abraçar a vida monacal. Para tanto, visitou o Mosteiro do Monte São Bernardo, em 1843. Porque não conhecia o latim, não foi aceite na Ordem Cisterciense. Voltando a Alençon, abriu uma relojoaria, em 1850. Célia, mãe de nossa santa, chamava-se Célia Maria Guérin. Nasceu aos 23 de dezembro de 1831, em Gandelain, França. Quando jovem, sonhou e chegou mesmo a ingressar na Ordem das Visitandinas, mas a Superiora logo descobriu que Célia não possuía vocação religiosa. Porém, este sonho permanecerá em sua cabeça. Em 1844, mudou-se para Alençon, onde estudou com as Damas da Adoração e aprendeu a profissão de rendeira, especializando-se na famosa renda de Alençon. Finalmente começou a fabricar a renda para uma casa de Paris. Por volta de 1863 começou a trabalhar por conta própria, ao abrir uma pequena empresa. Célia Guérin e Luís Martin casaram-se em Alençon, no dia 13 de Julho de 1858. Pretendiam viver como irmãos. Convencidos por um confessor, decidiram ter filhos e tiveram-nos em número de nove: sete meninas e dois meninos. Célia fez por eles a seguinte oração: «Senhor, dá-me muitos filhos, e que eles sejam todos consagrados a Ti». A oração foi integralmente atendida. Nada há de extraordinário na vida deste casal cristão. Vida simples, decididamente voltada para Deus que está no centro de tudo: missa diária, devoção ao Sagrado Coração de Jesus, participação em alguns movimentos da Igreja, solidariedade e caridade para com os menos afortunados. Luís e Célia amam-se muito. Durante uma viagem, ela escreve: «Estou ansiosa para estar perto de ti, meu querido Luís… Eu amo-te de todo meu coração e ainda agora sinto redobrar minha afeição pela privação de tua presença». Eles completam-se harmoniosamente, tomam juntos as decisões importantes referentes ao casamento e ao trabalho. São generosos com os pobres e os infelizes. Ambos desejam ser santos e vivem com fidelidade as suas obrigações de estado, exercendo o seu trabalho e dando o melhor de si para a educação de seus filhos. Se se pensa em beatificá-los como casal no próximo domingo, é porque a heroicidade de suas virtudes foi reconhecida em ambos. O Papa João Paulo II já reconheceu oficialmente essa heroicidade. Esta santidade foi particularmente manifestada através das provações. O casal Martin viveu o abandono à Providência, principalmente quando a conjuntura económica não favorecia os negócios. E, embora, no geral, tenham vivido em boa situação financeira, jamais se deixaram envaidecer por isso. Célia, numa das suas cartas, afirma que «a prosperidade constante afasta de Deus». Eles experimentaram ainda a provação de perder dois filhos e duas filhas ainda bébés. Célia angustiar-se-á tanto com estes episódios, que só encontrará consolo na oração. Desde 1864, começará a sentir os sintomas do cancro de mama, que a levará à morte 1877. Assumirá com coragem a sua doença e dedicar-se-á aos filhos e ao trabalho até o fim. Ela deseja apenas viver o instante presente, que é onde Deus se revela, dando-nos uma lição de confiança: «Eu me resigno a todos os acontecimentos adversos que me vêm ou que me podem vir. Eu penso: foi Deus quem quis assim! E não penso mais nisso!». Dez dias antes de morrer ela escreve a seu irmão: «Que querem vocês?, se a Santa Virgem não me cura… É sinal que o meu tempo chegou e o Bom Deus quer que eu repouse noutro lugar e não sobre a terra». Célia morreu com 46 anos, no dia 28 de Agosto de 1877. Teresa tem apenas quatro anos e meio. Após a morte de Célia, Luís muda-se para Lisieux, atendendo ao convite de seu cunhado Isidore Guérin, instalando-se com as cinco filhas na casa Buissonnets. Assiste feliz ao ingresso de todas as suas filhas na vida religiosa. Vive feliz, consciente de todas as graças que recebeu do Senhor. Um dia revela às filhas que costuma fazer a seguinte oração: «Senhor, é demais! Sim, sou muito feliz. Mas não é possível ir ao céu desta maneira. É preciso que eu sofra um pouco por vós». E oferece-se ao Senhor. Pouco tempo depois ele experimenta a terrível humilhação da doença mental, consequência de uma arteriosclerose. É internado em Caen, no hospital Bom Salvador, onde se tratam os loucos. Grande provação para ele e para as suas filhas. Teresinha, a respeito dessa enfermidade, escreverá: «Os três anos do martírio de meu pai pareceram-me os mais amáveis, os mais frutuosos de toda nossa vida. Eu não os trocaria por todos os êxtases e as revelações dos santos!». A beatificação de Luís e Célia Martin não é por serem pais de uma santa. Mas porque foram cristãos normais, vivendo no mundo. O seu exemplo mostra que a santidade não é um ideal inacessível, mesmo para pessoas casadas, tendo obrigações e responsabilidade de família, comprometidas nos trabalhos comerciais, etc. Ao cumprir no dia a dia o seu dever de estado, eles acolheram simplesmente a vontade de Deus para eles. Não há, nesta simplicidade, como que uma amostra grátis da “pequena via” descoberta por sua filha?

A familia Carmelita tem um novo membro!

Ontem num dia muito especial para toda a familia carmelita, dia de Santa Teresa de Jesus, um novo ser deu à vida, seu nome João Manuel! Na tarde deste dia 15 por volta das 14H29, recebo a seguinte msg: «Olá. O João nasceu às 12H40, tem 3.350kg e 50cm. A mãe e o João estão bem. Luís» … Fiquei muito contente com a chegada do João neste dia especial e logo respondi a seus pais: «Grande dia para ele nascer… que Santa Teresa, nossa mãe o proteja e a vocês que vos continue a amar. Um enorme abraço para os três».
O casal de que vos falo cresceu no Carmo Jovem, no movimento se conheceram. O Luís Correia, mais conhecido entre os amigos por Lilo, foi coordenador do Movimento Carmo Jovem durante anos, a Célia pertenceu ao mesmo grupo que o Lilo, ambos se dilataram na familia carmelita sobre o olhar e a protecção do Menino Jesus de Praga. Com eles tambem cresci e aprendi a sermos jovens carmelitas seguidores de Teresa de Jesus e de João da Cruz!
Felicidades Luís e Célia para o vosso filho João Manuel e para vós que iniciais esta amorosa tarefa de serdes pais, que Deus vos recompense e abençoe!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

FESTA DE SANTA TERESA DE JESUS

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FESTA DE SANTA TERESA DE JESUS

Manifestamente a familia carmelita,
consolida certezas de amor maior, volta-se no dia de hoje para a Grande mulher,
Teresa de Jesus, que sabia do que falava e ensinava do que sabia.
Como seus filhos, acolhamos hoje
de uma forma especial o seu caminho espiritual!
Não permaneçamos inertes aos apelos lançados. Deixemo-nos caminhar com ela, crescer com ela no amor! Não fiquemos ociosos, Pois o amor desta nossa mãe não o é. Sejamos como Santa Teresa de Jesus, «Amigos fortes de Deus». Recebei, um forte abraço cheio de amor
e tal como a Santa Teresa de Jesus nos transmite:
«Entreguemo-nos nas mãos de Deus
para que Ele faça o que quiser».

Os livros de Santa Teresa

Desde tenra infância Santa Teresa foi amiga de livros. Leu muitos, e segundo parece, depois da sua conversão, cada livro leu elevou-a a novo patamar espiritual ao ponto de deixar de precisar de ler. Quando a proibiram de ler a Bíblia, escutou Jesus que lhe disse: Eu sou o teu livro, já não quero que tenhas mais conversas com homens. Livro da Vida O primeiro livro escrito por S. Teresa de Jesus chama-se Livro da Vida. Como o título sugere é a sua autobiografia, escrita ao longo de alguns anos, e encerrada após a fundação do primeiro mosteiro, em 1567. Teresa fala sobre sua infância e o relacionamento com os irmãos; a sua entrada no Carmelo, a luta pela conversão, e vai até a fundação do Carmelo de São José, em Ávila. Mas Teresa não se contenta apenas em contar sua vida. Em determinado momento ela abre um parêntesis para falar "algumas coisas de oração", e lá se vai metade do livro! Faz então uma bela analogia da alma com um jardim, que devemos enfeitar com as flores das virtudes, onde o Senhor vem passear. A mensagem é que no início a vida de oração é dura, cheia de dificuldades, mas precisamos enfrentá-las se quisermos ir adiante. Caminho de Perfeição Outro livro importante de Santa Teresa é o Caminho de Perfeição, escrito na forma de conselhos às irmãs que ingressam nos mosteiros fundados por ela. Foi escrito a pedido destas irmãs. Ela fala sobre três virtudes essenciais para quem deseja seguir a Cristo: a humildade, o desapego e a caridade fraterna. Além disso, ela mostra um amadurecimento espiritual muito grande em relação ao Livro da Vida. Nesse livro, a Santa Madre também comenta mais profundamente sobre os graus mais elevados de oração: oração de recolhimento, oração de quietude, etc. Sabendo que sendo mulher não seria bem aceite escrever sobre temas espirituais, Santa Teresa disfarça esses graus de oração em um comentário sobre a oração do Pai Nosso, o que ocupa toda a segunda metade do Caminho de Perfeição. Castelo Interior O livro mais importante de Santa Teresa é o Castelo Interior. Nele, Teresa compara a alma a um castelo, que possui um grande tesouro em seu interior. Para chegar à sala onde o tesouro se encontra, é necessário atravessar sete moradas, ou aposentos. Cada uma dessas moradas corresponde a um estágio na vida espiritual. O tesouro é a presença de Deus em cada um de nós. À medida que avançamos, são encontrados novos desafios, novas dificuldades, e novos sinais da graça de Deus. Mas as moradas não são estágios padrão, que todos passamos da mesma maneira: cada um de nós tem uma forma de seguir a Deus, e Deus se revela de formas diferentes a cada um. A grande mensagem desse livro é que a oração é um caminho pessoal, íntimo, em busca de um tesouro que todos trazemos dentro de nós desde que nascemos. Livro das Fundações Além desses livros, existe um muito interessante, o Livro das Fundações, onde a Santa narra em detalhe as fundações dos seus Mosteiros. É um livro interessantíssimo de ler. Cartas e poesias Santa Teresa tem ainda outros escritos menores, algumas poesias, e muitas cartas, das quais existem até hoje cerca de 470.Poderia ficar aqui um convite a todos para que leiam as obras de Santa Teresa. Nós, católicos, temos um costume ruim de aceitar as explicações que nos são dadas como se fossem verdades universais. Os livros de Santa Teresa são tão profundos, e ao mesmo tempo tão pessoais, que cada um que os lê tem uma experiência própria, como se a Santa falasse pessoalmente a cada um de nós através deles. Vale a pena ler Santa Teresa. OREMOS Santa Madre Teresa de Jesus, que conheceste profundamente os tesouros da vida espiritual, e guiaste a todos que te procuraram por esse caminho; ainda hoje continuas a guiar-nos através de teus livros. Por isso, pedimos-te, confiantes, que sejamos fiéis ao caminho da oração, sem desanimar nas dificuldades, e possamos encontrar o tesouro do Amor de Deus que se encontra em cada um de nós. Amen.

QUARTA-FEIRA da semana XXVIII

S. Teresa de Jesus, virgem e doutora da Igreja – MO Branco – Ofício da memória. Missa da memória. L 1 Gal 5, 18-25; Sal 1, 1-2. 3. 4 e 6 Ev Lc 11, 42-46 * Na Ordem Carmelita e na Ordem dos Carmelitas Descalços – S. Teresa de Jesus, virgem e doutora da Igreja – FESTA e SOLENIDADE

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Santa Teresa de Jesus

Bendito sejais, Senhor, Que nunca me abandonais, Apesar de tantas vezes vos deixar. Vós me dais a mão E me levantais com vosso poder Embora eu, muitas vezes, não queira pegar na vossa mão. Ó Senhor da minha alma! Como poderei eu pagar Os favores que ao longo dos anos me fizestes? Ó grandeza do meu Deus! Ò divina Majestade! Que com grandes regalos castigais meus pecados! Ò bondade infinita do meu Deus! Ò maravilha dos anjos! Eu quereria desfazer-me em amar-vos. Ò que bom amigo, sois vós, Senhor meu E com um pouco de arrependimento esqueceis nossas faltas. Ó Vida de toda a vida, Chegai a vós todo o mundo Que tão afastado anda da vossa amizade. Ó Senhor meu, como sois bom! Bendito sejais! Louvem-vos as criaturas, Pois aqui na terra nos fazeis saborear o céu. Quão magnificas são as vossas obras! Isto espanta, bom Mestre, a quem pensa em vós! Dar-vos graças por tão grandes favores, Não sabe a minha alma como vos louvar. [Santa Teresa de Jesus]

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

«Não me move»

Não me move, Senhor para Te amar

O Céu que me prometestes

Nem me move o inferno tão temido

Para deixar por isso de Te ofender.

Tu me moves, Senhor,Move-me ver-Te

Pregado em uma Cruz e escarnecido

Move-me ver teu Corpo tão ferido,

Movem-me tuas afrontas e tua morte.

Move-me enfim o teu amor,

E de tal maneira,

Que ainda que não houvesse Céu eu Te amaria,

E ainda que não houvesse inferno Te temeria.

Nada tens que me dar para que eu Te queira,

Pois mesmo que eu não esperasse o que espero,

O mesmo que Te quero

Eu te quereria.

[Santa Teresa de Jesus]

Jovem Carmelita, prepara-te para celebrar!

«O dia 15 de Outubro, celebramos com toda a alegria o dia solene em que Santa Teresa de Jesus, nossa Mãe, voou para o céu, ao encontro da felicidade dos santos. Por isso, nós Carmelitas, ao longo destes dias vamos preparar-nos com todo o entusiasmo para celebrar essa solenidade com toda a dignidade. Durante este tempo, une-te a nós, contemplando com carinho essa mulher deslumbrante que Deus escolheu para ser Mãe e Fundadora da nossa familia do Carmo. Durante estes dias reza-lhe connosco para que te faça sempre amigo de Jesus, pois como ela própria dizia: «Nestes tempos que correm, mais que nunca, são necessários, amigos fortes de Deus».
[In Musica Calada em Oração]

SANTA MADRE TERESA DE JESUS (1515 - 1582)

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«Teresa nasceu no dia 28 de Março de 1515, em Ávila, Espanha. Com treze anos apenas, Teresa perdeu a mãe, pelo que se encomendou a Nossa Senhora, pedindo-lhe que fosse a sua mãe. Depois da sua morte da Teresa, na companhia de seus primos e primas, dá-se às futilidades e vaidades próprias da sua idade, lidas e aprendidas nos romances que adorava ler. Seu pai interna-a no Colégio de Nossa Senhora da Graça. Uma jovem freira da comunidade foi então mestra na prática do bem. Começa a pensar em ser freira, e entra no convento da Encarnação, das Carmelitas, porque nele entrou também Joana Soares, sua amiga. Como o pai não quer dar-lhe licença, Teresa foge de casa, muito embora esta decisão lhe tenha causado profundo sofrimento. Passando por muitos sofrimentos e sempre com a ajuda de Deus, fundou o primeiro convento, de S. José de Ávila, da nova família do Carmo. Foi a inauguração deste primeiro convento a 24 de Agosto de 1562, dia em que Teresa se descalçou, mudou de hábito e começou a chamar-se Teresa de Jesus. A cidade de Ávila quis destruir o convento, mas sendo obra de Deus, Ele mesmo venceu mais estas dificuldades. A sua segunda fundação foi em Medina del Campo, onde conheceu S. João da Cruz, ficando encantada com ele e pedindo-lhe que fosse o primeiro frade Carmelita Descalço. Em 1571, foi nomeada prioresa da Encarnação, seu antigo convento. Começou o seu mandato colocando as chaves do convento nas mãos duma imagem de Nossa Senhora colocando-a na cadeira da prioresa, enquanto, por sua vez, se sentou, no chão, a seu lado. Dezassete foram os Carmelos fundados pela Santa Madre. O último foi o de Burgos. O Inverno ia rigorosíssimo e a saúde de Teresa muito fraca. Regressando a Ávila mandaram-na por Alba de Tormes, onde caiu de cama dizendo: "Não me lembro de me ter deitado tão cedo desde há muitos anos". Não mais se levantou. Perguntaram-lhe se, morrendo queria ser enterrada em Ávila, ao que respondeu perguntando: "Mas aqui não terão um pouco de terra que me emprestem até ao dia do Juízo?", após o que morreu dizendo: "Enfim, Senhor, morro filha da Igreja!". Eram nove horas da noite do dia 4 de Outubro de 1582. Nesse ano, o calendário foi actualizado pelo que o dia seguinte era o 15 de Outubro. Um dia disseram-lhe: "Madre, dizem que sois bonita, inteligente e santa. Que dizeis de vós mesma?". Teresa respondeu: "Bonita, vê-se bem. Inteligente, penso que nunca fui tonta. E santa, a ver vamos e Deus o queira!"».

Ecos (1)

Uma experiência muito desejada... Foi em Braga, no passado fim de semana, que dezenas de jovens vindos de diversas regiões do país, se encontraram para o XV HOREB, o encontro anual do Carmo Jovem, no qual eu nunca tinha participado, mas quando se quer realmente algo, luta-se bastante ao ponto de conseguirmos, e assim foi, eu participei neste encontro, pois tinha muita curiosidade em saber do que se tratava, porque os meus amigos que já tinham participado falaram-me muito bem e deixeram-me muito anciosa. Veja mais no Blog do Grupo dos Jovens "Sementinhas".

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Novo blog... http://www.jovenskanimambo.blogspot.com/

Com muito gosto tomei conhecimento de um novo blog, dos Jovens Missionários Carmelitas do Carmo de Viana do Castelo. Trata-se do blog de um pequeno grupo missionário que pretende crescer na fé e no amor como Leigos Missionários Carmelitas
A Ordem está mais rica por mais um grupo e com um blog muito interessante.
Eu já visitei... Gostei... Recomendo... Visitem, é só clicar na imagem.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A vida de Paulo (IV)

Do ano 33 ao ano 35. A primeira missão. O mundo árabe. Paulo conhecia bem o cristianismo dos helenistas; reconhecia nele um risco para o judaísmo legal do ramo do fariseismo. Portanto, temos de considerar que Paulo conhecia Jesus, porque conhecia o que perseguia quando perseguia os missionários helenistas. É por essa razão, que depois da sua conversão, não tem de aprender quem é Jesus e quem é a Igreja, porque já os conhece bem. Este é, pois, o contexto em que se situam os três anos do que podemos chamar a sua missão árabe. «Mas quando Deus que me escolheu desde o ventre materno (…) quis revelar-me o seu Filho para que eu O anuncie entre os pagãos, eu não consultei nem a carne nem o sangue, nem fui a Jerusalém falar com os que eram apóstolos antes de mim, antes fui para a Arábia e depois regressei outra vez a Damasco» (Gal 1:17). Tudo nos leva a entender que Paulo actua como membro da Igreja de Damasco e que realiza uma missão na Síria nabateia, a Arábia. Os três primeiros anos de Paulo como cristão estão vinculados a essa «missão na Arábia», depois de partir de Damasco, cidade que tinha afinidades com aquela região. O êxito de Paulo não parece ter sido grande e, tendo regressado a Damasco, teve de fugir: «Em Damasco, o governador da cidade, em nome do Rei Aretas, policiava a cidade na esperança de me prender. Mas eu fui descido pelo muro, dentro duma cesta, depois de sair por uma janela. Foi assim que escapei às suas mãos» (2Cor 11:32-33). Mas o que foi essa missão na Arábia, que terminou com uma fuga sem retorno? Não sabemos bem. Porém, deveria ser por nós melhor conhecida. Foi uma espécie de incursão no deserto, como quiserem entender certas tradições proféticas, que, como Oseias, falavam dum novo Israel que nasce no deserto? Foi uma esperança apocalíptica, na linha de João Baptista que começou no deserto, ou até na linha de Jesus que também se retirou para o deserto antes de pregar? O primeiro anúncio de Paulo pode situar-se nesta linha interpretativa? São perguntas que ficam.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

São Paulo, um Mestre para os Mestres do Carmo

Professor: Frei João Costa
Secretária: Isabel Gonçalves (Braga)
A Conferência do XV Horeb, sobre o tema “S. Paulo, um Mestre para os Mestres do Carmo” teve como orador Frei João Costa.

São Paulo, em hebraico Saulo, nascido em Tarso da Cilícia, refere-se a si dizendo que se tornou “cristão como um aborto”. Esta expressão deve-se ao facto de inicialmente Saulo ter sido um perseguidor de cristãos, pois julgava que deveria opor-se ao nome de Jesus Cristo. Prendeu numerosos santos e consentiu no martírio de todos, incluindo Estêvão, antigo companheiro de escola.

Numa das perseguições, indo a caminho de Damasco, viu um resplendor de luz no céu que o cercou, e caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: “— Saulo, Saulo, porque me persegues?” (Act. 9, 1-22). Foi neste momento que Saulo abandonou a perseguição e, ingressando na Igreja pelo Baptismo, passou a ser um seguidor de Jesus Cristo. A partir daqui conhecemo-lo com o nome latino de Paulo. O Apóstolo S. Paulo, o abortivo, é considerado por muitos cristãos como o mais importante discípulo de Jesus. Foi concerteza um Apóstolo diferente, sobretudo quando decidiu — e foi aceite pelo Colégio Apostólico —, que espalhasse a mensagem da Boa Nova de Jesus Cristo entre os gentios. Anunciar aos não judeus, aos pagãos ou gentios era a sua missão. É ele o Apóstolo missionário, sempre a caminho, incansável testemunha da ressurreição de Jesus. (Terá, por exemplo, segundo se crê, anunciado o Evangelho na Península Ibérica!) Paulo escreveu várias epístolas, catorze das quais chegaram até nós. Escreveu preferentemente às comunidades que fundara, e assim fincava o seu testemunho de Apóstolo, reforçava os seus ensinamentos ou corrigia desvios. Foi o caso das Cartas aos Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, Tessalonicenses. A Carta aos Hebreus provavelmente não é sua, mas atribuída por um discípulo à sua autoridade. A Carta as Romanos foi escrita antes do Apóstolo ali chegar e visava preparar a sua chegada, dar-se a conhecer e mostrar a boa nova que pregava. Escreveu também a discípulos bispos: Timóteo e Tito; e ao amigo Teófilo para que recebesse um escravo que lhe fugira e entretanto se fizera cristão. No decorrer do ensinamento do Frei João rezámos um hino retirado da Carta aos Efésios (1, 3-6. 11-12), donde, depois salientámos algumas expressões mais marcantes: o facto de sermos “filhos adoptivos e herdeiros de Jesus Cristo”. Ainda não existia mundo e já nós existíamos, Deus via no amor cada um de nós. É Jesus que nos faz filhos de Deus, existindo uma herança que vai passando de mestre para mestre, herdamos de Paulo o que ele herdou de Jesus. Na Carta que escreveu à Igreja, intitulada “No inicio do novo milénio”, o Papa João Paulo II convida-nos a lembrarmos o Passado com agradecimento, a viver o Presente com paixão (a termos fé apaixonadamente) e caminharmos para o Futuro com confiança, porque “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre”. Ser mestre é ser santo. A partir de agora vamos chamar aos nossos santos, santos e mestres. É esse o significado. E o que é ser santo? Diz alguém que, segundo a Bíblia, ser santo é sair de si próprio ao encontro do outro. Mais uma vez, JPII:“Saí e caminhai sempre com os olhos no passado, com os pés no presente e caminhando para o futuro, caminhai para uma perspectiva de santidade. Vós sois chamados a ser santos. Não tenhais medo!” A santidade é saída de si. Não podemos ficar fechados em nós, temos de sair ao encontro do nosso mundo. Havemos de sair, num sair por amor, um sair da prisão dos nossos interesses para sair ao encontro do outro. Um exemplo claro e muito reconhecido desta santidade foi Madre Teresa de Calcutá. Aquilo em que acreditava, ela o confirmava com obras. Uma questão que nos colocámos é se os nossos santos, apenas falaram ou também actuaram. Existem, é certo, várias formas de amar e, entre elas, a que mais se salienta é ir ao encontro dos pobres com o coração cheio. Porém, de acordo com o Papa Paulo VI: “Não há cristão que não deva algo ao Carmo”! Sim, é verdade. Também os Carmelitas saem de si para servir os outros. Só somos Carmelitas se formos santos, se sairmos de nós ao encontro dos necessitados. O Carmo existe para a Igreja. O coração dum Carmelita está cheio do “fazer o bem aos outros”. Se da Igreja saírem aqueles que rezam, que fazem da vida uma oração, a Igreja não é verdadeiramente Igreja! Pensando bem: a Igreja pode ser comparada a um arco-íris; ora, se ao arco-íris lhe tiramos uma cor, o arco-íris não é verdadeiramente um arco-íris. Portanto, existem várias maneiras de fazermos o arco-íris da Igreja: e a cor do Carmo é muito bela! E não pode faltar! Ao fazermos o bem à Igreja e ao Mundo pela oração — pela oração de louvor, pela de intercepção, de acção de graças, … —, pedindo não só por nós mas também pelos outros, nós fazemos o bem, erguemos o arco-íris, construímos um mundo mais belo. A vida de cada Carmelita “é um altar” donde se elevam orações e preces para Deus em favor da Igreja e do nosso Mundo. Nós somos prece: Prece pela escola, pelos professores, pelos trabalhadores, pecadores, pelos missionários, pelas criancinhas, pelos velhinhos, pelo Papa, pelos sacerdotes, pelos catequistas, pelos chefes das nações, pelos…

Ai de mim se não evangelizar”, era o grito de São Paulo que ainda hoje se ouve. Depois deste grito fomos escolher o nosso grito — o nosso just do it, segundo o Frei João —, a exemplo de S. Rafael Kalinowsky que escolheu para lema do seu apostolado a exortação de S. Paulo “Caridade, alegria e paz” (Gál 5:22), ou segundo a Bem-aventurada Isabel da Trindade que elegeu ser «Quero viver para ser louvor da glória de Deus». E escolhemos como se poderá verificar noutro lugar.

Fotos XV HOREB

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São lemas, são guias

Neste XV HOREB, ao lermos São Paulo e ao meditarmos a Palavra de Deus que lhe brotou do coração, despontaram para nós, Jovens Carmelitas, alguns lemas pessoais que fomos acolhendo. São lemas, são guias. Eis alguns, não todos. A partir deste Horeb pautaram as nossas vidas de discípulos de Jesus. - Sou Apóstolo para vós. (Cindy Monteiro, Avessadas) - Vivo para Deus. (Teresa Romeiro, Alhadas) - De todo o coração. (Joana Gomes, Braga) - A graça de Deus trouxe a salvação. (Sofia Simões, Moinhos da Gândara) - Esta é a minha defesa para os que me condenam. (Joana Costa, Viana) - Cristo é tudo em todos. (Carla Costa, Braga) - Faz o bem para louvor de Deus. (Vânia Pinto, Caíde de Rei) - É bom ser zeloso. (David Peixoto, Caíde de Rei) - A caridade não acaba. (Marta Pinto, Braga) - O mandamento é o amor de um coração puro. (Carina Macedo, Coimbra) - Evangeliza para que a cruz não seja vã. (Ana Gomes, Braga) - Não extingais o Espírito. (Diogo Simões, Braga) - Feitos servos de Deus. (Jorge Teixeira, Caíde de Rei) - Orai sem cessar. (Ana Lúcia Magalhães, Caíde de Rei) - A caridade é o alimento das nossas vidas. (Carla Romeiro, Alhadas) - Ao serviço da justiça. (Verónica Parente, Viana do Castelo) - Ofereço-me a Deus. (Ricardo Luís, Caíde de Rei) - O amor não faz mal. (Tânia Dias, Caíde de Rei) - Deus escolhe o fraco para confundir o forte. (Inês Monteiro, Braga) - Todos vós sois filhos da luz e do dia. (Stéphanie Monteiro, Avessadas) - Caminhai honestamente. (Luís Peixoto, Caíde de Rei) - Se és filho, és herdeiro. (Marlise Teixeira, Caíde de Rei) - Verdadeira filha na fé. (Filipa Pires, Moinhos da Gândara) - Sem amor nada sou. (Catarina Soares, Braga) - Não mintais uns aos outros. (André Almeida, Braga) - Fiz-me tudo para todos. (Cristiane Macedo, Coimbra) - Em paz com Deus. (Vera Pinto, Avessadas) - Exorta os jovens. (Rafael Gaspar, Moinhos da Gândara) - Zeloso de boas obras. (Ricardo Pinto, Moinhos da Gândara) - Pela obediência de um, muitos serão justos. (Tiago Gonçalves, Braga) - Deus enviou-nos o Espírito de Seu filho. (Aura Bragança, Caíde de Rei) - A loucura de Deus é sábia. (Ricardo Costa, Braga) - Também nos gloriamos nas tribulações. (Isabel Gonçalves, Braga)

S. Paulo, um mestre para os mestres do Carmo

Foi em Braga que cerca de 50 Jovens Leigos Carmelitas, vindos do norte e centro do País, nos encontrámos para celebrar o XV HOREB – Encontro Anual do Carmo Jovem. Horeb é significado de carminhada e encontro, de revelação e amizade renovada com o Senhor e com os amigos. O tema do XV Encontro era «S. Paulo - um mestre para os mestres do Carmo». E obviamente também para nós, jovens do séc. XXI. O início foi no dia 3 de Outubro, sexta-feira, com a apresentação das várias delegações e a saudação aos jovens dirigida pelo Superior carmelita da Comunidade de Braga, Pe. Agostinho Castro. No sábado, esteve connosco o Frei João Costa, ocd, director do Carmo Jovem. Sob a sua batuta o dia foi de aprofundamento da figura e mensagem do Apóstolo das Gentes e da sua influência nos santos carmelitas. Houve uma apresentação biográfica e teológica de S. Paulo, após o que convidou os jovens a ler alguns capítulos das Cartas do Apóstolo. Foi um belo momento de imersão nas palavras do Apóstolo que nos gritou, desde a lonjura dos tempos: Ai de mim se não evangelizar! Ai de ti, se não te tornares cristão! Antes de cada um se deixar embeber nas palavras do Apóstolo, houve tempo para gravar a fogo o sumário do nosso Horeb: Prega o Evangelho, se for preciso usa palavras. O desafio é interessante, pois a oração, o silêncio e a contemplação são sementes promissoras de anúncio da boa nova de Jesus. Considerámos que a Igreja é como um arco-íris, e que se dele se ausentar uma cor que seja jamais o arco-íris será verdadeiramente arco-íris. E daqui renasceu em nossos corações o compromisso de rezar apostolicamente, de sustentar o anúncio do Evangelho com a força da oração, com o testemunho de vida, com as boas obras da justiça. Do mergulho nas Cartas brotaram lemas juvenis e pessoais, que hão-de comprometer e pautar vidas entregues ao serviço do Evangelho. Foram lemas como: Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre; Somos filhos adoptivos; Somos herdeiros com Jesus Cristo; Caridade, alegria e paz; Ao serviço da justiça. E outros. Todos foram verdadeiras interpelações, porque o Apóstolo, pela actualidade da sua palavra e exemplo, parece viver hoje e interpelar hoje a fazermo-nos tudo para todos. A noite foi caindo sobre o jardim do Seminário, onde rezávamos o Terço. Nossa Senhora, recomendou que o rezássemos todos os dias e nós não quisemos deixar de o fazer, levados pelo coração do Apóstolo que nos ofereceu as meditações. Por fim, adentrámo-nos na espessura da noite em oração amorosa e vigilante na Capela de Guadalupe. A figura central foi S. Paulo que esteve presente no meio de nós proclamando a sua palavra. A Vigília fez-nos rezar mais uma vez os textos de Paulo e trouxe-nos do passado ao presente, da fonte da Escritura ao manancial da espiritualidade carmelita, da oração contemplativa ao compromisso. No Domingo celebrámos a Eucaristia na Igreja do Carmo, a nossa casa. Nós que tanto tempo dedicáramos a Paulo, afundámo-nos de vez no imenso mistério que é a presença gozosa de Jesus na Eucaristia; onde Ele nos fala e nos alimenta. Presidiu o Frei João Costa e concelebrou o P. Agostinho Castro e o Diácono Elísio Portela. Um jovem actor deu corpo e voz a Paulo, e saudou a Comunidade do Carmo que nos recebeu no seu seio para rezar. Na homilia o presidente da celebração realçou de novo o silêncio como lugar de testemunho e como possibilidade fecunda de anúncio do Evangelho, citou a discreção da santidade de Teresinha e a sua pequenez como o meio mais universal e ao alcance de todos para pregar. Porque o Evangelho também se pode pregar com palavras.

E assim foi...

Elaborado por Tiago Gonçalves, Braga.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

É já este fim de semana...

XV HOREB
S. PAULO - um mestre para os mestres do Carmo
Horeb, é uma oportunidade... Horeb, é beleza... Horeb, é sonho... Horeb, é um desafio... Horeb, é amor... Horeb, é uma aventura... Horeb, é a felicidade... Horeb, é amizade... Horeb, é a VIDA.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Bento XVI mostra «autêntica liberdade cristã» em Paulo

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 1º de outubro de 2008 (ZENIT.org).- «A verdadeira liberdade consiste em conformar-se com Cristo, e não em fazer o que se quer», afirmou o Papa Bento XVI nesta quarta-feira, diante dos 20 mil peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para a audiência geral. «É uma lição que nós também devemos aprender: com os diversos carismas confiados a Pedro e a Paulo, deixemo-nos todos guiar pelo Espírito, tentando viver na liberdade, que encontra sua orientação na fé em Cristo e se concretiza no serviço aos irmãos.» Segundo o Papa, «é essencial ser cada vez mais conformes com Cristo. É assim que se é realmente livre; assim se expressa em nós o núcleo mais profundo da lei: o amor a Deus e ao próximo». O pontífice dedicou a catequese ao ciclo sobre o Apóstolo São Paulo, e nesta ocasião, explicou dois episódios da vida do santo na Igreja nascente: o Concílio de Jerusalém e o incidente com Pedro em Antioquia, ambos relatados em suas cartas. «O respeito e a veneração que Paulo cultivou sempre pelos Doze não diminuem quando ele defende com franqueza a verdade do Evangelho», explica o Santo Padre. No caso do Concílio de Jerusalém, o bispo de Roma recorda que foi «um momento de não pouca tensão» para a Igreja, dividida quanto à observância ou não das leis mosaicas. «Paulo expôs aos Doze, definidos como as pessoas mais relevantes, seu evangelho de liberdade da Lei. À luz do encontro com Cristo ressuscitado, ele havia compreendido que no momento da passagem ao Evangelho de Jesus Cristo, os pagãos não precisavam da circuncisão ou das leis sobre o alimento e sobre o sábado como demonstração de justiça: Cristo é nossa justiça e ‘justo’ é todo aquele que está conforme com Ele», explica. Neste sentido, acrescenta o Papa, «como aparece com grande clareza nas cartas de São Paulo, a liberdade cristã não se identifica nunca com a libertinagem ou com o arbítrio de fazer o que se quer; esta se realiza em conformidade com Cristo e, por isso, no autêntico serviço aos irmãos, sobretudo aos mais necessitados». Paulo, assevera Bento XVI, foi fiel ao pedido dos Apóstolos de «lembrar-se de seus pobres», e com a coleta a favor dos cristãos de Jerusalém, manifesta-se «um gesto litúrgico ou ‘serviço’, oferecido a Deus em cada comunidade; é ação de amor cumprida a favor do povo. Amor pelos pobres e liturgia divina estão unidos: o amor pelos pobres é liturgia». «Na preocupação pelos pobres, testificada particularmente pela 2ª Carta aos Coríntios e na conclusão da Carta aos Romanos, Paulo demonstra sua fidelidade às decisões amadurecidas durante a Assembléia», afirma. A respeito disso, o sucessor de Pedro assinalou a importância dos concílios na vida da Igreja: «Todo concílio e sínodo da Igreja é ‘acontecimento do Espírito’ e reúne em sua realização as solicitudes de todo o povo de Deus: experimenta-o em primeira pessoa quem teve o dom de participar do Concílio Vaticano II». Sobre o episódio do confronto de Paulo com Pedro em Antioquia da Síria, o Papa explicou que «dá a entender a liberdade interior de que gozava o Apóstolo». Naquela circunstância, Paulo recriminou Pedro por evitar os pagãos nas refeições fraternas, por causa do preceito mosaico de evitar certos alimentos. «Muito provavelmente as perspectivas de Pedro e de Paulo eram distintas: para o primeiro, tratava-se de não perder os judeus que haviam aderido ao Evangelho; para o segundo, o importante era não diminuir o valor salvífico da morte de Cristo por todos os crentes.» E, contudo, recorda o Papa, o próprio Paulo, dez anos depois, pedia aos irmãos de Roma que evitassem os alimentos se isso fosse «escandalizar os mais fracos». «O incidente de Antioquia se revelou assim como uma lição, tanto para Pedro como para Paulo. Só o diálogo sincero, aberto à verdade do Evangelho, pôde orientar o caminho da Igreja», acrescenta Bento XVI.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Bento XVI apresenta Santa Teresinha como apoio aos jovens

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 1º de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI apresentou Santa Teresa de Lisieux como apoio para os jovens, no dia da festa litúrgica daquela que é conhecida como Santa Teresinha do Menino Jesus, e que faleceu aos 24 anos de idade. Ao despedir-se dos jovens presentes, assim como dos doentes e recém-casados congregados na Praça de São Pedro, no Vaticano, por ocasião da audiência geral, o Papa recordou a freira de clausura de Lisieux (França), doutora da Igreja e padroeira das missões. «Que seu testemunho evangélico vos apóie, queridos jovens, no compromisso de fidelidade cotidiana a Cristo», disse o bispo de Roma. Dirigindo-se aos doentes, alguns deles em cadeiras de rodas, desejou que a jovem francesa os estimule «a seguir a Jesus pelo caminho da provação e do sofrimento». Por último, ao saudar os recém-casados, alguns vestidos com sua roupa de casamento, confiou-lhes sua esperança de que Santa Teresinha os ajude «a fazer de vossa família o lugar de crescimento no amor a Deus e aos irmãos». Os pais de Santa Teresinha do Menino Jesus, Luís e Célia Martin, serão beatificados em Lisieux, no dia 19 de outubro, durante o Domingo Mundial das Missões.